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terça-feira, 20 de março de 2018

8 de Março: a luta das mulheres trabalhadoras é uma luta do conjunto da classe trabalhadora




Março/2018   O mês de março não é um mês de comemorações; ele marca a luta das mulheres trabalhadoras ao longo de tantos anos no mundo inteiro. O Capital, com seus meios de comunicação, tenta esconder o significado do 8 de Março, que relembra a luta das trabalhadoras que ocuparam as fábricas; que lutaram, ombro a ombro, com os trabalhadores; foram à greve, se demonstrando tão combativas quanto os homens pelos seus direitos. Lutaram pela redução da jornada de trabalho, por melhores condições de trabalho e por direitos negados durante séculos às mulheres.

A reforma dos patrões e do governo ataca ainda mais as mulheres

A Reforma Trabalhista tem por objetivo reduzir salários, direitos e continuar com as demissões. Além disso, vai piorar as condições de trabalho:

# Os salários das trabalhadoras, que seguem inferiores aos salários dos trabalhadores e  vão  diminuir ainda mais com a terceirização;

# Mulheres grávidas poderão trabalhar em locais insalubres, colocando em risco a saúde da mãe e do seu  filho;

# Com a ampliação dos contratos temporários por até 1 ano, a estabilidade da gestante e a licença maternidade não vão ser respeitadas;

# Com a flexibilização da jornada por meio dos contratos intermitentes, as trabalhadoras vão ter que trabalhar ainda mais para conseguir levar sustento para casa.


À luta!

* Panfleto da OSM de Março/2018

quinta-feira, 2 de junho de 2016

A culpa de ser estuprada ou violentada é da mulher?

Maio/2016

A culpa de ser estuprada ou violentada é da mulher?


Uma menina de 16 anos foi estuprada por mais de 30 homens no Rio de Janeiro. Logo que a notícia saiu na internet, muita gente ficou indignada e aterrorizada com a situação. Mas depois, já começaram a circular informações de que a jovem era drogada, "andava com traficantes", tinha postado fotos segurando armas e de que havia consentido em transar com os mais de 30 homens. A garota quis ser estrupada? Os homens só praticaram este ato de violência por que estavam bêbados e drogados?

A cada 11 minutos acontece um ESTUPRO no Brasil!

A grande maioria das vítimas, cerca de 89%, são mulheres. Nós mulheres somos estrupadas quando estamos nas escolas, quando estamos em igrejas, em nossas próprias casas, em estações de metrô, em paradas de ônibus ou mesmo na rua, em um dia comum indo ou voltando do trabalho. As mulheres que foram e são violentadas estavam simplesmente tocando suas vidas, não demonstravam estar "se oferecendo" ou "querendo dar" para os homens: estavam trabalhando, estudando, indo pegar o metrô ou andando na rua.
Pra piorar, a grande maioria de nós, meninas e mulheres, somos estupradas por pessoas de “confiança”: 70% dos estupros são cometidos por parentes, namorados, amigos ou conhecidos da vítima, ou seja, no espaço doméstico!
O ESTUPRO é uma das violências mais graves, mas faz parte da cultura brasileira que é machista. Um homem que faz isso não é doente, não é louco, não fez isso só por que estava bêbado ou drogado. O homem pôde fazer isso porque é culturalmente ensinado a ser o “machão” e que pode fazer das mulheres um objeto seu. Vivemos em uma sociedade em que as mulheres são consideradas apenas objetos de satisfação sexual e reprodutoras dos herdeiros nas famílias. As mulheres são “gostosas”, "dão no couro", precisam casar e ter filhos.
Então dizer que a culpa por ser estuprada é da própria mulher que sofreu essa violência é uma forma de dizer SIM para esta cultura MACHISTA em que os homens são autorizados a fazer o que quiserem com o nosso corpo.

Mulheres trabalham mais e recebem menos

Sabemos que mesmo em uma casa em que os dois trabalhem fora, as tarefas da casa sobram geralmente pra gente, e acabam ficando invisíveis, como se não tivéssemos feito nada, ou nada mais que a nossa obrigação. O cuidado com os filhos, e muitas vezes os idosos ou doentes, também acabam com nós mulheres - filhos que, depois, vamos entregar para também serem explorados pelo patrão. Além de fazermos o trabalho doméstico sem cobrar nada, quando vamos trabalhar fora frequentemente recebemos menos que os homens na mesma função. E ainda sobra mais trabalho pra nós, como a limpeza do local de trabalho.
Na rua, no ônibus, no mercado, já é cotidiano para as mulheres escutar piadinhas, cantadas, ser olhada de cima à baixo como um pedaço de carne. Os homens se acham no direito de falar, passar a mão, forçar beijos e amassos, bater, e alguns casos até matar. Será natural? Nós mulheres sempre aceitamos isso?

Lugar de mulher é na luta!


Muitas mulheres trabalhadoras já fizeram muita luta para conquistar os direitos que temos hoje. Condições de trabalho, respeito, salário, auxílio-maternidade, creche... Não vamos abrir mão dessas conquistas! Nós, mulheres da classe trabalhadora, temos que nos unir e nos organizar para seguir a luta contra toda a forma de exploração e a opressão que sofremos!

Queremos que esta luta seja de nossos companheiros homens também, porque nossa luta não deve ser contra eles, mas contra o machismo que oprime a todos nós em casa, na rua, na escola, na fábrica!

domingo, 6 de junho de 2010

EM LUTA POR UMA VIDA PLENA E DIGNA.

A cada 15 segundos uma mulher sofre algum tipo de violência.
Violentadas e assassinadas, levadas para outros países como produto de consumo, vitimas das clinicas clandestinas de aborto e exploradas no processo de produção.

O número de mulheres infectadas pela AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis crescem e com os números cresce também a conivência e a hipocrisia daqueles que dizem defender a vida.

A Igreja Católica tem nesse ano como tema da Campanha Fraternidade a “Defesa da Vida”, que tem por objetivo intervir nas políticas publicas e dizer o que deve ou não fazer o Estado. Eutanásia, pesquisa com células tronco, distribuição de preservativos e anticoncepcionais como a garantia de realização do aborto na rede pública, para a Igreja são atentados contra a vida.

Mas se esquecem ou escondem as milhares de mulheres que morrem a cada ano vitimas dos abortos clandestinos e em decorrência da AIDS. Morrem por serem trabalhadoras e não terem acesso a um serviço público digno e a métodos contraceptivos.

Pelas ruas das cidades, nas praças e escadarias das igrejas, crianças vagam sem casa, sem pais, sem comida e morrem sem completar 10 anos de vida.

Defender a vida é defender as mulheres pobres e trabalhadoras para que tenham direito aos métodos contraceptivos e acesso a saúde.

Defender a vida é garantir educação, moradia e saúde para nossas crianças e jovens que a cada dia são vitimas da fome, da violência que conta com o silencio do Estado.


A INTERSINDICAL ESTÁ NA LUTA DAS MULHERES E DO CONJUNTO DA CLASSE TRABALHADORA

- CONTRA AS REFORMAS DO GOVERNO LULA QUE ATACAM OS DIREITOS

- FIM DA IMPOSIÇÃO DO SERVIÇO DOMESTICO: POR CRECHES E LAVANDERIAS COLETIVAS.

- PELO DIREITO DE DECIDIR. FIM DA CRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO E LEGALIZAÇÃO JÁ.

- PELA CONSTRUÇÃO DE CASAS ABRIGO ÀS MULHERES VITIMAS DE VIOLENCIA

- PELA REDUÇÃO DA JORNADA, SEM REDUÇÃO DE SALARIOS E AMPLIAÇÃO DOS DIREITOS

- POR ACESSO A SAÚDE, PREVIDENCIA, EDUCAÇÃO E MORADIA



E nas lutas que não se acabam no 8 de março buscar a superação dessa sociedade capitalista e machista, construir uma nova sociedade onde mulheres e homens possam viver num mundo de iguais.



Coordenação Nacional da Intersindical.
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