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terça-feira, 20 de março de 2018

8 de Março: a luta das mulheres trabalhadoras é uma luta do conjunto da classe trabalhadora




Março/2018   O mês de março não é um mês de comemorações; ele marca a luta das mulheres trabalhadoras ao longo de tantos anos no mundo inteiro. O Capital, com seus meios de comunicação, tenta esconder o significado do 8 de Março, que relembra a luta das trabalhadoras que ocuparam as fábricas; que lutaram, ombro a ombro, com os trabalhadores; foram à greve, se demonstrando tão combativas quanto os homens pelos seus direitos. Lutaram pela redução da jornada de trabalho, por melhores condições de trabalho e por direitos negados durante séculos às mulheres.

A reforma dos patrões e do governo ataca ainda mais as mulheres

A Reforma Trabalhista tem por objetivo reduzir salários, direitos e continuar com as demissões. Além disso, vai piorar as condições de trabalho:

# Os salários das trabalhadoras, que seguem inferiores aos salários dos trabalhadores e  vão  diminuir ainda mais com a terceirização;

# Mulheres grávidas poderão trabalhar em locais insalubres, colocando em risco a saúde da mãe e do seu  filho;

# Com a ampliação dos contratos temporários por até 1 ano, a estabilidade da gestante e a licença maternidade não vão ser respeitadas;

# Com a flexibilização da jornada por meio dos contratos intermitentes, as trabalhadoras vão ter que trabalhar ainda mais para conseguir levar sustento para casa.


À luta!

* Panfleto da OSM de Março/2018

quarta-feira, 8 de março de 2017

Os patrões e os governos atacam a classe trabalhadora, aumentando a exploração e a opressão contra as mulheres trabalhadoras

Os patrões e os governos avançam contra direitos da classe trabalhadora, e no Brasil não é diferente. O governo Temer/PMDB acelera os ataques aos nossos direitos e as mulheres trabalhadoras serão mais atacadas. Se a proposta do governo passar, os direitos garantidos nas leis trabalhistas e nos Acordos Coletivos vão acabar.

Veja alguns exemplos de direitos que irão para o ralo pela proposta dos patrões e dos governos:

- A contratação temporária poderá ser de 1 ANO, o que significa receber menos e não ter nenhum direito garantido: por exemplo, se a trabalhadora engravidar e estiver em contrato temporário, não terá direito à estabilidade de gestante. Se uma trabalhadora/o sofrer acidente e for afastada/o, quando retornar poderá ser demitida/o. Não terá direito a 13º, férias, NADA.

- A idade de homens e mulheres para aposentadoria será igualada: nós mulheres NÃO TEMOS as mesmas condições de conseguir um emprego e permanecer no emprego que os homens. Nós ficamos muito mais tempo procurando emprego, por haver menos vagas para mulheres, e muitas de nós se obrigam a fazer bicos ou trabalhar sem carteira assinada (trabalhar como diaristas, babás etc.). Além disso, também somos obrigadas a nos afastarmos do emprego para cuidar dos filhos pequenos ou dos idosos e doentes, pois para a sociedade machista isto é tarefa das mulheres. Além da dupla jornada por causa do trabalho doméstico. Por isso existe a diferença de idade para mulheres, para nós não é um privilégio, mas um reconhecimento de que as condições para trabalhar são muito piores.


A Oposição está junto com a Intersindical na defesa dos direitos das mulheres

O PAPEL DO SINDICATO É DEFENDER OS TRABALHADORES E NÃO OS PATRÕES. Em outros lugares onde o sindicato pertence a Intersindical conseguimos muitos avanços pros trabalhadores, melhores salários, eliminação do trabalho aos sábados, estabilidade de emprego para lesionados por doenças do trabalho, além de muitas conquistas para nós mulheres.
Em Campinas, Santos e região no Estado de São Paulo, as trabalhadoras metalúrgicas tem direito a 180 dias (6 meses) de Licença Maternidade, podendo solicitar mais 16 dias de licença remunerada após esse período, e quando retornam ao trabalho tem garantido mais 10 meses de estabilidade, além de 2 horas por dia pra amamentação durante 6 meses.
Aqui em Gravataí a realidade é bem diferente, a atual diretoria do sindicato, que pertence à Força Sindical, já demonstrou que só tem compromisso com as empresas, e é por isso que os acordos coletivos de Gravataí não garantem nada mais do que o que já está na CLT, além disso, a Força Sindical está apoiando as propostas de retirada de direitos feitas pelo governo Temer.

Queremos mudar essa realidade

Nós mulheres trabalhadoras não somos inferiores, trabalhamos com dignidade e por isso merecemos respeito. Exigimos melhores condições de trabalho e melhores salários para todos os trabalhadores, tanto homens quanto mulheres, queremos acabar com o machismo e seus privilégios! E para que isso aconteça temos que lutar juntos contra a retirada dos nossos direitos e por novas conquistas.
Venha construir a Oposição Metalúrgica! Juntos teremos mais força para lutar!

Não nos bastam presentes e elogios no dia 8 de março, queremos respeito e salário digno o ano todo!



Nós trabalhadores enfrentamos cotidianamente muitos problemas em nossos locais de trabalho. Mas existem mais dificuldades para as mulheres trabalhadoras, os salários são menores para as mesmas funções, as cobranças e a pressão são maiores e ainda tem o assédio sexual.
Para os patrões exploração e discriminação de nós mulheres são uma combinação perfeita para aumentar os lucros, pois o problema não é apenas o tratamento desigual para homens e mulheres, mas reconhecer que as condições de trabalho são muito desiguais, pois nós além de trabalharmos tanto quanto ou mais que os homens, ainda temos outra jornada de trabalho quando chegamos em casa: o trabalho doméstico.
Mas como isso pode ser bom para os patrões aumentarem a exploração? Como as mulheres fazem o trabalho doméstico (limpar, lavar, passar, cozinhar, cuidar da família) de graça, isso permite aos patrões pagar um salário menor tanto para os homens como para as mulheres, já que eles não precisarão pagar alguém para fazer este trabalho doméstico. Além disso, é comum as tarefas de limpeza da fábrica também sobrarem para as mulheres!

Discriminação e diferença salarial entre homens e mulheres

Quase todas as empresas falam em seus códigos de ética que não podem fazer discriminação de gênero (entre homens e mulheres) e é garantido por lei que as mulheres tenham os mesmos direitos que homens. Mas nós sabemos que a realidade é bem diferente. Existe uma grande diferença de salário entre homens e mulheres, segundo o IBGE, no Brasil as mulheres recebem 30% A MENOS que os homens. A pesquisa também revela que as MULHERES TRABALHAM MAIS HORAS que os homens nos setores que pagam os salários mais baixos. 
Na maioria das empresas de Gravataí não existe plano de carreira para os trabalhadores, e nas poucas empresas que tem quase não contratam mulheres, mesmo as mulheres com maior escolaridade que os homens. Na fábrica somos tratadas como inferiores pelos chefes, na maioria das vezes quando querem falar sobre algum problema na produção, que diz respeito ao nosso posto de trabalho, procuram o homem mais próximo e evitam falar sobre assuntos mais importantes com as mulheres, como se não tivéssemos responsabilidade e condições de compreender.


Sofremos a violência machista em casa, na rua e no trabalho

São inúmeros os casos de assedio sexual e de violência física que sofremos. A grande maioria deles nem são registrados, pois são praticados em casa ou no espaço de trabalho, e todas nós sabemos que denunciar alguém por assedio sexual não é uma coisa fácil, sempre vai ter alguma forma de repressão e constrangimento. A oposição também serve para fazermos essas denuncias e para lutarmos contra todas as formas de violência.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

A culpa de ser estuprada ou violentada é da mulher?

Maio/2016

A culpa de ser estuprada ou violentada é da mulher?


Uma menina de 16 anos foi estuprada por mais de 30 homens no Rio de Janeiro. Logo que a notícia saiu na internet, muita gente ficou indignada e aterrorizada com a situação. Mas depois, já começaram a circular informações de que a jovem era drogada, "andava com traficantes", tinha postado fotos segurando armas e de que havia consentido em transar com os mais de 30 homens. A garota quis ser estrupada? Os homens só praticaram este ato de violência por que estavam bêbados e drogados?

A cada 11 minutos acontece um ESTUPRO no Brasil!

A grande maioria das vítimas, cerca de 89%, são mulheres. Nós mulheres somos estrupadas quando estamos nas escolas, quando estamos em igrejas, em nossas próprias casas, em estações de metrô, em paradas de ônibus ou mesmo na rua, em um dia comum indo ou voltando do trabalho. As mulheres que foram e são violentadas estavam simplesmente tocando suas vidas, não demonstravam estar "se oferecendo" ou "querendo dar" para os homens: estavam trabalhando, estudando, indo pegar o metrô ou andando na rua.
Pra piorar, a grande maioria de nós, meninas e mulheres, somos estupradas por pessoas de “confiança”: 70% dos estupros são cometidos por parentes, namorados, amigos ou conhecidos da vítima, ou seja, no espaço doméstico!
O ESTUPRO é uma das violências mais graves, mas faz parte da cultura brasileira que é machista. Um homem que faz isso não é doente, não é louco, não fez isso só por que estava bêbado ou drogado. O homem pôde fazer isso porque é culturalmente ensinado a ser o “machão” e que pode fazer das mulheres um objeto seu. Vivemos em uma sociedade em que as mulheres são consideradas apenas objetos de satisfação sexual e reprodutoras dos herdeiros nas famílias. As mulheres são “gostosas”, "dão no couro", precisam casar e ter filhos.
Então dizer que a culpa por ser estuprada é da própria mulher que sofreu essa violência é uma forma de dizer SIM para esta cultura MACHISTA em que os homens são autorizados a fazer o que quiserem com o nosso corpo.

Mulheres trabalham mais e recebem menos

Sabemos que mesmo em uma casa em que os dois trabalhem fora, as tarefas da casa sobram geralmente pra gente, e acabam ficando invisíveis, como se não tivéssemos feito nada, ou nada mais que a nossa obrigação. O cuidado com os filhos, e muitas vezes os idosos ou doentes, também acabam com nós mulheres - filhos que, depois, vamos entregar para também serem explorados pelo patrão. Além de fazermos o trabalho doméstico sem cobrar nada, quando vamos trabalhar fora frequentemente recebemos menos que os homens na mesma função. E ainda sobra mais trabalho pra nós, como a limpeza do local de trabalho.
Na rua, no ônibus, no mercado, já é cotidiano para as mulheres escutar piadinhas, cantadas, ser olhada de cima à baixo como um pedaço de carne. Os homens se acham no direito de falar, passar a mão, forçar beijos e amassos, bater, e alguns casos até matar. Será natural? Nós mulheres sempre aceitamos isso?

Lugar de mulher é na luta!


Muitas mulheres trabalhadoras já fizeram muita luta para conquistar os direitos que temos hoje. Condições de trabalho, respeito, salário, auxílio-maternidade, creche... Não vamos abrir mão dessas conquistas! Nós, mulheres da classe trabalhadora, temos que nos unir e nos organizar para seguir a luta contra toda a forma de exploração e a opressão que sofremos!

Queremos que esta luta seja de nossos companheiros homens também, porque nossa luta não deve ser contra eles, mas contra o machismo que oprime a todos nós em casa, na rua, na escola, na fábrica!

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