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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Perto omite surto por COVID e coloca trabalhadores em risco

Oposição Metalúrgica denunciou situação em panfletagem na empresa em 30 de Julho.


  No final de Julho, a Oposição Metalúrgica teve acesso a informações que vazaram da administração da empresa confirmando 8 casos positivos de COVID-19, 23 suspeitos e 27 que tiveram contato com infectados. 

Esta situação alarmante foi denunciada à Vigilância Epidemiológica e à SMDET (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo) de Gravataí (RS) na 6ª feira (24/07) pela Oposição Metalúrgica. Também enviamos documento ao MPT (Ministério Público do Trabalho). O objetivo é comunicar os órgãos competentes sobre o que está ocorrendo na fábrica e exigir que tomem as medidas cabíveis a fim de evitar a proliferação de contágios por COVID-19 na PERTO, zelando pela saúde dos trabalhadores, de seus familiares e, consequentemente, da população do município.



Nós, da Oposição Metalúrgica, defendemos:

# Condição segura de trabalho;
# Testagem para todos os trabalhadores, inclusive os assintomáticos, que tiveram contato com os infectados, seja nos ônibus e no setor;
# Licença remunerada para conter o surto;
# Contra o banco de horas;
# Não vamos aceitar nenhuma demissão e nem perda salarial!




O LUCRO DO PATRÃO ACIMA DE TUDO = DEMISSÃO E CONTÁGIO 

Se não fosse o vazamento desses dados e as denúncias da Oposição, a empresa seguiria com essas informações em sigilo. Por isso é fundamental que os trabalhadores estejam em contato com a Oposição Metalúrgica para, juntos, tomarmos providências que resguardem a segurança e a saúde de todos. Outro fator que impacta muito aos trabalhadores são as demissões, que por sinal escancaram que o único objetivo das empresas é o lucro acima de tudo. Se não fosse este o único objetivo, não ocorreriam demissões, sobretudo em momentos de crise como este. Para nos defender das demissões e proteger a saúde de nossa família, precisamos estar atentos e organizados. Entre em contato com a Oposição, faça sua denúncia!



NÓS TRABALHANDO E OS PELEGOS QUE AINDA ESTÃO NA DIREÇÃO DO SINDICATO? DE QUARENTENA!
O sindicato dos metalúrgicos deveria estar fazendo sua função, ou seja, estar com os trabalhadores nesse momento difícil para garantir nossos empregos, direitos e condições de trabalho durante a pandemia. No entanto, a atual direção do sindicato é cúmplice das empresas assinando acordos rebaixados, como o banco de horas (por exemplo), e não tem feito absolutamente nada para fortalecer a luta dos trabalhadores. Para piorar, colocaram um anúncio na página do sindicato dizendo que “fecharam as portas por conta da pandemia”.

Engraçado, os peão podem continuar trabalhando enquanto os diretores do sindicato ficam em casa ignorando tudo que está se passando dentro das fábricas. Não aceitamos demissões e nem o risco de contágio: testes para todos os trabalhadores e licença remunerada já! Ajude a organizar a Oposição para tomar o sindicato para os trabalhadores! 



Oposição Metalúrgica de Gravataí (OSM)

quarta-feira, 21 de março de 2018

GM: o fantasma da contratação por prazo determinado


Março/2018  As últimas contratações da GM estão se dando por contrato temporário de 10 meses. Então quem foi contratado no último período já entrou sabendo a data da sua demissão: no máximo, pode ser prorrogado por mais 10 meses e só. 


A GM controla o sindicato e, assim, faz o que quer com a peãozada. A direção pelega do sindicato, por sua vez, baixa as calças para a GM nos acordos e assembleias, todo mundo sabe. E assim é que nós que ficamos a "ver navios".

Como? Como em 2017, em que a atual direção do sindicato ajudou a botar na guilhotina a cabeça dos novos contratados; e também os mais antigos, que podem ser demitidos para dar lugar a contratações temporárias.


Essa modalidade de contrato é parte do plano da empresa, em que:
# Precariza ainda mais as condições de trabalho, tornando o trabalho ainda mais desumano;
# Visa reduzir salários e aumentar a rotatividade;
# Não tem garantia nenhuma de emprego;
# Não paga multa rescisória;
# Não paga aviso prévio;
# O trabalhador perde o acesso ao seguro-desemprego


Nós, trabalhadores organizados na Oposição Metalúrgica, somos totalmente contra o contrato temporário ou qualquer tipo de acordo que flexibilize direitos. Os contratos temporários devem mudar para contratos sem prazo para terminar.

Vamos dizer um basta às contratações temporárias!



Cadê a Campanha Salarial?


Ano passado, GM/Sistemistas fizeram um Acordo Coletivo para tirar dinheiro do nosso bolso. Este ano vamos produzir MUITO MAIS carros e receber MENOS DE PPR

Também não terá reajuste salarial, nem da inflação dos últimos 12 meses!

Esse golpe da GM/Sistemistas só foi possível porque a direção do sindicato assinou o Acordo Coletivo em nosso nome, enquanto os trabalhadores queriam fazer greve e o sindicato saiu negociando pelas costas.


* Panfleto da Oposição Metalúrgica de Março de 2018

Perto/Digicon: Força Sindical entrega a cabeça dos trabalhadores para os patrões


Março/2018  Em 2016, a Perto/Digicon aumentou os descontos da alimentação e do transporte nos contracheques e nos devolveu parte disso num PPR mixuruca, que nem cobriu os valores que descontou dos salários. Em 2017, a “economia” que a empresa fez com nossos salários e PPR baixo pagou boa parte das reformas em infraestrutura, nos pisos, banheiros etc. E agora em 2018 segue aumentando as metas, nossos salários sem reajuste decente, a Reforma Trabalhista sendo implementada no chão de fábrica e a atual direção do sindicato sem fazer nada contra os patrões!

A Força Sindical, central sindical a que o Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí é filiado, participou das negociações das reformas Trabalhista e da Previdência com o Governo Temer. Então nem espere que eles lutem contra a implementação das reformas, pois a pelegada já vem aceitando há tempos a retirada dos nossos direitos. Sindicato de luta defende os direitos dos trabalhadores e não dos patrões!

A Oposição Metalúrgica e os sindicatos da Intersindical são contra as reformas e a retirada de direitos!


Aumentam metas e assédio moral na Perto/Digicon


As metas estão aumentando na Perto/Digicon, provando que não está em crise! Aumentou a pressão e o assédio moral sobre os trabalhadores. As metas absurdas  provocam acidentes e o aumento de doenças físicas e mentais (estresse, depressão, ansiedade). Tudo isso sem reajuste decente de salário! Assim, terminamos esgotados do trabalho, doentes e sem poder pagar as contas.

Precisamos nos organizar com nossos colegas e lutar por aumento salarial, melhores condições de trabalho e contratação de mais trabalhadores. Para isso, precisamos um sindicato que esteja do lado dos trabalhadores. Entre em contato com a Oposição para somar sua força nessa luta!


* Panfleto da Oposição Metalúrgica de Março de 2018

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Por apoio à Odebrecht em greve, Paulinho da Força pegou R$ 1 milhão

Delatores apontaram que líder da Força Sindical e presidente do Solidariedade recebeu o valor em duas parcelas

De Estadão

















Paulinho da Força. Foto: Nilton Fukuda/Estadão.

     O ministro do STF Edson Fachin determinou a abertura de inquérito contra o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, por ter recebido R$ 1 milhão em recursos não contabilizados da Odebrecht nas eleições de 2014. O líder da Força Sindical, que tinha o codinome ‘Forte’ na planilha da propina da empreiteira, teria recebido o pagamento por apoio à Odebrecht em função da greve ocorrida na Embraport, em Santos, e da invasão à sede do grupo empresarial em 2013.
     Os delatores Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis, ex-presidente da Odebrecht Ambiental, e Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho, apontado como o líder do Departamento da Propina da empreiteira, identificaram o repasse de R$ 1 milhão, feito em duas parcelas, pelo setor de Operações Estruturadas do Grupo.
     Em 2013, estivadores e operários portuários fizeram uma série de protestos contra a MP dos Portos, que pretendia ampliar investimentos e modernizar o setor no País. Na época, a Empresa Brasileira de Terminais Portuário (Embraport), que pertence à Odebrecht TransPort, foi um dos alvos dos trabalhadores, que chegaram a invadir um navio chinês que estava atracado no terminal em Santos (SP).
     Para a Procuradoria-Geral da República, há indícios de que os recursos foram proveniente de propina e por isso há a suspeita de corrupção passiva por parte do deputado e presidente nacional do Solidariedade.

Fonte: Estadão.com.br

terça-feira, 11 de abril de 2017

Força Sindical faz acordo que retira direitos dos trabalhadores da GM de São Caetano

25/02/2017

"Ficou acertado que em 2018 não haverá reajuste pelo índice da inflação, mas será pago um abono de R$ 4 mil, que não será incorporado aos salários. Para este ano já estava acertado 70% de repasse da inflação e abono de R$ 3 mil.
Novos contratados terão direito a estabilidade de emprego apenas por um ano caso adquiram doenças profissionais. (...)
O porcentual de adicional noturno, atualmente de 30%, será reduzido gradualmente até 2020, quando passará a ser de 20%. Para novos funcionários, já valerá o índice menor.  (...)
Outro acerto foi em relação ao pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), estabelecido em R$ 12 mil para este ano caso seja atingida 100% da meta de produção, ainda a ser definida. “A proposta foi aprovada quase por unanimidade”, informou Nunes. (...)
O sindicalista disse que a montadora não deu detalhes sobre o novo investimento, mas informou que a fábrica passará por ampla reforma. “Será uma nova fábrica dentro da atual para receber a nova linha de produtos.” Hoje, a planta produz os modelos Cobalt, Spin, Montana e uma versão do Ônix, automóvel mais vendido no mercado.
A fábrica de São Caetano emprega cerca de 9 mil trabalhadores, mas o acordo vale apenas para os cerca de 6 mil operários da produção."

(Fonte: Trechos copiados do jornal O Estado de São Paulo: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,apos-acordo-que-reduz-direitos-gm-garante-investimento-no-abc,70001679265 )

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

O presente de Natal de Temer para os patrões: acabar com os direitos trabalhistas, diminuir os salários e tentar destruir os sindicatos de luta


Dez/ 2016 E TUDO ISSO COM O APOIO DA FORÇA SINDICAL, CENTRAL A QUE É FILIADO O SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE GRAVATAÍ (SINDIPELEGO)


O governo Temer/PMDB deu seu presente de Natal aos patrões em 22/12. O presidente assinou a Medida Provisória que prorroga, até o final de 2018, a redução da jornada COM REDUÇÃO DE ATÉ 30% DOS SALÁRIOS por meio do PPE (Programa de Proteção ao Emprego), que agora terá um novo nome: Programa de Seguro Emprego (PSE).

Temer também encaminhará ao Congresso Nacional, já no início de 2017, projetos de lei para reduzir direitos dos trabalhadores. Seguem abaixo as principais medidas.



ACORDOS COLETIVOS VALERÃO MAIS DO QUE A LEI 

O projeto que quer que os acordos NEGOCIADOS entre patrão e sindicato tenham mais força do que as LEIS TRABALHISTAS têm um único objetivo: legalizar as várias flexibilizações dos nossos direitos, que já vinham acontecendo onde os sindicatos são pelegos ou os trabalhadores não conseguem se mobilizar para resistir. Ao tornar legal essas práticas perante à lei, estaremos perdendo direitos. 

O projeto do NEGOCIADO SOBRE O LEGISLADO irá permitir que os sindicatos de trabalhadores e os patrões decidam sobre:

Parcelamento das férias em até 3x, com pagamento proporcional

Flexibilizar a jornada diária para até 12h (seria possível trabalhar, por exemplo, 10, 11 ou 12 horas em um dia sem ganhar horas extras, desde que se respeite a jornada de 44 horas semanais ou as 220 horas mensais)


Parcelar o pagamento do PPR


Aderir ao PSE (antigo PPE): redução da jornada de trabalho com redução dos salários em até 30%


➡ Vincular a remuneração à produtividade 

➡ Registro da jornada de trabalho


Redução do intervalo interjornada, que deverá ter no mínimo 30 minutos (como almoço, por exemplo)


Ampliação de banco de horas (as horas que excederem a jornada normal poderão ser convertidas com acréscimo de no mínimo 50%)


Regulamentar as horas in itinere (hora extra computada nos casos em que o empregado se desloca com transporte da empresa)




 Em resumo, os acordos coletivos eram usados pelos sindicatos combativos para acrescentar mais direitos além daqueles que já existiam na CLT. Com o projeto de Temer e dos patrões,  a tendência é que ocorra o inverso: que a CLT vire o “máximo” dos direitos.

Em entrevista à mídia, a Força Sindical disse que nenhum direito trabalhista foi retirado pela minirreforma de Temer. Se pegarmos os acordos rebaixados que o Sindipelego fecha aqui em Gravataí, a Força Sindical tem razão. Afinal, nos acordos da pelegada os patrões pintam e bordam no banco de horas e nos aumentos de salário vergonhosos. A pelegada ainda não faz luta contra os PPRs baixos, o aumento dos descontos na comida e no vale transporte e assinam redução de jornada de trabalho com redução de salário via PPE, como fizeram na DANA e na WEG. A pelegada já vem aceitando há tempos a retirada dos nossos direitos, que os patrões querem legalizar agora com a reforma trabalhista.


NÃO VAI ADIANTAR NEM RECORRER À JUSTIÇA DO TRABALHO

Hoje, se os trabalhadores entrarem na Justiça contra algumas dessas flexibilizações feitas pelos patrões e/ou negociadas pelos sindicatos pelegos, eles conseguem revertê-las a seu favor. Com o projeto de deixar os acordos negociados valerem como se fossem lei,  não adiantará recorrer à Justiça, pois estará tudo legalizado.

O projeto de lei ainda estabelece que em caso de uma cláusula da convenção ou do acordo coletivo ser anulada na Justiça, se ela for benéfica para o trabalhador e se ele já recebeu a vantagem, ele terá que devolver o valor do que já ganhou.


AUMENTO DO TEMPO DE TRABALHO TEMPORÁRIO

Outro projeto desta minirreforma trabalhista quer ampliar a duração do contrato de trabalho temporário dos atuais 90 para 120 dias. Embora os trabalhadores temporários sejam resguardados pelos direitos da CLT, aumentar o trabalho temporário estimula ainda mais a rotatividade, que para muitos empresários significa “economia” já que não acumula altos valores de verbas rescisórias etc.


PATRÕES E GOVERNOS QUEREM ATACAR OS SINDICATOS PARA PODER AVANÇAR CONTRA OS DIREITOS DOS TRABALHADORES

Os Sindicatos e Organizações Sindicais de Luta sempre estiveram na luta pela ampliação da organização sindical nos locais de trabalho, com a formação de comissões e eleição de delegados sindicais para ampliar a mobilização em defesa dos seus direitos.

Agora, o governo e os patrões estão se aproveitando dessa nossa luta histórica para acabar com os sindicatos de luta, que são um obstáculo aos patrões porque não permitem que direitos dos trabalhadores sejam eliminados.

A proposta do governo nesta minirreforma trabalhista é que a eleição de delegados sindicais não precisa ser organizada e acompanhada pelos Sindicatos, e os eleitos poderiam negociar diretamente com os patrões. Isso abre brecha para que os patrões elejam, nos locais de trabalho, pessoas que sejam completamente subordinadas aos interesses das empresas e assinem acordos coletivos liberando a redução de salários e direitos.


PARA BARRAR ESTE ATAQUE É MAIS DO QUE HORA DE AMPLIAR A LUTA EM CADA LOCAL DE TRABALHO, MORADIA E ESTUDO

Portanto está mais do que na hora de fortalecer a luta em cada local de trabalho, moradia e estudo, ampliar as mobilizações com o conjunto da classe trabalhadora, pois só parando a fonte de lucro dos patrões, a produção e circulação de mercadorias, que vamos parar o ataque aos direitos.



ORGANIZAR A GREVE GERAL PRA VALER É A ÚNICA FORMA DE IMPEDIR O FIM DOS DIREITOS!

INTERSINDICAL E OPOSIÇÃO METALÚRGICA DE GRAVATAÍ: NENHUM DIREITO A MENOS!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

O lado escuro da Força

Reportagem publicada na revista Veja sobre a corrupção, desvio de dinheiro público e enriquecimento ilícito dos principais líderes da Força Sindical,

A atual direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, também faz parte da Força Sindical.

Para baixar a reportagem em PDF clique aqui.






Fonte: Revista Veja. Edição 2061. Ano 41 - nº20


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