Mostrando postagens com marcador Mundial. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mundial. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

A inflação está comendo nosso salário. Reajuste mensal já!


Junho 2021 - Nós, trabalhadores metalúrgicos, percebemos que nosso salário está diminuindo. Mas por que isso acontece? O motivo principal, além de que ganhamos uma mixaria comparado com o lucro que produzimos, a inflação aumenta nossas contas todos os meses e a direção do nosso sindicato (Força Sindical) entregou de bandeja nosso reajuste que fechou em ZERO em Setembro de 2020, mas depois da revolta e pressão na DANA e nas demais fábricas, as empresas decidiram dar miseráveis 2,94% em Janeiro de 2021. Ou seja, entre Setembro de 2019 e Junho de 2021 recebemos apenas 2,94% de reajuste salarial! 

Mas o que poucos trabalhadores sabem é que, em Outubro de 2020, a direção que está no nosso sindicato fechou um acordo válido por 2 anos (2021 e 2022), vinculado ao ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS AO CONSUMIDOR (INPC). A direção do sindicato, junto com os empresários, se aproveitam da pandemia pra amarrar nosso salário em um índice que nem de longe corresponde aos gastos que temos com nossas famílias!



Se a inflação é mensal, porque nosso salário não aumenta mensalmente?






Com esse esquema, das empresas e dos sindicatos, de reajustar o salário apenas uma vez por ano, nosso salário vai diminuindo todo mês. Somente depois de um ano perdendo é que recebemos o reajuste pra compensar o que a inflação OFICIAL nos tirou o ano todo, porém esse reajuste não cobre todas as perdas que tivemos, vejamos no gráfico ao lado.

Quando olhamos o gráfico, mês a mês, a diferença dos salários parece pequena. Mas se somamos essas diferenças mensais num período de 12 meses, vamos ver que neste exemplo, com um salário base de 1.600,00 reais, perdemos R$ 508,66 em um ano! 


A Oposição Metalúrgica fez panfletagem no Distrito Industrial. Clique nos nomes das fábricas para acessar o jornal:

TDK

PERTO 

MUNDIAL

JACKWAL

RENNER

PANATLANTICA, CARLOS BECKER E WEG



*Texto publicado pela OSM em Junho/2021


sexta-feira, 28 de maio de 2021

PPR 2021 da Mundial aumenta só R$ 90 em relação ao ano passado

 



Maio 2021 -
A MUNDIAL anunciou um PPR de R$ 2.297,00 reais neste ano, só R$ 90,00 a mais do que o PPR do ano passado. Segundo o site Infomoney, a receita líquida da empresa nos últimos 13 meses foi de R$ 514,27 milhões. As ações da MUNDIAL na Bolsa de Valores tiveram um crescimento de 26,84% só nesse mês de Abril. Isso significa que a expectativa de lucro da empresa é enorme, mesmo durante a pandemia. O discurso de colocar a culpa na pandemia não cola aqui na MUNDIAL.

Foi criada a comissão do PPR, mas ela não decide nada. Quem determina o valor do PPR é a direção da empresa. A comissão serve só para dar uma imagem de democracia, mas é uma imagem falsa. É pura ilusão.

O que vemos crescer aqui é a compra de robôs, de máquinas de afiar. O número de carretas carregadas com a nossa produção triplicou a cada semana.

Por outro lado, os supervisores metem uma pressão sobre nós. Querem mais e mais produção. Vemos colegas abalados psicologicamente por ameaças de ir pra rua se não produzirem até atingir as metas; chegam a se sentir forçados a ir trabalhar no tempo de pausa das refeições, que seria de 1 hora e acaba sendo de 20 minutos.

E a diretoria do nosso sindicato achou justo o valor do PPR? Tudo indica que sim, porque silenciou

CLIQUE AQUI para acessar o panfleto distribuído pela Oposição Metalúrgica



Em 2017, paramos a produção por um dia e conseguimos dobrar o valor do PPR


Em 2017, a MUNDIAL, vergonhosamente, anunciou só R$ 600,00 de PPR, mas quem estava aqui lembra que paramos a fábrica por um dia e o nosso PPR dobrou. Obrigamos a empresa a reabrir as negociações e aumentar aquele valor. Conquistamos, na luta, R$ 1.200,00 de PPR. Vimos que a única voz que o patrão entende é parar a produção. É inaceitável que o aumento em relação ao ano passado seja só de R$ 90,00!

A OPOSIÇÃO METALÚRGICA defende que o PPR deveria ser incorporado ao salário, porque quando o trabalhador se aposentar vai contar no valor da aposentadoria. Se dividir R$ 3.000,00 por 12 meses, dá R$ 250,00 por mês. Do jeito que é hoje é uma ilusão pensar que a MUNDIAL está distribuindo o lucro, quando na verdade só o que aumenta pra nós são as metas, enquanto o nosso salário e o nosso PPR são uma miséria!


* Texto da OSM publicado em 28/05/2021

 

segunda-feira, 22 de março de 2021

2021 começa com trabalhadores adoecendo e morrendo de COVID-19 nas fábricas



Março/ 2021 - Apesar de os trabalhadores serem infectados e estarem morrendo pelo COVID-19 (neste mês, uma trabalhadora da TDK e outra da cozinha da MUNDIAL vieram a falecer em decorrência do COVID), as direções das fábricas fingem que nada está acontecendo e nos obrigam a continuar trabalhando aglomerados dentro da empresa. Especialistas da saúde alertam que a situação tende a piorar, porque as novas variantes do vírus são muito mais transmissíveis e letais. Os hospitais estão superlotados. Quem ficar doente não terá o atendimento adequado. É inaceitável continuarmos trabalhando nessas condições, correndo altíssimo risco de vida!

# PARAR AS FÁBRICAS PARA NÃO MORRERMOS DE COVID!

#
ESTABILIDADE NO EMPREGO PARA NÃO MORRERMOS DE FOME!

#
O LUCRO DO PATRÃO NÃO DEVE ESTAR ACIMA DAS NOSSAS VIDAS!

#
VACINA PARA TODOS OS TRABALHADORES!


 

ATUAL DIREÇÃO DO SINDICATO FECHA CAMPANHA SALARIAL ABAIXO DA INFLAÇÃO E SEM RETROATIVO

A inflação oficial de 2020, segundo o IBGE, foi de 5,45%, e em 2021 a gasolina já subiu mais de 50% nas bombas, comparado a 2020. Sentimos no dia a dia que nosso salário perdeu o poder de compra.

A data-base da campanha salarial de todas as empresas metalúrgicas do Distrito Industrial de Gravataí (RS) é em Setembro. Os pelegos que estão na direção do sindicato, mais uma vez, não apareceram nas fábricas. Depois de muita pressão realizada pelos metalúrgicos da DANA, as demais empresas começaram a informar diretamente para os trabalhadores sobre o reajuste que, muitas vezes, não chegava a 3%. E tiveram empresas que deixaram para pagar só em Janeiro de 2021, cinco meses depois, sem retroativo e sem aumento real. Isso é total desrespeito com nós, trabalhadores! Temos que exigir um salário decente, afinal de contas somos nós que produzimos a riqueza e é um direito nosso um salário melhor!


PELEGOS DO SINDICATO PERMITEM BANCO DE HORAS

As horas extras já eram uma forma que favorecia mais o patrão do que o trabalhador porque, apesar de ter um retorno ao trabalhador, com as horas prolonga-se o tempo de trabalho. Mas como os salários são baixos, muitas vezes os trabalhadores usam como complemento para pagar as contas do mês.

Com o banco de horas, a situação fica ainda pior para os trabalhadores, pois agora as horas extras que são feitas não serão mais pagas em dinheiro, mas sim em dias de folga. Porém, não quando o trabalhador quer ter a folga, mas sim quando a empresa quiser.

Não devemos aceitar isso! Temos que ser contra o banco de horas porque, dessa forma, vamos nos tornar escravos dos patrões. Eles vão nos forçar a trabalhar mais e não vamos receber mais por isso!

Temos que lutar contra o banco de horas nas empresas!



Clique nos nomes das empresas abaixo para ler o jornal distribuído pela OSM nas fábricas do Distrito Industrial de Gravataí (RS) em 17 e 18 de Março:

 
PERTO/ MUNDIAL

TDK/ JACKWAL

DANA

GLOBO INOX, PANATLANTICA e RENNER



* Texto da OSM publicado em 22/03/2021



quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Campanha Salarial Distrito: Oposição denuncia reajuste zero

 


 

Nos dias 15, 21 e 22 de Outubro, a OSM (Oposição Metalúrgica) esteve nas metalúrgicas para denunciar o acordo de REAJUSTE ZERO feito pela atual direção do sindicato e as empresas.

Com pressão e luta, os trabalhadores da DANA reabriram as negociações e conseguiram antecipar 2% agora e deixar os outros 0,94% para o início de 2021 (totalizando 2,94%, inflação medida pelo INPC para a data-base 1º de Setembro) entre outras questões. CLIQUE para ver matéria sobre o DANA 

Os patrões da MUNDIAL e da JACKWAL ficaram com medo do que os operários da DANA fizeram e se anteciparam com reajustes de 2% a 2,5%.

Após a panfletagem da Oposição, a direção da PANATLANTICA anunciou reajuste salarial de 3%.

Mas as demais empresas do Distrito Industrial não se coçaram até agora! Empresas grandes e multinacionais, como a TDK e a PERTO/ DIGICON, insistem no reajuste zero aos trabalhadores.

Temos que seguir o exemplo dos trabalhadores na DANA e pressionar os patrões e a direção do sindicato. É hora de garantir o poder de compra dos nossos salários!



Clique nos nomes das empresas abaixo para ler o jornal distribuído pela OSM:

DANA

JACKWAL

PERTO/ DIGICON

DEMAIS EMPRESAS

 

 

*Matéria publicada pela OSM (Oposição Sindical Metalúrgica) em 29/10/20


 

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Campanha Salarial Distrito: diretoria do sindicato aceita reajuste zero!

 


Os patrões se aproveitam da pandemia que já matou milhares e contaminou milhões para se livrar de sua própria crise, e a receita é sempre a mesma: demissões, redução de salários, retirada de direitos. No Brasil, já são mais de 130 mil mortes e mais de 4 milhões de contaminados e essa tragédia gigantesca tem responsável: o governo Bolsonaro, que desde o início da pandemia é contra o isolamento, única forma de diminuir a contaminação pelo vírus, que não garante o devido investimento no SUS, o sistema público de saúde e fala o absurdo de que se houver uma vacina, só toma quem quiser. O governo também criou várias medidas liberando os patrões para reduzir salários, retirar direitos e continuar com as demissões.

        Na Campanha Salarial do ano passado, a atual diretoria do sindicato já tinha aceitado um Acordo sem reposição salarial e que piorou a jornada de trabalho com redução dos horários de pausa e a imposição do banco de horas no Distrito Industrial. Agora, na Campanha Salarial de 2020, mais desvalorização dos salários: os pelegos não organizaram nenhuma luta para garantir aumento salarial, proteção à saúde dos trabalhadores e aos direitos. Várias empresas metalúrgicas como a GM, MUNDIAL, DANA entre outras usaram a MP 936 do Governo Bolsonaro para reduzir os salários, retirar direitos e continuar com as demissões e, ainda, se recusaram a pagar o devido aumento salarial na data-base. A Convenção Coletiva foi renovada mantendo cláusulas que atacam direitos e a discussão sobre o reajuste salarial ficou para março de 2021, ou seja, nem as perdas já acumuladas os patrões vão pagar esse ano. E a diretoria do sindicato aceitou este acordo!

Enquanto isso, os trabalhadores ainda estão na mira do coronavírus, aglomerados nas fábricas e nos ônibus, trabalhando sem proteção, muitas vezes nem álcool gel tem.


É SÓ NA LUTA QUE VAMOS GARANTIR:

 # REPOSIÇÃO da inflação mais AUMENTO REAL de salário, repondo as perdas dos últimos 12 meses;

# REINTEGRAÇÃO dos demitidos e estabilidade no emprego;

# REALIZAÇÃO DE TESTES, afastamento dos que tiveram contato com quem adoeceu pela COVID 19, medidas de proteção à saúde e a vida dos trabalhadores;

# Manutenção e ampliação dos DIREITOS;

# FIM do banco de horas;

# Melhores CONDIÇÕES DE TRABALHO


Nenhum direito que a classe trabalhadora tem foi presente de patrão ou governo, o que temos é fruto da nossa luta e para impedir que eles acabem de vez, para garantir empregos e salários, o caminho segue sendo a luta. Ter o sindicato como instrumento de organização e luta é muito importante, por isso se junte à Oposição e vamos, juntos, fortalecer a mobilização para que o Sindicato dos Metalúrgicos seja dos trabalhadores!




             
             OSM denunciou reajuste zero aos metalúrgicos do Distrito Industrial em Gravataí (RS) em               panfletagem nas empresas nessas 5ª e 6ª feiras (17 e 18/09). INPC para a data-base da 
categoria em 1º de Setembro fechou em 2,94% (um dos dos índices de reposição da inflação)


Veja, abaixo, o jornal distribuído pela OSM (Oposição Metalúrgica) na íntegra nas principais fábricas de Gravataí (RS) nesta semana:









* Publicado pela OSM (Oposição Sindical Metalúrgica em 18/09/20


segunda-feira, 22 de junho de 2020

Mundial tem 1º caso confirmado de COVID-19 em unidade de Gravataí

22/06/20 - A Oposição Metalúrgica (OSM) fez panfletagens na madrugada desta 2ª feira (22/06) na entrada do 1º turno (fotos) e à tarde, no início do 2º turno da empresa MUNDIAL, no Distrito Industrial de Gravataí (RS). A mobilização denunciou que o coronavírus chegou ao local e cobrou, da empresa, medidas imediatas para conter a disseminação do vírus e proteger a vida dos trabalhadores.

A Oposição Metalúrgica registrou esta situação na MUNDIAL junto à Vigilância Epidemiológica do município de Gravataí (RS) e ao MPT (Ministério Público do Trabalho) na 6ª feira passada (19/06), a fim de que os órgãos tomem as medidas cabíveis. A empresa emprega cerca de 1 mil trabalhadores.

A MUNDIAL teve o primeiro caso confirmado de trabalhador infectado pela COVID-19 na semana passada, e outros dois estariam com suspeita. Segundo informações recebidas pela Oposição Metalúrgica, apenas este trabalhador com confirmação de ter contraído a COVID-19 foi afastado do trabalho.

A empresa não está tratando a situação com responsabilidade e transparência dentro do ambiente de trabalho. A MUNDIAL não informou este caso confirmado aos demais funcionários e nem tomou nenhuma outra medida de segurança, especialmente em relação aos trabalhadores do setor do colega infectado ou que utilizavam o mesmo ônibus fretado para transporte. Os metalúrgicos da MUNDIAL estão bastante assustados com a situação, pois muitos têm familiares do grupo de risco e, também, têm medo de perder o emprego caso critiquem a empresa.


A Oposição Metalúrgica exige a liberação remunerada dos trabalhadores que têm contato próximo com os infectados e realização de ampla testagem nos funcionários. Repudiamos qualquer demissão e/ ou redução salarial.


Denuncie a situação na tua fábrica à Oposição Metalúrgica pelo telefone (51) 98905-7031 (celular e whats). Você e seus colegas não estão sozinhos! Entrem em contato com a OSM!








Oposição Metalúrgica de Gravataí - Junho/ 2020



segunda-feira, 23 de março de 2020

Pandemia do Coronavírus: Oposição Metalúrgica está junto com os trabalhadores contra a ganância dos patrões!

ATUALIZAÇÃO da matéria em 24/03: a Oposição Metalúrgica (OSM) também realizou manifestação na entrada dos trabalhadores na tarde de ontem. De noite, a empresa comunicou que estava entrando em férias coletivas a partir de 30/03, uma conquista dos trabalhadores organizados junto com a Oposição!

 Os metalúrgicos da
MUNDIAL, junto com a Oposição Metalúrgica (OSM), atrasaram a entrada na madrugada de hoje (23/03/20) em protesto contra a direção da empresa, que mantém a fábrica em operação em meio à pandemia do Coronavírus. Os trabalhadores do turno 1 desceram dos ônibus e ficaram parados uns 20 minutos. O sindicato também estava lá com caminhão de som e não trancou a entrada, nem nada, só ficou vendo a peãozada entrar mesmo contra a vontade.

Os trabalhadores precisaram pressionar a diretoria do sindicato a entrar e negociar com a direção da MUNDIAL, que até onde sabemos não deu em NADA e os trabalhadores tiveram que entrar pra trabalhar.

No sábado (21/03), a empresa já tinha anunciado a liberação dos peão acima de 60 anos e dos que têm problema de saúde crônica. Uns 70% da fábrica ainda continua trabalhando. A MUNDIAL tem por volta de 800 trabalhadores!


PREFEITURA DE GRAVATAÍ CEDE À PRESSÃO DAS EMPRESAS MUNDIAL E DANA E VOLTA ATRÁS NO DECRETO, LIBERANDO AS ATIVIDADES

O prefeito de Gravataí, Marco Alba, emitiu decreto municipal no sábado (21/03) orientando que inclusive as fábricas que não fossem de setores essenciais liberassem seus empregados neste período de gravidade sanitária frente à pandemia do Coronavírus. A GM já tinha parado em regime de day off na semana passada; após a decisão do prefeito, a TDK e a JACKWAL anunciaram parar a partir de hoje 21/03. Porém a MUNDIAL e a DANA, mais preocupadas com seus lucros do que com a saúde dos trabalhadores, pressionaram a prefeitura e conseguiram prosseguir com suas atividades, passando por cima de qualquer orientação das autoridades de saúde. 


Trabalhadores reunidos com direção
do sindicato no pátio da Mundial
A MUNDIAL justificou que as linhas de produção abastecem setores essenciais, como o da produção de carne animal e o de higiene pessoal. A MUNDIAL fabrica utensílios como faca de corte, cortador de unha e alicate para cutícula. Mas isso são essenciais? O que não pode faltar é comida, medicamento e utensílios usados no setor da saúde! Além disso, o setor que produz facas para frigorífico é minúsculo, não justifica a fábrica seguir funcionando.

A DANA disse que dará férias coletivas a partir do dia 30/03, sendo que este afastamento das atividades é de caráter de dispensa médica e, portanto, não deveria ser descontado das férias. Liberou também os acima de 60 anos ou com doenças crônicas. Para continuar produzindo nesta semana, a empresa afirmou que estaria reforçando as medidas de saúde dentro da fábrica, mas os peão continuam trabalhando tudo junto, quando a orientação das autoridades de saúde é de isolamento social. A DANA não produz nenhum produto essencial.

Especialistas na área da saúde afirmam que os dias desde o último sábado (21/03) até esta quarta-feira (25/03) são cruciais para diminuir a curva de casos do vírus. As escolas e o serviço público já pararam semana passada, a algumas indústrias pararam no sábado e foram proibidas aglomerações para conter a epidemia. Mas na DANA e na MUNDIAL os peão vão continuar entrando em ônibus cheios para ir pra fábrica, onde ficam aglomerados na fábrica e manuseando, muitas vezes, os mesmos materiais, máquinas e ferramentas?



LICENÇA REMUNERADA E O TRABALHADOR SEGURO EM CASA!

Os donos das fábricas e a própria diretoria do sindicato dos metalúrgicos (SINMGRA) estão em casa de quarentena, mas os peão têm que ir para a linha de produção. Nós não queremos voltar pra casa e arriscar a vida de nossos filhos e idosos. Por nós e nossas famílias, fábrica parada já!

Exigimos licença remunerada sem perder o salário nem descontar de nossas férias, sem demissões!





Oposição Metalúrgica de Gravataí - Março/ 2020

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Mundial fatura 11 milhões a mais que ano passado aumentando as metas e parcelando PPR

Nessa Campanha Salarial precisamos lutar por reposição das perdas salariais, aumento real e nenhum direito a menos!


Todos sabem que a empresa teve aumento de lucros nesse últmo período. A companhia Mundial anunciou na imprensa um lucro de 11 milhões a mais que o mesmo período de 2017. Prova disso é a produção bombando, com pedidos de cerão de duas horas por dia, que somos obrigados a aceitar por causa do nosso salário baixo.
Este lucro vem do nosso trabalho, que dobra com o aumento das metas. Um exemplo é a produção de alicates, onde mandaram produzir uma caixa a mais por dia, o que representa 120 unidades, ou seja, mais de 5% de aumento na produção! Isso nas mesmas 8 horas de trabalho e sem contratar mais gente.
Os pelegos que estão na diretoria do sindicato não fazem nada para combater o aumento das metas. E mais uma vez vão acabar aceitando uma miséria, assim como aceitaram parcelar o nosso PPR.
A Mundial tem lucros de empresa grande com condições de trabalho de fundo de quintal. O plano de saúde é caríssimo, a comida é pouca e ainda temos que aguentar o constrangimento de passar por revistas manuais e com detector de metais na saída da fábrica.
A única saída para nos defender desses ataques é trar esses pelegos que estão na direção do sindicato entregando nossos direitos para o patrão.
Para isso, temos que nos juntar com nossos colegas, entrar em contato com a oposição e se organizar a partr do chão da fábrica.
É importante se associar ao sindicato para poder partcipar e votar contra os pelegos que estão no nosso sindicato. Junte-se à oposição! Denuncie o que acontece no seu setor.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

A inflação no RS comendo o salário do peão. Só a luta por reajuste salarial pode mudar essa situação!

Ago/2018


A inflação acumulada nos últimos 12 meses foi de 5% na região metropolitana, e a inflação média no Brasil foi de 3,6%. Essa diferença é grande porque A INFLAÇÃO NA NOSSA REGIÃO É A MAIOR DO PAÍS.
A inflação é calculada a partir de uma longa lista de produtos, mas se pegarmos alguns produtos veremos que a inflação destes ficou muito acima da média:


Produto
Inflação (aumentou)
Farinha de trigo
15,63 %
Batata inglesa
22,90 %
Cebola
29,15 %
Frutas
7,43 %
Leite
27,57 %
Habitação
10,66%
Gás de botijão
9,69 %
Energia elétrica
30,22%
Transportes
12,83%
Gasolina
30,33 %
Serviços de saúde
7,98%





Isso significa que a correção da inflação nos nossos salários depende de quais produtos nossa família mais consome. E portanto pode ficar MUITO ACIMA DOS 4,98% do INPC.

Ou seja, se o reajuste salarial for de 4,98% NÃO poderemos continuar comprando as mesmas coisas no mercado na hora de fazer o rancho.
Ou continuaremos comprando, às custas de se endividar no cartão de crédito e cheque especial (o que também deveria ter os mesmos juros incluídos no reajuste salarial, já que é feito só 1 vez por ano).

Na realidade mesmo se não tivermos nenhum aumento real,  para não termos nenhuma perda salarial nossos reajustes teriam que ser mensais, a cada mês.

Já chega de um reajuste que não nos permite nem fazer o mesmo rancho a cada mês!

 Já estamos no fim de julho e a direção do sindicato nem fala em campanha salarial.

Já chega de uma direção do sindicato que faz as negociações que beneficiam só os patrões!


quarta-feira, 21 de março de 2018

PRODUTIVIDADE é a única preocupação da Mundial!


Março/2018  A empresa pouco se importa com a saúde dos trabalhadores no chão de fábrica, quer é produzir e lucrar cada vez mais e, pra isso, faz pressão física e psicológica nos trabalhadores e nas trabalhadoras. Estamos adoecendo no chão de fábrica e nem sequer contamos com o suporte médico da empresa, que tem o plano de saúde mais caro do distrito industrial de Gravataí.
    

Além de toda a cobrança por produtividade, na saída do turno os trabalhadores têm que passar por detector de metal. Depois de um dia inteiro de trabalho, em que deixamos todo nosso esforço e nossa saúde em troca de um salário miserável, somos submetidos a detector de metal, pois a Mundial S/A tem medo de que levemos algo de dentro da empresa. Na verdade, é a empresa que embolsa grande parte do dia de trabalho de cada trabalhador.

Para avançarmos em direitos e  melhores condições de trabalho,
vamos nos organizar e lutar. Junte-se à Oposição Metalúrgica!




* Panfleto da Oposição Metalúrgica de Março/2018

quarta-feira, 8 de março de 2017

Os patrões e os governos atacam a classe trabalhadora, aumentando a exploração e a opressão contra as mulheres trabalhadoras

Os patrões e os governos avançam contra direitos da classe trabalhadora, e no Brasil não é diferente. O governo Temer/PMDB acelera os ataques aos nossos direitos e as mulheres trabalhadoras serão mais atacadas. Se a proposta do governo passar, os direitos garantidos nas leis trabalhistas e nos Acordos Coletivos vão acabar.

Veja alguns exemplos de direitos que irão para o ralo pela proposta dos patrões e dos governos:

- A contratação temporária poderá ser de 1 ANO, o que significa receber menos e não ter nenhum direito garantido: por exemplo, se a trabalhadora engravidar e estiver em contrato temporário, não terá direito à estabilidade de gestante. Se uma trabalhadora/o sofrer acidente e for afastada/o, quando retornar poderá ser demitida/o. Não terá direito a 13º, férias, NADA.

- A idade de homens e mulheres para aposentadoria será igualada: nós mulheres NÃO TEMOS as mesmas condições de conseguir um emprego e permanecer no emprego que os homens. Nós ficamos muito mais tempo procurando emprego, por haver menos vagas para mulheres, e muitas de nós se obrigam a fazer bicos ou trabalhar sem carteira assinada (trabalhar como diaristas, babás etc.). Além disso, também somos obrigadas a nos afastarmos do emprego para cuidar dos filhos pequenos ou dos idosos e doentes, pois para a sociedade machista isto é tarefa das mulheres. Além da dupla jornada por causa do trabalho doméstico. Por isso existe a diferença de idade para mulheres, para nós não é um privilégio, mas um reconhecimento de que as condições para trabalhar são muito piores.


A Oposição está junto com a Intersindical na defesa dos direitos das mulheres

O PAPEL DO SINDICATO É DEFENDER OS TRABALHADORES E NÃO OS PATRÕES. Em outros lugares onde o sindicato pertence a Intersindical conseguimos muitos avanços pros trabalhadores, melhores salários, eliminação do trabalho aos sábados, estabilidade de emprego para lesionados por doenças do trabalho, além de muitas conquistas para nós mulheres.
Em Campinas, Santos e região no Estado de São Paulo, as trabalhadoras metalúrgicas tem direito a 180 dias (6 meses) de Licença Maternidade, podendo solicitar mais 16 dias de licença remunerada após esse período, e quando retornam ao trabalho tem garantido mais 10 meses de estabilidade, além de 2 horas por dia pra amamentação durante 6 meses.
Aqui em Gravataí a realidade é bem diferente, a atual diretoria do sindicato, que pertence à Força Sindical, já demonstrou que só tem compromisso com as empresas, e é por isso que os acordos coletivos de Gravataí não garantem nada mais do que o que já está na CLT, além disso, a Força Sindical está apoiando as propostas de retirada de direitos feitas pelo governo Temer.

Queremos mudar essa realidade

Nós mulheres trabalhadoras não somos inferiores, trabalhamos com dignidade e por isso merecemos respeito. Exigimos melhores condições de trabalho e melhores salários para todos os trabalhadores, tanto homens quanto mulheres, queremos acabar com o machismo e seus privilégios! E para que isso aconteça temos que lutar juntos contra a retirada dos nossos direitos e por novas conquistas.
Venha construir a Oposição Metalúrgica! Juntos teremos mais força para lutar!

domingo, 21 de agosto de 2016

Inflação da cesta básica: 14,29% x Inflação INPC 9,62%

Out/2016

Enquanto a inflação da cesta básica nos últimos 12 meses na região metropolitana foi de 14,29%, a atual direção do sindicato está negociando a inflação pelo média nacional do INPC de 9,62%.

Sabemos que maior parte do nossos salários é gasto com alimentação, mas com essa negociação dos pelegos que estão no sindicato, poderemos ter um reajuste de quase UM POUCO MAIS DA METADE DO QUE DEVERÍAMOS RECEBER!!!

Segundo o IEPE (Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas), a inflação na região metropolitana de Porto Alegre nos últimos 12 meses foi de: 11,40%. Segundo o INPC (índice oficial do governo calculado pelo IBGE) a inflação para o mesmo período foi de 9,62%.

A inflação é calculada a partir de uma longa lista de produtos, mas se pegarmos alguns produtos, por exemplo, carne, leite, feijão água, luz, transporte, moradia, veremos que a inflação destes produtos ficou bem acima da média.

Isso significa que a correção da inflação nos nossos salários depende de quais produtos nossa família mais consome. E portanto pode ficar bem acima dos 11,40%.

Ou seja, se o reajuste salarial for de 11,40% não poderemos continuar comprando as mesmas coisas no mercado na hora de fazer o rancho.
Ou continuaremos comprando, às custas de se endividar no cartão de crédito e cheque especial (o que também deveria ter os mesmos juros incluídos no reajuste salarial, já que é feito só 1 vez por ano).

Na realidade mesmo se não tivermos nenhum aumento real,  para não termos nenhuma perda salarial nossos reajustes teriam que ser mensais, a cada mês.

Já chega de um reajuste que não nos permite nem sequer fazer o mesmo rancho a cada mês!
Já chega de uma direção do sindicato que faz as negociações que beneficiam os patrões!

Os pelegos que estão no sindicato começam campanha salarial de Gravataí com o mesmo discurso do patrão

Ago/2016

A data-base da campanha salarial de Gravataí é setembro, exceto para os trabalhadores do complexo industrial da GM que é em abril.

Logo de saída, os pelegos que estão no sindicato já vêm com o velho discurso de que as empresas de Gravataí estão em crise. Nós da Oposição, defendemos que as atenções deveriam se voltar para os problemas dos trabalhadores e não para as empresas, pois quem está pagando pela crise somos nós, com demissões, salários baixos, PPRs vergonhosos e más condições de trabalho nas fábricas. Ao mesmo tempo em que os pelegos dizem que são contra a retirada de direitos, na prática fazem acordos como o PPE (programa de proteção ao emprego), que reduzem salários, e o LAYOFF, que faz o trabalhador pagar seu próprio salário através do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e ainda o deixa sem o direito ao seguro-desemprego na hora da demissão. Esses mesmos pelegos escondem que, na verdade, a Força Sindical defende e até propõe a Reforma da Previdência.

Contra toda essa farsa, convocamos os metalúrgicos de Gravataí que se juntem a nós para disputar o sindicato nas eleições sindicais. Só derrotando os pelegos que hoje se encontram na direção da entidade é que conseguiremos trazer de volta o sindicato para as mãos dos trabalhadores, fazendo dele uma ferramenta da nossa luta.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

O lado escuro da Força

Reportagem publicada na revista Veja sobre a corrupção, desvio de dinheiro público e enriquecimento ilícito dos principais líderes da Força Sindical,

A atual direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, também faz parte da Força Sindical.

Para baixar a reportagem em PDF clique aqui.






Fonte: Revista Veja. Edição 2061. Ano 41 - nº20


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

A oposição segue firme para junto com os metalúrgicos derrotar os pelegos e retomar o sindicato para os trabalhadores

27/01/2016

Para mudar essa situação em que os que hoje estão no Sindicato dizem amém para os patrões, é necessário ampliar a Oposição que segue firme na luta para que o Sindicato seja dos trabalhadores. Muitos companheiros revoltados contra os pelegos pensam em se desfiliar do Sindicato, mas essa atitude é tudo o que a pelegada e os patrões querem, pois quanto menos sindicalizados, mais fácil fica para os pelegos manter tudo como está e ficarem lá no Sindicato aceitando o ataque aos direitos dos metalúrgicos.
Para tirarmos essa diretoria pelega precisamos que os trabalhadores continuem sócios e mais companheiros se sindicalizem e juntos fortalecer a Oposição.
No final de 2014, os pelegos que estão no Sindicato junto com a Força Sindical realizaram mais uma eleição fajuta, fizeram de tudo para impedir que a Oposição registrasse a Chapa e muitos trabalhadores nem ficaram sabendo dessa eleição. É hora de transformar a revolta em movimento, se junte à Oposição Metalúrgica, para juntos retomarmos o Sindicato para os trabalhadores.
Se junte a nós, vamos fortalecer a luta para ter um Sindicato que organize as lutas e as greves contra os ataques dos patrões e por melhores salários, contra as demissões, por nenhum direito a menos.


O sindicato dos metalúrgicos de Gravataí precisa estar com os trabalhadores

Somos a Oposição Metalúrgica e juntos com a Intersindical, uma organização que reúne Sindicatos e Oposições de luta em todas as regiões do país, estamos na luta para que o Sindicato dos Metalúrgicos seja um instrumento de defesa dos trabalhadores.
Trabalhamos em várias fábricas metalúrgicas de Gravataí e não desistimos de organizar a Oposição para derrotar os pelegos da Força Sindical, central que está no Sindicato e foi criada na década de 90 com o objetivo de ser parceira dos patrões.
Nosso principal objetivo é organizar os trabalhadores no local de trabalho e retomar o Sindicato para ampliar a luta pela manutenção e ampliação dos direitos. Para enfrentar os ataques dos patrões que reduzem salários, impõem o banco de horas, dão calote no PPR é fundamental termos o Sindicato para organizar a luta contra esses ataques. 
O Sindicato deve ser um instrumento de resistência e de luta dos trabalhadores e deve estar nas mãos dos trabalhadores. Por isso é necessário fortalecer a Oposição e termos uma CHAPA para derrotar os pelegos que ainda estão no Sindicato.
Os pelegos que hoje estão no Sindicato sabem que os metalúrgicos não os reconhecem como seus representantes, por isso fazem de tudo para tentar impedir que a Chapa de Oposição participe das eleições. Mudaram o Estatuto sem a participação da categoria para dificultar ainda mais a inscrição da Chapa de Oposição e a eleição de 2014 por exemplo, ainda está no Judiciário por causa das irregularidades que os pelegos fizeram para se manterem a qualquer custo no Sindicato.
Nós não desistimos e estamos junto com os metalúrgicos, sabemos dos problemas que os companheiros enfrentam dentro das fábricas e denunciamos os ataques dos patrões em nossos Jornais, como também nos órgãos de fiscalização como o Ministério Público do Trabalho e o mais importante seguimos trabalhando para ampliar a Oposição para que o Sindicato seja dos trabalhadores. Se você ainda não é sindicalizado, fique sócio o quanto antes e vamos juntos lutar para ter o Sindicato nas mãos dos trabalhadores.

Postagens mais antigas → Página inicial