domingo, 21 de agosto de 2016

Inflação da cesta básica: 14,29% x Inflação INPC 9,62%

Out/2016

Enquanto a inflação da cesta básica nos últimos 12 meses na região metropolitana foi de 14,29%, a atual direção do sindicato está negociando a inflação pelo média nacional do INPC de 9,62%.

Sabemos que maior parte do nossos salários é gasto com alimentação, mas com essa negociação dos pelegos que estão no sindicato, poderemos ter um reajuste de quase UM POUCO MAIS DA METADE DO QUE DEVERÍAMOS RECEBER!!!

Segundo o IEPE (Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas), a inflação na região metropolitana de Porto Alegre nos últimos 12 meses foi de: 11,40%. Segundo o INPC (índice oficial do governo calculado pelo IBGE) a inflação para o mesmo período foi de 9,62%.

A inflação é calculada a partir de uma longa lista de produtos, mas se pegarmos alguns produtos, por exemplo, carne, leite, feijão água, luz, transporte, moradia, veremos que a inflação destes produtos ficou bem acima da média.

Isso significa que a correção da inflação nos nossos salários depende de quais produtos nossa família mais consome. E portanto pode ficar bem acima dos 11,40%.

Ou seja, se o reajuste salarial for de 11,40% não poderemos continuar comprando as mesmas coisas no mercado na hora de fazer o rancho.
Ou continuaremos comprando, às custas de se endividar no cartão de crédito e cheque especial (o que também deveria ter os mesmos juros incluídos no reajuste salarial, já que é feito só 1 vez por ano).

Na realidade mesmo se não tivermos nenhum aumento real,  para não termos nenhuma perda salarial nossos reajustes teriam que ser mensais, a cada mês.

Já chega de um reajuste que não nos permite nem sequer fazer o mesmo rancho a cada mês!
Já chega de uma direção do sindicato que faz as negociações que beneficiam os patrões!

Os pelegos que estão no sindicato começam campanha salarial de Gravataí com o mesmo discurso do patrão

Ago/2016

A data-base da campanha salarial de Gravataí é setembro, exceto para os trabalhadores do complexo industrial da GM que é em abril.

Logo de saída, os pelegos que estão no sindicato já vêm com o velho discurso de que as empresas de Gravataí estão em crise. Nós da Oposição, defendemos que as atenções deveriam se voltar para os problemas dos trabalhadores e não para as empresas, pois quem está pagando pela crise somos nós, com demissões, salários baixos, PPRs vergonhosos e más condições de trabalho nas fábricas. Ao mesmo tempo em que os pelegos dizem que são contra a retirada de direitos, na prática fazem acordos como o PPE (programa de proteção ao emprego), que reduzem salários, e o LAYOFF, que faz o trabalhador pagar seu próprio salário através do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e ainda o deixa sem o direito ao seguro-desemprego na hora da demissão. Esses mesmos pelegos escondem que, na verdade, a Força Sindical defende e até propõe a Reforma da Previdência.

Contra toda essa farsa, convocamos os metalúrgicos de Gravataí que se juntem a nós para disputar o sindicato nas eleições sindicais. Só derrotando os pelegos que hoje se encontram na direção da entidade é que conseguiremos trazer de volta o sindicato para as mãos dos trabalhadores, fazendo dele uma ferramenta da nossa luta.

GM e Sistemistas: aumenta a produção por trabalhador, a jornada, as lesões e o assédio moral, e diminui o PPR

Ago/2016

Negociações de PPR
Ano
Meta de prod
Quantidade de trabalhadore*s
Valor reivindicado
Valor acordado
Carros produzidos por trabalhador por ano*
2013
313,5 mil carros
3800
15.355,00
9.650,00
83
2014
330 mil carros
3400
13.000,00
10.000,00
97
2015
285 mil carros
2400
11.700,00
7.300,96
101
2016
235 mil carros
1600
10.700,00
7.217,55
147
(* números aproximados, já que não temos acesso a esses dados)

O que podemos ver na tabela é que mesmo com uma diminuição na produção nos últimos 2 anos houve um aumento, enorme, da margem de lucro da GM, às custas de demissão em massa e aumento do ritmo de trabalho. Ou seja, na GM/Sistemistas estamos TRABALHANDO MAIS e RECEBENDO MENOS! E as empresas lucrando muito, muito mais por cada trabalhador.

Se em 2013 cada trabalhador produzia aproximadamente 83 carros por ano, sem receber nem sequer o valor de 1 carro por ano. Em 2015 cada trabalhador produziu 101 carros, mesmo com férias e layoff.
 Para este ano, pelas demissões em massa que já aconteceram terá um aumento de 50% da produção por trabalhador (cerca de 147 carros por trabalhador)  e mesmo assim os pelegos da Força Sindical fizeram um acordo com a GM para DIMINUIR o valor do PPR que vamos receber! Baita acordo (pro patrão)!
A direção do sindicato fez um jornal e distribuiu nas outras fábricas dizendo que conseguiram um adiantamento de 8 mil na GM. Por que não falam nada da demissão em massa que aceitam bem quietinhos? Por que não falam que fizeram acordo pra gente trabalhar por 2 e receber o menor PPR dos últimos anos?

Trabalho ao ar livre

Mesmo nas madrugadas mais frias os colegas do reparo tiveram que colocar farol nos carros fora do espaço fechado ou coberto. Mais uma vez a GM mostrando que não sabe tratar seus funcionários como gente!

Aumento da jornada de trabalho sem receber no fim do mês. 

Mais uma grande mentira da atual direção do sindicato, que a jornada de trabalho é de 40 horas. No acordo coletivo assinado em nosso nome e pelas nossas costas está escrito que a jornada deve ser de acordo com as necessidades da empresa, por isso que mais uma vez foi aumentada em 1 hora a jornada de trabalho. Sem contar que alguns setores, como Fabricação de Componentes, os colegas tem trabalhado todos os sábados debaixo de muito assédio moral do líder.
Esse aumento da jornada não está sendo pago, pois está indo para o banco de horas (outro “bom” acordo feito pelo Quebra-Peão e demais puxa-sacos da GM).
Além disso os trabalhadores que estão fazendo cerão até 1:40h não tem transporte, tendo que ir com seu próprio carro, e no Centro Médico só tem médico até as 21h.


Devolução dos descontos do PPR e dissídio

A direção do sindicato decidiu que não vai mais devolver os descontos para quem é sócio do sindicato. Mas sobre como utilizam esse dinheiro eles não falam nada! Os sócios querem saber: Para onde vai nosso dinheiro!?

Empresas proibem trabalhadores de comer

Ago/2016

Na Perto, na TDK e em outras empresas metalúrgicas de Gravataí não há intervalo para lanche e é proibido comida no setor, o que obriga os trabalhadores a se esconder para comer, ou para tomar um café que é necessário para aguentar a jornada de trabalho, muitas vezes repetitiva e monótona, o que leva a ter muito sono. Sabemos que esse não é um caso isolado, acontece em varias fábricas de Gravataí.

Em vista de não perder nem um minuto da jornada de trabalho, os patrões não dão nem cinco minutos de intervalo para o café. Os trabalhadores são obrigados a tomar seu café no meio das máquinas, sem parar de trabalhar, ou em lugares insalubres, pois para o patrão cada minuto parado é dinheiro que ele deixa de lucrar. Mas e como fica a saúde dos trabalhadores?

Patrão caloteiro + Direção pelega do sindicato = Prejuízo aos trabalhadores.

Ago/2016

A justiça decretou a falência da SM Metalúrgica e da Sudmetal Indústria metalúrgica (ambas do grupo Sudmetal).
Cabe lembrar que essas empresas deram sumiço nos seus bens como, máquinas, equipamentos e ferramentas no sentido de consolidar o calote aos trabalhadores e, em nenhum momento, os pelegos que estão no sindicato se manifestaram denunciando essas falcatruas aos órgãos competentes, nem fizeram um enfrentamento mais direto junto com os trabalhadores.
Quem fez tais denuncias ao MP, à Justiça Cível e ao MPT foram os trabalhadores organizados na Oposição, juntamente com os demais trabalhadores.
Informamos que há um processo de ação coletiva em andamento, aberto pelo MPT contra o grupo Sudmetal, e isso é fruto das nossas denúncias.
Acompanhe o processo pelo site do TRT pelo número 0020148-85.2014.5.04.0234

Dana reduz salários e PPR com o aval dos pelegos que estão no sindicato.

Ago/2016

Depois de demitir em massa no começo do ano, a DANA novamente impõe o PPE aos trabalhadores e, agora, com um corte nos salários ainda maior chegando a 25%, o que também reflete no 13° salário, nas férias e no FGTS. E se isso não bastasse, ainda mexeram no PPR, que foi pago valor em torno de R$ 1 mil a menos que no ano passado.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

GM: Metas do PPR 2016

METAS DO PPR GM - SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
80% (de 35 a 37 mil veículos): R$ 11.280
100% (42 mil veículos): R$ 14.100
120% (44 mil veículos): R$ 16.920

METAS DO PPR GM - GRAVATAÍ
80% - 190 mil veículos
100% - 225 mil veículos
120% - 244 mil veículos

As metas em Gravataí são bem maiores, mais de 5x a meta em São José e o valor do PPR é bem menor.
Não precisamos dizer mais nada sobre a atual direção do sindicato não é mesmo?

Grande "negociação" do Quebra-Mola, Edson e outros pelegos hein!

O Quebra-Mola e o Edson estão no sindicato como funcionários da GM.
Alguém na GM já trabalhou com eles?
Pelas negociações que fazem, só se trabalharam no RH.

A culpa de ser estuprada ou violentada é da mulher?

Maio/2016

A culpa de ser estuprada ou violentada é da mulher?


Uma menina de 16 anos foi estuprada por mais de 30 homens no Rio de Janeiro. Logo que a notícia saiu na internet, muita gente ficou indignada e aterrorizada com a situação. Mas depois, já começaram a circular informações de que a jovem era drogada, "andava com traficantes", tinha postado fotos segurando armas e de que havia consentido em transar com os mais de 30 homens. A garota quis ser estrupada? Os homens só praticaram este ato de violência por que estavam bêbados e drogados?

A cada 11 minutos acontece um ESTUPRO no Brasil!

A grande maioria das vítimas, cerca de 89%, são mulheres. Nós mulheres somos estrupadas quando estamos nas escolas, quando estamos em igrejas, em nossas próprias casas, em estações de metrô, em paradas de ônibus ou mesmo na rua, em um dia comum indo ou voltando do trabalho. As mulheres que foram e são violentadas estavam simplesmente tocando suas vidas, não demonstravam estar "se oferecendo" ou "querendo dar" para os homens: estavam trabalhando, estudando, indo pegar o metrô ou andando na rua.
Pra piorar, a grande maioria de nós, meninas e mulheres, somos estupradas por pessoas de “confiança”: 70% dos estupros são cometidos por parentes, namorados, amigos ou conhecidos da vítima, ou seja, no espaço doméstico!
O ESTUPRO é uma das violências mais graves, mas faz parte da cultura brasileira que é machista. Um homem que faz isso não é doente, não é louco, não fez isso só por que estava bêbado ou drogado. O homem pôde fazer isso porque é culturalmente ensinado a ser o “machão” e que pode fazer das mulheres um objeto seu. Vivemos em uma sociedade em que as mulheres são consideradas apenas objetos de satisfação sexual e reprodutoras dos herdeiros nas famílias. As mulheres são “gostosas”, "dão no couro", precisam casar e ter filhos.
Então dizer que a culpa por ser estuprada é da própria mulher que sofreu essa violência é uma forma de dizer SIM para esta cultura MACHISTA em que os homens são autorizados a fazer o que quiserem com o nosso corpo.

Mulheres trabalham mais e recebem menos

Sabemos que mesmo em uma casa em que os dois trabalhem fora, as tarefas da casa sobram geralmente pra gente, e acabam ficando invisíveis, como se não tivéssemos feito nada, ou nada mais que a nossa obrigação. O cuidado com os filhos, e muitas vezes os idosos ou doentes, também acabam com nós mulheres - filhos que, depois, vamos entregar para também serem explorados pelo patrão. Além de fazermos o trabalho doméstico sem cobrar nada, quando vamos trabalhar fora frequentemente recebemos menos que os homens na mesma função. E ainda sobra mais trabalho pra nós, como a limpeza do local de trabalho.
Na rua, no ônibus, no mercado, já é cotidiano para as mulheres escutar piadinhas, cantadas, ser olhada de cima à baixo como um pedaço de carne. Os homens se acham no direito de falar, passar a mão, forçar beijos e amassos, bater, e alguns casos até matar. Será natural? Nós mulheres sempre aceitamos isso?

Lugar de mulher é na luta!


Muitas mulheres trabalhadoras já fizeram muita luta para conquistar os direitos que temos hoje. Condições de trabalho, respeito, salário, auxílio-maternidade, creche... Não vamos abrir mão dessas conquistas! Nós, mulheres da classe trabalhadora, temos que nos unir e nos organizar para seguir a luta contra toda a forma de exploração e a opressão que sofremos!

Queremos que esta luta seja de nossos companheiros homens também, porque nossa luta não deve ser contra eles, mas contra o machismo que oprime a todos nós em casa, na rua, na escola, na fábrica!

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Ações que o Capital não tem o que temer, só a comemorar: Michel Temer/PMDB aprofunda as ações dos outros governos contra a classe trabalhadora

A hora é de fortalecer a luta em cada local de trabalho, moradia e estudo contra o ataque do governo aos nossos direitos.

O presidente interino Michel Temer, do PMDB, oficializou seu pacote contra a classe trabalhadora: diminuição das verbas públicas para saúde, educação, pois é isso que significa a proposta do governo de enviar ao Congresso Nacional proposta de emenda constitucional para limitar os gastos públicos.

Para tentar esconder o que de fato pretendem com a Reforma da Previdência, o governo diz que tenta construir um “grande consenso” junto a discussão com as centrais sindicais, as mesmas centrais sindicais que já pactuaram com os patrões e governos o ataque ao salários e direitos dos trabalhadores.

Força Sindical, UGT, Nova Central entre outras já discutiam com Temer antes do afastamento de Dilma e a CUT que diz não reconhecer o governo Temer, já se movimenta para discutir a reforma através do Fórum das centrais sindicais, onde estão reunidas as mesmas centrais que já estão sentadas com o governo interino

O governo vai proteger o Capital, não punindo os grandes sonegadores que deram calote em mais de R$88 bilhões na Previdência, ou seja, valor maior do que rombo , o que escancara que não são as aposentadorias, os direitos básicos garantidos aos trabalhadores na Previdência, os responsáveis pelo rombo, mas sim o calote das grandes empresas.

A proposta desse governo é a mesma de governos anteriores, atacar direitos dos trabalhadores: aumentar a idade para aposentadoria de todos os trabalhadores, igualar a idade entre homens e mulheres, ignorando que às trabalhadoras além dos salários menores, o serviço doméstico continua sendo uma imposição. Além disso, a proposta é desvincular o reajuste das aposentadorias ao reajuste do salário mínimo, ou seja o que já é pouco, o governo pretende diminuir ainda mais.

Também vão ampliar e aprofundar as privatizações, tentando a todo custo transformar o público em mercadoria lucrativa para o Capital. Exemplos disso nas falas de seus ministros, como fez Mendonça Filho, ministro da educação, propondo a cobrança de mensalidade nas universidades públicas.

O Ministério do governo interino de Temer escancara o movimento da burguesia de retirar um governo que lhe serviu bem durante mais de uma década, mas que agora já não lhe é mais útil: o governo do Partido que deixou de ser dos Trabalhadores, tanto nos mandatos de Lula, como no mandato de Dilma garantiu ao Capital, as políticas anticíclicas para que o mesmo se recuperasse de suas crises: diminuição e isenção de impostos, farta ajuda do BNDES, politicas através dos PAC’s que garantiram fartos lucros para o ramo da construção civil, nas grandes obras da Petrobrás, nas hidrelétricas, no “Minha casa, minha vida” ou “No minha casa melhor”, onde as grandes multinacionais da linha Branca, como a Mabe, que depois de muito lucrar com a venda de eletrodomésticos financiados pelo governo, inventou uma falência para tentar dar calote nos direitos dos trabalhadores.

O governo do PT foi além: submeteu organizações que ainda hoje possuem a representação formal de grande parcela dos trabalhadores, o que significou a contenção e a fragmentação das lutas e facilitou dessa forma que as centrais sindicais pelegas seguissem com seus pactos com os patrões o que para a classe trabalhadora significou a diminuição de salários e direitos.

Agora o governo de Temer tenta colocar em prática as propostas já apresentadas pelo PT e pelas Centrais sindicais, só que de outra forma. O tal Acordo Coletivo Especial (ACE) defendido pelas centrais junto ao governo do PT tinha por objetivo fazer com que o negociado prevalecesse sobre o legislado, ou seja, acordos de redução de direitos entre patrões e sindicatos com direções pelegas seriam permitidos por essa proposta, com a garantia absurda de impedir que os trabalhadores entrassem com ações judiciais contra a retirada de direitos.

A proposta que o governo interino do PMDB tenta impor com o apoio de todas as Federações das Indústrias, ou seja, aqueles que demitiram em massa, que estão arrochando os salários dos trabalhadores é impor uma reforma trabalhista que libere que o negociado se sobreponha ao legislado, ou seja, só muda a forma e o ritmo que agora se acelera de tentar enfiar goela abaixo dos trabalhadores, a redução de direitos.

O pato que enfeitou a Avenida Paulista nas passeatas apoiadas pela burguesia, agora mostra a que veio: fazer com que mais uma vez quem pague sua conta seja quem não a provocou, ou seja,os trabalhadores.

Esse governo que tenta se mostrar como o novo, é mais do mesmo, pois nada mais é do que a junção dos partidos representantes da burguesia e também cravado em corrupção, que tenta acelerar a retirada de direitos e piorar ainda mais as condições de vida e trabalho do conjunto de nossa classe.

Para além das fronteiras do País, o movimento da classe trabalhadora aumenta: Na França e na Bélgica greves e passeatas se espalham. Aumentam as lutas contra os pacotes de austeridade dos governos que também tentam uma reforma trabalhista com o objetivo de aumentar a jornada, reduzir salários e direitos e piorar das condições de vida e trabalho.

Lá e aqui o caminho é um só: ampliar e enraizar a luta em cada local de trabalho, moradia e estudo contra os ataques dos patrões e seus governos, a hora é de avançar contra os ataques a direitos que foram duramente garantidos através de muita luta de nossa classe.
E isso se faz não defendendo o governo anterior, ou acreditando que novas eleições num sistema eleitoral organizado para manter tudo como está vai resolver os problemas dos trabalhadores. A luta se faz nos locais onde a exploração, a opressão e piora das condições de vida e trabalho são vividas, é hora de ampliar as greves, as ocupações de fábricas e escolas e não por decreto, mas enraizando a luta pela base, construir a necessária greve geral.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Acordos da GM com pelegos no sindicato: Aumenta a produção por trabahador e diminui o PPR.

24/05/2016

Obs: 1: É um número aproximado de trabalhadores, já que não temos acesso ao número exato. 2: Carros produzidos por trabalhador é a divisão da meta de produção pela quantidade de trabalhadores. A conta de 2015 foi feito com o número de carros produzidos (242 mil). 3: Para este ano a direção do sindicato anda dizendo que vai negociar uma meta de 235.000 carros.


O que podemos ver na tabela é que mesmo com uma diminuição na produção nos últimos 2 anos houve um aumento, enorme, da margem de lucro da GM, às custas de demissão em massa e aumento do ritmo de trabalho.
Ou seja, na GM estamos TRABALHANDO MAIS e RECEBENDO MENOS! E a empresa lucrando muito, muito mais por cada trabalhador.

O QUE PODEMOS CONCLUIR A PARTIR DESTAS INFORMAÇÕES
1. Podemos ver pela tabela que, ao contrário do que os pelegos que estão no sindicato falam, não é só em São Paulo que tem demissão em massa, aqui em Gravataí também tem.
2. A cada ano que passa os pelegos que estão na direção do sindicato reivindicam PPR menor e fecham acordo com um valor menor ainda, mesmo que a gente esteja produzindo mais. Este ano foi o auge da pelegagem, estão começando a negociação a partir do valor pago no calote do ano passado, em que a GM pagou R$ 10.700 de abono + PPR.
3. Os pelegos fazem negociações que beneficiam os patrões, visando o aumento dos lucros. Nunca reivindicaram PPR sem metas, e nem questionam o aumento da margem de lucro e as demissões em massa.
4. Se em 2013 cada trabalhador produzia aproximadamente 83 carros por ano, sem receber nem sequer o valor de 1 carro por ano. Em 2015 cada trabalhador produziu 101 carros. Porém o que não aparece na tabela é que houve 3 férias coletivas e 1 lay off no fim do ano. Ou seja esses carros foram produzidos em um tempo muito menor do que 1 ano de trabalho.
5. Para este ano, pelas demissões em massa que já aconteceram, e de acordo com a pauta de reivindicações da direção do sindicato, teria um aumento de quase 50% de produção por trabalhador. Isso sem contar que o que tem acontecido é, na hora de fechar o acordo, aumenta a meta de produção e diminui o valor do PPR. Ou seja, pode ser maior ainda a quantidade de carros produzidos por cada trabalhador.


O objetivo dos patrões é explorar ao máximo, fazer a gente trabalhar cada vez mais para receber cada vez menos.
O papel do sindicato deve ser lutar pelos interesses dos trabalhadores e não do patrão. Ser transparente, não esconder que há demissão em massa já há 2 anos, não aceitar passivamente tudo que a empresa faz, mostrar que ao contrário do que o patrão diz, os lucros estão aumentando.
Quebra-Peão, Edson e outros diretores tem que parar de repetir o discurso dos gerentes e líderes da GM de que em nome da crise temos que trabalhar mais, receber menos e aceitar as demissões sem fazer nada. Pra que puxar o saco do patrão!?

Vocês já perceberam que toda vez que vai ter assembléia pra fechar acordo não temos opção de rejeitar a proposta por uma outra proposta melhor? Os pelegos sempre falam que ou aceitamos a proposta da empresa ou temos que aceitar menos ainda. Geralmente votam a proposta da empresa, contra a proposta anterior feita também pela empresa. E geralmente os líderes nos "orientam" a votar a favor do que o sindicato vai propor na assembléia. Ou fazem a votação dizendo que temos que aceitar ou então é demissão, e como não negociam nenhum tipo de estabilidade, depois vem demissão do mesmo jeito, está aí o 3º turno pra provar!


Por isso que o sindicato deve voltar para as mãos dos trabalhadores para lutar por mais direitos e melhores condições de trabalho!

quinta-feira, 19 de maio de 2016

quarta-feira, 18 de maio de 2016

GM: PPR 2016, mais enrolação da empresa e pelegos

18/05/2016



Acompanhem o histórico das negociações da direção atual do sindicato.

Ano
Valor reivindicado
Valor acordado
2013
15.355,00
9.650,00
2014
13.000,00
10.000,00
2015
11.700,00
8.337,30
2016
10.700,00
???

Antigamente vinham com aquele discurso de cobrar da GM o mesmo salário pago em SP, sendo que na planta de Gravataí produzimos mais do que as 2 plantas de SP juntas.
A GM pode pagar muito mais de PPR já que cortou metade dos "custos com folha de pagamento". A empresa e os pelegos no sindicato utilizam a crise como desculpa pra demitir em massa, pra aumentar a progressão salarial pra 10 anos e demitir quem está no teto, pra cortar postos de trabalho e fazer nós trabalharmos por 2 ou 3.
Agora os pelegos nem falam mais em equiparação salarial com as plantas de SP, mesmo sabendo que as diferenças no salário e PPR ainda são gigantescas hoje em dia.
Qual a desculpa deles pra isso? A "Crise"? Lá em SP não tem a crise, é por isso que pagam mais?
Os pelegos que estão na direção do sindicato pensam que nós trabalhadores somos idiotas e não percebemos o que eles fazem???

sábado, 30 de abril de 2016

GM mais uma vez engana e demite em massa os trabalhadores

Sindicato mais uma vez ajuda a fazer os acordos pra empresa demitir e lucrar mais.

Todos os colegas lembram no fim do ano passado quando surgiram os boatos de que teria lay-off?
A GM, através dos líderes, reuniu os operadores e disseram que se aceitássemos o lay-off não seria preciso haver demissões, pois se a produção ainda estivesse em baixa esse ano, os outros turnos entrariam em lay-off.
Desde o ano passado a empresa está demitindo em massa, e nos últimos meses tem demitido colegas do 1º e 2º turno e puxando colegas do 3º turno. Assim ficou na cara que a intenção da empresa era demitir o 3º turno.
Mais uma vez a GM mostra o verdadeiro caráter dos patrões, está demitindo os nossos colegas covardemente por correspondência.

Todo mundo percebeu qual era a jogada da GM. A direção do Sindicato fingiu mais uma vez que não viu pra não fazer nada e agora está agindo da mesma forma que fez com o calote do nosso PPR: vai esperar a GM fazer o que quiser com os trabalhadores pra depois dizer que não concorda!!

O QUE ESTÁ SENDO ESCONDIDO DE NÓS, TRABALHADORES DO CIAG?
Por que a GM está tão empenhada em demitir os trabalhadores que estão no teto, ou que estão quase no teto?
Vocês lembram que o prazo pra chegar no teto antes era de 2 anos, depois os pelegos assinaram um acordo com a GM pra aumentar pra 5 anos, e finalmente em 2014 fizeram um acordo aumentando pra 10 anos, ou seja, um teto de faz-de-conta, que os trabalhadores jamais irão chegar, pois todo mundo sabe que a grande maioria não fica nem 4 anos na empresa.
O sindicato disse para aceitarmos porque não faria diferença pra nós, só faria diferença pra quem ia ser contratado... Mentira! É por causa desse acordo que a empresa quer demitir quem já chegou no teto ou está perto.
E isso é o que a Força Sindical faz de melhor, fazer acordos pra retirar direitos dos trabalhadores e beneficiar os patrões!

ALGUÉM POR ACASO VIU O ACORDO DO LAY-OFF ASSINADO PELA DIREÇÃO DO SINDICATO?
Essas demissões já estavam planejadas desde antes de começar o lay-off.
Se vocês procurarem na internet vão ver que normalmente os sindicatos negociam uma multa para caso o trabalhador seja demitido durante o lay-off ou até 3 meses depois. Está na lei do lay-off que essa multa deve ser acordada com o Sindicato.
Pois os pelegos não negociaram nenhuma multa em caso de demissão. A empresa só é obrigada a pagar o mínimo por lei que é 1 salário nominal. Qualquer sindicato que seja do lado dos trabalhadores teria negociado que a multa seria de pelo menos 5 salários!! E lutaria contra as demissões em massa.

Esses pelegos que estão no sindicato sempre fazem acordos retirando os nossos direitos e ameaçam que se não aceitarmos vai ter demissão. A empresa demite do mesmo jeito e eles não fazem nada.
Nunca colocaram num Acordo Coletivo nada que impeça demissão, apenas coisas que prejudicam o peão!

CHEGA DAS EMPRESAS FAZEREM O QUE QUISER COM A GENTE!!

CHEGA DESSES PELEGOS NO SINDICATO QUE SÓ FAZEM O QUE BENEFICIA O PATRÃO, FAZ ACORDOS PELAS NOSSAS COSTAS E ESCONDE DA GENTE!!

POR UM SINDICATO QUE SEJA DO PEÃO, E NÃO DO PATRÃO!
Oposição Metalúrgica de Gravataí

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Em reconhecimento aos trabalhadores que fazem o carro mais vendido e mais lucrativo, GM/Sistemistas demitem em massa. E sindicato finge que não vê.

12/04/2016
Todos os dias tem tido cada vez mais demissões no Complexo Automotivo. No dia-a-dia a gente escuta os colegas dizerem que “se o colega foi demitido é porque fez algo de errado”, mas nos momentos de crise é que os patrões/empresas mostram sua verdadeira cara: demitem em massa, fazem a gente trabalhar por 3 aumentando os lesionamentos, reduzem os custos e assim aumentam os lucros e demitem em massa novamente!
Não importa se você nunca faltou e nunca chegava atrasado. Não importa se fazia o trabalho com atenção e qualidade. Não importa se era um bom funcionário, o que realmente importa pra empresa é o lucro! As pessoas são como máquinas que se usa até “estragar” e depois jogam fora, com a diferença que não pagam o que deveríamos receber!

E os pelegos da direção do sindicato, fingem que não estão vendo nada disso. Desde 2014 tem demissão em massa e os pelegos sabem, pois as demissões são homologadas pelo sindicato!
Vocês lembram que em 2014 o sindicato fez um acordo pra aumentar o prazo pra chegar no teto pra 10 anos? E disseram em assembléia que não ia fazer nenhuma diferença pra quem já estava trabalhando, só pra quem ia entrar.
MENTIRA! É por causa desse acordo que estão mandando só quem já chegou no teto e quem está perto de chegar no teto, para contratar novatos que nunca chegarão no teto, afinal de contas quantos ficam 10 anos na GM??

A empresa só pensar no lucro é de se esperar, e temos que lutar contra isso!
Mas é absurdo um sindicato que negocia para retirar direitos dos trabalhadores, não é esse o papel de um sindicato! Mas esse é o papel da Força Patronal, quer dizer, Força Sindical.

Entre em contato com a Oposição Metalúrgica!
Vamos formar uma direção do sindicato com trabalhadores do chão de fábrica, que não fique do lado do patrão!

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