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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Campanha Salarial Distrito: diretoria do sindicato aceita reajuste zero!

 


Os patrões se aproveitam da pandemia que já matou milhares e contaminou milhões para se livrar de sua própria crise, e a receita é sempre a mesma: demissões, redução de salários, retirada de direitos. No Brasil, já são mais de 130 mil mortes e mais de 4 milhões de contaminados e essa tragédia gigantesca tem responsável: o governo Bolsonaro, que desde o início da pandemia é contra o isolamento, única forma de diminuir a contaminação pelo vírus, que não garante o devido investimento no SUS, o sistema público de saúde e fala o absurdo de que se houver uma vacina, só toma quem quiser. O governo também criou várias medidas liberando os patrões para reduzir salários, retirar direitos e continuar com as demissões.

        Na Campanha Salarial do ano passado, a atual diretoria do sindicato já tinha aceitado um Acordo sem reposição salarial e que piorou a jornada de trabalho com redução dos horários de pausa e a imposição do banco de horas no Distrito Industrial. Agora, na Campanha Salarial de 2020, mais desvalorização dos salários: os pelegos não organizaram nenhuma luta para garantir aumento salarial, proteção à saúde dos trabalhadores e aos direitos. Várias empresas metalúrgicas como a GM, MUNDIAL, DANA entre outras usaram a MP 936 do Governo Bolsonaro para reduzir os salários, retirar direitos e continuar com as demissões e, ainda, se recusaram a pagar o devido aumento salarial na data-base. A Convenção Coletiva foi renovada mantendo cláusulas que atacam direitos e a discussão sobre o reajuste salarial ficou para março de 2021, ou seja, nem as perdas já acumuladas os patrões vão pagar esse ano. E a diretoria do sindicato aceitou este acordo!

Enquanto isso, os trabalhadores ainda estão na mira do coronavírus, aglomerados nas fábricas e nos ônibus, trabalhando sem proteção, muitas vezes nem álcool gel tem.


É SÓ NA LUTA QUE VAMOS GARANTIR:

 # REPOSIÇÃO da inflação mais AUMENTO REAL de salário, repondo as perdas dos últimos 12 meses;

# REINTEGRAÇÃO dos demitidos e estabilidade no emprego;

# REALIZAÇÃO DE TESTES, afastamento dos que tiveram contato com quem adoeceu pela COVID 19, medidas de proteção à saúde e a vida dos trabalhadores;

# Manutenção e ampliação dos DIREITOS;

# FIM do banco de horas;

# Melhores CONDIÇÕES DE TRABALHO


Nenhum direito que a classe trabalhadora tem foi presente de patrão ou governo, o que temos é fruto da nossa luta e para impedir que eles acabem de vez, para garantir empregos e salários, o caminho segue sendo a luta. Ter o sindicato como instrumento de organização e luta é muito importante, por isso se junte à Oposição e vamos, juntos, fortalecer a mobilização para que o Sindicato dos Metalúrgicos seja dos trabalhadores!




             
             OSM denunciou reajuste zero aos metalúrgicos do Distrito Industrial em Gravataí (RS) em               panfletagem nas empresas nessas 5ª e 6ª feiras (17 e 18/09). INPC para a data-base da 
categoria em 1º de Setembro fechou em 2,94% (um dos dos índices de reposição da inflação)


Veja, abaixo, o jornal distribuído pela OSM (Oposição Metalúrgica) na íntegra nas principais fábricas de Gravataí (RS) nesta semana:









* Publicado pela OSM (Oposição Sindical Metalúrgica em 18/09/20


quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Perto omite surto por COVID e coloca trabalhadores em risco

Oposição Metalúrgica denunciou situação em panfletagem na empresa em 30 de Julho.


  No final de Julho, a Oposição Metalúrgica teve acesso a informações que vazaram da administração da empresa confirmando 8 casos positivos de COVID-19, 23 suspeitos e 27 que tiveram contato com infectados. 

Esta situação alarmante foi denunciada à Vigilância Epidemiológica e à SMDET (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo) de Gravataí (RS) na 6ª feira (24/07) pela Oposição Metalúrgica. Também enviamos documento ao MPT (Ministério Público do Trabalho). O objetivo é comunicar os órgãos competentes sobre o que está ocorrendo na fábrica e exigir que tomem as medidas cabíveis a fim de evitar a proliferação de contágios por COVID-19 na PERTO, zelando pela saúde dos trabalhadores, de seus familiares e, consequentemente, da população do município.



Nós, da Oposição Metalúrgica, defendemos:

# Condição segura de trabalho;
# Testagem para todos os trabalhadores, inclusive os assintomáticos, que tiveram contato com os infectados, seja nos ônibus e no setor;
# Licença remunerada para conter o surto;
# Contra o banco de horas;
# Não vamos aceitar nenhuma demissão e nem perda salarial!




O LUCRO DO PATRÃO ACIMA DE TUDO = DEMISSÃO E CONTÁGIO 

Se não fosse o vazamento desses dados e as denúncias da Oposição, a empresa seguiria com essas informações em sigilo. Por isso é fundamental que os trabalhadores estejam em contato com a Oposição Metalúrgica para, juntos, tomarmos providências que resguardem a segurança e a saúde de todos. Outro fator que impacta muito aos trabalhadores são as demissões, que por sinal escancaram que o único objetivo das empresas é o lucro acima de tudo. Se não fosse este o único objetivo, não ocorreriam demissões, sobretudo em momentos de crise como este. Para nos defender das demissões e proteger a saúde de nossa família, precisamos estar atentos e organizados. Entre em contato com a Oposição, faça sua denúncia!



NÓS TRABALHANDO E OS PELEGOS QUE AINDA ESTÃO NA DIREÇÃO DO SINDICATO? DE QUARENTENA!
O sindicato dos metalúrgicos deveria estar fazendo sua função, ou seja, estar com os trabalhadores nesse momento difícil para garantir nossos empregos, direitos e condições de trabalho durante a pandemia. No entanto, a atual direção do sindicato é cúmplice das empresas assinando acordos rebaixados, como o banco de horas (por exemplo), e não tem feito absolutamente nada para fortalecer a luta dos trabalhadores. Para piorar, colocaram um anúncio na página do sindicato dizendo que “fecharam as portas por conta da pandemia”.

Engraçado, os peão podem continuar trabalhando enquanto os diretores do sindicato ficam em casa ignorando tudo que está se passando dentro das fábricas. Não aceitamos demissões e nem o risco de contágio: testes para todos os trabalhadores e licença remunerada já! Ajude a organizar a Oposição para tomar o sindicato para os trabalhadores! 



Oposição Metalúrgica de Gravataí (OSM)

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Dana e Perto/Digicon retornam em meio ao avanço do coronavírus. Na Perto, ainda teve demissão

 29/04/20 - Nesta semana, a Oposição Metalúrgica de Gravataí (OSM) esteve junto com os trabalhadores no retorno da DANA na 2ª feira (27/04) após as férias em decorrência dos impactos da pandemia do corona.


 

DANA



Na 3ª feira (28/04), voltamos à entrada da PERTO/ DIGICON para denunciar as cerca de 300 demissões feitas pela empresa. As fábricas retornaram das férias com 100% da operação na 5ª feira (23/04) e, na 6ª feira muitos trabalhadores já foram mandados pra rua, prosseguindo ainda nesta segunda (27/04). Temos informações de que, antes da quarentena, a PERTO/DIGICON já tinha demitido 120 trabalhadores. 
 
PERTO/DIGICON

Se diminuíram os pedidos devido à crise econômica agora agravada pelo coronavírus, a empresa que diminua a jornada sem reduzir os salários. A PERTO/ DIGICON ganha bilhões de lucro anual e tem reservas, enquanto os trabalhadores precisam do emprego e do salário para sobreviver.

    Se você conhece algum trabalhador da PERTO/ DIGICON demitido neste período, entre em contato com a Oposição Metalúrgica pelo telefone (51) 98905-7031 (celular e whats). NÃO ACEITAMOS NENHUMA DEMISSÃO E NENHUMA PERDA SALARIAL!





E na 4ª feira (29/04), fomos para a entrada de turno na Soundigital, que demitiu em torno de 18 trabalhadores recentemente. Um mês antes das férias para a quarentena, a empresa implementou um banco de horas que deixou os trabalhadores devendo horas. Eles são obrigados a trabalhar mais horas por dia e nos feriados e nos sábados. A Soundigital também não paga PPR e não tem plano de saúde.
 

Soundigital
Soundigital



PARAR AS FÁBRICAS JÁ. SEM REDUÇÃO DE SALÁRIO E MANUTENÇÃO DOS EMPREGOS!


Oposição Metalúrgica de Gravataí - Abril/ 2020



terça-feira, 14 de agosto de 2018

A inflação no RS comendo o salário do peão. Só a luta por reajuste salarial pode mudar essa situação!

Ago/2018


A inflação acumulada nos últimos 12 meses foi de 5% na região metropolitana, e a inflação média no Brasil foi de 3,6%. Essa diferença é grande porque A INFLAÇÃO NA NOSSA REGIÃO É A MAIOR DO PAÍS.
A inflação é calculada a partir de uma longa lista de produtos, mas se pegarmos alguns produtos veremos que a inflação destes ficou muito acima da média:


Produto
Inflação (aumentou)
Farinha de trigo
15,63 %
Batata inglesa
22,90 %
Cebola
29,15 %
Frutas
7,43 %
Leite
27,57 %
Habitação
10,66%
Gás de botijão
9,69 %
Energia elétrica
30,22%
Transportes
12,83%
Gasolina
30,33 %
Serviços de saúde
7,98%





Isso significa que a correção da inflação nos nossos salários depende de quais produtos nossa família mais consome. E portanto pode ficar MUITO ACIMA DOS 4,98% do INPC.

Ou seja, se o reajuste salarial for de 4,98% NÃO poderemos continuar comprando as mesmas coisas no mercado na hora de fazer o rancho.
Ou continuaremos comprando, às custas de se endividar no cartão de crédito e cheque especial (o que também deveria ter os mesmos juros incluídos no reajuste salarial, já que é feito só 1 vez por ano).

Na realidade mesmo se não tivermos nenhum aumento real,  para não termos nenhuma perda salarial nossos reajustes teriam que ser mensais, a cada mês.

Já chega de um reajuste que não nos permite nem fazer o mesmo rancho a cada mês!

 Já estamos no fim de julho e a direção do sindicato nem fala em campanha salarial.

Já chega de uma direção do sindicato que faz as negociações que beneficiam só os patrões!


quarta-feira, 21 de março de 2018

Perto/Digicon: Força Sindical entrega a cabeça dos trabalhadores para os patrões


Março/2018  Em 2016, a Perto/Digicon aumentou os descontos da alimentação e do transporte nos contracheques e nos devolveu parte disso num PPR mixuruca, que nem cobriu os valores que descontou dos salários. Em 2017, a “economia” que a empresa fez com nossos salários e PPR baixo pagou boa parte das reformas em infraestrutura, nos pisos, banheiros etc. E agora em 2018 segue aumentando as metas, nossos salários sem reajuste decente, a Reforma Trabalhista sendo implementada no chão de fábrica e a atual direção do sindicato sem fazer nada contra os patrões!

A Força Sindical, central sindical a que o Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí é filiado, participou das negociações das reformas Trabalhista e da Previdência com o Governo Temer. Então nem espere que eles lutem contra a implementação das reformas, pois a pelegada já vem aceitando há tempos a retirada dos nossos direitos. Sindicato de luta defende os direitos dos trabalhadores e não dos patrões!

A Oposição Metalúrgica e os sindicatos da Intersindical são contra as reformas e a retirada de direitos!


Aumentam metas e assédio moral na Perto/Digicon


As metas estão aumentando na Perto/Digicon, provando que não está em crise! Aumentou a pressão e o assédio moral sobre os trabalhadores. As metas absurdas  provocam acidentes e o aumento de doenças físicas e mentais (estresse, depressão, ansiedade). Tudo isso sem reajuste decente de salário! Assim, terminamos esgotados do trabalho, doentes e sem poder pagar as contas.

Precisamos nos organizar com nossos colegas e lutar por aumento salarial, melhores condições de trabalho e contratação de mais trabalhadores. Para isso, precisamos um sindicato que esteja do lado dos trabalhadores. Entre em contato com a Oposição para somar sua força nessa luta!


* Panfleto da Oposição Metalúrgica de Março de 2018

quarta-feira, 8 de março de 2017

Os patrões e os governos atacam a classe trabalhadora, aumentando a exploração e a opressão contra as mulheres trabalhadoras

Os patrões e os governos avançam contra direitos da classe trabalhadora, e no Brasil não é diferente. O governo Temer/PMDB acelera os ataques aos nossos direitos e as mulheres trabalhadoras serão mais atacadas. Se a proposta do governo passar, os direitos garantidos nas leis trabalhistas e nos Acordos Coletivos vão acabar.

Veja alguns exemplos de direitos que irão para o ralo pela proposta dos patrões e dos governos:

- A contratação temporária poderá ser de 1 ANO, o que significa receber menos e não ter nenhum direito garantido: por exemplo, se a trabalhadora engravidar e estiver em contrato temporário, não terá direito à estabilidade de gestante. Se uma trabalhadora/o sofrer acidente e for afastada/o, quando retornar poderá ser demitida/o. Não terá direito a 13º, férias, NADA.

- A idade de homens e mulheres para aposentadoria será igualada: nós mulheres NÃO TEMOS as mesmas condições de conseguir um emprego e permanecer no emprego que os homens. Nós ficamos muito mais tempo procurando emprego, por haver menos vagas para mulheres, e muitas de nós se obrigam a fazer bicos ou trabalhar sem carteira assinada (trabalhar como diaristas, babás etc.). Além disso, também somos obrigadas a nos afastarmos do emprego para cuidar dos filhos pequenos ou dos idosos e doentes, pois para a sociedade machista isto é tarefa das mulheres. Além da dupla jornada por causa do trabalho doméstico. Por isso existe a diferença de idade para mulheres, para nós não é um privilégio, mas um reconhecimento de que as condições para trabalhar são muito piores.


A Oposição está junto com a Intersindical na defesa dos direitos das mulheres

O PAPEL DO SINDICATO É DEFENDER OS TRABALHADORES E NÃO OS PATRÕES. Em outros lugares onde o sindicato pertence a Intersindical conseguimos muitos avanços pros trabalhadores, melhores salários, eliminação do trabalho aos sábados, estabilidade de emprego para lesionados por doenças do trabalho, além de muitas conquistas para nós mulheres.
Em Campinas, Santos e região no Estado de São Paulo, as trabalhadoras metalúrgicas tem direito a 180 dias (6 meses) de Licença Maternidade, podendo solicitar mais 16 dias de licença remunerada após esse período, e quando retornam ao trabalho tem garantido mais 10 meses de estabilidade, além de 2 horas por dia pra amamentação durante 6 meses.
Aqui em Gravataí a realidade é bem diferente, a atual diretoria do sindicato, que pertence à Força Sindical, já demonstrou que só tem compromisso com as empresas, e é por isso que os acordos coletivos de Gravataí não garantem nada mais do que o que já está na CLT, além disso, a Força Sindical está apoiando as propostas de retirada de direitos feitas pelo governo Temer.

Queremos mudar essa realidade

Nós mulheres trabalhadoras não somos inferiores, trabalhamos com dignidade e por isso merecemos respeito. Exigimos melhores condições de trabalho e melhores salários para todos os trabalhadores, tanto homens quanto mulheres, queremos acabar com o machismo e seus privilégios! E para que isso aconteça temos que lutar juntos contra a retirada dos nossos direitos e por novas conquistas.
Venha construir a Oposição Metalúrgica! Juntos teremos mais força para lutar!

Não nos bastam presentes e elogios no dia 8 de março, queremos respeito e salário digno o ano todo!



Nós trabalhadores enfrentamos cotidianamente muitos problemas em nossos locais de trabalho. Mas existem mais dificuldades para as mulheres trabalhadoras, os salários são menores para as mesmas funções, as cobranças e a pressão são maiores e ainda tem o assédio sexual.
Para os patrões exploração e discriminação de nós mulheres são uma combinação perfeita para aumentar os lucros, pois o problema não é apenas o tratamento desigual para homens e mulheres, mas reconhecer que as condições de trabalho são muito desiguais, pois nós além de trabalharmos tanto quanto ou mais que os homens, ainda temos outra jornada de trabalho quando chegamos em casa: o trabalho doméstico.
Mas como isso pode ser bom para os patrões aumentarem a exploração? Como as mulheres fazem o trabalho doméstico (limpar, lavar, passar, cozinhar, cuidar da família) de graça, isso permite aos patrões pagar um salário menor tanto para os homens como para as mulheres, já que eles não precisarão pagar alguém para fazer este trabalho doméstico. Além disso, é comum as tarefas de limpeza da fábrica também sobrarem para as mulheres!

Discriminação e diferença salarial entre homens e mulheres

Quase todas as empresas falam em seus códigos de ética que não podem fazer discriminação de gênero (entre homens e mulheres) e é garantido por lei que as mulheres tenham os mesmos direitos que homens. Mas nós sabemos que a realidade é bem diferente. Existe uma grande diferença de salário entre homens e mulheres, segundo o IBGE, no Brasil as mulheres recebem 30% A MENOS que os homens. A pesquisa também revela que as MULHERES TRABALHAM MAIS HORAS que os homens nos setores que pagam os salários mais baixos. 
Na maioria das empresas de Gravataí não existe plano de carreira para os trabalhadores, e nas poucas empresas que tem quase não contratam mulheres, mesmo as mulheres com maior escolaridade que os homens. Na fábrica somos tratadas como inferiores pelos chefes, na maioria das vezes quando querem falar sobre algum problema na produção, que diz respeito ao nosso posto de trabalho, procuram o homem mais próximo e evitam falar sobre assuntos mais importantes com as mulheres, como se não tivéssemos responsabilidade e condições de compreender.


Sofremos a violência machista em casa, na rua e no trabalho

São inúmeros os casos de assedio sexual e de violência física que sofremos. A grande maioria deles nem são registrados, pois são praticados em casa ou no espaço de trabalho, e todas nós sabemos que denunciar alguém por assedio sexual não é uma coisa fácil, sempre vai ter alguma forma de repressão e constrangimento. A oposição também serve para fazermos essas denuncias e para lutarmos contra todas as formas de violência.

domingo, 21 de agosto de 2016

Inflação da cesta básica: 14,29% x Inflação INPC 9,62%

Out/2016

Enquanto a inflação da cesta básica nos últimos 12 meses na região metropolitana foi de 14,29%, a atual direção do sindicato está negociando a inflação pelo média nacional do INPC de 9,62%.

Sabemos que maior parte do nossos salários é gasto com alimentação, mas com essa negociação dos pelegos que estão no sindicato, poderemos ter um reajuste de quase UM POUCO MAIS DA METADE DO QUE DEVERÍAMOS RECEBER!!!

Segundo o IEPE (Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas), a inflação na região metropolitana de Porto Alegre nos últimos 12 meses foi de: 11,40%. Segundo o INPC (índice oficial do governo calculado pelo IBGE) a inflação para o mesmo período foi de 9,62%.

A inflação é calculada a partir de uma longa lista de produtos, mas se pegarmos alguns produtos, por exemplo, carne, leite, feijão água, luz, transporte, moradia, veremos que a inflação destes produtos ficou bem acima da média.

Isso significa que a correção da inflação nos nossos salários depende de quais produtos nossa família mais consome. E portanto pode ficar bem acima dos 11,40%.

Ou seja, se o reajuste salarial for de 11,40% não poderemos continuar comprando as mesmas coisas no mercado na hora de fazer o rancho.
Ou continuaremos comprando, às custas de se endividar no cartão de crédito e cheque especial (o que também deveria ter os mesmos juros incluídos no reajuste salarial, já que é feito só 1 vez por ano).

Na realidade mesmo se não tivermos nenhum aumento real,  para não termos nenhuma perda salarial nossos reajustes teriam que ser mensais, a cada mês.

Já chega de um reajuste que não nos permite nem sequer fazer o mesmo rancho a cada mês!
Já chega de uma direção do sindicato que faz as negociações que beneficiam os patrões!

Os pelegos que estão no sindicato começam campanha salarial de Gravataí com o mesmo discurso do patrão

Ago/2016

A data-base da campanha salarial de Gravataí é setembro, exceto para os trabalhadores do complexo industrial da GM que é em abril.

Logo de saída, os pelegos que estão no sindicato já vêm com o velho discurso de que as empresas de Gravataí estão em crise. Nós da Oposição, defendemos que as atenções deveriam se voltar para os problemas dos trabalhadores e não para as empresas, pois quem está pagando pela crise somos nós, com demissões, salários baixos, PPRs vergonhosos e más condições de trabalho nas fábricas. Ao mesmo tempo em que os pelegos dizem que são contra a retirada de direitos, na prática fazem acordos como o PPE (programa de proteção ao emprego), que reduzem salários, e o LAYOFF, que faz o trabalhador pagar seu próprio salário através do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e ainda o deixa sem o direito ao seguro-desemprego na hora da demissão. Esses mesmos pelegos escondem que, na verdade, a Força Sindical defende e até propõe a Reforma da Previdência.

Contra toda essa farsa, convocamos os metalúrgicos de Gravataí que se juntem a nós para disputar o sindicato nas eleições sindicais. Só derrotando os pelegos que hoje se encontram na direção da entidade é que conseguiremos trazer de volta o sindicato para as mãos dos trabalhadores, fazendo dele uma ferramenta da nossa luta.

Empresas proibem trabalhadores de comer

Ago/2016

Na Perto, na TDK e em outras empresas metalúrgicas de Gravataí não há intervalo para lanche e é proibido comida no setor, o que obriga os trabalhadores a se esconder para comer, ou para tomar um café que é necessário para aguentar a jornada de trabalho, muitas vezes repetitiva e monótona, o que leva a ter muito sono. Sabemos que esse não é um caso isolado, acontece em varias fábricas de Gravataí.

Em vista de não perder nem um minuto da jornada de trabalho, os patrões não dão nem cinco minutos de intervalo para o café. Os trabalhadores são obrigados a tomar seu café no meio das máquinas, sem parar de trabalhar, ou em lugares insalubres, pois para o patrão cada minuto parado é dinheiro que ele deixa de lucrar. Mas e como fica a saúde dos trabalhadores?
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