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quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Lay off na GM é uma carta branca para demissão

 


A GM e a atual diretoria do sindicato utilizam o lay off como ferramenta para demitir! A proposta que nós votamos em assembleia para que o terceiro turno continuasse em lay off era para assegurar os empregos, mas o que está acontecendo na prática é que a GM vai nos chamando do lay off e nos demitindo. E para piorar a situação, no período de suspensão de contrato nós estávamos recebendo o seguro-desemprego e agora, se somos demitidos, ficamos sem emprego e sem seguro e não temos mais como nos manter.

Para que serve, então, a prorrogação do lay off até Abril de 2021? Serve para a GM ir demitindo a conta-gotas e não se desgastar com uma demissão em massa. Por tudo isso que está acontecendo na GM, nós trabalhadores, não podemos nunca aceitar acordos como o lay off. Nós temos que exigir a conservação dos nossos empregos e dos nossos salários! 

Jornada MAIOR e salário MENOR?
ASSIM NÃO DÁ! NÃO TEMOS QUE ACEITAR! 

A GM prolonga a jornada de trabalho, empilha sábados com banco de horas e dá calote no nosso salário! E onde está o sindicato? Como se não bastasse a exploração do dia a dia no chão da fábrica, a GM está passando a perna nos nossos salários. Aqui na fábrica todos estão indignados com isso. A GM não está nos pagando as horas que são trabalhadas a mais, nem o adicional noturno dessas horas, e faz descontos absurdos no contracheque. Por exemplo, a GM desconta o lanche de quem trabalhava no terceiro turno. 

E para piorar a situação, os trabalhadores que eram do terceiro turno trabalhavam dez minutos a mais todos os dias para pagar os dias ponte, ou seja, já pagamos esses sábados de produção. Por isso, estamos trabalhando os sábados de graça. A GM está nos dando calote!

 


CLIQUE AQUI para ver panfleto entregue pela Oposição Metalúrgica no CIAG (complexo da GM) em Novembro

 

 

 


 Também distribuímos jornal na sistemista PELZER, CLIQUE AQUI para ver

 


* Publicado em 2/12/20

 

segunda-feira, 23 de março de 2020

Pandemia do Coronavírus: Oposição Metalúrgica está junto com os trabalhadores contra a ganância dos patrões!

ATUALIZAÇÃO da matéria em 24/03: a Oposição Metalúrgica (OSM) também realizou manifestação na entrada dos trabalhadores na tarde de ontem. De noite, a empresa comunicou que estava entrando em férias coletivas a partir de 30/03, uma conquista dos trabalhadores organizados junto com a Oposição!

 Os metalúrgicos da
MUNDIAL, junto com a Oposição Metalúrgica (OSM), atrasaram a entrada na madrugada de hoje (23/03/20) em protesto contra a direção da empresa, que mantém a fábrica em operação em meio à pandemia do Coronavírus. Os trabalhadores do turno 1 desceram dos ônibus e ficaram parados uns 20 minutos. O sindicato também estava lá com caminhão de som e não trancou a entrada, nem nada, só ficou vendo a peãozada entrar mesmo contra a vontade.

Os trabalhadores precisaram pressionar a diretoria do sindicato a entrar e negociar com a direção da MUNDIAL, que até onde sabemos não deu em NADA e os trabalhadores tiveram que entrar pra trabalhar.

No sábado (21/03), a empresa já tinha anunciado a liberação dos peão acima de 60 anos e dos que têm problema de saúde crônica. Uns 70% da fábrica ainda continua trabalhando. A MUNDIAL tem por volta de 800 trabalhadores!


PREFEITURA DE GRAVATAÍ CEDE À PRESSÃO DAS EMPRESAS MUNDIAL E DANA E VOLTA ATRÁS NO DECRETO, LIBERANDO AS ATIVIDADES

O prefeito de Gravataí, Marco Alba, emitiu decreto municipal no sábado (21/03) orientando que inclusive as fábricas que não fossem de setores essenciais liberassem seus empregados neste período de gravidade sanitária frente à pandemia do Coronavírus. A GM já tinha parado em regime de day off na semana passada; após a decisão do prefeito, a TDK e a JACKWAL anunciaram parar a partir de hoje 21/03. Porém a MUNDIAL e a DANA, mais preocupadas com seus lucros do que com a saúde dos trabalhadores, pressionaram a prefeitura e conseguiram prosseguir com suas atividades, passando por cima de qualquer orientação das autoridades de saúde. 


Trabalhadores reunidos com direção
do sindicato no pátio da Mundial
A MUNDIAL justificou que as linhas de produção abastecem setores essenciais, como o da produção de carne animal e o de higiene pessoal. A MUNDIAL fabrica utensílios como faca de corte, cortador de unha e alicate para cutícula. Mas isso são essenciais? O que não pode faltar é comida, medicamento e utensílios usados no setor da saúde! Além disso, o setor que produz facas para frigorífico é minúsculo, não justifica a fábrica seguir funcionando.

A DANA disse que dará férias coletivas a partir do dia 30/03, sendo que este afastamento das atividades é de caráter de dispensa médica e, portanto, não deveria ser descontado das férias. Liberou também os acima de 60 anos ou com doenças crônicas. Para continuar produzindo nesta semana, a empresa afirmou que estaria reforçando as medidas de saúde dentro da fábrica, mas os peão continuam trabalhando tudo junto, quando a orientação das autoridades de saúde é de isolamento social. A DANA não produz nenhum produto essencial.

Especialistas na área da saúde afirmam que os dias desde o último sábado (21/03) até esta quarta-feira (25/03) são cruciais para diminuir a curva de casos do vírus. As escolas e o serviço público já pararam semana passada, a algumas indústrias pararam no sábado e foram proibidas aglomerações para conter a epidemia. Mas na DANA e na MUNDIAL os peão vão continuar entrando em ônibus cheios para ir pra fábrica, onde ficam aglomerados na fábrica e manuseando, muitas vezes, os mesmos materiais, máquinas e ferramentas?



LICENÇA REMUNERADA E O TRABALHADOR SEGURO EM CASA!

Os donos das fábricas e a própria diretoria do sindicato dos metalúrgicos (SINMGRA) estão em casa de quarentena, mas os peão têm que ir para a linha de produção. Nós não queremos voltar pra casa e arriscar a vida de nossos filhos e idosos. Por nós e nossas famílias, fábrica parada já!

Exigimos licença remunerada sem perder o salário nem descontar de nossas férias, sem demissões!





Oposição Metalúrgica de Gravataí - Março/ 2020

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

GM e diretoria do sindicato mentem para os trabalhadores !!


GM e diretoria do sindicato mentem pros trabalhadores!!

Mesmo antes da Reforma Trabalhista, os pelegos que ainda estão na direção do sindicato já permitiram contratos temporários, redução de salários e aumento do tempo para chegar no teto salarial. Agora vem dizer que são contra e que forçaram a empresa a acabar com os contratos temporários?!

Pela lei n° 9601/98, é proibido renovar os contratos por mais de 2 anos, a empresa é obrigada a efetivar ou demitir. Devido essa lei é que parte dos trabalhadores será efetivado agora, e não por pressão dessa diretoria pelega pois ela não pressionou em nada. Isso não impede que sejam contratados novos temporários, apenas que a cada 2 anos eles tenham que ser efetivados ou demitidos.

 *Outro golpe: o PPR* 

O carro novo vale $40.000 a mais do que o antigo, em vez de o PPR aumentar, *recebemos um PPR menor que o do ano passado* ?

A GM oferece $7500 pra fechar em $11.000 e parecer uma vitória, mas sabemos que isso é menos do que os 2 últimos anos. Os pelegos aceitarem isso mostra que jogam junto com a empresa. Aumentam os lucros, o valor do carro, a velocidade da linha, as doenças do trabalho, as demissões... mas o PPR baixa.

Durante 2 anos de *contrato temporário* , a empresa fez o que quis com todos os trabalhadores: demissões, rebaixamento salarial, intensificação do ritmo de produção, banco de horas e trabalho aos sábados. Tudo isso com a autorização dos pelegos que hoje estão mentindo que barraram a reforma. 

É preciso ficar ALERTA!

Não há nenhuma garantia que outros trabalhadores não sejam contratados como temporários ou como intermitentes. Além disso, outros ataques estão na pauta de negociação:

  • Redução de salário, pois não repõe nem a inflação nos 2 primeiros anos; 
  • PPR rebaixado e com metas que impõe um ritmo doentio de trabalho;
  • Congelamento da política de progressão salarial por 12 meses;
  • Eliminação do último step da tabela salarial;
  • Possibilidade de novos contratos temporários;
  • Trabalho aos sábados, domingos e feriados;
  • Possibilidade de muitas demissões pois não há nenhuma garantia que todos os trabalhadores contratados serão efetivados!

Não adianta nada se dizer contra o trabalho intermitente e continuar aceitando o banco de horas, day offs e lay offs.

Outro golpe: o acordo não diz nada sobre os demais pontos que a GM ameaçou implementar no início do ano, como a terceirização, a quitação anual e jornada de 12x36! O que não constar agora no acordo coletivo, significa carta branca para a empresa implementar quando quiser.

E tem mais... Em Brasília, o Senado Federal aprovou a desumana reforma da Previdência do governo Bolsonaro, que aumenta o tempo de contribuição e a idade para aposentadoria, além de diminuir os valores que serão pagos aos trabalhadores. Patrões e governos estão juntos para fazer os trabalhadores trabalhar até morrer!

PARA BARRAR A REFORMA TRABALHISTA E A REFORMA DA PREVIDÊNCIA É PRECISO LUTAR E CONSTRUIR A GREVE GERAL. PRECISAMOS SEGUIR O EXEMPLO DOS TRABALHDORES DA GM DOS EUA E DE OUTRAS PARTES DO MUNDO

 Os trabalhadores que estão na GM dos EUA estão há 40 dias em greve. Os pelegos de lá tentam agora a todo custo encerrar a greve, mas os trabalhadores seguem paralisados Esta já é a maior greve desde 1970 nas montadoras americanas! Todo apoio aos trabalhadores que  lutam contra a empresa e os pelegos!

No Chile, as manifestações tomaram as ruas do país fazendo o Presidente recuar no aumento da tarifa de metrô. O aumento foi só o estopim das mobilizações. Desde a ditadura de Pinochet, a miséria só aumenta. Lá a Previdência Pública foi entregue para os banqueiros, através da capitalização, mesmo projeto que almeja o ministro da Economia do governo Bolsonaro aqui no Brasil.

É preciso acender agora no Brasil, o pavio da luta que se amplia por todo o mundo. Para defender a dignidade e melhores condições de vida e trabalho, não tem outro caminho que não seja a luta da classe trabalhadora!*


Publicado em 30/10/2019


quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

GM: Os 21 pontos apresentados pela empresa para retirar direitos dos trabalhadores


A seguir, divulgamos os 21 pontos que a GM quer "negociar" com o sindicato dos metalúrgicos de Gravataí (RS).

Na realidade a GM quer negociar 14 pontos, porque 7 já foram aceitos pela atual direção do sindicato nos anos anteriores sem a GM nem pressionar...


Nós, da Oposição Metalúrgica, fizemos comentários abaixo de cada item para esclarecer o que significam ou como irão impactar os trabalhadores.


Para manter seus lucros e com a desculpa de prosseguir investindo no CIAG, a GM quer diminuir nossos salários e retirar e reduzir nossos direitos, bem como arrancar ainda mais isenções e benefícios fiscais dos governos - dinheiro da população, que deveria retornar em serviços públicos de saúde, educação etc e os governos dão para a GM.


Não podemos aceitar mais ataques!



O que a GM está propondo?

O que significa isso?

3 - Negociação de participação nos resultados com revisão de regras de aplicação, prevalência da proporcionalidade, transição para aplicação da equivalência salarial e inclusão de produtividade. Gravataí, já faz mais carros que as 2 plantas de SP juntas, com muito menos trabalhadores. Aqui já funcionam as “regras” dos sonhos da GM com a maior produtividade da GM mundial.
Direção do sindicato inclusive já aceitou o fim do abono de R$ 4 mil que era pago com o PPR até 2017.

4 - Participação dos resultados por três anos. Zero no primeiro ano, 50% no segundo e 100% no terceiro ano. O PPR já é uma migalhinha perto da quantidade carros que produzimos.
É menos que 0,2% do valor produzido por cada trabalhador.
Se o PPR fosse 1% do valor produzido por cada trabalhador seria R$ 67.617,00
5 - Suspensão da contribuição da GM por 12 meses para a previdência A GM vai passar um ano sem pagar o INSS, vai ser um ano trabalhado que não vai contar para a aposentadoria. E se o trabalhador não quiser perder esse ano, teria que contribuir por conta pagando 12% do seu salario miserável para o INSS.
6 - Alteração do plano médico. O plano de saúde já é muito caro, o que mais a GM quer alterar? Vai ficar impossível usar o plano de saúde!
7 - Implementação do trabalho intermitente por acordo individual e coletivo. O trabalhador tem que ficar à disposição da empresa e só recebe pelas horas trabalhadas. Então por exemplo, se a empresa tiver que parar uma semana por uma baixa da produção, os trabalhadores ficarão em casa e não receberão nada por esses dias e quando a empresa chamar serão obrigados a voltar a trabalhar.
10 - Piso salarial de R$ 1,3 mil. Em São José dos Campos a exigência da GM é abaixar o salário INICIAL de R$ 2.324 para R$ 1.600. Aqui  produzimos MUITO mais! O piso aqui  deve ser maior que os R$ 2.324 de São José! E mesmo assim os lucros da GM ainda seriam gigantescos!!
11 - Redução do período de complementação do auxílio previdenciário para 60 dias. Vão diminuir a complementação que a empresa faz ao INSS quando um trabalhador está recebendo auxílio-doença.
12 - Renovação dos acordos de flexibilidade. Depois de rebaixar tanto as condições de trabalho, vão deixar em aberto para “flexibilizar” ainda mais.
13 - Rescisão no curso do afastamento para empregados com tempo para aposentadoria. A GM pode demitir um trabalhador que esteja com a estabilidade anterior à aposentadoria, caso ele esteja afastado por doença.
14 - Desconsideração de horas extraordinárias. Aumentar as horas trabalhadas sem pagar elas como hora extra.
Mas na prática isso já vem acontecendo, pois muitas vezes os contra-cheques vêm faltando parte do pagamento...
15 - Trabalho em regime de tempo parcial. Ser contratado para trabalhar só alguns dias por semana, ou só algumas horas por mês e receber apenas o equivalente a essas horas.
A empresa pode demitir, para contratar outros em regime de tempo parcial.
16 - Jornada especial de trabalho de 12 por 36. O trabalhador faria 12 horas seguidas. se pelo o ritmo da GM já tem trabalhador desmaiando na linha com 6 horas de trabalho, quem dirá 12 horas. Além do que trabalharíamos em uma semana em sábado e outra em domingo sem receber os 100% de adicional de hora extra.
E trabalharia nos feriados sem receber os 100%.
18 - Regramento do contrato de trabalho intermitente. Está explicado no ponto 7 como seria essa forma de contrato de trabalho.
20 - Cláusula regrando a adoção de termo de quitação anual de obrigações trabalhistas. No final de cada ano todos os trabalhadores terão que assinar um termo assumindo que a GM fez tudo dentro da lei e que não houve nenhuma irregularidade no pagamento de salários, no pagamento de benefícios e que também não havia nenhuma irregularidade nas condições de trabalho. Isso acaba com a possibilidade do trabalhador entrar na Justiça contra a empresa após sair do emprego.

Os 7 pontos abaixo são os que a atual direção do sindicato já aceitou (em acordos coletivos anteriores) e já está em prática.

O que a GM está propondo?

Como isso já está acontecendo?

1 - Formação de acordo coletivo de longa duração - dois anos, renováveis por mais dois anos. A GM não precisa propor isso. Porque desde 2014 a atual direção do sindicato já faz acordos válidos por 3 anos, e em 2017 não só renovou aquele acordo como retirou mais direitos ainda.
2 - Negociação de valor fixo e substituição do aumento salarial para empregado horista; e congelamento ou redução da meritocracia para mensalistas. O plano de carreira já está como a GM quer em Gravataí. O peão não chegará no teto nunca! Com aumentos miseráveis a cada 9 meses! Até 2008 eram 2 anos pra chegar no teto!
Aqui a pelegada que ta no sindicato já fez algo pior ainda! Aceitaram quem em 2017 e 2018 não tivesse reajuste salarial nem da inflação.
E ainda tiraram o abono de R$ 4.000 por um bônus que esse anos será de R$ 0!!!
8 - Terceirização de atividades meio e fim. GM sempre fez terceirização de atividades como inspeção de qualidade.
Nos últimos anos vimos a terceirização da atividade fim também, muitos colegas foram demitidos e seus postos de trabalho foram assumidos por trabalhadores da CEVA.
Assim diminui a responsabilidade da GM em relação a salario e condições de trabalho. Esses trabalhadores recebem bem menos e tem menos direitos.
A direção do sindicato diz que é contra terceirização mas se fazem de cegos pra beneficiar a GM.
9 - Jornada de trabalho de 44 horas semanais para novas contratações. O acordo feito pela direção do sindicato com a GM já diz que a jornada de trabalho pode ser maior que 40 horas semanais quando a empresa quiser. ( Com sábado produtivo dá 48 horas semanais!)
Se a jornada “normal” for de 44 horas a empresa não pagará o adicional de hora extra de 50% dessas horas a mais.
17 - Ajuste na cláusula de férias com parcelamento previsto em lei. A direção do sindicato já aceitou isso no último acordo coletivo.
19 - Inaplicabilidade de isonomia salarial acima dos 48 meses para uma nova grade.  A GM pode fazer outro plano de carreira com salários menores. E os que ganham menos não poderão nem recorrer a justiça pedindo igualdade salarial.
Isso na prática já ocorreu nos acordo feitos pela atual direção do sindicato em 2009, 2014 e 2017.
Vão demitir trabalhadores para contratar outros com essa grade salarial menor.
21 - Congelamento da política de progressão salarial horista por 12 meses. A empresa vai congelar os aumentos de salário do plano de carreira por 12 meses. Ou seja, se o trabalhador recebeu o aumento de salário de 9 meses este mês, só vai receber o próximo depois de 12 meses + 9 meses. Ou seja, depois de 1 ano e 9 meses.
A direção do sindicato já aceitou esse tipo de coisa porque fez acordo com a GM pra não ter reajuste salarial em 2017 e 2018.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

GM: Enquanto o PPR e o salário ficam congelados, os lucros estão em alta!

A montadora General Motors (GM) informou no dia 25/07/2018 que obteve no segundo trimestre um lucro liquido de US$ 2,4 bilhões
de dólares, ou seja, mais de R$ 8 bilhões de reais UM AUMENTO DE 43,1% se comparado ao mesmo período de 2017.
A GM foi a montadora que mais vendeu no primeiro semestre de 2018 só para o mercado interno foi mais de 89 mil unidades do modelo ONIX.
Mesmo com a produção e as vendas em alta as ameaças para manter a meta e a produtividade não param. Tem sido costume a empresa
ameaçar os trabalhadores, forçando que trabalhem mais e mais rápido. Caso contrário, segundo eles, a baixa produtividade
incidirá no pagamento do PPR. Atenção, peão: Calote ao PPR, NÃO! A oposição metalúrgica de Gravataí é contra as metas do PPR. Pois as metas são apenas uma forma de explorar mais intensamente a peãozada, e também contribui para o aumento de doenças e acidentes ocasionados pela fatigante jornada de trabalho da GM.

Mais trabalho e menos salário:
O acordo realizado entre esta diretoria do sindicato e a empresa, para descontar gradualmente no salário dos trabalhadores os
supostos “erros” de depósito do RH, apenas legaliza uma prática recorrente da GM: trabalhar mais, pagando menos.
Se possível, nada! Como aconteceu em julho deste ano.

No olho da rua e com a cara na miséria

A onda de demissões na empresa também impõe ritmo maior na fábrica. Com medo de ser demitido, a empresa força os trabalhadores através da concorrência, para atingir patamares de produção bem superiores do que havia até então.
As demissões, como abordamos nos boletins anteriores, é fruto da ultima campanha salarial, quando a pelegada do sindicato acordou com a empresa em nome dos trabalhadores. Congelou a progressão salarial e rebaixou os salários. Agora os trabalhadores percebem que o PPR é uma esmola. Assim, pagando mais barato, demitem os metalúrgicos antigos, com hora mais cara, e forçam os novatos a dar o sangue e a alma para a empresa.
Os trabalhadores novos e também os antigos são obrigados a aumentar a intensidade da linha de produção, com a extensão das jornadas aos sábados tem aumentado o adoecimento dos trabalhadores no Complexo.
Acidentes de trabalho, desmaios é algo comum na linha de produção, afinal ela não pode parar! E quando o trabalhador descobre que tem doença do trabalho, a empresa se nega a dar a CAT, pois não quer se responsabilizar pelas doenças que são geradas na linha de produção.

domingo, 26 de agosto de 2018

Na GM, chicote estrala com o banco de horas

Sábados e mais sábados de produção. Semanas intermináveis!!!
A GM através da atual diretoria do sindicato divulga pelos quatro cantos que os trabalhadores da GM de Gravataí trabalham apenas 40 horas semanais. Dizem que “isso é único no Brasil”. Acontece que nem a os patrões, nem os pelegos falam que o banco
de horas da empresa permite aumentar a jornada de trabalho de nós trabalhadores, sem o devido pagamento das horas adicionais
trabalhadas restando perdas no salário, na saúde e no tempo de vida dos metalúrgicos.
O chamado “Day OFF” é uma verdadeira caixinha de surpresa: cansado da rotina, o peão até se contenta em passar alguns dias em casa em repouso, junto à família. Mas, é só vir o contracheque, para perceber o objetivo perverso do banco de horas para os trabalhadores.
Com esse banco de horas, não sobra hora nenhuma para o lazer ou a família. Não sobra tempo, saúde, e muito menos dinheiro.
Toda vez que entramos em “Day off”, é só esperar o próximo dia cinco do mês para não receber um tostão.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Péssimas condições de transporte e de trabalho causam acidente dos trabalhadores

A precariedade dos transportes não é novidade pra nós que trabalhamos no CIAG: os ônibus são umas sucatas, a maioria dos trabalhadores do CIAG não tem transporte fretado e tem que vir com os ônibus de linha da Sogil. Alguns trabalhadores vem em pé
por causa da superlotação, levamos mais de uma hora para chegar em casa ou na empresa, e ainda corremos risco de assalto nas paradas.

Muitas reclamações já foram feitas tanto no RH das empresas, quanto para seus cordeiros que estão na direção do sindicato e NUNCA foi feito nada, até que ontem amanhecemos com a notícia de que nossos colegas ao invés de chegar na hora para bater o ponto estavam sendo levados para o hospital Becker.

A RESPONSABILIDADE do acidente é da GM que NÃO GARANTE transporte seguro e de qualidade para os trabalhadores. Os envolvidos no acidente poderão ficar lesionados para o resto da vida, e sabemos que a prática das empresas é demitir os lesionados e que adoecem no trabalho.
Caso fiquem com lesões permanente, como garantirão o seu sustento e de sua família? Por que a empresa não garante estabilidade até a aposentadoria aos que ficarem com lesões permanentes seja em acidentes de percurso ou no local de trabalho?



Para os Trabalhadores: Lesões, acidentes e migalhas.
Para os Patrões: Lucros e mais lucros.


O objetivo das empresas é sempre lucrar mais, eles discursam que se preocupam com os trabalhadores mas é só falácia. Os empresários junto com os governantes e seus lambe-botas, como a atual diretoria pelega do sindicato de Gravataí que nada faz em defesa dos nossos direitos, estão sempre de conluio.
A nova Lei Trabalhista diz que acidente de percurso não se encaixa como acidente de trabalho e esse direito deverá ser garantido pela Convenção Coletiva do sindicato. Por isso PRECISAMOS NOS ORGANIZAR E CONSTRUIR UM SINDICATO COMBATIVO, como o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas, vinculado à INTERSINDICAL, que conquistou através da luta, estabilidade até a aposentadoria aos trabalhadores com lesões permanentes, seja em acidentes de percurso ou no local de trabalho.

Nós, trabalhadores que estamos na OPOSIÇÃO METALÚRGICA exigimos registro de CAT para todos os colegas do CIAG que se machucaram no acidente!

quarta-feira, 21 de março de 2018

GM: o fantasma da contratação por prazo determinado


Março/2018  As últimas contratações da GM estão se dando por contrato temporário de 10 meses. Então quem foi contratado no último período já entrou sabendo a data da sua demissão: no máximo, pode ser prorrogado por mais 10 meses e só. 


A GM controla o sindicato e, assim, faz o que quer com a peãozada. A direção pelega do sindicato, por sua vez, baixa as calças para a GM nos acordos e assembleias, todo mundo sabe. E assim é que nós que ficamos a "ver navios".

Como? Como em 2017, em que a atual direção do sindicato ajudou a botar na guilhotina a cabeça dos novos contratados; e também os mais antigos, que podem ser demitidos para dar lugar a contratações temporárias.


Essa modalidade de contrato é parte do plano da empresa, em que:
# Precariza ainda mais as condições de trabalho, tornando o trabalho ainda mais desumano;
# Visa reduzir salários e aumentar a rotatividade;
# Não tem garantia nenhuma de emprego;
# Não paga multa rescisória;
# Não paga aviso prévio;
# O trabalhador perde o acesso ao seguro-desemprego


Nós, trabalhadores organizados na Oposição Metalúrgica, somos totalmente contra o contrato temporário ou qualquer tipo de acordo que flexibilize direitos. Os contratos temporários devem mudar para contratos sem prazo para terminar.

Vamos dizer um basta às contratações temporárias!



Cadê a Campanha Salarial?


Ano passado, GM/Sistemistas fizeram um Acordo Coletivo para tirar dinheiro do nosso bolso. Este ano vamos produzir MUITO MAIS carros e receber MENOS DE PPR

Também não terá reajuste salarial, nem da inflação dos últimos 12 meses!

Esse golpe da GM/Sistemistas só foi possível porque a direção do sindicato assinou o Acordo Coletivo em nosso nome, enquanto os trabalhadores queriam fazer greve e o sindicato saiu negociando pelas costas.


* Panfleto da Oposição Metalúrgica de Março de 2018

sexta-feira, 21 de abril de 2017

GM e Força Sindical fazem acordo para diminuir salários e PPR e retirar direitos

SALÁRIOS
A GM deu mais um golpe nos trabalhadores com a ajuda dos pelegos que estão na direção do sindicato.
Esse ano além de não ter aumento no salário vai ter uma diminuição. Pois não vão repor nem a inflação dos últimos 12 meses, e com isso vão ser 2 anos de salário diminuindo, já que o último reajuste foi em 2016 e o próximo será só em 2018.
Só com a inflação dos últimos meses vamos perder aproximadamente R$ 96 por mês. Sem contar o que vamos perder até o ano que vem. Ou seja, vamos deixar de receber um total R$ 1.152 (R$ 96 x 12 meses) esse ano, que seria nosso direito para repor a inflação, pois os preços do mercado não ficam congelados por 1 ano!

PPR E ABONO
A direção do sindicato concordou com a retirada do abono, que em 2016 foi de R$ 3.782,45.
Quebra-Mola e Edson estão escondendo esse roubo dos nossos bolsos dizendo que vai aumentar muito o dinheiro que vamos pegar. Isso é uma MENTIRA! Pois com a retirada do abono, vamos receber quase a mesma coisa que recebemos ano passado com um PPR de R$ 7.217,55.
E em 2019 não vamos receber nada de abono.
O total que vamos receber foi calculado somando PPR + Abono - Perda salarial da inflação.

E isso sem contar a inflação daqui até o ano que vem! Ou seja, a perda salarial será maior ainda do que está na tabela.

RETIRADA DE DIREITOS
- Retirada da progressão salarial a cada 6 meses. Vai ser a cada 11 meses.
- Reposição da inflação: não vamos receber nem o reajuste da inflação que teve nos últimos 12 meses e vamos ficar mais um ano sem receber reajuste no salário.
- Retirada do abono: esse ano o abono deveria ser de mais de R$ 4.000,00

terça-feira, 11 de abril de 2017

GM fatura 9,2 bilhões de reais e quer pagar mixaria de salário e PPR


Os líderes tão vindo de novo com o papo furado de “crise”no setor automobilístico, só que eles esquecem de dizer que o CIAG é a mina de ouro da GM e Sistemistas!
Em 2016 a Chevrolet foi a marca mais vendida do Brasil de novo. Também foi a que mais faturou: 17,4 bilhões de reais em vendas. Só a venda de ônix e prisma deu 9,2 bilhões de reais. Em nenhum outro lugar do Brasil os trabalhadores ganham tão pouco pra produzir tanto carro e a GM não quer nem pagar a inflação dos próximos 3 anos, e quer mudar a progressão salarial de cada 6 meses, para cada 11 meses! Absurdo!

Como podemos ver na tabela, é verdade que a produção e venda de carros diminuiu. Mas o que a empresa e a direção do sindicato ESCONDEM DA GENTE é que não existe essa crise do setor automobilístico, pois para compensar a diminuição das vendas, a GM e Sistemistas tiram o nosso couro, fazendo cada um de nós produzir quase o dobro de carros e mais do dobro de valor que produzíamos em 2013 e ainda paga os salários e PPR mais baixos.
Em 2013 cada trabalhador produziu quase 3 milhões de reais. Em 2016 cada trabalhador produziu quase 6 milhões de reais. Mas mesmo produzindo mais que o dobro de valor, o salário e o PPR não aumentaram, pelo contrário diminuiu!!! Como isso é possível!!??



Pelegos ajudam GM e Sistemistas a esconder a verdade!



A GM fez um milagre, vender menos carros e aumentar os lucros. Pra isso conta com os pelegos que estão na direção do sindicato, que tão sempre com aquele papinho de crise, que só serve pra ajudar a GM a aumentar seus lucros, enquanto nós ganhamos menos ou ainda perdemos o emprego. Todo ano é a mesma coisa, a GM ameaça tirar direitos, a direção do sindicato aceita a retirada de alguns e diz que foi uma grande conquista!!
Quem não se lembra que o Quebra-Mola e o Edson disseram que se aceitássemos o lay off não teria demissão do 3º turno porque depois o 2º turno ou o 1º iam sair de lay off? Quem não se lembra que eles disseram que se aceitássemos aumentar o tempo pra chegar no teto de 5 anos para 10 anos não teria demissões? E o que aconteceu?? Demissão em massa!



Como mudar essa situação?

Em São José dos Campos o PPR do ano passado foi de R$ 16.459,00 para produzir 53.000 veículos. Em Gravataí foi de R$ 10.700 para produzir 235.000 veículos.
O salário de operador de produção mais alto da GM daqui, é menor do que o salário inicial de um trabalhador de montadora na região de Campinas. Sem contar que o que um trabalhador recebe somente de salário é mais do que recebemos somando o salário no teto e o PPR!
Não existe conquista sem luta. A Oposição Metalúrgica é formada por trabalhadores que estão no chão de fábrica e querem mudar essa situação. Vamos nos juntar na Oposição e lutar contra os patrões. Pra isso o sindicato não pode estar a favor do patrão. O sindicato deve ser dos trabalhadores, para dizer as verdades que os patrões querem esconder e ser uma ferramenta de luta. Entre em contato com a Oposição!

Força Sindical faz acordo que retira direitos dos trabalhadores da GM de São Caetano

25/02/2017

"Ficou acertado que em 2018 não haverá reajuste pelo índice da inflação, mas será pago um abono de R$ 4 mil, que não será incorporado aos salários. Para este ano já estava acertado 70% de repasse da inflação e abono de R$ 3 mil.
Novos contratados terão direito a estabilidade de emprego apenas por um ano caso adquiram doenças profissionais. (...)
O porcentual de adicional noturno, atualmente de 30%, será reduzido gradualmente até 2020, quando passará a ser de 20%. Para novos funcionários, já valerá o índice menor.  (...)
Outro acerto foi em relação ao pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), estabelecido em R$ 12 mil para este ano caso seja atingida 100% da meta de produção, ainda a ser definida. “A proposta foi aprovada quase por unanimidade”, informou Nunes. (...)
O sindicalista disse que a montadora não deu detalhes sobre o novo investimento, mas informou que a fábrica passará por ampla reforma. “Será uma nova fábrica dentro da atual para receber a nova linha de produtos.” Hoje, a planta produz os modelos Cobalt, Spin, Montana e uma versão do Ônix, automóvel mais vendido no mercado.
A fábrica de São Caetano emprega cerca de 9 mil trabalhadores, mas o acordo vale apenas para os cerca de 6 mil operários da produção."

(Fonte: Trechos copiados do jornal O Estado de São Paulo: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,apos-acordo-que-reduz-direitos-gm-garante-investimento-no-abc,70001679265 )

quarta-feira, 8 de março de 2017

Os patrões e os governos atacam a classe trabalhadora, aumentando a exploração e a opressão contra as mulheres trabalhadoras

Os patrões e os governos avançam contra direitos da classe trabalhadora, e no Brasil não é diferente. O governo Temer/PMDB acelera os ataques aos nossos direitos e as mulheres trabalhadoras serão mais atacadas. Se a proposta do governo passar, os direitos garantidos nas leis trabalhistas e nos Acordos Coletivos vão acabar.

Veja alguns exemplos de direitos que irão para o ralo pela proposta dos patrões e dos governos:

- A contratação temporária poderá ser de 1 ANO, o que significa receber menos e não ter nenhum direito garantido: por exemplo, se a trabalhadora engravidar e estiver em contrato temporário, não terá direito à estabilidade de gestante. Se uma trabalhadora/o sofrer acidente e for afastada/o, quando retornar poderá ser demitida/o. Não terá direito a 13º, férias, NADA.

- A idade de homens e mulheres para aposentadoria será igualada: nós mulheres NÃO TEMOS as mesmas condições de conseguir um emprego e permanecer no emprego que os homens. Nós ficamos muito mais tempo procurando emprego, por haver menos vagas para mulheres, e muitas de nós se obrigam a fazer bicos ou trabalhar sem carteira assinada (trabalhar como diaristas, babás etc.). Além disso, também somos obrigadas a nos afastarmos do emprego para cuidar dos filhos pequenos ou dos idosos e doentes, pois para a sociedade machista isto é tarefa das mulheres. Além da dupla jornada por causa do trabalho doméstico. Por isso existe a diferença de idade para mulheres, para nós não é um privilégio, mas um reconhecimento de que as condições para trabalhar são muito piores.


A Oposição está junto com a Intersindical na defesa dos direitos das mulheres

O PAPEL DO SINDICATO É DEFENDER OS TRABALHADORES E NÃO OS PATRÕES. Em outros lugares onde o sindicato pertence a Intersindical conseguimos muitos avanços pros trabalhadores, melhores salários, eliminação do trabalho aos sábados, estabilidade de emprego para lesionados por doenças do trabalho, além de muitas conquistas para nós mulheres.
Em Campinas, Santos e região no Estado de São Paulo, as trabalhadoras metalúrgicas tem direito a 180 dias (6 meses) de Licença Maternidade, podendo solicitar mais 16 dias de licença remunerada após esse período, e quando retornam ao trabalho tem garantido mais 10 meses de estabilidade, além de 2 horas por dia pra amamentação durante 6 meses.
Aqui em Gravataí a realidade é bem diferente, a atual diretoria do sindicato, que pertence à Força Sindical, já demonstrou que só tem compromisso com as empresas, e é por isso que os acordos coletivos de Gravataí não garantem nada mais do que o que já está na CLT, além disso, a Força Sindical está apoiando as propostas de retirada de direitos feitas pelo governo Temer.

Queremos mudar essa realidade

Nós mulheres trabalhadoras não somos inferiores, trabalhamos com dignidade e por isso merecemos respeito. Exigimos melhores condições de trabalho e melhores salários para todos os trabalhadores, tanto homens quanto mulheres, queremos acabar com o machismo e seus privilégios! E para que isso aconteça temos que lutar juntos contra a retirada dos nossos direitos e por novas conquistas.
Venha construir a Oposição Metalúrgica! Juntos teremos mais força para lutar!

Não nos bastam presentes e elogios no dia 8 de março, queremos respeito e salário digno o ano todo!



Nós trabalhadores enfrentamos cotidianamente muitos problemas em nossos locais de trabalho. Mas existem mais dificuldades para as mulheres trabalhadoras, os salários são menores para as mesmas funções, as cobranças e a pressão são maiores e ainda tem o assédio sexual.
Para os patrões exploração e discriminação de nós mulheres são uma combinação perfeita para aumentar os lucros, pois o problema não é apenas o tratamento desigual para homens e mulheres, mas reconhecer que as condições de trabalho são muito desiguais, pois nós além de trabalharmos tanto quanto ou mais que os homens, ainda temos outra jornada de trabalho quando chegamos em casa: o trabalho doméstico.
Mas como isso pode ser bom para os patrões aumentarem a exploração? Como as mulheres fazem o trabalho doméstico (limpar, lavar, passar, cozinhar, cuidar da família) de graça, isso permite aos patrões pagar um salário menor tanto para os homens como para as mulheres, já que eles não precisarão pagar alguém para fazer este trabalho doméstico. Além disso, é comum as tarefas de limpeza da fábrica também sobrarem para as mulheres!

Discriminação e diferença salarial entre homens e mulheres

Quase todas as empresas falam em seus códigos de ética que não podem fazer discriminação de gênero (entre homens e mulheres) e é garantido por lei que as mulheres tenham os mesmos direitos que homens. Mas nós sabemos que a realidade é bem diferente. Existe uma grande diferença de salário entre homens e mulheres, segundo o IBGE, no Brasil as mulheres recebem 30% A MENOS que os homens. A pesquisa também revela que as MULHERES TRABALHAM MAIS HORAS que os homens nos setores que pagam os salários mais baixos. 
Na maioria das empresas de Gravataí não existe plano de carreira para os trabalhadores, e nas poucas empresas que tem quase não contratam mulheres, mesmo as mulheres com maior escolaridade que os homens. Na fábrica somos tratadas como inferiores pelos chefes, na maioria das vezes quando querem falar sobre algum problema na produção, que diz respeito ao nosso posto de trabalho, procuram o homem mais próximo e evitam falar sobre assuntos mais importantes com as mulheres, como se não tivéssemos responsabilidade e condições de compreender.


Sofremos a violência machista em casa, na rua e no trabalho

São inúmeros os casos de assedio sexual e de violência física que sofremos. A grande maioria deles nem são registrados, pois são praticados em casa ou no espaço de trabalho, e todas nós sabemos que denunciar alguém por assedio sexual não é uma coisa fácil, sempre vai ter alguma forma de repressão e constrangimento. A oposição também serve para fazermos essas denuncias e para lutarmos contra todas as formas de violência.

domingo, 21 de agosto de 2016

GM e Sistemistas: aumenta a produção por trabalhador, a jornada, as lesões e o assédio moral, e diminui o PPR

Ago/2016

Negociações de PPR
Ano
Meta de prod
Quantidade de trabalhadore*s
Valor reivindicado
Valor acordado
Carros produzidos por trabalhador por ano*
2013
313,5 mil carros
3800
15.355,00
9.650,00
83
2014
330 mil carros
3400
13.000,00
10.000,00
97
2015
285 mil carros
2400
11.700,00
7.300,96
101
2016
235 mil carros
1600
10.700,00
7.217,55
147
(* números aproximados, já que não temos acesso a esses dados)

O que podemos ver na tabela é que mesmo com uma diminuição na produção nos últimos 2 anos houve um aumento, enorme, da margem de lucro da GM, às custas de demissão em massa e aumento do ritmo de trabalho. Ou seja, na GM/Sistemistas estamos TRABALHANDO MAIS e RECEBENDO MENOS! E as empresas lucrando muito, muito mais por cada trabalhador.

Se em 2013 cada trabalhador produzia aproximadamente 83 carros por ano, sem receber nem sequer o valor de 1 carro por ano. Em 2015 cada trabalhador produziu 101 carros, mesmo com férias e layoff.
 Para este ano, pelas demissões em massa que já aconteceram terá um aumento de 50% da produção por trabalhador (cerca de 147 carros por trabalhador)  e mesmo assim os pelegos da Força Sindical fizeram um acordo com a GM para DIMINUIR o valor do PPR que vamos receber! Baita acordo (pro patrão)!
A direção do sindicato fez um jornal e distribuiu nas outras fábricas dizendo que conseguiram um adiantamento de 8 mil na GM. Por que não falam nada da demissão em massa que aceitam bem quietinhos? Por que não falam que fizeram acordo pra gente trabalhar por 2 e receber o menor PPR dos últimos anos?

Trabalho ao ar livre

Mesmo nas madrugadas mais frias os colegas do reparo tiveram que colocar farol nos carros fora do espaço fechado ou coberto. Mais uma vez a GM mostrando que não sabe tratar seus funcionários como gente!

Aumento da jornada de trabalho sem receber no fim do mês. 

Mais uma grande mentira da atual direção do sindicato, que a jornada de trabalho é de 40 horas. No acordo coletivo assinado em nosso nome e pelas nossas costas está escrito que a jornada deve ser de acordo com as necessidades da empresa, por isso que mais uma vez foi aumentada em 1 hora a jornada de trabalho. Sem contar que alguns setores, como Fabricação de Componentes, os colegas tem trabalhado todos os sábados debaixo de muito assédio moral do líder.
Esse aumento da jornada não está sendo pago, pois está indo para o banco de horas (outro “bom” acordo feito pelo Quebra-Peão e demais puxa-sacos da GM).
Além disso os trabalhadores que estão fazendo cerão até 1:40h não tem transporte, tendo que ir com seu próprio carro, e no Centro Médico só tem médico até as 21h.


Devolução dos descontos do PPR e dissídio

A direção do sindicato decidiu que não vai mais devolver os descontos para quem é sócio do sindicato. Mas sobre como utilizam esse dinheiro eles não falam nada! Os sócios querem saber: Para onde vai nosso dinheiro!?

quinta-feira, 2 de junho de 2016

GM: Metas do PPR 2016

METAS DO PPR GM - SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
80% (de 35 a 37 mil veículos): R$ 11.280
100% (42 mil veículos): R$ 14.100
120% (44 mil veículos): R$ 16.920

METAS DO PPR GM - GRAVATAÍ
80% - 190 mil veículos
100% - 225 mil veículos
120% - 244 mil veículos

As metas em Gravataí são bem maiores, mais de 5x a meta em São José e o valor do PPR é bem menor.
Não precisamos dizer mais nada sobre a atual direção do sindicato não é mesmo?

Grande "negociação" do Quebra-Mola, Edson e outros pelegos hein!

O Quebra-Mola e o Edson estão no sindicato como funcionários da GM.
Alguém na GM já trabalhou com eles?
Pelas negociações que fazem, só se trabalharam no RH.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Acordos da GM com pelegos no sindicato: Aumenta a produção por trabahador e diminui o PPR.

24/05/2016

Obs: 1: É um número aproximado de trabalhadores, já que não temos acesso ao número exato. 2: Carros produzidos por trabalhador é a divisão da meta de produção pela quantidade de trabalhadores. A conta de 2015 foi feito com o número de carros produzidos (242 mil). 3: Para este ano a direção do sindicato anda dizendo que vai negociar uma meta de 235.000 carros.


O que podemos ver na tabela é que mesmo com uma diminuição na produção nos últimos 2 anos houve um aumento, enorme, da margem de lucro da GM, às custas de demissão em massa e aumento do ritmo de trabalho.
Ou seja, na GM estamos TRABALHANDO MAIS e RECEBENDO MENOS! E a empresa lucrando muito, muito mais por cada trabalhador.

O QUE PODEMOS CONCLUIR A PARTIR DESTAS INFORMAÇÕES
1. Podemos ver pela tabela que, ao contrário do que os pelegos que estão no sindicato falam, não é só em São Paulo que tem demissão em massa, aqui em Gravataí também tem.
2. A cada ano que passa os pelegos que estão na direção do sindicato reivindicam PPR menor e fecham acordo com um valor menor ainda, mesmo que a gente esteja produzindo mais. Este ano foi o auge da pelegagem, estão começando a negociação a partir do valor pago no calote do ano passado, em que a GM pagou R$ 10.700 de abono + PPR.
3. Os pelegos fazem negociações que beneficiam os patrões, visando o aumento dos lucros. Nunca reivindicaram PPR sem metas, e nem questionam o aumento da margem de lucro e as demissões em massa.
4. Se em 2013 cada trabalhador produzia aproximadamente 83 carros por ano, sem receber nem sequer o valor de 1 carro por ano. Em 2015 cada trabalhador produziu 101 carros. Porém o que não aparece na tabela é que houve 3 férias coletivas e 1 lay off no fim do ano. Ou seja esses carros foram produzidos em um tempo muito menor do que 1 ano de trabalho.
5. Para este ano, pelas demissões em massa que já aconteceram, e de acordo com a pauta de reivindicações da direção do sindicato, teria um aumento de quase 50% de produção por trabalhador. Isso sem contar que o que tem acontecido é, na hora de fechar o acordo, aumenta a meta de produção e diminui o valor do PPR. Ou seja, pode ser maior ainda a quantidade de carros produzidos por cada trabalhador.


O objetivo dos patrões é explorar ao máximo, fazer a gente trabalhar cada vez mais para receber cada vez menos.
O papel do sindicato deve ser lutar pelos interesses dos trabalhadores e não do patrão. Ser transparente, não esconder que há demissão em massa já há 2 anos, não aceitar passivamente tudo que a empresa faz, mostrar que ao contrário do que o patrão diz, os lucros estão aumentando.
Quebra-Peão, Edson e outros diretores tem que parar de repetir o discurso dos gerentes e líderes da GM de que em nome da crise temos que trabalhar mais, receber menos e aceitar as demissões sem fazer nada. Pra que puxar o saco do patrão!?

Vocês já perceberam que toda vez que vai ter assembléia pra fechar acordo não temos opção de rejeitar a proposta por uma outra proposta melhor? Os pelegos sempre falam que ou aceitamos a proposta da empresa ou temos que aceitar menos ainda. Geralmente votam a proposta da empresa, contra a proposta anterior feita também pela empresa. E geralmente os líderes nos "orientam" a votar a favor do que o sindicato vai propor na assembléia. Ou fazem a votação dizendo que temos que aceitar ou então é demissão, e como não negociam nenhum tipo de estabilidade, depois vem demissão do mesmo jeito, está aí o 3º turno pra provar!


Por isso que o sindicato deve voltar para as mãos dos trabalhadores para lutar por mais direitos e melhores condições de trabalho!

quarta-feira, 18 de maio de 2016

GM: PPR 2016, mais enrolação da empresa e pelegos

18/05/2016



Acompanhem o histórico das negociações da direção atual do sindicato.

Ano
Valor reivindicado
Valor acordado
2013
15.355,00
9.650,00
2014
13.000,00
10.000,00
2015
11.700,00
8.337,30
2016
10.700,00
???

Antigamente vinham com aquele discurso de cobrar da GM o mesmo salário pago em SP, sendo que na planta de Gravataí produzimos mais do que as 2 plantas de SP juntas.
A GM pode pagar muito mais de PPR já que cortou metade dos "custos com folha de pagamento". A empresa e os pelegos no sindicato utilizam a crise como desculpa pra demitir em massa, pra aumentar a progressão salarial pra 10 anos e demitir quem está no teto, pra cortar postos de trabalho e fazer nós trabalharmos por 2 ou 3.
Agora os pelegos nem falam mais em equiparação salarial com as plantas de SP, mesmo sabendo que as diferenças no salário e PPR ainda são gigantescas hoje em dia.
Qual a desculpa deles pra isso? A "Crise"? Lá em SP não tem a crise, é por isso que pagam mais?
Os pelegos que estão na direção do sindicato pensam que nós trabalhadores somos idiotas e não percebemos o que eles fazem???
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