domingo, 10 de agosto de 2014

Começou a campanha salarial, e o sindicato vai repetir sua receita de acordo com os patrões para não termos aumento!

No último dia 30 de julho, trabalhadores de várias empresas se depararam com uma palhaçada: o sindicato na porta das fábricas passando listas para os peões assinarem e pedindo pra erguermos os braços para aparecer na foto. No Jornal do Sindicato, eles chamaram esse faz-de-conta de Campanha Salarial. Mas na real, isso é a negociação dos reajustes dos nosso salários e direitos trabalhistas (como valor da hora extra,  insalubridade, custo alimentação e etc). Mas o que aconteceu foi que assinamos uma carta branca para que o sindicato pudesse em nosso nome negociar com as empresas o que eles quiserem e não o que nós precisamos. Em nenhum momento eles falaram sobre de quanto seria o reajuste nem sobre os outros direitos.
Na GM este mesmo sindicato fez a campanha salarial e já fechou a negociação. Aceitaram um aumento salarial com base no INPC (que é o medidor de inflação mais baixo que tem). Só que no RS a inflação ainda é maior que a média no país. Aqui por exemplo, temos a cesta básica entre as mais caras do Brasil. Segundo o sindicato o aumento da GM foi de 1,3% acima da inflação, mas de acordo com o custo de vida aqui do estado, eles não tiveram aumento, mas diminuição. E pra completar aceitaram não ter aumento nos próximos 3 anos.

Agora vão repetir a receita com a gente: na porta das fábricas já vimos o sindicato fazendo o discurso dos patrões. Falaram que as empresas "não estão bem", "estão estagnando", ou seja, precisam que o sindicato pegue mais leve. Mas nós trabalhadores, continuamos a produzir muito, ficando doentes no chão das fabricas e nos endividando para pagar as contas do mês. 

TDK: total desinteresse pela qualificação dos trabalhadores

A TDK, que se diz uma empresa de ponta no setor de componentes eletrônicos, mas não considera nem um pouco os trabalhadores que aqui trabalham, basta ver o desinteresse em bancar qualquer curso de algum funcionário, se passar no vestibular então, podemos esperar sentados, pois não teremos nenhuma ajuda. E olhe que boa parte dos custos podem ser amortizados no imposto de renda, realmente um absurdo.

Demissões na Mundial e os pelegos do sindicato não fazem nada

As demissões estão pegando na empresa e volta a onda de terror, aliás, filme que os mais antigos dentro da fábrica já experimentaram. E o resultado sempre é o mesmo: a empresa se recicla, rebaixam-se os salários e fecham-se setores que não obtém o lucro que o patrão esperava, pois lucro sempre há, mas a choradeira deles é grande!

A direção do sindicato, que tem integrantes dentro da fábrica, somente observa e nada faz, pois tem rabo preso com o patrão.

Perto/Digicon: Falta segurança e melhores salários

O grupo Digicon nos últimos anos ampliou o mercado externo, ampliou a fábrica em Gravataí. Dizem que gastaram um milhão de reais em estrutura anti-incêndio, no entanto no dia 23 de julho houve um principio de incêndio e nem sequer água saiu das mangueiras. Na Perto/Digicon a única coisa que aumenta é o lucro do patrão e a indignação dos trabalhadores com os baixos salários e a esmola do PPR que a empresa paga.

O sindicato pelego pra tentar enganar os trabalhadores foi pra frente da empresa com caminhão de som chamar os trabalhadores pra greve pra aumentar o PPR depois que a empresa já tinha entregado os contracheques ridículos. Um sindicato de luta de verdade tem que estar sempre a disposição dos trabalhadores pra lutar por aumento de salário, por condições de trabalho.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Por quê os carros são mais caros no Brasil


As montadoras no Brasil tem a maior taxa de lucro comparada com outros países, mas na hora de negociar o salário é sempre a mesma choradeira dos patrões de que o custo é muito alto.
Aqui lucram em dobro, em cima de quem compra e em cima dos trabalhadores que fazem esses carros!

Segue abaixo uma reportagem da Record sobre por quê no Brasil os carros são muiiiiiito mais caros:


Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=qdL8KEpg17M

Outras notícias relacionadas:
Record: http://noticias.r7.com/carros/noticias/lucro-brasil-faz-consumidor-pagar-o-carro-mais-caro-do-mundo-20110628.html

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Salários no CIAG sem aumentar e diminuindo até 2017!

Este ano os pelegos do sindicato encheram as botas. Quebra-peão e sua quadrilha conseguiram fechar o pior acordo salarial para os trabalhadores e o melhor para os patrões.
GM, sistemistas e sindicato se aproveitaram que os trabalhadores estão endividados, e com três meses seguidos de contra-cheque ruim, pressionando para que aprovassem logo a proposta das empresas. Mesmo assim os trabalhadores resistiram reprovando duas vezes as propostas da empresa.
A GM faz aquela conversa falsa e hipócrita de que cada um é livre pra votar, mas na última assembleia os líderes fizeram forte pressão sobre os trabalhadores para que aceitassem a proposta da empresa, inclusive querendo monitorar o que cada peão ia votar. E Mola-Quebrada fez o migué na hora da votação não dando opção para ninguém votar contra, colocando para votação apenas 2 propostas. A primeira proposta nem existia mais pois era a primeira feita pela empresa e que a própria empresa já havia feito outra por ter sido reprovada em assembleia. E a segunda proposta foi a última proposta da GM, que o Quebra-Peão apresentou como sendo a proposta do sindicato (o que é verdade já que estão junto com os patrões). Ou seja, não deixaram nenhuma margem para reprovar a proposta e negociar outra melhor.
Com a progressão salarial de dez anos, a empresa continuará mandando embora aos poucos quem já está no teto. E os que ainda não chegaram no teto não vão durar muitos anos.
Com ajuda dos pelegos do sindicato os trabalhadores de Gravataí continuam tendo o pior salário e PPR de montadora do Brasil, e continuam sendo os trabalhadores mais produtivos de montadora. Mas isso não é novidade.
A novidade é que agora Mola-Quebrada ajudou o patrão a fechar um acordo para DIMINUIR NOSSO SALÁRIO! Isso mesmo, além de não termos nenhum aumento, ainda teremos o salário diminuído nos próximos anos até 2017!

Como os patrões e pelegos da direção do sindicato fizeram isso?
1º Usaram como referência o INPC que é um índice médio nacional quando na verdade a inflação varia de um estado para outro. Segundo o IEPE da UFRGS, a inflação da cesta básica foi de 10,96% na região metropolitana de Porto Alegre, que tem a cesta básica mais cara do Brasil. E o Índice de Preços ao consumidor dos últimos 12 meses é de 8,60%.

Reajuste necessário para cobrir a inflação do período (IEPE)
Reajuste oferecido pela GM
Reajuste acordado entre sindicato e GM
Diminuição do salário dos trabalhadores da GM
8,60%
5,7%
7%
7% - 8,60% = -1,6%
Ou seja, não ganhamos nem a miséria de 1,3% acima da inflação que o sindicato e GM chamam de “aumento real”! Nosso salário diminuiu -1,6%.  Nosso salário irá diminuir nos próximos anos.

E se a GM não fechou os valores de PPR não é por qualquer pressão do sindicato, mas sim porque as empresas estão de olho que pode ocorrer uma crise até 2016 e não querem se comprometer com nenhum valor, pois se vier uma crise vão diminuir a produção e vão querer vir com uma proposta de diminuir o PPR!

Por quê o nosso salário na GM deve ser maior

Muitos trabalhadores pensam que a GM de Gravataí paga o pior salário de montadora do Brasil porque não existem outras montadoras no RS, isto é FALSO!

Em 1º lugar o salário deve ser calculado em relação à quanto produzimos e quanto a empresa lucra com o nosso trabalho. Portanto deveríamos ganhar um piso maior do que em SP, já que um trabalhador aqui produz 3 vezes mais que um trabalhador da GM em SP.
2º  - Mesmo em outros estados que tem só uma montadora o salário ainda é maior, além da produção ser bem menor do que aqui.
3º -  O CIAG é uma das plantas da GM mais modernas e de menor custo do mundo devido a integração com as sistemistas no mesmo local e isenções de impostos, portanto a margem de lucro aqui é muito, muito maior e os salários também deveriam ser.
4º -  No RS o salário deveria ser maior também porque temos a cesta básica mais cara do Brasil (segundo a pesquisa do DIEESE). O que faz com que o custo de vida de um trabalhador seja maior aqui.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Digicon-Perto: PLR está sendo a farra dos patrôes


No jornal da semana passada denunciamos a miséria do PLR da empresa, que não passava de R$ 570,00. Mas o pior viria depois, com o dia do pagamento, 17 de junho, onde vários trabalhadores receberam de R$ 340,00 a R$ 70,00. Uma vergonha, já que essa empresa é uma das únicas no ramo de caixas eletrônicos de autoatendimento e vários outros produtos de ponta no mercado.
O PPR deve ser desvinculado de metas, deve sim ser vinculado ao lucro bruto da empresa, sendo que é na exploração da força de trabalho que o patrão enriquece cada vez mais!
Além do mais pagam um salário medíocre de R$ 4,43/hora, que não dá nem para pagar as contas de casa. O único aumento é de 7% (além do dissídio que não cobre a inflação) quando o peão chega aos nove meses de empresa e depois só os escolhidos dos chefes que recebem algum aumento.
Também existem setores onde os trabalhadores estão expostos a riscos como calor intenso, barulho infernal, cofres pesados que podem cair da esteira colocando a saúde e a vida do trabalhador em risco e a empresa não paga insalubridade ou periculosidade.
O trabalhador para poder pagar o mínimo de suas contas, tem que apelar para hora extra toda semana, ocasionando mais problemas de stress e doenças decorridas pela intensa carga de trabalho.
O sindicato quando aparece na frente da empresa é só para ficar tagarelando no microfone e não toma nenhuma atitude em relação aos problemas dos trabalhadores, e quando é chamada pra resolver algum problema só faz acordo que beneficia o patrão e a própria pelegada.
A saída para os metalúrgicos da Perto e de Gravataí é se organizar para lutar contra o patrão e tirar os pelegos do sindicato. Entre em contato com a oposição metalúrgica da Intersindical.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Südmetal dá golpe contra os trabalhadores

A empresa entrou com um processo de recuperação judicial seguido de um plano de recuperação que esta sendo avaliado pelo Judiciário.
A Südmetal fez isso para realizar mais uma reestruturação na produção, ou seja, se aproveitou da recuperação judicial para demitir em massa, não pagar a recisão e atrasar os salários.
Fez isso tudo com o apoio dos pelegos que estão no Sindicato, pois enquanto nós lutávamos dentro da fábrica para impedir o calote, os pelegos iam de encontro com os interesses da empresa.
E nãlo tem essa de dizer que não sabiam. Pois há muito tempo que enfrentamos os ataques aos direitos, como os salários atrasados e o não depósito do FGTS.

terça-feira, 20 de maio de 2014

RITMO ACELERADO = Mais acidentes e doenças para os trabalhadores e Mais lucro para o patrão

Cada vez mais tem aumentado o número de pessoas com doenças causadas pelo trabalho: tendinite, burcite, hérnia, problemas pulmonares, de coluna, problemas psicológicos, até amputação de membros.
Muito se fala das empresas que nem sequer dão ao trabalhador as condições mínimas de trabalho, seja por falta de EPI ou pelas condições inseguras ou insalubres de trabalho.
Mas pouco se fala da principal causa dos problemas de saúde, que leva o trabalhador a se machucar: o ritmo da produção ditado pelas metas de produção.
Um exemplo é a GM, que mesmo com os EPIs, instruções de como fazer o trabalho ou máquinas com travas de segurança impõe ao trabalhador um ritmo absurdo de trabalho (além do takt time que está no papel) forçando o peão a “atalhar” a sua operação para não parar a linha, pois se o peão não fizer isso está sujeito a “mijadas”, aconselhamentos, ameaça de demissão e outros tipos de coerção.
Nas sistemistas, além disso não fornecem as condições mínimas de trabalho, como ventiladores, exaustores para produtos tóxicos, uniformes e até EPIs.
Estas empresas deveriam no mínimo pagar adicional de insalubridade para os trabalhadores. Pois não adianta nada a gente se matar de trabalhar agora e daqui há alguns anos estar cheio de problemas de saúde e sem condição de trabalhar.

E para ferrar com os trabalhadores as empresas contam com a ajuda de Mola-Quebrada e sua quadrilha. Pois os pelegos que estão na direção do sindicato sempre concordam e assinam embaixo das metas absurdas de produção dos patrões para acelerar a esteira.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Mundial: Só a produção aumenta, o salário não

No setor dos Alicates de cutícula a produção está a todo vapor: a produção diária que era de 2700 peças, passou para 3000, em pouco tempo aumentou ainda mais indo para as atuais 3150 peças no final da linha de cada célula.
Só a produção aumenta pois a média salarial dos trabalhadores na produção está em R$ 7,50 a hora. Junto a isso a pressão diária dos supervisores que para se dar bem com gerencia, atacam os trabalhadores que são os responsáveis pelo lucro do patrão.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Inflação nos últimos 12 meses - Maio de 2014

INDICADORES ECONÔMICOS

IEPE – Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas

BOLETIM ECONÔMICO
Abril de 2014

Custo do Cesto Básico
O custo do Cesto de Produtos Básicos de Consumo Popular, em Porto Alegre (Cesto Básico/IEPE), engloba 51 produtos. A variação acumulada no ano foi de 6,57%.

Custo Total
Abril de 2014
Últimos 12 meses
IPC/IEPE
R$ 626,01
0,40%
10,96%


Índice de Preços ao Consumidor
O Índice de Preços ao Consumidor, pesquisado semanalmente, tendo como base as despesas de 565 famílias da região metropolitana de Porto Alegre que recebem de 01 a 21 salários mínimos.

Abril de 2014
Acumulado do ano
Últimos 12 meses
IPC/IEPE
0,78%
3,70%
8,60%


 Fonte: IEPE

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Jackwal

E obrigação da empresa garantir uniforme, mas a Jackwal além de não respeitar esse direito, está descontando dos salários dos trabalhadores o que a direção da empresa chama de “empréstimo de uniforme”, que significa o seguinte: a direção da empresa empresta uniforme usado para o trabalhador, estipula um prazo para devolver e se a devolução for com atraso eles descontam do salário e ainda no valor de um uniforme novo.
Além disso, os trabalhadores estão sofrendo desconto nas férias, do dia que os pelegos fingiram que estavam participando do Dia Nacional de Luta.
O patrão não pode descontar esse dia das férias, os pelegos sabem disso, mas, nada fazem. Vão para a porta da fábrica falam, falam, mas até agora nem uma ação judicial contra esse desconto.
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