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quarta-feira, 11 de agosto de 2021

A inflação está comendo nosso salário. Reajuste mensal já!


Junho 2021 - Nós, trabalhadores metalúrgicos, percebemos que nosso salário está diminuindo. Mas por que isso acontece? O motivo principal, além de que ganhamos uma mixaria comparado com o lucro que produzimos, a inflação aumenta nossas contas todos os meses e a direção do nosso sindicato (Força Sindical) entregou de bandeja nosso reajuste que fechou em ZERO em Setembro de 2020, mas depois da revolta e pressão na DANA e nas demais fábricas, as empresas decidiram dar miseráveis 2,94% em Janeiro de 2021. Ou seja, entre Setembro de 2019 e Junho de 2021 recebemos apenas 2,94% de reajuste salarial! 

Mas o que poucos trabalhadores sabem é que, em Outubro de 2020, a direção que está no nosso sindicato fechou um acordo válido por 2 anos (2021 e 2022), vinculado ao ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS AO CONSUMIDOR (INPC). A direção do sindicato, junto com os empresários, se aproveitam da pandemia pra amarrar nosso salário em um índice que nem de longe corresponde aos gastos que temos com nossas famílias!



Se a inflação é mensal, porque nosso salário não aumenta mensalmente?






Com esse esquema, das empresas e dos sindicatos, de reajustar o salário apenas uma vez por ano, nosso salário vai diminuindo todo mês. Somente depois de um ano perdendo é que recebemos o reajuste pra compensar o que a inflação OFICIAL nos tirou o ano todo, porém esse reajuste não cobre todas as perdas que tivemos, vejamos no gráfico ao lado.

Quando olhamos o gráfico, mês a mês, a diferença dos salários parece pequena. Mas se somamos essas diferenças mensais num período de 12 meses, vamos ver que neste exemplo, com um salário base de 1.600,00 reais, perdemos R$ 508,66 em um ano! 


A Oposição Metalúrgica fez panfletagem no Distrito Industrial. Clique nos nomes das fábricas para acessar o jornal:

TDK

PERTO 

MUNDIAL

JACKWAL

RENNER

PANATLANTICA, CARLOS BECKER E WEG



*Texto publicado pela OSM em Junho/2021


segunda-feira, 22 de março de 2021

2021 começa com trabalhadores adoecendo e morrendo de COVID-19 nas fábricas



Março/ 2021 - Apesar de os trabalhadores serem infectados e estarem morrendo pelo COVID-19 (neste mês, uma trabalhadora da TDK e outra da cozinha da MUNDIAL vieram a falecer em decorrência do COVID), as direções das fábricas fingem que nada está acontecendo e nos obrigam a continuar trabalhando aglomerados dentro da empresa. Especialistas da saúde alertam que a situação tende a piorar, porque as novas variantes do vírus são muito mais transmissíveis e letais. Os hospitais estão superlotados. Quem ficar doente não terá o atendimento adequado. É inaceitável continuarmos trabalhando nessas condições, correndo altíssimo risco de vida!

# PARAR AS FÁBRICAS PARA NÃO MORRERMOS DE COVID!

#
ESTABILIDADE NO EMPREGO PARA NÃO MORRERMOS DE FOME!

#
O LUCRO DO PATRÃO NÃO DEVE ESTAR ACIMA DAS NOSSAS VIDAS!

#
VACINA PARA TODOS OS TRABALHADORES!


 

ATUAL DIREÇÃO DO SINDICATO FECHA CAMPANHA SALARIAL ABAIXO DA INFLAÇÃO E SEM RETROATIVO

A inflação oficial de 2020, segundo o IBGE, foi de 5,45%, e em 2021 a gasolina já subiu mais de 50% nas bombas, comparado a 2020. Sentimos no dia a dia que nosso salário perdeu o poder de compra.

A data-base da campanha salarial de todas as empresas metalúrgicas do Distrito Industrial de Gravataí (RS) é em Setembro. Os pelegos que estão na direção do sindicato, mais uma vez, não apareceram nas fábricas. Depois de muita pressão realizada pelos metalúrgicos da DANA, as demais empresas começaram a informar diretamente para os trabalhadores sobre o reajuste que, muitas vezes, não chegava a 3%. E tiveram empresas que deixaram para pagar só em Janeiro de 2021, cinco meses depois, sem retroativo e sem aumento real. Isso é total desrespeito com nós, trabalhadores! Temos que exigir um salário decente, afinal de contas somos nós que produzimos a riqueza e é um direito nosso um salário melhor!


PELEGOS DO SINDICATO PERMITEM BANCO DE HORAS

As horas extras já eram uma forma que favorecia mais o patrão do que o trabalhador porque, apesar de ter um retorno ao trabalhador, com as horas prolonga-se o tempo de trabalho. Mas como os salários são baixos, muitas vezes os trabalhadores usam como complemento para pagar as contas do mês.

Com o banco de horas, a situação fica ainda pior para os trabalhadores, pois agora as horas extras que são feitas não serão mais pagas em dinheiro, mas sim em dias de folga. Porém, não quando o trabalhador quer ter a folga, mas sim quando a empresa quiser.

Não devemos aceitar isso! Temos que ser contra o banco de horas porque, dessa forma, vamos nos tornar escravos dos patrões. Eles vão nos forçar a trabalhar mais e não vamos receber mais por isso!

Temos que lutar contra o banco de horas nas empresas!



Clique nos nomes das empresas abaixo para ler o jornal distribuído pela OSM nas fábricas do Distrito Industrial de Gravataí (RS) em 17 e 18 de Março:

 
PERTO/ MUNDIAL

TDK/ JACKWAL

DANA

GLOBO INOX, PANATLANTICA e RENNER



* Texto da OSM publicado em 22/03/2021



quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Campanha Salarial Distrito: Oposição denuncia reajuste zero

 


 

Nos dias 15, 21 e 22 de Outubro, a OSM (Oposição Metalúrgica) esteve nas metalúrgicas para denunciar o acordo de REAJUSTE ZERO feito pela atual direção do sindicato e as empresas.

Com pressão e luta, os trabalhadores da DANA reabriram as negociações e conseguiram antecipar 2% agora e deixar os outros 0,94% para o início de 2021 (totalizando 2,94%, inflação medida pelo INPC para a data-base 1º de Setembro) entre outras questões. CLIQUE para ver matéria sobre o DANA 

Os patrões da MUNDIAL e da JACKWAL ficaram com medo do que os operários da DANA fizeram e se anteciparam com reajustes de 2% a 2,5%.

Após a panfletagem da Oposição, a direção da PANATLANTICA anunciou reajuste salarial de 3%.

Mas as demais empresas do Distrito Industrial não se coçaram até agora! Empresas grandes e multinacionais, como a TDK e a PERTO/ DIGICON, insistem no reajuste zero aos trabalhadores.

Temos que seguir o exemplo dos trabalhadores na DANA e pressionar os patrões e a direção do sindicato. É hora de garantir o poder de compra dos nossos salários!



Clique nos nomes das empresas abaixo para ler o jornal distribuído pela OSM:

DANA

JACKWAL

PERTO/ DIGICON

DEMAIS EMPRESAS

 

 

*Matéria publicada pela OSM (Oposição Sindical Metalúrgica) em 29/10/20


 

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Campanha Salarial Distrito: diretoria do sindicato aceita reajuste zero!

 


Os patrões se aproveitam da pandemia que já matou milhares e contaminou milhões para se livrar de sua própria crise, e a receita é sempre a mesma: demissões, redução de salários, retirada de direitos. No Brasil, já são mais de 130 mil mortes e mais de 4 milhões de contaminados e essa tragédia gigantesca tem responsável: o governo Bolsonaro, que desde o início da pandemia é contra o isolamento, única forma de diminuir a contaminação pelo vírus, que não garante o devido investimento no SUS, o sistema público de saúde e fala o absurdo de que se houver uma vacina, só toma quem quiser. O governo também criou várias medidas liberando os patrões para reduzir salários, retirar direitos e continuar com as demissões.

        Na Campanha Salarial do ano passado, a atual diretoria do sindicato já tinha aceitado um Acordo sem reposição salarial e que piorou a jornada de trabalho com redução dos horários de pausa e a imposição do banco de horas no Distrito Industrial. Agora, na Campanha Salarial de 2020, mais desvalorização dos salários: os pelegos não organizaram nenhuma luta para garantir aumento salarial, proteção à saúde dos trabalhadores e aos direitos. Várias empresas metalúrgicas como a GM, MUNDIAL, DANA entre outras usaram a MP 936 do Governo Bolsonaro para reduzir os salários, retirar direitos e continuar com as demissões e, ainda, se recusaram a pagar o devido aumento salarial na data-base. A Convenção Coletiva foi renovada mantendo cláusulas que atacam direitos e a discussão sobre o reajuste salarial ficou para março de 2021, ou seja, nem as perdas já acumuladas os patrões vão pagar esse ano. E a diretoria do sindicato aceitou este acordo!

Enquanto isso, os trabalhadores ainda estão na mira do coronavírus, aglomerados nas fábricas e nos ônibus, trabalhando sem proteção, muitas vezes nem álcool gel tem.


É SÓ NA LUTA QUE VAMOS GARANTIR:

 # REPOSIÇÃO da inflação mais AUMENTO REAL de salário, repondo as perdas dos últimos 12 meses;

# REINTEGRAÇÃO dos demitidos e estabilidade no emprego;

# REALIZAÇÃO DE TESTES, afastamento dos que tiveram contato com quem adoeceu pela COVID 19, medidas de proteção à saúde e a vida dos trabalhadores;

# Manutenção e ampliação dos DIREITOS;

# FIM do banco de horas;

# Melhores CONDIÇÕES DE TRABALHO


Nenhum direito que a classe trabalhadora tem foi presente de patrão ou governo, o que temos é fruto da nossa luta e para impedir que eles acabem de vez, para garantir empregos e salários, o caminho segue sendo a luta. Ter o sindicato como instrumento de organização e luta é muito importante, por isso se junte à Oposição e vamos, juntos, fortalecer a mobilização para que o Sindicato dos Metalúrgicos seja dos trabalhadores!




             
             OSM denunciou reajuste zero aos metalúrgicos do Distrito Industrial em Gravataí (RS) em               panfletagem nas empresas nessas 5ª e 6ª feiras (17 e 18/09). INPC para a data-base da 
categoria em 1º de Setembro fechou em 2,94% (um dos dos índices de reposição da inflação)


Veja, abaixo, o jornal distribuído pela OSM (Oposição Metalúrgica) na íntegra nas principais fábricas de Gravataí (RS) nesta semana:









* Publicado pela OSM (Oposição Sindical Metalúrgica em 18/09/20


quarta-feira, 24 de junho de 2020

Coronavírus: TDK não faz testes para COVID-19 nos trabalhadores

24/06/20 - A Oposição Metalúrgica esteve hoje (24/06) na entrada do 1º turno da TDK para pressionar que a empresa seja mais rigorosa na prevenção e no combate à pandemia do coronavírus dentro da fábrica. Também panfleteamos os outros dois turnos durante a mesma semana. Informações que recebemos apontam que mais de 80 trabalhadores já foram afastados com suspeita de COVID-19, apresentando sintomas gripais, mas a TDK não deu nenhum suporte para que que os trabalhadores pudessem realizar o teste.



Abaixo, divulgamos panfleto que estamos distribuindo na TDK:









A Oposição Metalúrgica exige a liberação remunerada dos trabalhadores infectados e de quem teve contato com eles e realização de ampla testagem nos funcionários. Repudiamos qualquer demissão e/ ou redução salarial!

OBS.: As fotos são da panfletagem da manhã de hoje (24/06), com aplicação de filtro.






Oposição Metalúrgica de Gravataí - Junho/ 2020

segunda-feira, 23 de março de 2020

Pandemia do Coronavírus: Oposição Metalúrgica está junto com os trabalhadores contra a ganância dos patrões!

ATUALIZAÇÃO da matéria em 24/03: a Oposição Metalúrgica (OSM) também realizou manifestação na entrada dos trabalhadores na tarde de ontem. De noite, a empresa comunicou que estava entrando em férias coletivas a partir de 30/03, uma conquista dos trabalhadores organizados junto com a Oposição!

 Os metalúrgicos da
MUNDIAL, junto com a Oposição Metalúrgica (OSM), atrasaram a entrada na madrugada de hoje (23/03/20) em protesto contra a direção da empresa, que mantém a fábrica em operação em meio à pandemia do Coronavírus. Os trabalhadores do turno 1 desceram dos ônibus e ficaram parados uns 20 minutos. O sindicato também estava lá com caminhão de som e não trancou a entrada, nem nada, só ficou vendo a peãozada entrar mesmo contra a vontade.

Os trabalhadores precisaram pressionar a diretoria do sindicato a entrar e negociar com a direção da MUNDIAL, que até onde sabemos não deu em NADA e os trabalhadores tiveram que entrar pra trabalhar.

No sábado (21/03), a empresa já tinha anunciado a liberação dos peão acima de 60 anos e dos que têm problema de saúde crônica. Uns 70% da fábrica ainda continua trabalhando. A MUNDIAL tem por volta de 800 trabalhadores!


PREFEITURA DE GRAVATAÍ CEDE À PRESSÃO DAS EMPRESAS MUNDIAL E DANA E VOLTA ATRÁS NO DECRETO, LIBERANDO AS ATIVIDADES

O prefeito de Gravataí, Marco Alba, emitiu decreto municipal no sábado (21/03) orientando que inclusive as fábricas que não fossem de setores essenciais liberassem seus empregados neste período de gravidade sanitária frente à pandemia do Coronavírus. A GM já tinha parado em regime de day off na semana passada; após a decisão do prefeito, a TDK e a JACKWAL anunciaram parar a partir de hoje 21/03. Porém a MUNDIAL e a DANA, mais preocupadas com seus lucros do que com a saúde dos trabalhadores, pressionaram a prefeitura e conseguiram prosseguir com suas atividades, passando por cima de qualquer orientação das autoridades de saúde. 


Trabalhadores reunidos com direção
do sindicato no pátio da Mundial
A MUNDIAL justificou que as linhas de produção abastecem setores essenciais, como o da produção de carne animal e o de higiene pessoal. A MUNDIAL fabrica utensílios como faca de corte, cortador de unha e alicate para cutícula. Mas isso são essenciais? O que não pode faltar é comida, medicamento e utensílios usados no setor da saúde! Além disso, o setor que produz facas para frigorífico é minúsculo, não justifica a fábrica seguir funcionando.

A DANA disse que dará férias coletivas a partir do dia 30/03, sendo que este afastamento das atividades é de caráter de dispensa médica e, portanto, não deveria ser descontado das férias. Liberou também os acima de 60 anos ou com doenças crônicas. Para continuar produzindo nesta semana, a empresa afirmou que estaria reforçando as medidas de saúde dentro da fábrica, mas os peão continuam trabalhando tudo junto, quando a orientação das autoridades de saúde é de isolamento social. A DANA não produz nenhum produto essencial.

Especialistas na área da saúde afirmam que os dias desde o último sábado (21/03) até esta quarta-feira (25/03) são cruciais para diminuir a curva de casos do vírus. As escolas e o serviço público já pararam semana passada, a algumas indústrias pararam no sábado e foram proibidas aglomerações para conter a epidemia. Mas na DANA e na MUNDIAL os peão vão continuar entrando em ônibus cheios para ir pra fábrica, onde ficam aglomerados na fábrica e manuseando, muitas vezes, os mesmos materiais, máquinas e ferramentas?



LICENÇA REMUNERADA E O TRABALHADOR SEGURO EM CASA!

Os donos das fábricas e a própria diretoria do sindicato dos metalúrgicos (SINMGRA) estão em casa de quarentena, mas os peão têm que ir para a linha de produção. Nós não queremos voltar pra casa e arriscar a vida de nossos filhos e idosos. Por nós e nossas famílias, fábrica parada já!

Exigimos licença remunerada sem perder o salário nem descontar de nossas férias, sem demissões!





Oposição Metalúrgica de Gravataí - Março/ 2020

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

TDK: Prêmio não é salário!

Na TDK a gente nunca pode pedir aumento. Os mecânicos são obrigados a fcar se humilhando individualmente para ter um mísero aumento a cada 4 ou 5 anos. Auxiliares e operadoras nem falam no assunto porque sabem que a empresa não está nem aí pra nós, mesmo que tenham 10 ou 20 anos de empresa, eles nunca dão aumento. Aí fcam enrolando a gente com o prêmio, que as vezes é baixo e, às vezes sobe, mas a gente não pode contar com aquilo ali. Ficamos reféns do prêmio, e é bem isso que a empresa quer, pra fazer a gente produzir mais pra eles. O pessoal precisava se unir mais dentro da fábrica pra conseguirmos um aumento no salário decente, não 2% ou 3% que nem esse sindicato vem aí negociar, precisamos de mais. Mas sozinho não tem como. Tem que se unir!

terça-feira, 14 de agosto de 2018

A inflação no RS comendo o salário do peão. Só a luta por reajuste salarial pode mudar essa situação!

Ago/2018


A inflação acumulada nos últimos 12 meses foi de 5% na região metropolitana, e a inflação média no Brasil foi de 3,6%. Essa diferença é grande porque A INFLAÇÃO NA NOSSA REGIÃO É A MAIOR DO PAÍS.
A inflação é calculada a partir de uma longa lista de produtos, mas se pegarmos alguns produtos veremos que a inflação destes ficou muito acima da média:


Produto
Inflação (aumentou)
Farinha de trigo
15,63 %
Batata inglesa
22,90 %
Cebola
29,15 %
Frutas
7,43 %
Leite
27,57 %
Habitação
10,66%
Gás de botijão
9,69 %
Energia elétrica
30,22%
Transportes
12,83%
Gasolina
30,33 %
Serviços de saúde
7,98%





Isso significa que a correção da inflação nos nossos salários depende de quais produtos nossa família mais consome. E portanto pode ficar MUITO ACIMA DOS 4,98% do INPC.

Ou seja, se o reajuste salarial for de 4,98% NÃO poderemos continuar comprando as mesmas coisas no mercado na hora de fazer o rancho.
Ou continuaremos comprando, às custas de se endividar no cartão de crédito e cheque especial (o que também deveria ter os mesmos juros incluídos no reajuste salarial, já que é feito só 1 vez por ano).

Na realidade mesmo se não tivermos nenhum aumento real,  para não termos nenhuma perda salarial nossos reajustes teriam que ser mensais, a cada mês.

Já chega de um reajuste que não nos permite nem fazer o mesmo rancho a cada mês!

 Já estamos no fim de julho e a direção do sindicato nem fala em campanha salarial.

Já chega de uma direção do sindicato que faz as negociações que beneficiam só os patrões!


quarta-feira, 21 de março de 2018

TDK se omite nos casos de assédio sexual


Março/2018 Não é de hoje que as operadoras e auxiliares sofrem assédio sexual dentro da empresa, e em muitos casos até o RH é procurado, mas além de não fazerem nada contra isso, acabam deixando as operadoras em situações mais constrangedoras ainda. Esses assédios já foram cometidos por chefes, técnicos, engenheiros, mecânicos.
       

A TDK não faz nada para proibir essa violência, além de nos pagar salários miseráveis ainda incentiva o machismo fazendo de conta que não sabe desses abusos. Mas nós não vamos nos calar! A empresa deve fazer algo a respeito, protegendo a operadora e dando a ela condições seguras de trabalho.



* Panfleto da Oposição Metalúrgica de Março de 2018

TDK: Aumento das metas e do assédio moral provoca acidente e adoece


Março/2018 "Teve uma colega que trabalhou chorando todos os dias semana passada. E o nosso chefe em cima cobrando!" (denúncia de trabalhadora)


O setor do ALU é um exemplo da associação entre aumento das metas e de acidentes. Além disso, quando a máquina fica em manutenção, quem sofre as consequências são os trabalhadores: pressionam os mecânicos para agilizar a manutenção e as operadoras a recuperar o tempo perdido no conserto.

No Radial Pequeno, muita pressão dos chefes e, no Radial Grande passaram até uma ata para irmos menos no banheiro.

No Filme, a empresa está colocando televisões enormes que controlam as metas por hora. Quando os trabalhadores não conseguem lançar a produção na hora certa ou atingir a meta, a tela fica vermelha, expondo quem trabalha naquele posto para a fábrica toda. Isso é assédio moral!

Nos Banhos, a jornada inclui domingos e feriados. Temos que ficar atentos, pois já há boatos de que a TDK quer implementar em mais setores. A direção do sindicato aceitou esse acordo com a empresa e ainda disse que foi aprovado em assembleia na porta da fábrica em 2017. Mas os pelegos nunca falaram sobre trabalhar em domingos! Se aprovaram esta jornada nos banhos pelas nossas costas, o que mais vão fazer nesse ano?

No Estoque, o ritmo aumentou, ficando insuportável no fim do mês.

Em 2017, só a TDK de Gravataí lucrou mais de R$ 500 milhões. Apenas uma parte minúscula disso volta para nossos salários. Terminamos esgotados, doentes e sem pagar as contas.

Temos que nos organizar e lutar para aumentar o salário, combater as metas, ter mais contratações e melhores condições de trabalho. Pra isso, precisamos de um sindicato que fique com os trabalhadores. Vem pra Oposição!

quarta-feira, 8 de março de 2017

Os patrões e os governos atacam a classe trabalhadora, aumentando a exploração e a opressão contra as mulheres trabalhadoras

Os patrões e os governos avançam contra direitos da classe trabalhadora, e no Brasil não é diferente. O governo Temer/PMDB acelera os ataques aos nossos direitos e as mulheres trabalhadoras serão mais atacadas. Se a proposta do governo passar, os direitos garantidos nas leis trabalhistas e nos Acordos Coletivos vão acabar.

Veja alguns exemplos de direitos que irão para o ralo pela proposta dos patrões e dos governos:

- A contratação temporária poderá ser de 1 ANO, o que significa receber menos e não ter nenhum direito garantido: por exemplo, se a trabalhadora engravidar e estiver em contrato temporário, não terá direito à estabilidade de gestante. Se uma trabalhadora/o sofrer acidente e for afastada/o, quando retornar poderá ser demitida/o. Não terá direito a 13º, férias, NADA.

- A idade de homens e mulheres para aposentadoria será igualada: nós mulheres NÃO TEMOS as mesmas condições de conseguir um emprego e permanecer no emprego que os homens. Nós ficamos muito mais tempo procurando emprego, por haver menos vagas para mulheres, e muitas de nós se obrigam a fazer bicos ou trabalhar sem carteira assinada (trabalhar como diaristas, babás etc.). Além disso, também somos obrigadas a nos afastarmos do emprego para cuidar dos filhos pequenos ou dos idosos e doentes, pois para a sociedade machista isto é tarefa das mulheres. Além da dupla jornada por causa do trabalho doméstico. Por isso existe a diferença de idade para mulheres, para nós não é um privilégio, mas um reconhecimento de que as condições para trabalhar são muito piores.


A Oposição está junto com a Intersindical na defesa dos direitos das mulheres

O PAPEL DO SINDICATO É DEFENDER OS TRABALHADORES E NÃO OS PATRÕES. Em outros lugares onde o sindicato pertence a Intersindical conseguimos muitos avanços pros trabalhadores, melhores salários, eliminação do trabalho aos sábados, estabilidade de emprego para lesionados por doenças do trabalho, além de muitas conquistas para nós mulheres.
Em Campinas, Santos e região no Estado de São Paulo, as trabalhadoras metalúrgicas tem direito a 180 dias (6 meses) de Licença Maternidade, podendo solicitar mais 16 dias de licença remunerada após esse período, e quando retornam ao trabalho tem garantido mais 10 meses de estabilidade, além de 2 horas por dia pra amamentação durante 6 meses.
Aqui em Gravataí a realidade é bem diferente, a atual diretoria do sindicato, que pertence à Força Sindical, já demonstrou que só tem compromisso com as empresas, e é por isso que os acordos coletivos de Gravataí não garantem nada mais do que o que já está na CLT, além disso, a Força Sindical está apoiando as propostas de retirada de direitos feitas pelo governo Temer.

Queremos mudar essa realidade

Nós mulheres trabalhadoras não somos inferiores, trabalhamos com dignidade e por isso merecemos respeito. Exigimos melhores condições de trabalho e melhores salários para todos os trabalhadores, tanto homens quanto mulheres, queremos acabar com o machismo e seus privilégios! E para que isso aconteça temos que lutar juntos contra a retirada dos nossos direitos e por novas conquistas.
Venha construir a Oposição Metalúrgica! Juntos teremos mais força para lutar!

Não nos bastam presentes e elogios no dia 8 de março, queremos respeito e salário digno o ano todo!



Nós trabalhadores enfrentamos cotidianamente muitos problemas em nossos locais de trabalho. Mas existem mais dificuldades para as mulheres trabalhadoras, os salários são menores para as mesmas funções, as cobranças e a pressão são maiores e ainda tem o assédio sexual.
Para os patrões exploração e discriminação de nós mulheres são uma combinação perfeita para aumentar os lucros, pois o problema não é apenas o tratamento desigual para homens e mulheres, mas reconhecer que as condições de trabalho são muito desiguais, pois nós além de trabalharmos tanto quanto ou mais que os homens, ainda temos outra jornada de trabalho quando chegamos em casa: o trabalho doméstico.
Mas como isso pode ser bom para os patrões aumentarem a exploração? Como as mulheres fazem o trabalho doméstico (limpar, lavar, passar, cozinhar, cuidar da família) de graça, isso permite aos patrões pagar um salário menor tanto para os homens como para as mulheres, já que eles não precisarão pagar alguém para fazer este trabalho doméstico. Além disso, é comum as tarefas de limpeza da fábrica também sobrarem para as mulheres!

Discriminação e diferença salarial entre homens e mulheres

Quase todas as empresas falam em seus códigos de ética que não podem fazer discriminação de gênero (entre homens e mulheres) e é garantido por lei que as mulheres tenham os mesmos direitos que homens. Mas nós sabemos que a realidade é bem diferente. Existe uma grande diferença de salário entre homens e mulheres, segundo o IBGE, no Brasil as mulheres recebem 30% A MENOS que os homens. A pesquisa também revela que as MULHERES TRABALHAM MAIS HORAS que os homens nos setores que pagam os salários mais baixos. 
Na maioria das empresas de Gravataí não existe plano de carreira para os trabalhadores, e nas poucas empresas que tem quase não contratam mulheres, mesmo as mulheres com maior escolaridade que os homens. Na fábrica somos tratadas como inferiores pelos chefes, na maioria das vezes quando querem falar sobre algum problema na produção, que diz respeito ao nosso posto de trabalho, procuram o homem mais próximo e evitam falar sobre assuntos mais importantes com as mulheres, como se não tivéssemos responsabilidade e condições de compreender.


Sofremos a violência machista em casa, na rua e no trabalho

São inúmeros os casos de assedio sexual e de violência física que sofremos. A grande maioria deles nem são registrados, pois são praticados em casa ou no espaço de trabalho, e todas nós sabemos que denunciar alguém por assedio sexual não é uma coisa fácil, sempre vai ter alguma forma de repressão e constrangimento. A oposição também serve para fazermos essas denuncias e para lutarmos contra todas as formas de violência.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

TDK: sem prêmio, insalubridade, plano de carreira e salários baixíssimos

Lucros de milhões e prêmio zero!

As metas aumentaram em muitos setores: estamos produzindo mais e mesmo atingindo as metas o prêmio de produção de alguns setores está caindo a níveis inaceitáveis.
O prêmio muda pra cima e pra baixo conforme a vontade da empresa, esse mês chegando até zero em alguns setores!
Por mais que a gente sue para atingir as metas e atingimos elas, o prêmio é cada vez mais baixo. A gente conta com o prêmio todo mês para ajudar nas contas, e quando chega o contra-cheque é aquele susto!
O que já não conseguem mais esconder é que esse prêmio é uma falcatrua: o que temos direito afinal é um salário decente, que dê conta das nossas necessidades e contas do mês. Se nos pagassem um salário digno, não precisaríamos ficar correndo atrás do prêmio como o coelho atrás da cenoura, sendo que quanto mais atingimos a meta mais as metas sobem.
O Prêmio eficiência deveria ser incorporado ao nosso salário mensal, como parte fixa, e não ficar variando conforme a vontade da empresa!


Segue a luta para receber insalubridade na TDK

Diversos setores da empresa têm direito a receber insalubridade e não recebem.
Estamos recebendo cada vez mais denúncias via email e whatsapp da Oposição Metalúrgica sobre postos de trabalho insalubres na TDK, que não paga insalubridade.
São postos de trabalho com muito ruído, problemas de ergonomia, uso de resinas tóxicas, poeiras químicas, temperatura elevada, etc. De acordo com a Norma Regulamentadora n*15, teríamos o direito de receber de 20% até 40% de insalubridade, dependendo do setor.
Nas últimas chuvas desse verão, setores ficaram completamente alagados inclusive com cabos elétricos dentro da água, e quem pagou o pato foram os trabalhadores da TDK e terceirizados da limpeza, aguentando desvio de função, excesso de horas de trabalho como no caso das trabalhadoras da limpeza que chegaram a ficar 12 horas limpando direto, além do risco de máquinas ligadas dentro d’água. Não temos que baixar a cabeça diante desses abusos que acabam colocando em risco a nossa própria vida!

Mande suas denúncias por email ou whats da Oposição, converse com seus colegas, vamos nos organizar enquanto trabalhadores para fazer a luta para receber a insalubridade que é nosso direito!


Plano de Carreira para operadoras e mecânicos

TDK tem mecânicos e operadoras que trabalham há anos sem aumento.
Passamos a maior parte das nossas vidas aqui dentro da empresa e nosso trabalho não é valorizado. Mesmo trabalhadores que atingem todas as metas, não faltam ao trabalho, trabalham há anos na empresa, nunca recebem aumento.
As operadoras têm apenas um único aumento ridículo de apenas 20 centavos na hora depois de 2 anos, o que não dá pra pagar um almoço por mês para uma família. Já os mecânicos, que em outros tempos já tiveram negociações individuais com a chefia para conseguir aumento, hoje a maioria está absolutamente sem aumento há anos, e em muitos casos mais sobrecarregados de trabalho!

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Calote nos salários enquanto o lucro da TDK só aumenta

Os pelegos que estão no Sindicato enchem a boca pra defender o acordo que fizeram na Campanha Salarial, eles têm a cara de pau de dizer que é um avanço, o acordo em duas parcelas ao invés de três. Mas veja abaixo quanto você irá perder.
Só na primeira parcela está garantido o pagamento do retroativo. Na parcela que será paga em abril os pelegos da diretoria do Sindicato aceitaram que não tem retroativo, ou seja, a perda é maior ainda, porque além do que se perde no salário, se perde também nas férias, no 13º e no FGTS.
A TDK aumentará ainda mais seus lucros se apropriando das perdas salariais dos trabalhadores.
Todos sabem que na TDK a produção está bombando e as metas de produção não param de subir; isso significa que a empresa está aumentando cada vez mais seus lucros!

Cálculo das perdas salariais
Salário
Se a reposição integral da inflação fosse integral, ou seja 9,62%. Você receberia
Com o parcelamento da reposição da inflação (5% em setembro) você recebeu:
Perda salarial em 8 meses (setembro a abril)
R$ 1.100,00
(Salário inicial)
R$ 1.205,82
R$ 1.155,00
R$ 406,56
R$ 2.500,00
(Sal. médio dos mecânicos)
R$ 2.740,50
R$ 2.625,00
R$ 924,00
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