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quarta-feira, 11 de agosto de 2021

A inflação está comendo nosso salário. Reajuste mensal já!


Junho 2021 - Nós, trabalhadores metalúrgicos, percebemos que nosso salário está diminuindo. Mas por que isso acontece? O motivo principal, além de que ganhamos uma mixaria comparado com o lucro que produzimos, a inflação aumenta nossas contas todos os meses e a direção do nosso sindicato (Força Sindical) entregou de bandeja nosso reajuste que fechou em ZERO em Setembro de 2020, mas depois da revolta e pressão na DANA e nas demais fábricas, as empresas decidiram dar miseráveis 2,94% em Janeiro de 2021. Ou seja, entre Setembro de 2019 e Junho de 2021 recebemos apenas 2,94% de reajuste salarial! 

Mas o que poucos trabalhadores sabem é que, em Outubro de 2020, a direção que está no nosso sindicato fechou um acordo válido por 2 anos (2021 e 2022), vinculado ao ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS AO CONSUMIDOR (INPC). A direção do sindicato, junto com os empresários, se aproveitam da pandemia pra amarrar nosso salário em um índice que nem de longe corresponde aos gastos que temos com nossas famílias!



Se a inflação é mensal, porque nosso salário não aumenta mensalmente?






Com esse esquema, das empresas e dos sindicatos, de reajustar o salário apenas uma vez por ano, nosso salário vai diminuindo todo mês. Somente depois de um ano perdendo é que recebemos o reajuste pra compensar o que a inflação OFICIAL nos tirou o ano todo, porém esse reajuste não cobre todas as perdas que tivemos, vejamos no gráfico ao lado.

Quando olhamos o gráfico, mês a mês, a diferença dos salários parece pequena. Mas se somamos essas diferenças mensais num período de 12 meses, vamos ver que neste exemplo, com um salário base de 1.600,00 reais, perdemos R$ 508,66 em um ano! 


A Oposição Metalúrgica fez panfletagem no Distrito Industrial. Clique nos nomes das fábricas para acessar o jornal:

TDK

PERTO 

MUNDIAL

JACKWAL

RENNER

PANATLANTICA, CARLOS BECKER E WEG



*Texto publicado pela OSM em Junho/2021


segunda-feira, 22 de março de 2021

2021 começa com trabalhadores adoecendo e morrendo de COVID-19 nas fábricas



Março/ 2021 - Apesar de os trabalhadores serem infectados e estarem morrendo pelo COVID-19 (neste mês, uma trabalhadora da TDK e outra da cozinha da MUNDIAL vieram a falecer em decorrência do COVID), as direções das fábricas fingem que nada está acontecendo e nos obrigam a continuar trabalhando aglomerados dentro da empresa. Especialistas da saúde alertam que a situação tende a piorar, porque as novas variantes do vírus são muito mais transmissíveis e letais. Os hospitais estão superlotados. Quem ficar doente não terá o atendimento adequado. É inaceitável continuarmos trabalhando nessas condições, correndo altíssimo risco de vida!

# PARAR AS FÁBRICAS PARA NÃO MORRERMOS DE COVID!

#
ESTABILIDADE NO EMPREGO PARA NÃO MORRERMOS DE FOME!

#
O LUCRO DO PATRÃO NÃO DEVE ESTAR ACIMA DAS NOSSAS VIDAS!

#
VACINA PARA TODOS OS TRABALHADORES!


 

ATUAL DIREÇÃO DO SINDICATO FECHA CAMPANHA SALARIAL ABAIXO DA INFLAÇÃO E SEM RETROATIVO

A inflação oficial de 2020, segundo o IBGE, foi de 5,45%, e em 2021 a gasolina já subiu mais de 50% nas bombas, comparado a 2020. Sentimos no dia a dia que nosso salário perdeu o poder de compra.

A data-base da campanha salarial de todas as empresas metalúrgicas do Distrito Industrial de Gravataí (RS) é em Setembro. Os pelegos que estão na direção do sindicato, mais uma vez, não apareceram nas fábricas. Depois de muita pressão realizada pelos metalúrgicos da DANA, as demais empresas começaram a informar diretamente para os trabalhadores sobre o reajuste que, muitas vezes, não chegava a 3%. E tiveram empresas que deixaram para pagar só em Janeiro de 2021, cinco meses depois, sem retroativo e sem aumento real. Isso é total desrespeito com nós, trabalhadores! Temos que exigir um salário decente, afinal de contas somos nós que produzimos a riqueza e é um direito nosso um salário melhor!


PELEGOS DO SINDICATO PERMITEM BANCO DE HORAS

As horas extras já eram uma forma que favorecia mais o patrão do que o trabalhador porque, apesar de ter um retorno ao trabalhador, com as horas prolonga-se o tempo de trabalho. Mas como os salários são baixos, muitas vezes os trabalhadores usam como complemento para pagar as contas do mês.

Com o banco de horas, a situação fica ainda pior para os trabalhadores, pois agora as horas extras que são feitas não serão mais pagas em dinheiro, mas sim em dias de folga. Porém, não quando o trabalhador quer ter a folga, mas sim quando a empresa quiser.

Não devemos aceitar isso! Temos que ser contra o banco de horas porque, dessa forma, vamos nos tornar escravos dos patrões. Eles vão nos forçar a trabalhar mais e não vamos receber mais por isso!

Temos que lutar contra o banco de horas nas empresas!



Clique nos nomes das empresas abaixo para ler o jornal distribuído pela OSM nas fábricas do Distrito Industrial de Gravataí (RS) em 17 e 18 de Março:

 
PERTO/ MUNDIAL

TDK/ JACKWAL

DANA

GLOBO INOX, PANATLANTICA e RENNER



* Texto da OSM publicado em 22/03/2021



quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Campanha Salarial Distrito: Oposição denuncia reajuste zero

 


 

Nos dias 15, 21 e 22 de Outubro, a OSM (Oposição Metalúrgica) esteve nas metalúrgicas para denunciar o acordo de REAJUSTE ZERO feito pela atual direção do sindicato e as empresas.

Com pressão e luta, os trabalhadores da DANA reabriram as negociações e conseguiram antecipar 2% agora e deixar os outros 0,94% para o início de 2021 (totalizando 2,94%, inflação medida pelo INPC para a data-base 1º de Setembro) entre outras questões. CLIQUE para ver matéria sobre o DANA 

Os patrões da MUNDIAL e da JACKWAL ficaram com medo do que os operários da DANA fizeram e se anteciparam com reajustes de 2% a 2,5%.

Após a panfletagem da Oposição, a direção da PANATLANTICA anunciou reajuste salarial de 3%.

Mas as demais empresas do Distrito Industrial não se coçaram até agora! Empresas grandes e multinacionais, como a TDK e a PERTO/ DIGICON, insistem no reajuste zero aos trabalhadores.

Temos que seguir o exemplo dos trabalhadores na DANA e pressionar os patrões e a direção do sindicato. É hora de garantir o poder de compra dos nossos salários!



Clique nos nomes das empresas abaixo para ler o jornal distribuído pela OSM:

DANA

JACKWAL

PERTO/ DIGICON

DEMAIS EMPRESAS

 

 

*Matéria publicada pela OSM (Oposição Sindical Metalúrgica) em 29/10/20


 

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Campanha Salarial Distrito: diretoria do sindicato aceita reajuste zero!

 


Os patrões se aproveitam da pandemia que já matou milhares e contaminou milhões para se livrar de sua própria crise, e a receita é sempre a mesma: demissões, redução de salários, retirada de direitos. No Brasil, já são mais de 130 mil mortes e mais de 4 milhões de contaminados e essa tragédia gigantesca tem responsável: o governo Bolsonaro, que desde o início da pandemia é contra o isolamento, única forma de diminuir a contaminação pelo vírus, que não garante o devido investimento no SUS, o sistema público de saúde e fala o absurdo de que se houver uma vacina, só toma quem quiser. O governo também criou várias medidas liberando os patrões para reduzir salários, retirar direitos e continuar com as demissões.

        Na Campanha Salarial do ano passado, a atual diretoria do sindicato já tinha aceitado um Acordo sem reposição salarial e que piorou a jornada de trabalho com redução dos horários de pausa e a imposição do banco de horas no Distrito Industrial. Agora, na Campanha Salarial de 2020, mais desvalorização dos salários: os pelegos não organizaram nenhuma luta para garantir aumento salarial, proteção à saúde dos trabalhadores e aos direitos. Várias empresas metalúrgicas como a GM, MUNDIAL, DANA entre outras usaram a MP 936 do Governo Bolsonaro para reduzir os salários, retirar direitos e continuar com as demissões e, ainda, se recusaram a pagar o devido aumento salarial na data-base. A Convenção Coletiva foi renovada mantendo cláusulas que atacam direitos e a discussão sobre o reajuste salarial ficou para março de 2021, ou seja, nem as perdas já acumuladas os patrões vão pagar esse ano. E a diretoria do sindicato aceitou este acordo!

Enquanto isso, os trabalhadores ainda estão na mira do coronavírus, aglomerados nas fábricas e nos ônibus, trabalhando sem proteção, muitas vezes nem álcool gel tem.


É SÓ NA LUTA QUE VAMOS GARANTIR:

 # REPOSIÇÃO da inflação mais AUMENTO REAL de salário, repondo as perdas dos últimos 12 meses;

# REINTEGRAÇÃO dos demitidos e estabilidade no emprego;

# REALIZAÇÃO DE TESTES, afastamento dos que tiveram contato com quem adoeceu pela COVID 19, medidas de proteção à saúde e a vida dos trabalhadores;

# Manutenção e ampliação dos DIREITOS;

# FIM do banco de horas;

# Melhores CONDIÇÕES DE TRABALHO


Nenhum direito que a classe trabalhadora tem foi presente de patrão ou governo, o que temos é fruto da nossa luta e para impedir que eles acabem de vez, para garantir empregos e salários, o caminho segue sendo a luta. Ter o sindicato como instrumento de organização e luta é muito importante, por isso se junte à Oposição e vamos, juntos, fortalecer a mobilização para que o Sindicato dos Metalúrgicos seja dos trabalhadores!




             
             OSM denunciou reajuste zero aos metalúrgicos do Distrito Industrial em Gravataí (RS) em               panfletagem nas empresas nessas 5ª e 6ª feiras (17 e 18/09). INPC para a data-base da 
categoria em 1º de Setembro fechou em 2,94% (um dos dos índices de reposição da inflação)


Veja, abaixo, o jornal distribuído pela OSM (Oposição Metalúrgica) na íntegra nas principais fábricas de Gravataí (RS) nesta semana:









* Publicado pela OSM (Oposição Sindical Metalúrgica em 18/09/20


segunda-feira, 13 de julho de 2020

DANA: MP 936 DO GOVERNO BOLSONARO NÃO PROTEGE EMPREGO


A Oposição Metalúrgica esteve no portão da Dana denunciando as medidas provisórias do governo Bolsonaro que reduz salário e retira direitos e não preserva empregos.

Também denunciou a redução de salário, de PPR e as demissões que empresa vem fazendo mesmo aderindo na MP 936.

Outro ataque aos direitos dos trabalhadores é o banco de horas assinado pelo atual diretoria do sindicato, onde os trabalhadores vão trabalhar até aos domingos.

Com casos positivos de covid-19 na empresa, cobramos isolamento remunerado e exames para todos os trabalhadores.

É preciso lutar pelos direitos e pela vida.

CLICK AQUI E CONFIRA A ÍNTEGRA DO JORNAL DE JULHO/DANA DA OPOSIÇÃO METALÚRGICA DE GRAVATAÍ




quarta-feira, 29 de abril de 2020

Dana e Perto/Digicon retornam em meio ao avanço do coronavírus. Na Perto, ainda teve demissão

 29/04/20 - Nesta semana, a Oposição Metalúrgica de Gravataí (OSM) esteve junto com os trabalhadores no retorno da DANA na 2ª feira (27/04) após as férias em decorrência dos impactos da pandemia do corona.


 

DANA



Na 3ª feira (28/04), voltamos à entrada da PERTO/ DIGICON para denunciar as cerca de 300 demissões feitas pela empresa. As fábricas retornaram das férias com 100% da operação na 5ª feira (23/04) e, na 6ª feira muitos trabalhadores já foram mandados pra rua, prosseguindo ainda nesta segunda (27/04). Temos informações de que, antes da quarentena, a PERTO/DIGICON já tinha demitido 120 trabalhadores. 
 
PERTO/DIGICON

Se diminuíram os pedidos devido à crise econômica agora agravada pelo coronavírus, a empresa que diminua a jornada sem reduzir os salários. A PERTO/ DIGICON ganha bilhões de lucro anual e tem reservas, enquanto os trabalhadores precisam do emprego e do salário para sobreviver.

    Se você conhece algum trabalhador da PERTO/ DIGICON demitido neste período, entre em contato com a Oposição Metalúrgica pelo telefone (51) 98905-7031 (celular e whats). NÃO ACEITAMOS NENHUMA DEMISSÃO E NENHUMA PERDA SALARIAL!





E na 4ª feira (29/04), fomos para a entrada de turno na Soundigital, que demitiu em torno de 18 trabalhadores recentemente. Um mês antes das férias para a quarentena, a empresa implementou um banco de horas que deixou os trabalhadores devendo horas. Eles são obrigados a trabalhar mais horas por dia e nos feriados e nos sábados. A Soundigital também não paga PPR e não tem plano de saúde.
 

Soundigital
Soundigital



PARAR AS FÁBRICAS JÁ. SEM REDUÇÃO DE SALÁRIO E MANUTENÇÃO DOS EMPREGOS!


Oposição Metalúrgica de Gravataí - Abril/ 2020



segunda-feira, 23 de março de 2020

Pandemia do Coronavírus: Oposição Metalúrgica está junto com os trabalhadores contra a ganância dos patrões!

ATUALIZAÇÃO da matéria em 24/03: a Oposição Metalúrgica (OSM) também realizou manifestação na entrada dos trabalhadores na tarde de ontem. De noite, a empresa comunicou que estava entrando em férias coletivas a partir de 30/03, uma conquista dos trabalhadores organizados junto com a Oposição!

 Os metalúrgicos da
MUNDIAL, junto com a Oposição Metalúrgica (OSM), atrasaram a entrada na madrugada de hoje (23/03/20) em protesto contra a direção da empresa, que mantém a fábrica em operação em meio à pandemia do Coronavírus. Os trabalhadores do turno 1 desceram dos ônibus e ficaram parados uns 20 minutos. O sindicato também estava lá com caminhão de som e não trancou a entrada, nem nada, só ficou vendo a peãozada entrar mesmo contra a vontade.

Os trabalhadores precisaram pressionar a diretoria do sindicato a entrar e negociar com a direção da MUNDIAL, que até onde sabemos não deu em NADA e os trabalhadores tiveram que entrar pra trabalhar.

No sábado (21/03), a empresa já tinha anunciado a liberação dos peão acima de 60 anos e dos que têm problema de saúde crônica. Uns 70% da fábrica ainda continua trabalhando. A MUNDIAL tem por volta de 800 trabalhadores!


PREFEITURA DE GRAVATAÍ CEDE À PRESSÃO DAS EMPRESAS MUNDIAL E DANA E VOLTA ATRÁS NO DECRETO, LIBERANDO AS ATIVIDADES

O prefeito de Gravataí, Marco Alba, emitiu decreto municipal no sábado (21/03) orientando que inclusive as fábricas que não fossem de setores essenciais liberassem seus empregados neste período de gravidade sanitária frente à pandemia do Coronavírus. A GM já tinha parado em regime de day off na semana passada; após a decisão do prefeito, a TDK e a JACKWAL anunciaram parar a partir de hoje 21/03. Porém a MUNDIAL e a DANA, mais preocupadas com seus lucros do que com a saúde dos trabalhadores, pressionaram a prefeitura e conseguiram prosseguir com suas atividades, passando por cima de qualquer orientação das autoridades de saúde. 


Trabalhadores reunidos com direção
do sindicato no pátio da Mundial
A MUNDIAL justificou que as linhas de produção abastecem setores essenciais, como o da produção de carne animal e o de higiene pessoal. A MUNDIAL fabrica utensílios como faca de corte, cortador de unha e alicate para cutícula. Mas isso são essenciais? O que não pode faltar é comida, medicamento e utensílios usados no setor da saúde! Além disso, o setor que produz facas para frigorífico é minúsculo, não justifica a fábrica seguir funcionando.

A DANA disse que dará férias coletivas a partir do dia 30/03, sendo que este afastamento das atividades é de caráter de dispensa médica e, portanto, não deveria ser descontado das férias. Liberou também os acima de 60 anos ou com doenças crônicas. Para continuar produzindo nesta semana, a empresa afirmou que estaria reforçando as medidas de saúde dentro da fábrica, mas os peão continuam trabalhando tudo junto, quando a orientação das autoridades de saúde é de isolamento social. A DANA não produz nenhum produto essencial.

Especialistas na área da saúde afirmam que os dias desde o último sábado (21/03) até esta quarta-feira (25/03) são cruciais para diminuir a curva de casos do vírus. As escolas e o serviço público já pararam semana passada, a algumas indústrias pararam no sábado e foram proibidas aglomerações para conter a epidemia. Mas na DANA e na MUNDIAL os peão vão continuar entrando em ônibus cheios para ir pra fábrica, onde ficam aglomerados na fábrica e manuseando, muitas vezes, os mesmos materiais, máquinas e ferramentas?



LICENÇA REMUNERADA E O TRABALHADOR SEGURO EM CASA!

Os donos das fábricas e a própria diretoria do sindicato dos metalúrgicos (SINMGRA) estão em casa de quarentena, mas os peão têm que ir para a linha de produção. Nós não queremos voltar pra casa e arriscar a vida de nossos filhos e idosos. Por nós e nossas famílias, fábrica parada já!

Exigimos licença remunerada sem perder o salário nem descontar de nossas férias, sem demissões!





Oposição Metalúrgica de Gravataí - Março/ 2020

terça-feira, 14 de agosto de 2018

A inflação no RS comendo o salário do peão. Só a luta por reajuste salarial pode mudar essa situação!

Ago/2018


A inflação acumulada nos últimos 12 meses foi de 5% na região metropolitana, e a inflação média no Brasil foi de 3,6%. Essa diferença é grande porque A INFLAÇÃO NA NOSSA REGIÃO É A MAIOR DO PAÍS.
A inflação é calculada a partir de uma longa lista de produtos, mas se pegarmos alguns produtos veremos que a inflação destes ficou muito acima da média:


Produto
Inflação (aumentou)
Farinha de trigo
15,63 %
Batata inglesa
22,90 %
Cebola
29,15 %
Frutas
7,43 %
Leite
27,57 %
Habitação
10,66%
Gás de botijão
9,69 %
Energia elétrica
30,22%
Transportes
12,83%
Gasolina
30,33 %
Serviços de saúde
7,98%





Isso significa que a correção da inflação nos nossos salários depende de quais produtos nossa família mais consome. E portanto pode ficar MUITO ACIMA DOS 4,98% do INPC.

Ou seja, se o reajuste salarial for de 4,98% NÃO poderemos continuar comprando as mesmas coisas no mercado na hora de fazer o rancho.
Ou continuaremos comprando, às custas de se endividar no cartão de crédito e cheque especial (o que também deveria ter os mesmos juros incluídos no reajuste salarial, já que é feito só 1 vez por ano).

Na realidade mesmo se não tivermos nenhum aumento real,  para não termos nenhuma perda salarial nossos reajustes teriam que ser mensais, a cada mês.

Já chega de um reajuste que não nos permite nem fazer o mesmo rancho a cada mês!

 Já estamos no fim de julho e a direção do sindicato nem fala em campanha salarial.

Já chega de uma direção do sindicato que faz as negociações que beneficiam só os patrões!


sexta-feira, 10 de agosto de 2018

DANA amplia lucros às custas da exploração dos trabalhadores

Nessa Campanha Salarial precisamos lutar por reposição das perdas salariais, aumento real e nenhum direito a menos!


Enquanto a produção e o faturamento da Dana não para de crescer, os trabalhadores vem sofrendo
seguidas perdas dos direitos e no salário. Veja o quadro abaixo, os acordos realizados entre a atual diretoria do sindicato e a empresa:

2015
- Acordo de redução de salário em 5%
- Mesmo com a redução de salários ocorreram demissões.

2016
- PPE (Programa de Proteção ao Emprego): foi dito que era necessário entra no acordo para
evitar demissões.
- Resultado: Demissões em massa e desconto no salário em até 25% para quem ficou.

2017
- Campanha salarial: 2,1% de aumento, enquanto o valor da alimentação, do aluguel, do gás,
da gasolina subiu muito mais.
- Nenhuma cláusula que dificulte a implementação da reforma trabalhista na categoria.

A campanha salarial deve ser amplamente discutida com os trabalhadores no portão da fábrica, construindo cláusulas econômicas e cláusulas sociais que recomponha o poder de comprar de nosso salário e impeça a implementação da reforma trabalhista.
Essas são algumas revindicações pelas quais devemos lutar:

Cláusulas econômicas
- Aumento real nos salários;
- Pagamento de insalubridade;
- Cesta básica;
- Creche para os filhos das trabalhadoras e dos trabalhadores;
- Plano de carreira construído junto com os trabalhadores.

Cláusulas Sociais
- Redução da jornada de trabalho sem redução de salário;
- Fim do trabalho aos sábados;
- Estabilidade até aposentadoria para os trabalhadores acidentados ou com adoecimento no trabalho;
- Não abrir possibilidade para banco de horas;
- Fim da terceirização;


Para defender nossos direitos, é necessário lutar em cada local de trabalho e eleger uma direção sindical que não abaixe a cabeça para os patrões e que tenham compromisso SOMENTE com os trabalhadores.

Enquanto o salário dos trabalhadores é congelado, empresa aumenta o valor do plano de saúde.

É um absurdo a empresa aumentar o valor das consultas e dos exames em quase 80% por que os trabalhadores estão procurando mais o plano. Mas esconde que os acidentes e adoecimentos são provocados pela pressão dos chefes por mais produção e pelas condições inadequadas de trabalho.

Cadê a diretoria do sindicato para estar junto com os trabalhadores na campanha salarial e nas
demissões da Nakata?

domingo, 21 de agosto de 2016

Inflação da cesta básica: 14,29% x Inflação INPC 9,62%

Out/2016

Enquanto a inflação da cesta básica nos últimos 12 meses na região metropolitana foi de 14,29%, a atual direção do sindicato está negociando a inflação pelo média nacional do INPC de 9,62%.

Sabemos que maior parte do nossos salários é gasto com alimentação, mas com essa negociação dos pelegos que estão no sindicato, poderemos ter um reajuste de quase UM POUCO MAIS DA METADE DO QUE DEVERÍAMOS RECEBER!!!

Segundo o IEPE (Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas), a inflação na região metropolitana de Porto Alegre nos últimos 12 meses foi de: 11,40%. Segundo o INPC (índice oficial do governo calculado pelo IBGE) a inflação para o mesmo período foi de 9,62%.

A inflação é calculada a partir de uma longa lista de produtos, mas se pegarmos alguns produtos, por exemplo, carne, leite, feijão água, luz, transporte, moradia, veremos que a inflação destes produtos ficou bem acima da média.

Isso significa que a correção da inflação nos nossos salários depende de quais produtos nossa família mais consome. E portanto pode ficar bem acima dos 11,40%.

Ou seja, se o reajuste salarial for de 11,40% não poderemos continuar comprando as mesmas coisas no mercado na hora de fazer o rancho.
Ou continuaremos comprando, às custas de se endividar no cartão de crédito e cheque especial (o que também deveria ter os mesmos juros incluídos no reajuste salarial, já que é feito só 1 vez por ano).

Na realidade mesmo se não tivermos nenhum aumento real,  para não termos nenhuma perda salarial nossos reajustes teriam que ser mensais, a cada mês.

Já chega de um reajuste que não nos permite nem sequer fazer o mesmo rancho a cada mês!
Já chega de uma direção do sindicato que faz as negociações que beneficiam os patrões!

Os pelegos que estão no sindicato começam campanha salarial de Gravataí com o mesmo discurso do patrão

Ago/2016

A data-base da campanha salarial de Gravataí é setembro, exceto para os trabalhadores do complexo industrial da GM que é em abril.

Logo de saída, os pelegos que estão no sindicato já vêm com o velho discurso de que as empresas de Gravataí estão em crise. Nós da Oposição, defendemos que as atenções deveriam se voltar para os problemas dos trabalhadores e não para as empresas, pois quem está pagando pela crise somos nós, com demissões, salários baixos, PPRs vergonhosos e más condições de trabalho nas fábricas. Ao mesmo tempo em que os pelegos dizem que são contra a retirada de direitos, na prática fazem acordos como o PPE (programa de proteção ao emprego), que reduzem salários, e o LAYOFF, que faz o trabalhador pagar seu próprio salário através do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e ainda o deixa sem o direito ao seguro-desemprego na hora da demissão. Esses mesmos pelegos escondem que, na verdade, a Força Sindical defende e até propõe a Reforma da Previdência.

Contra toda essa farsa, convocamos os metalúrgicos de Gravataí que se juntem a nós para disputar o sindicato nas eleições sindicais. Só derrotando os pelegos que hoje se encontram na direção da entidade é que conseguiremos trazer de volta o sindicato para as mãos dos trabalhadores, fazendo dele uma ferramenta da nossa luta.

Dana reduz salários e PPR com o aval dos pelegos que estão no sindicato.

Ago/2016

Depois de demitir em massa no começo do ano, a DANA novamente impõe o PPE aos trabalhadores e, agora, com um corte nos salários ainda maior chegando a 25%, o que também reflete no 13° salário, nas férias e no FGTS. E se isso não bastasse, ainda mexeram no PPR, que foi pago valor em torno de R$ 1 mil a menos que no ano passado.

terça-feira, 22 de março de 2016

Demissões, redução de salário e morte de trabalhador na Dana

22/03/2016
Mais uma vez a empresa meteu a mão nos direitos dos trabalhadores. Primeiro foi a morte de um trabalhador, que por ser de uma empresa terceirizada tem menos direitos, menores salários e exposto a situação de maior risco a acidentes.  Alias, os pelegos do sindicato ligado a Força Sindical são favoráveis a terceirização do trabalho.

Segundo, numa mesma tacada a Dana Demitiu e reduziu os salários dos trabalhadores com ajuda da direção do sindicato. Fazendo mais choradeira que a própria empresa, o Quebra Mola tenta justificar  PPE, dizendo que é para manter o emprego, só não disse que na mesma semana a empresa já tinha demitido em massa.

Tanto a gerencia da empresa como os diretores do sindicato aterrorizam os trabalhadores sobre a crise. Porém, como pode ter tanta crise se a empresa gasta milhões em compra de novas maquinas e robôs? Ou é uma forma de lucrar mais aumentando o ritmo e a intensidade do trabalho mantendo os salários menores?

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

O lado escuro da Força

Reportagem publicada na revista Veja sobre a corrupção, desvio de dinheiro público e enriquecimento ilícito dos principais líderes da Força Sindical,

A atual direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, também faz parte da Força Sindical.

Para baixar a reportagem em PDF clique aqui.






Fonte: Revista Veja. Edição 2061. Ano 41 - nº20


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

A oposição segue firme para junto com os metalúrgicos derrotar os pelegos e retomar o sindicato para os trabalhadores

27/01/2016

Para mudar essa situação em que os que hoje estão no Sindicato dizem amém para os patrões, é necessário ampliar a Oposição que segue firme na luta para que o Sindicato seja dos trabalhadores. Muitos companheiros revoltados contra os pelegos pensam em se desfiliar do Sindicato, mas essa atitude é tudo o que a pelegada e os patrões querem, pois quanto menos sindicalizados, mais fácil fica para os pelegos manter tudo como está e ficarem lá no Sindicato aceitando o ataque aos direitos dos metalúrgicos.
Para tirarmos essa diretoria pelega precisamos que os trabalhadores continuem sócios e mais companheiros se sindicalizem e juntos fortalecer a Oposição.
No final de 2014, os pelegos que estão no Sindicato junto com a Força Sindical realizaram mais uma eleição fajuta, fizeram de tudo para impedir que a Oposição registrasse a Chapa e muitos trabalhadores nem ficaram sabendo dessa eleição. É hora de transformar a revolta em movimento, se junte à Oposição Metalúrgica, para juntos retomarmos o Sindicato para os trabalhadores.
Se junte a nós, vamos fortalecer a luta para ter um Sindicato que organize as lutas e as greves contra os ataques dos patrões e por melhores salários, contra as demissões, por nenhum direito a menos.


O sindicato dos metalúrgicos de Gravataí precisa estar com os trabalhadores

Somos a Oposição Metalúrgica e juntos com a Intersindical, uma organização que reúne Sindicatos e Oposições de luta em todas as regiões do país, estamos na luta para que o Sindicato dos Metalúrgicos seja um instrumento de defesa dos trabalhadores.
Trabalhamos em várias fábricas metalúrgicas de Gravataí e não desistimos de organizar a Oposição para derrotar os pelegos da Força Sindical, central que está no Sindicato e foi criada na década de 90 com o objetivo de ser parceira dos patrões.
Nosso principal objetivo é organizar os trabalhadores no local de trabalho e retomar o Sindicato para ampliar a luta pela manutenção e ampliação dos direitos. Para enfrentar os ataques dos patrões que reduzem salários, impõem o banco de horas, dão calote no PPR é fundamental termos o Sindicato para organizar a luta contra esses ataques. 
O Sindicato deve ser um instrumento de resistência e de luta dos trabalhadores e deve estar nas mãos dos trabalhadores. Por isso é necessário fortalecer a Oposição e termos uma CHAPA para derrotar os pelegos que ainda estão no Sindicato.
Os pelegos que hoje estão no Sindicato sabem que os metalúrgicos não os reconhecem como seus representantes, por isso fazem de tudo para tentar impedir que a Chapa de Oposição participe das eleições. Mudaram o Estatuto sem a participação da categoria para dificultar ainda mais a inscrição da Chapa de Oposição e a eleição de 2014 por exemplo, ainda está no Judiciário por causa das irregularidades que os pelegos fizeram para se manterem a qualquer custo no Sindicato.
Nós não desistimos e estamos junto com os metalúrgicos, sabemos dos problemas que os companheiros enfrentam dentro das fábricas e denunciamos os ataques dos patrões em nossos Jornais, como também nos órgãos de fiscalização como o Ministério Público do Trabalho e o mais importante seguimos trabalhando para ampliar a Oposição para que o Sindicato seja dos trabalhadores. Se você ainda não é sindicalizado, fique sócio o quanto antes e vamos juntos lutar para ter o Sindicato nas mãos dos trabalhadores.

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