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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Trabalhadores da GM de São Caetano acampam na frente da empresa contra demissões, enquanto sindicato não faz nada


"Trabalhadores da General Motors estão acampados em frente à fábrica em São Caetano. Cerca de 40 operários se revezam entre 20 barracas para protestar contra as demissões dos 419 trabalhadores que estavam em lay-off (suspensão temporária de contrato), na semana passada. O movimento pede especialmente a reintegração de profissionais lesionados, ou seja, que sofreram acidente de trabalho ou possuem restrição médica.(...)

O ato está sendo organizado pela chapa de oposição ao atual comando do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano. “O sindicato infelizmente se omite, alega que foi aceita em assembleia a estabilidade de seis meses (a montadora pagou os salários referentes aos próximos seis meses na rescisão). Mas nem com tudo o que é aprovado em assembleia de fato estamos de acordo. Não há democracia nesses atos”, desabafa o trabalhador suspenso.

Questionado, o presidente do sindicato, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, afirma que esses funcionários estão “passando a carroça na frente dos bois”. “É legítimo o acampamento deles, mas, antes, eles deveriam ter procurado o sindicato para que pudéssemos tentar negociar com a empresa.”
Cidão conta que houve 28 pedidos de reconsideração dos cortes, sendo que dez foram apresentados à GM na noite de ontem para que sejam avaliados novamente. São operários com algum tipo de lesão ou doença. A resposta deve sair hoje.

Em relação ao PPE, o sindicalista disse que ainda não está conversando sobre isso com a fabricante, porque esses trabalhadores suspensos ou demitidos eram do terceiro turno, em que já havia excedente e nada poderia ser feito devido ao mau andamento da economia, que derrubou as vendas. Atualmente, existem 1.028 funcionários em lay-off e cerca de 4.500, do primeiro e segundo turnos, na ativa na linha de produção na planta da região.

Procurada, a GM não se manifestou até o fechamento desta edição."
(Fonte: Diário do Grande ABC)


A Força Sindical sempre em defesa dos patrões

Onde já se viu um sindicalista ficar justificando as demissões? Isso é papel do RH da GM, não do presidente do sindicato!

É um absurdo a direção do sindicato dizer que os trabalhadores foram demitidos porque estavam sobrando...

Ou dizer que as demissões foram por causa do mercado, se tudo é definido pelo mercado então Cidão deveria fechar as portas do Sindicato. Pra que serve este sindicato se o próprio presidente diz que é o "mercado" que determinou as demissões?

Assim como Quebra-Mola, em Gravataí, Cidão em São Caetano do Sul deixa claro para os trabalhadores qual o verdadeiro papel da Força Sindical: defender os interesses das grandes empresas!

domingo, 19 de julho de 2015

PPE: A proposta das centrais sindicais Força Sindical, CUT, UGT E Nova Central que agora é uma proposta também do governo Dilma só tem um objetivo: aumentar o lucro dos patrões diminuindo os salários dos trabalhadores

A proposta das centrais sindicais Força Sindical, CUT, UGT e Nova Central que agora é uma proposta também do governo Dilma só tem um objetivo: aumentar o lucro dos patrões diminuindo os salários dos trabalhadores.


Chamado de PPE (Programa de Proteção ao Emprego) esse projeto apresentado pelas centrais protege mesmo os interesses dos empresários.

Por essa proposta que tem por objetivo atingir a todos os trabalhadores, sejam metalúrgicos, comerciários, bancários enfim, quando os patrões julgarem que estão em crise, através dos dados manipulados que serão aceitos pelo governo, eles poderão deixar de pagar 30% dos salários.

O governo pagará através dos recursos do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT) apenas 15% do que falta. E os outros 15 %? Quem paga? Ninguém, o trabalhador perde no salário, nas férias, no 13° e também na aposentadoria, pois o tempo de salário reduzido vai contar na hora de se aposentar.

Por exemplo, se hoje você recebe um salário de R$ 2.500,00;

Pela proposta do PPE você receberia apenas: R$ 2125,00;

Então você perderia: R$ 375,00 nos salários ao mês

Nas férias perderia R$ 375,00 mais 125,00 em relação ao abono de férias

No 13° salário perderia R$ 375,00

Em 12 meses você perderia um total de R$ 6.375,00



Enquanto os empréstimos bancários confiscam nossos salários, os patrões dão calote e tentam diminuir ainda mais os nossos salários e contam com isso com o apoio do governo e de pelegos.

- O governo Dilma deu calote no pagamento do PIS/PASEP dos trabalhadores que deveriam receber esse direito entre janeiro e junho de 2015. Com esse calote vai usar o dinheiro dos próprios trabalhadores para bancar parte desse Programa que protege aos empresários.

- O Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que será usado no PPE já tem um rombo provocado pela farta ajuda do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), que garante empréstimos para empresas privadas que serão pagos a perder de vista.

- Enquanto o governo é generoso com os patrões, ainda tem a cara de pau em dizer para os trabalhadores economizarem para pagar as dívidas. Dívidas que foram provocadas porque o salário cada vez cobre menos as contas com alimentação, moradia, estudo.


Fonte: http://www.intersindical.org.br/mobilizacao/noticias2/item/757-a-proposta-das-centrais-sindicais-for%C3%A7a-sindical-cut-ugt-nova-central-que-agora-%C3%A9-uma-proposta-tamb%C3%A9m-do-governo-dilma-s%C3%B3-tem-um-objetivo-aumentar-o-lucro-dos-patr%C3%B5es-diminuindo-os-sal%C3%A1rios-dos-trabalhadores

Força Sindical comemora aprovação do PL 4330 junto com CNI e FIESP

Autor: Esquerda Diário


A segunda maior central sindical do país, a Força Sindical, comemora a aprovação do Projeto de Lei 4330 da terceirização. Não só comemora como se orgulha de ter sido peça chave na aprovação do Projeto na Câmara dos Deputados na última quarta-feira. O relator do Projeto foi Artur Maia, do partido criado pela mesma Força Sindical, o Solidariedade - todos os seus deputados votaram a favor do Projeto. Paulinho da Força, também deputado pelo Solidariedade, sai comemorando com os mesmos argumentos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (FIESP), de que trata-se de ampliar os direitos dos terceirizados já existentes, a palavra chave desse mascaramento é “regulamentação”.

Em matéria intitulada “Nossa luta garante direitos dos terceirizados”, a Força Sindical diz ter atuado para que o PL 4330 fosse uma defesa dos direitos dos terceirizados. Se contrapondo às centrais sindicais e ativistas que fizeram manifestação na frente do Congresso Nacional no último dia 7, a Central diz ter escolhido o caminho de “fazer o mais difícil”, que era buscar dentro do Congresso a forma para que o Projeto fosse uma defesa dos mais de 12 milhões de trabalhadores que já são terceirizados.

A CNI, também em seu site, diz que a aprovação do PL 4330 na Câmara é um avanço, como diz o título de sua matéria “Regulação da terceirização é avanço para empresas, trabalhadores e para a economia”. O argumento é que a terceirização é um fato do mundo atual e que, portanto, a falta de regulamentação é uma constante fonte de insegurança para empresa e trabalhadores terceirizados que defendem desse emprego.

Paulo Skaf, presidente da FIESP, também diz em artigo no site da FIESP que a regulamentação da terceirização é importante para organizar um sistema que está “totalmente solto e prejudica todo mundo”. E como diz o próprio título do artigo, a posição da FIESP é de que “Regulamentação da Terceirização preserva os direitos dos trabalhadores, diz Skaf”.

Já se sabia que o patronal e o setor industrial eram os mais ferrenhos defensores do Projeto de Lei da terceirização, inclusive a CNI brigou duramente no último período para que o PL fosse votado com caráter de urgência, como propôs e o garantiu o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB). Mas o que pode parecer estranho à primeira vista é que uma central sindical, que se diz defensora dos trabalhadores, defenda o mesmo projeto e com os mesmos argumentos: de que é necessário regulamentar a terceirização para defender os trabalhadores terceirizados.

Acontece que a Força Sindical é uma farsa. Esta central sindical foi criada durante o governo Collor, na década de 90, financiada pela FIESP para se contrapor à CUT, que àquela época havia sido criada e era herdeira direta da luta dos trabalhadores do ascenso que tomou conta do país no final da década de 70 e boa parte da década de 80. Ou seja, ela existe desde o princípio para defender a política patronal, do capital, dentro da classe trabalhadora.

E nada mais coerente com sua história que ser relatora do Projeto, através do deputado Artur Maia (do partido criado pela própria central, o Solidariedade), de apresentar emendas a partir do deputado e mais conhecido sindicalista da central Paulinho da Força, e de aplaudir junto às entidades patronais a aprovação do Projeto de Lei que pretende expandir a terceirização para toda a cadeia produtiva e para os serviços públicos no país. Todos os 20 deputados do Solidariedade votaram a favor do Projeto.

E mais, a agenda política do Paulinho da Força nesta semana foi recorrer sindicatos da base da sua central para explicar aos trabalhadores os benefícios do PL 4330, quando existe um debate crescente em todos os cantos sobre como este Projeto é um ataque aos trabalhadores, e quando diversas centrais sindicais pretendem fazer um Dia Nacional de Paralisação no próximo dia 15 de abril. (...)

Fonte: http://www.esquerdadiario.com.br/Forca-Sindical-comemora-aprovacao-do-PL-4330-junto-com-CNI-e-FIESP

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Sem "Força": discurso vazio e prática contraditória.







"Felicidade é quando o que você pensa, o que você diz e o que você faz estão em harmonia."
Mahatma Ghandi.







FARSA SINDICAL OU FORÇA PATRONAL.
Nas décadas de 60 e 70 o Regime Militar instituiu interventores nos principais e mais combativos sindicatos pelo país, entre eles, especialmente os da categoria dos metalúrgicos.
Quando se encerra o ciclo dos militares e começa a se estabelecer um clima de pretensa democracia, os antigos interventores contratados para desarticular os trabalhadores na base, são então patrocinados pelas empresas para manter-se nas diretorias dos sindicatos que usurparam pela força da Ditadura. Já é o período Collor e o seu ministro do trabalho é o Magri.
A primeira "central pelega" dessa nova fase é a Central Geral dos Trabalhadores(CGT), sob a tutela de Magri, como resposta dos empresários à ascensão da Central Única dos Trabalhadores(CUT), que já foi uma autêntica ferramenta de lutas e que agora nada difere do lixo que se tem hoje em Gravataí.
A CGT torna-se na sequência a Força Sindical, da mesma forma que, por exemplo, a Arena(partido que dava sustentação política à Ditadura Militar) se torna PDS(Partido Democrático Social) e mais tarde se divide em Partido Progressista Brasileiro(PPB, que hoje é só PP - Partido Progressista) e Partido da Frente Liberal(PFL, que adota o nome atual de Democratas, sonhando em serem comparados com os norte-americanos).
Mas isto é apenas uma referência à história recente e patética da política partidária brasileira.
Partidos políticos não são o que importa, porém não se deve deixar de estabelecer as devidas relações.


Na parte dos comentários(não deixe de fazer o seu, aliás), ao fim desta postagem, há um trecho que fala sobre mais relações políticas partidárias envolvidas.
Aliás, eleições são uma coisa com a qual os pelegos só sabem lidar através da fraude explícita, como as que ocorrem no Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí.
COMO ELES CONSEGUIRAM CHEGAR À DIRETORIA DO SINDICATO DA NOSSA CATEGORIA?
Com as conquistas políticas que obteve no início da década de 90, o Partido dos Trabalhadores(PT) passou a compor governos municipais de capitais importantes como Porto Alegre e São Paulo e do estado do Rio Grande do Sul mais adiante.
Isso fez com que o atrelamento da CUT ao PT sofresse uma brutal deformação da conduta de origem e passasse a ser utilizada como ferramenta eleitoral. Os diretores dos sindicatos filiados à CUT foram e são até hoje orientados a "conduzir" as categorias profissionais a atender aos interesses políticos eleitorais do PT, agitando-os ou freando-os conforme o interesse do partido, desconsiderando completamente as demandas autênticas dos trabalhadores de suas bases. Hoje mais especificamente o trabalho é o de refrear os impulsos por justiça e a luta organizada, para proporcionar e manter a "governabilidade" e a "ordem social" que adquiriram.
No Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre(que abrange - ou abrangia - a região metropolitana) houve uma "chupada de bala" por parte dos acomodados diretores, que sofreram um "golpe" de uns maltrapilhos que estavam à reboque. Uma turminha de inúteis que ocupavam espaço(e apenas isso) obteve financiamento DIRETO da General Motors(GM) através de ligações com o Palácio Piratini da era Antônio Britto e meteu uma "bola nas costas" dos cutistas que ficaram zonzos pelos dez anos seguintes e jamais se recuperaram.
Após uns cinco ou seis anos de brigas e disputas judiciais, a CUT arregou feio e cedeu a um ACORDÃO milionário, abandonando completamente os metalúrgicos da base de Gravataí à própria sorte ou, no caso, à pior das sortes, que é ser representados pela Farsa Sindical.
As decisões judiciais que permitiram que os ratos se instalassem em nosso sindicato são, no melhor das hipóteses, altamente contestáveis. Nem sequer foi considerado pela dita autoridade judicial realizar uma consulta à base dos trabalhadores para que nós mesmos escolhêssemos o que nos era melhor: a CUT, A Força ou um sindicato independente.
O primeiro presidente do, então recém criado, Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, se tornou seu diretor um dia depois de ter sua carteira profissional "esquentada" pela GM, sendo que todos por lá sabem que ele nunca montou uma única peça de carro ou apertou um simples parafuso sequer. A única coisa que eles, os pelegos todos, apertam são as mãos dos gerentes do CIAG/GM(Centro Industrial Automotivo de Gravataí - GM e Sistemistas).
Aqui, como em absolutamente todos os lugares onde a Farsa Sindical se instala, sua ascensão se dá por meios questionáveis. Sua permanência ocorre pela desarticulação da base e através da fraude inequívoca.
PÃO E CIRCO.
Fato é que se vangloriam de conquistas que não realizaram.
Todas as paralisações que ocorreram em todas as fábricas de Gravataí foram SOMENTE mérito dos trabalhadores e trabalhadoras que se indignaram com o trato desumano e abusivo por parte dos patrões que se sentem a vontade para fazerem o que quiserem.
Quando entram os diretores do sindicato na jogada é para fazer um "churrasquinho de enganação" para, em dois, três, quatro dias no máximo, entregarem os metalúrgicos de bandeja para os patrões. Durante as paralisações eles identificam e marcam aqueles que possam ser articuladores para após tentar coopta-los ou entrega-los para os RHs das empresas afim de se livrar deles.
Os valores que advém após isso são sempre muitíssimo inferiores ao que seriam de direito e que são os pleiteados pelos trabalhadores e trabalhadoras.
Recentemente eles tem panfleteado sobre uma pretensa retirada de direitos organizada pelos empresários, mas não referem sobre o Acordo Coletivo Especial(ACE, criado pela CUT), até há pouco, APOIADO pela Força Sindical que só conteve este apoio, após a divulgação nas mídias de que este ACE na verdade desabilita toda a proteção da legislação trabalhista vigente.
Para não queimar seu filme(como se pudessem queimar ainda mais!) fazem todo esse alarde e dizem que vão para Brasília lutar pelos nossos direitos. Contraditoriamente NUNCA fizeram NENHUMA manifestação em nossa própria cidade com intuito de conquistar mais direitos para nossa categoria. Mas já fizeram até carreata para "sensibilizar" o governo e a população a dar MAIS DINHEIRO  para a GM(como se ela precisasse!).
Na base de Gravataí não existe NENHUMA CONQUISTA no que se refere a cláusulas sociais, nenhum direito que não seja os que já são garantidos em lei, as reposições salariais são pouco acima da inflação e há uma enorme defasagem salarial em relação aos trabalhadores de outras cidades e estados como se os metalúrgicos de Gravataí merecessem menos que os de Porto Alegre ou São Paulo.
Para piorar ainda existem situações em que a proteção da lei nem é garantida, como no caso do malfadado banco de horas que é totalmente ilegal! Quem trabalha em fábricas que possuem banco de horas poderia facilmente contestar na justiça, mas corre o risco de ter seu direito negado, porque a diretoria do sindicato ratifica esta distorção, fazendo até publicidade desta agressão aos direitos trabalhistas. Este é um bom exemplo da prática dessa diretoria(contra o discurso hipócrita) do negociado sobre o legislado!
Não é à toa que as pessoas viram as costas, não dão atenção e entram na fábrica quando os diretores começam a fazer seus discursos vazios. Não é que essas pessoas não queiram lutar para melhorar suas condições, mas sim que tem consciência de que vão ser enganadas por estes inescrupulosos, hipócritas e oportunistas.
COMO "DETETIZAR" NOSSO SINDICATO DESSES INSETOS?
Já vimos que os que se instalaram na diretoria do nosso sindicato adoram expor suas fotos nos panfletos que entregam nas fábricas. Deve ser um desses casos raros em que o criminoso faz questão de ser reconhecido!
Curioso é ver que eles estão bem ativos e comparecendo como nunca nas portas das fábricas. Os peleguinhos estão trabalhando bastante! Sabem por quê?
Possivelmente deve ser motivado pelo fato de o Ministério Público e a Justiça do Trabalho estarem de olho neles por causa das fraudes da modificação do Estatuto da Entidade, das recentes eleições, da não prestação de contas nos últimos... Todos os anos! E do enriquecimento suspeito e aquisição de bens dos diretores do sindicato.
Não contentes em receber o generoso "arrego" da GM e dos patrões do distrito industrial e demais metalúrgicas de Gravataí para venderem nossos direitos, parece que os pelegos não se aguentam ao ver o dinheiro que entra do imposto sindical e das "contribuições assistenciais".
 Por mais incrível que possa parecer, a resposta que devemos dar a tudo isto é justamente nos sindicalizando.
Devemos nos organizar dentro de nossas fábricas e formar grupos para discutir as situações que enfrentamos diariamente de exploração, desvalorização e desrespeito.
Nos encontrarmos fora da fábrica para traçar metas e planejamentos é indispensável, bem como para organizar uma sindicalização em massa, formar uma chapa de oposição à atual direção e derrota-los pelo voto apesar de toda a falcatrua que implementaram para impedir eleições livres e limpas.
Um sindicato é uma ferramenta que deve estar nas mãos dos trabalhadores e não de lacaios dos patrões!
Vamos retomar o nosso e, independentemente de obtermos êxito imediato ou daqui algum tempo(isto realmente não importa!) ainda assim nos mantermos organizados na luta  para garantir que não haja NENHUM DIREITO A MENOS E AVANÇAR NAS CONQUISTAS!
Querem saber como? Entrem em contato, perguntem e passem mais informações sobre as situações dentro de suas fábricas. Isto é só um começo...
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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Peleguismo do ABC elogiado pelo Estadão.

"
'Educação sindical'
19 de julho de 2010
0h 00
- O Estado de S.Paulo

 
A partir da próxima semana, as montadoras e grandes empresas de autopeças de São Bernardo e São Caetano passarão a liberar seus funcionários durante um dia por ano para que possam receber aulas sobre sindicalismo ministradas por professores contratados pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. As primeiras turmas serão da Mercedes-Benz. Ao todo, serão beneficiados 70 mil metalúrgicos e as aulas serão dadas no clube de campo do sindicato, até que o prédio recém-comprado para essa atividade seja reformado.

A liberação de um dia de trabalho para os funcionários do setor automobilístico aprenderem sindicalismo é um dos principais itens da convenção coletiva da categoria assinada em outubro do ano passado. A iniciativa vinha sendo discutida desde 2003, quando comitês sindicais constituídos pelas empresas do ABC passaram a incluí-la na pauta de reivindicações negociada anualmente. Com as novas técnicas de produção propiciadas pelo avanço tecnológico, as lideranças sindicais perceberam que, sem treinamento e reciclagem, seus liderados tenderiam a ficar defasados. A partir daí, formação e requalificação passaram a ser tão importantes quanto os pleitos de reajuste salarial nos dissídios coletivos.

Os metalúrgicos do ABC foram fortemente atingidos pelas grandes transformações econômicas ocorridas na passagem do século 20 para o 21. Há 30 anos havia no Brasil apenas cinco montadoras, sem possibilidade de entrada de novas empresas, e os metalúrgicos podiam dar-se ao luxo de fazer greves longas e de converter o Estádio de Vila Euclides em imenso palanque político. As empresas acabavam concedendo o que os sindicalistas pleiteavam e, em seguida, repassavam para os consumidores o aumento da folha de pagamento.

A abertura econômica propiciada pelo Plano Real, nos anos 90, mudou radicalmente esse cenário. Com a chegada de novas empresas, as montadoras instaladas tiveram de competir ferozmente para manter sua posição no mercado, o que as obrigou a endurecer nos dissídios coletivos, para evitar aumento de custos. As novas tecnologias também propiciaram a informatização da produção, o que levou ao fechamento de milhares de postos de trabalho e, por tabela, enfraqueceu o poder de negociação do sindicato. Além disso, para fugir do grevismo selvagem da Central Única dos Trabalhadores, algumas montadoras instalaram novas fábricas no Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, onde o custo médio da hora trabalhada é bem menor do que no ABC.

Essas mudanças geraram uma crise no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que após a década de 90 viu despencar o número de filiados e perdeu a força política que detinha na década de 70. Desde então, a pauta de reivindicações mudou. Em vez de exigir somente aumento real, como no passado, os metalúrgicos passaram a reivindicar mais educação e treinamento. Hoje, 20 mil trabalhadores da indústria automobilística do ABC têm menos de 24 anos de idade e 35 mil têm entre 25 e 40 anos, desconhecendo assim as "lutas históricas" da categoria dos anos 70. "Não se pode afugentar as empresas e os investimentos daqui, porque de outra forma o resultado seria pior para os empregos. O trabalhador precisa entender que o sindicato tem de evoluir junto com a região. O mundo mudou, as empresas e o Estado mudaram ao longo dos últimos 30 anos. Os trabalhadores mais jovens não conhecem essa evolução", diz o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Sérgio Nobre.

Graças a essa nova mentalidade entre os metalúrgicos do ABC, que passaram a ver o patronato como parceiro, as montadoras voltaram a investir no ABC, o que levou o nível de emprego na região a registrar um crescimento surpreendente nos últimos anos. Foi para atender a esse imenso contingente de novos trabalhadores que as lideranças sindicais negociaram o acordo pelo qual eles serão liberados um dia por ano para ter aulas de sindicalismo.
                                                                    "

Ou seja: o bom cabrito não berra e o bom cordeirinho segue a cartilha à risca!
Aula de sindicalismo com a anuência e a bênção das empresas?
Acorda peão que querem te passar a linguiça!



Agradecemos à companheira que enviou este texto.

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O MOVIMENTO DE OPOSIÇÃO SINDICAL E O PELEGUISMO.


Originalmente, pelego é a pele com a lã do carneiro, que se coloca sob a cela para que o cavalgar não machuque os quadris do cavaleiro, mas que não elimina o peso sobre o dorso do cavalo. No sindicalismo, pelego é o dirigente que foi imposto, chegou por meios escusos à direção do sindicato ou se degenerou durante os exercícios de suas funções. Visa enganar os trabalhadores e trair os seus interesses, favorecendo os patrões ou o governo, tirando proveitos pessoais disso.


Assim, as expressões “peleguismo” e “pelego” não estão, neste trabalho, como meros xingamentos. São conceitos e referem-se a um tipo de comportamento de dirigentes sindicais que não têm real compromisso com as necessidades e interesses dos trabalhadores, mas que favorecem a exploração capitalista.


Os pelegos fizeram história no sindicalismo, praticaram isso antes e no período da ditadura militar, em conluio com o governo, por meio do Ministério do Trabalho, que os tinha colocado nas direções dos sindicatos. Mas puderam e podem fazê-lo, também por meio de acordos com os patrões, diretamente. Denunciam aos patrões ou à polícia ativistas sindicais, que não se submetem a eles. Quando se sentem ameaçados, buscam corrompê-los, agredi-los fisicamente e até, se considerarem necessário, assassiná-los.


Como o de pele de carneiro, o pelego do sindicalismo se coloca sobre o trabalhador, servindo a outros.



PELEGUISMO.


No sindicalismo, são chamados de “pelegos” os dirigentes sindicais que, em troca de algum favorecimento pessoal, particularmente de benefícios materiais, fazem um discurso mentiroso para os trabalhadores, no qual dizem lutar pelos seus interesses, mas nos acordos favorecem aos patrões, Com isso, privam os seus representados dos instrumentos necessários para se defenderem.


Para ilustrar esse fato, podemos citar o caso do Joaquim dos Santos Andrade, o “Joaquinzão”, que, em 1964, foi nomeado interventor no Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos pela ditadura militar e, em 1965, substituiu o interventor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo (por ordem dessa mesma ditadura). Conseguiu se manter nesse posto, com eleições de “cartas marcadas”, até o final da década de 1980, quando foi para a presidência da CGT (central criada para opor-se à CUT). Joaquinzão deixa em seu lugar Luiz Antonio de Medeiros, o Medeiros da Força Sindical, cujo papel político no sindicalismo brasileiro será um dos nossos próximos temas (ROSSI, Waldemar et alli “A história da Oposição Metalúrgica” Revés do Avesso – Política Cultural e Ecumenismo, Revista do CEPE, ano 15 Centro Ecumênico de Publicações e Estudos Frei Tito de Alencar Lima São Paulo abril/maio de 2006).


A constante competição entre trabalhadores, nas tentativas individuais de alcançarem melhores condições de existência, abre espaço para uma fonte inesgotável de potenciais “Joaquinzões” e “Medeiros”. Mas existem circunstâncias em que os patrões precisam recorrer a setores, considerados como de esquerda, para fazerem valer os seus interesses no interior dos sindicatos.



RESPONDER À OFENSIVA NEOLIBERAL.


A nova política do capitalismo internacional está orientada por um pacto, conhecido como “Consenso de Washington”, que leva à adoção do modelo político econômico neoliberal, gerador da crescente concentração de rendas, do aumento da pobreza no plano mundial e das novas formas de exploração sobre os países do chamado terceiro mundo.


Os principais eixos dessa política econômica neoliberal são: a desnacionalização do mercado de consumo, a desregulamentação (fim) dos direitos dos trabalhadores, o rebaixamento salarial, a privatização das empresas públicas, a aceleração do processo de acumulação de capital nas mãos de um número cada vez menor de capitalistas, o crescimento do desemprego estrutural, levando à marginalização do consumo de grandes contingentes de assalariados.
(...)
Retomar e avançar na organização sindical de base, inclusive no interior das empresas; unifiar os sindicatos debilitados (bases dispersas pelo avanço tecnológico e a reestruturação dos metódos de trabalho que promove nas empresas); organizar as intersindicais; estas são algumas demandas colocadas aos que defendem o caminho classista para as lutas sindicais.





Os textos acima são partes integrantes do livro PARA ENTENDER OS SINDICATOS NO BRASIL: UMA VISÃO CLASSISTA de Waldemar Rossi e William Jorge Gerab editora Expressão Popular 1ªedição maio de 2009.


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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

FARSA SINDICAL OU FORÇA PATRONAL?

CADÊ A CAMPANHA SALARIAL?


As campanhas salariais dos últimos anos na base de Gravataí, ficaram muito a desejar para os trabalhadores.

Todos os anos a direção pelega do sindicato coloca em seu boletim que começou a discussão da campanha salarial, só não diz de que planeta! Os metalúrgicos não enxergam nada e o pior, os pelegos "negociam" com os empresários sem qualquer consulta aos trabalhadores e fecham acordos memoráveis, para a patronal, é claro!

Não tem cabimento, que na atual conjuntura um sindicato não reivindique aumento real digno aos trabalhadores. Simplesmente diz que a proposta da direção é de 3% o que na realidade se transformou num percentual menor ainda na folha de pagamento.


VAMOS DAR UM BASTA À PELEGAGEM!

Isso significaria que a direção do sindicato já entrou derrotada na queda de braço com os patrões, porque no resto do país onde os metalúrgicos tem a mesma data base, os aumentos reais foram muito maiores do que Gravataí.

O exemplo é Campinas, onde a INTERSINDICAL dirige e obteve (junto com a categoria mobilizada) para os metalúrgicos da Honda e da Toyota um aumento de 10%, sendo 5,56% de aumento real e avanço nas cláusulas sociais (conquista de mais direitos, sem negociar, flexibilizar ou abrir mão de nenhum).

Mas para chegar a esse resultado é preciso mobilizar, não dá prá ficar parado na cadeira dentro do sindicato. Ou mesmo, sair às ruas só prá pedir dinheiro para uma montadora. Afinal, essa direção da Força Sindical é dos metalúrgicos ou é patronal?

Por isso, estamos convocanndo todos os metalúrgicos de Gravataí a se associarem no sindicato, pois para mudar essa realidade, o trabalhador precisa por começar a ser sócio e participar de todo o processo, especialmente o eleitoral.



CARLOS BECKER.

A situação está complicada para os trabalhadores da empresa Carlos Becker, pois além do PLR desse ano, que foi uma ofensa de R$ 46,54 ainda temos que aturar o assédio moral dos chefes que ficam fiscalizando o trabalhador que vai ao banheiro, como é o caso da Usinagem.

As advertências abusivas e as justas causas forjadas são outras mazelas dessa empresa. É melhor a direção da Carlos Becker rever seus procedimentos criminosos, pois o trabalhador já está prestes a perder a paciência e aí a casa vai cair para a Carlos Becker.




MUNDIAL.

A direção da empresa conheceu o caminho da roça. Sabedores da fraqueza dos dirigentes sindicais, começaram a expandir as discussões de redução da jornada com redução de salários.

Agora é na linha Sandy & Júnior, depois será outra e assim por diante.

Nós temos que organizar dentro da fábrica para barrar a ofensiva do patrão com a conivência de uma direção sindical que nos deixa à mercê da ganância desmedida desses covardes!

Vamos tornar os quadros que compõe a CIPA mais ativos na luta por manutenção e conquista de direitos.



DIGICON / PERTO.

A maior piada do ano é o processo de PLR da empresa, pois a comissão não é liberada para qualquer trabalhador participar, ou seja, tem que agradar o RH. Além disso os percentuais que foram destinados aos trabalhadores no ano passado, não refletem na realidade da produção.

Será que nem isso a pelegada enxerga?


A luta será feita pelos trabalhadores, sem depender de mercenários que se passam por sindicalistas!


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