sexta-feira, 21 de abril de 2017

GM e Força Sindical fazem acordo para diminuir salários e PPR e retirar direitos

SALÁRIOS
A GM deu mais um golpe nos trabalhadores com a ajuda dos pelegos que estão na direção do sindicato.
Esse ano além de não ter aumento no salário vai ter uma diminuição. Pois não vão repor nem a inflação dos últimos 12 meses, e com isso vão ser 2 anos de salário diminuindo, já que o último reajuste foi em 2016 e o próximo será só em 2018.
Só com a inflação dos últimos meses vamos perder aproximadamente R$ 96 por mês. Sem contar o que vamos perder até o ano que vem. Ou seja, vamos deixar de receber um total R$ 1.152 (R$ 96 x 12 meses) esse ano, que seria nosso direito para repor a inflação, pois os preços do mercado não ficam congelados por 1 ano!

PPR E ABONO
A direção do sindicato concordou com a retirada do abono, que em 2016 foi de R$ 3.782,45.
Quebra-Mola e Edson estão escondendo esse roubo dos nossos bolsos dizendo que vai aumentar muito o dinheiro que vamos pegar. Isso é uma MENTIRA! Pois com a retirada do abono, vamos receber quase a mesma coisa que recebemos ano passado com um PPR de R$ 7.217,55.
E em 2019 não vamos receber nada de abono.
O total que vamos receber foi calculado somando PPR + Abono - Perda salarial da inflação.

E isso sem contar a inflação daqui até o ano que vem! Ou seja, a perda salarial será maior ainda do que está na tabela.

RETIRADA DE DIREITOS
- Retirada da progressão salarial a cada 6 meses. Vai ser a cada 11 meses.
- Reposição da inflação: não vamos receber nem o reajuste da inflação que teve nos últimos 12 meses e vamos ficar mais um ano sem receber reajuste no salário.
- Retirada do abono: esse ano o abono deveria ser de mais de R$ 4.000,00

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Por apoio à Odebrecht em greve, Paulinho da Força pegou R$ 1 milhão

Delatores apontaram que líder da Força Sindical e presidente do Solidariedade recebeu o valor em duas parcelas

De Estadão

















Paulinho da Força. Foto: Nilton Fukuda/Estadão.

     O ministro do STF Edson Fachin determinou a abertura de inquérito contra o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, por ter recebido R$ 1 milhão em recursos não contabilizados da Odebrecht nas eleições de 2014. O líder da Força Sindical, que tinha o codinome ‘Forte’ na planilha da propina da empreiteira, teria recebido o pagamento por apoio à Odebrecht em função da greve ocorrida na Embraport, em Santos, e da invasão à sede do grupo empresarial em 2013.
     Os delatores Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis, ex-presidente da Odebrecht Ambiental, e Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho, apontado como o líder do Departamento da Propina da empreiteira, identificaram o repasse de R$ 1 milhão, feito em duas parcelas, pelo setor de Operações Estruturadas do Grupo.
     Em 2013, estivadores e operários portuários fizeram uma série de protestos contra a MP dos Portos, que pretendia ampliar investimentos e modernizar o setor no País. Na época, a Empresa Brasileira de Terminais Portuário (Embraport), que pertence à Odebrecht TransPort, foi um dos alvos dos trabalhadores, que chegaram a invadir um navio chinês que estava atracado no terminal em Santos (SP).
     Para a Procuradoria-Geral da República, há indícios de que os recursos foram proveniente de propina e por isso há a suspeita de corrupção passiva por parte do deputado e presidente nacional do Solidariedade.

Fonte: Estadão.com.br

terça-feira, 11 de abril de 2017

GM fatura 9,2 bilhões de reais e quer pagar mixaria de salário e PPR


Os líderes tão vindo de novo com o papo furado de “crise”no setor automobilístico, só que eles esquecem de dizer que o CIAG é a mina de ouro da GM e Sistemistas!
Em 2016 a Chevrolet foi a marca mais vendida do Brasil de novo. Também foi a que mais faturou: 17,4 bilhões de reais em vendas. Só a venda de ônix e prisma deu 9,2 bilhões de reais. Em nenhum outro lugar do Brasil os trabalhadores ganham tão pouco pra produzir tanto carro e a GM não quer nem pagar a inflação dos próximos 3 anos, e quer mudar a progressão salarial de cada 6 meses, para cada 11 meses! Absurdo!

Como podemos ver na tabela, é verdade que a produção e venda de carros diminuiu. Mas o que a empresa e a direção do sindicato ESCONDEM DA GENTE é que não existe essa crise do setor automobilístico, pois para compensar a diminuição das vendas, a GM e Sistemistas tiram o nosso couro, fazendo cada um de nós produzir quase o dobro de carros e mais do dobro de valor que produzíamos em 2013 e ainda paga os salários e PPR mais baixos.
Em 2013 cada trabalhador produziu quase 3 milhões de reais. Em 2016 cada trabalhador produziu quase 6 milhões de reais. Mas mesmo produzindo mais que o dobro de valor, o salário e o PPR não aumentaram, pelo contrário diminuiu!!! Como isso é possível!!??



Pelegos ajudam GM e Sistemistas a esconder a verdade!



A GM fez um milagre, vender menos carros e aumentar os lucros. Pra isso conta com os pelegos que estão na direção do sindicato, que tão sempre com aquele papinho de crise, que só serve pra ajudar a GM a aumentar seus lucros, enquanto nós ganhamos menos ou ainda perdemos o emprego. Todo ano é a mesma coisa, a GM ameaça tirar direitos, a direção do sindicato aceita a retirada de alguns e diz que foi uma grande conquista!!
Quem não se lembra que o Quebra-Mola e o Edson disseram que se aceitássemos o lay off não teria demissão do 3º turno porque depois o 2º turno ou o 1º iam sair de lay off? Quem não se lembra que eles disseram que se aceitássemos aumentar o tempo pra chegar no teto de 5 anos para 10 anos não teria demissões? E o que aconteceu?? Demissão em massa!



Como mudar essa situação?

Em São José dos Campos o PPR do ano passado foi de R$ 16.459,00 para produzir 53.000 veículos. Em Gravataí foi de R$ 10.700 para produzir 235.000 veículos.
O salário de operador de produção mais alto da GM daqui, é menor do que o salário inicial de um trabalhador de montadora na região de Campinas. Sem contar que o que um trabalhador recebe somente de salário é mais do que recebemos somando o salário no teto e o PPR!
Não existe conquista sem luta. A Oposição Metalúrgica é formada por trabalhadores que estão no chão de fábrica e querem mudar essa situação. Vamos nos juntar na Oposição e lutar contra os patrões. Pra isso o sindicato não pode estar a favor do patrão. O sindicato deve ser dos trabalhadores, para dizer as verdades que os patrões querem esconder e ser uma ferramenta de luta. Entre em contato com a Oposição!

Força Sindical faz acordo que retira direitos dos trabalhadores da GM de São Caetano

25/02/2017

"Ficou acertado que em 2018 não haverá reajuste pelo índice da inflação, mas será pago um abono de R$ 4 mil, que não será incorporado aos salários. Para este ano já estava acertado 70% de repasse da inflação e abono de R$ 3 mil.
Novos contratados terão direito a estabilidade de emprego apenas por um ano caso adquiram doenças profissionais. (...)
O porcentual de adicional noturno, atualmente de 30%, será reduzido gradualmente até 2020, quando passará a ser de 20%. Para novos funcionários, já valerá o índice menor.  (...)
Outro acerto foi em relação ao pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), estabelecido em R$ 12 mil para este ano caso seja atingida 100% da meta de produção, ainda a ser definida. “A proposta foi aprovada quase por unanimidade”, informou Nunes. (...)
O sindicalista disse que a montadora não deu detalhes sobre o novo investimento, mas informou que a fábrica passará por ampla reforma. “Será uma nova fábrica dentro da atual para receber a nova linha de produtos.” Hoje, a planta produz os modelos Cobalt, Spin, Montana e uma versão do Ônix, automóvel mais vendido no mercado.
A fábrica de São Caetano emprega cerca de 9 mil trabalhadores, mas o acordo vale apenas para os cerca de 6 mil operários da produção."

(Fonte: Trechos copiados do jornal O Estado de São Paulo: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,apos-acordo-que-reduz-direitos-gm-garante-investimento-no-abc,70001679265 )

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Firmes na greve contra o ataque aos direitos dos municipários de Cachoeirinha

Abril/ 2017 A Oposição Metalúrgica de Gravataí (OSM) está junto nesta luta, que é do conjunto da nossa classe trabalhadora. O corte de direitos e o arrocho dos salários é uma realidade de professores, funcionários da Saúde, metalúrgicos e tantas outras categorias. Os patrões nos atacam como classe, e somente juntos teremos forças para derrotá-los!

Todo apoio à greve dos trabalhadores municipários de Cachoeirinha!


Abaixo à repressão do governo Miki Breier!




A seguir, divulgamos nota da Intersindical em solidariedade à greve dos municipários. A Oposição Metalúrgica assina embaixo!

Desde o dia 6 de março os municipários de Cachoeirinha/RS estão em greve contra o pacotaço de retirada de direitos imposto pelo atual prefeito Miki Breier/PSB.
O Estado e seus governos, representando o interesse dos patrões, vêm atacando os direitos dos trabalhadores com o objetivo de aumentar ainda mais os fundos públicos destinados às empresas privadas para ampliar os lucros dos capitalistas.
Redução e parcelamento de salários, redução do vale-alimentação, destruição dos planos de carreira e da Previdência, e piorando os serviços públicos básicos como educação e saúde públicas são algumas das medidas adotadas pelos governos.
Assim é o pacotaço de Miki, a exemplo do pacotaço de Sartori/PMDB governador do estado que estão juntos com o governo Temer/PMDB que tenta impor um ataque ao conjunto da classe trabalhadora com o desmonte da Previdência, o fim dos direitos trabalhistas e a liberação geral da terceirização.
Contra esses ataques os municipários organizados com o Sindicato foram à luta, para manter os direitos, estão firmes na GREVE.
O braço armado do Estado para tentar impedir a continuidade da luta investe contra os trabalhadores: a Brigada Militar atacou os servidores municipais a mando do prefeito Miki e do presidente da Câmara dos Vereadores Marco Barbosa/PSB. Com o apoio da mídia, o governo Miki vem tentando criminalizar o movimento grevista, chamando de "diálogo" o que ocorreu no último 30 de março, quando o braço armado do Estado feriu dezenas de trabalhadores com spray de pimenta, gás lacrimogêneo, bombas, cães e balas de borracha à queima-roupa, repetindo a operação policial do dia 24 de fevereiro, data da aprovação do pacote.
A força dos mais de 30 dias da greve dos municipários de Cachoeirinha é a resposta a tentativa do governo de acabar com a luta que segue em defesa dos direitos e a Intersindical –Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora está junto nessa luta que é do conjunto de nossa classe.

POR NENHUM DIREITO A MENOS E AVANÇAR RUMO A NOVAS CONQUISTAS, SEGUIMOS FIRMES!

quarta-feira, 8 de março de 2017

Os patrões e os governos atacam a classe trabalhadora, aumentando a exploração e a opressão contra as mulheres trabalhadoras

Os patrões e os governos avançam contra direitos da classe trabalhadora, e no Brasil não é diferente. O governo Temer/PMDB acelera os ataques aos nossos direitos e as mulheres trabalhadoras serão mais atacadas. Se a proposta do governo passar, os direitos garantidos nas leis trabalhistas e nos Acordos Coletivos vão acabar.

Veja alguns exemplos de direitos que irão para o ralo pela proposta dos patrões e dos governos:

- A contratação temporária poderá ser de 1 ANO, o que significa receber menos e não ter nenhum direito garantido: por exemplo, se a trabalhadora engravidar e estiver em contrato temporário, não terá direito à estabilidade de gestante. Se uma trabalhadora/o sofrer acidente e for afastada/o, quando retornar poderá ser demitida/o. Não terá direito a 13º, férias, NADA.

- A idade de homens e mulheres para aposentadoria será igualada: nós mulheres NÃO TEMOS as mesmas condições de conseguir um emprego e permanecer no emprego que os homens. Nós ficamos muito mais tempo procurando emprego, por haver menos vagas para mulheres, e muitas de nós se obrigam a fazer bicos ou trabalhar sem carteira assinada (trabalhar como diaristas, babás etc.). Além disso, também somos obrigadas a nos afastarmos do emprego para cuidar dos filhos pequenos ou dos idosos e doentes, pois para a sociedade machista isto é tarefa das mulheres. Além da dupla jornada por causa do trabalho doméstico. Por isso existe a diferença de idade para mulheres, para nós não é um privilégio, mas um reconhecimento de que as condições para trabalhar são muito piores.


A Oposição está junto com a Intersindical na defesa dos direitos das mulheres

O PAPEL DO SINDICATO É DEFENDER OS TRABALHADORES E NÃO OS PATRÕES. Em outros lugares onde o sindicato pertence a Intersindical conseguimos muitos avanços pros trabalhadores, melhores salários, eliminação do trabalho aos sábados, estabilidade de emprego para lesionados por doenças do trabalho, além de muitas conquistas para nós mulheres.
Em Campinas, Santos e região no Estado de São Paulo, as trabalhadoras metalúrgicas tem direito a 180 dias (6 meses) de Licença Maternidade, podendo solicitar mais 16 dias de licença remunerada após esse período, e quando retornam ao trabalho tem garantido mais 10 meses de estabilidade, além de 2 horas por dia pra amamentação durante 6 meses.
Aqui em Gravataí a realidade é bem diferente, a atual diretoria do sindicato, que pertence à Força Sindical, já demonstrou que só tem compromisso com as empresas, e é por isso que os acordos coletivos de Gravataí não garantem nada mais do que o que já está na CLT, além disso, a Força Sindical está apoiando as propostas de retirada de direitos feitas pelo governo Temer.

Queremos mudar essa realidade

Nós mulheres trabalhadoras não somos inferiores, trabalhamos com dignidade e por isso merecemos respeito. Exigimos melhores condições de trabalho e melhores salários para todos os trabalhadores, tanto homens quanto mulheres, queremos acabar com o machismo e seus privilégios! E para que isso aconteça temos que lutar juntos contra a retirada dos nossos direitos e por novas conquistas.
Venha construir a Oposição Metalúrgica! Juntos teremos mais força para lutar!

Não nos bastam presentes e elogios no dia 8 de março, queremos respeito e salário digno o ano todo!



Nós trabalhadores enfrentamos cotidianamente muitos problemas em nossos locais de trabalho. Mas existem mais dificuldades para as mulheres trabalhadoras, os salários são menores para as mesmas funções, as cobranças e a pressão são maiores e ainda tem o assédio sexual.
Para os patrões exploração e discriminação de nós mulheres são uma combinação perfeita para aumentar os lucros, pois o problema não é apenas o tratamento desigual para homens e mulheres, mas reconhecer que as condições de trabalho são muito desiguais, pois nós além de trabalharmos tanto quanto ou mais que os homens, ainda temos outra jornada de trabalho quando chegamos em casa: o trabalho doméstico.
Mas como isso pode ser bom para os patrões aumentarem a exploração? Como as mulheres fazem o trabalho doméstico (limpar, lavar, passar, cozinhar, cuidar da família) de graça, isso permite aos patrões pagar um salário menor tanto para os homens como para as mulheres, já que eles não precisarão pagar alguém para fazer este trabalho doméstico. Além disso, é comum as tarefas de limpeza da fábrica também sobrarem para as mulheres!

Discriminação e diferença salarial entre homens e mulheres

Quase todas as empresas falam em seus códigos de ética que não podem fazer discriminação de gênero (entre homens e mulheres) e é garantido por lei que as mulheres tenham os mesmos direitos que homens. Mas nós sabemos que a realidade é bem diferente. Existe uma grande diferença de salário entre homens e mulheres, segundo o IBGE, no Brasil as mulheres recebem 30% A MENOS que os homens. A pesquisa também revela que as MULHERES TRABALHAM MAIS HORAS que os homens nos setores que pagam os salários mais baixos. 
Na maioria das empresas de Gravataí não existe plano de carreira para os trabalhadores, e nas poucas empresas que tem quase não contratam mulheres, mesmo as mulheres com maior escolaridade que os homens. Na fábrica somos tratadas como inferiores pelos chefes, na maioria das vezes quando querem falar sobre algum problema na produção, que diz respeito ao nosso posto de trabalho, procuram o homem mais próximo e evitam falar sobre assuntos mais importantes com as mulheres, como se não tivéssemos responsabilidade e condições de compreender.


Sofremos a violência machista em casa, na rua e no trabalho

São inúmeros os casos de assedio sexual e de violência física que sofremos. A grande maioria deles nem são registrados, pois são praticados em casa ou no espaço de trabalho, e todas nós sabemos que denunciar alguém por assedio sexual não é uma coisa fácil, sempre vai ter alguma forma de repressão e constrangimento. A oposição também serve para fazermos essas denuncias e para lutarmos contra todas as formas de violência.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

TDK: sem prêmio, insalubridade, plano de carreira e salários baixíssimos

Lucros de milhões e prêmio zero!

As metas aumentaram em muitos setores: estamos produzindo mais e mesmo atingindo as metas o prêmio de produção de alguns setores está caindo a níveis inaceitáveis.
O prêmio muda pra cima e pra baixo conforme a vontade da empresa, esse mês chegando até zero em alguns setores!
Por mais que a gente sue para atingir as metas e atingimos elas, o prêmio é cada vez mais baixo. A gente conta com o prêmio todo mês para ajudar nas contas, e quando chega o contra-cheque é aquele susto!
O que já não conseguem mais esconder é que esse prêmio é uma falcatrua: o que temos direito afinal é um salário decente, que dê conta das nossas necessidades e contas do mês. Se nos pagassem um salário digno, não precisaríamos ficar correndo atrás do prêmio como o coelho atrás da cenoura, sendo que quanto mais atingimos a meta mais as metas sobem.
O Prêmio eficiência deveria ser incorporado ao nosso salário mensal, como parte fixa, e não ficar variando conforme a vontade da empresa!


Segue a luta para receber insalubridade na TDK

Diversos setores da empresa têm direito a receber insalubridade e não recebem.
Estamos recebendo cada vez mais denúncias via email e whatsapp da Oposição Metalúrgica sobre postos de trabalho insalubres na TDK, que não paga insalubridade.
São postos de trabalho com muito ruído, problemas de ergonomia, uso de resinas tóxicas, poeiras químicas, temperatura elevada, etc. De acordo com a Norma Regulamentadora n*15, teríamos o direito de receber de 20% até 40% de insalubridade, dependendo do setor.
Nas últimas chuvas desse verão, setores ficaram completamente alagados inclusive com cabos elétricos dentro da água, e quem pagou o pato foram os trabalhadores da TDK e terceirizados da limpeza, aguentando desvio de função, excesso de horas de trabalho como no caso das trabalhadoras da limpeza que chegaram a ficar 12 horas limpando direto, além do risco de máquinas ligadas dentro d’água. Não temos que baixar a cabeça diante desses abusos que acabam colocando em risco a nossa própria vida!

Mande suas denúncias por email ou whats da Oposição, converse com seus colegas, vamos nos organizar enquanto trabalhadores para fazer a luta para receber a insalubridade que é nosso direito!


Plano de Carreira para operadoras e mecânicos

TDK tem mecânicos e operadoras que trabalham há anos sem aumento.
Passamos a maior parte das nossas vidas aqui dentro da empresa e nosso trabalho não é valorizado. Mesmo trabalhadores que atingem todas as metas, não faltam ao trabalho, trabalham há anos na empresa, nunca recebem aumento.
As operadoras têm apenas um único aumento ridículo de apenas 20 centavos na hora depois de 2 anos, o que não dá pra pagar um almoço por mês para uma família. Já os mecânicos, que em outros tempos já tiveram negociações individuais com a chefia para conseguir aumento, hoje a maioria está absolutamente sem aumento há anos, e em muitos casos mais sobrecarregados de trabalho!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Amvian: A sacanagem no acordo do PPR...


A direção da Amvian e o Quebra-Mola fizeram uma jogada inteligente pra pagar um PPR baixo pros trabalhadores. Decidiram uma meta que não caberia nos estoques da empresa se fosse batida todos os dias. Será que foi erro de cálculo da Amvian e do Quebra-Mola? NÃO! Pois sem atingir a meta dá pra manter o estoque cheio, fornecer peças pra Adient e assim pagar 50% do valor do PPR da produção!

Como Amvian e Quebra-Mola conseguiram enrolar os trabalhadores?

   1º: A Amvian deveria pagar o mesmo PPR que as Sistemistas (que foi de R$ 3.152,61). Mas mesmo esse valor é muito baixo por causa dos acordos do Quebra-Peão com os patrões. Em outras cidades é bem maior.
   2º: Negociaram uma meta muito maior do que a empresa precisa, pra que não seja alcançada e pra que a empresa não pague 100% do valor do PPR. Eles publicaram no jornal do Sindicato que o valor era R$ 2.700,00, mas no acordo ficou em R$ 2.400,00 e o que vai ser pago vai ser bem menos do que isso!
   3º: Negociaram que se atingisse 90% da produção pagariam 100% do valor e que se atingisse 85% da meta pagariam 50% do valor. Que conta absurda é essa? Será que a direção da Amvian e o Quebra-Mola não sabem fazer conta!? Nem no Complexo da GM funciona assim.
   4º: Estamos fazendo peças pra GM de São Paulo também.
   5º: Quebra-Mola “esqueceu” de colocar no acordo do PPR que as paradas pra manutenção ou outros problemas que não são culpa do peão não devem ser descontadas dos trabalhadores. Acho que ele não se lembra o que é trabalhar no chão de fábrica. Pois trabalhamos, e muito, enquanto as máquinas funcionam.

Como não atingimos as metas se nunca faltou peças pra Adient e GM e ainda tem no estoque!?
Já é um absurdo ter PPR por metas! E além disso esse valor deveria ser pago como salário, mas a empresa prefere pagar como PPR, pra não pagar impostos trabalhistas, assim diminui também nosso valor de aposentadoria, auxílio-saúde, 13º e férias!
O Quebra-Mola faz aquele teatrinho de que não se dá bem com o Cristiano, mas entre quatro paredes fazem acordos pra nos ferrar e beneficiar a empresa!

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Jackwal

      Terminamos o ano passado sendo vigiados de perto por gerentes e patrões de olho grande! Olho nos minutos finais do turno pra cobrar a produção, mas não piscam o olho pra descontar R$ 60,00 por atraso de segundos ou faltas. Não te engana com esse papo de crise porque eles adiantaram a festa de encerramento e foram viajar com os lucros que tiraram do nosso trabalho e quantos de nós tiveram que ficar em casa ainda se recuperando de um PROPART de 8%! E na próxima parcela do PROPART? Seguimos sem informação oficial nem dos pelegos que estão no sindicato nem da empresa.
A empresa vem demitindo na base do conta-gota pra não chamar a atenção, mas sabemos bem pra quem fica o serviço dos que saíram. Pra nós! Se antes eram 4 numa célula, agora é um ou dois. Máquina nova que veio só pra dobrar a produção de um único trabalhador. Só fez aumentar uma prática antiga da Jacwal de deslocar trabalhadores pra funções que não são suas. Isso tem nome, chama-se DESVIO DE FUNÇÃO! Cada posto de trabalho tem que ter o registro na carteira de trabalho, treinamento, epi’s adequados. O que fazem com nós é nos arrastar de um lado pra outro das fabricas sem preparo e sem as condições adequadas pra executar aquela função. Sem falar que em varias dessas mudanças de posto deveria ter também AUMENTO SALARIAL!
Nessa bagunça que a Jackwal promove com os pelegos do sindicato se fazendo de louco pra não ver vão nos tirando direitos como a insalubridade! Não faz muito retiraram a insalubridade de setores inteiros com a desculpa de incorporar ao salário. Isso não existe! Insalubridade tem que ser paga, e vai contar inclusive no tempo de aposentadoria. Problemas como, ruído, poeira, temperatura, ergonomia, etc, tem uma porcentagem de 10 a 40% que tem de ser paga com base no salário mínimo. Onde esta o sindicato para cobrar uma nova vistoria nos setores e estabelecer essas medidas? Pra empresa esta tudo bem que a cada 10 que trabalham num local insalubre apenas um ou dois sejam demitidos e depois processem a empresa (quem processa ganha! porque será?). Já esses 8 que ficaram seguem sofrendo as conseqüências, sendo contaminados, ficando surdos, quebrando o próprio corpo pra empresa lucrar mais!
Tudo isso só acontece porque quem deveria estar por nós não esta! Essa diretoria do sindicato a muito esta fechada com a empresa. A única forma de nos defender é nos organizando, denunciando pra Oposição Sindical Metalúrgica os problemas que encontramos todos os dias na nossa jornada. Não podemos nos iludir ou nos deixar abater pelo terrorismo que eles fazem porque só vamos ser fortes se estivermos atentos e organizados pra retomar o sindicato para a mão dos trabalhadores! A Oposição é nossa, e funciona como uma ferramenta de resistência a esses ataques que empresas e pelegos fazem contra nós!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Na Pelzer não existe descanso para os trabalhadores

Os trabalhadores da Pelzer continuam trabalhando em dias e horários totalmente diferentes dos demais trabalhadores do Complexo, trabalhando todos os sábados e também com muita freqüência nos domingos. Pra obrigar os trabalhadores a fazer cerão a Pelzer não dá aumento pra ninguém e faz muita pressão com a chefia, com a ameaça de que “se não quer trabalhar aqui, tem quem quiera...”

E pra piorar trabalham no domingo sem ter folga durante a semana! A empresa trata seus funcionários como bichos! Pros patrões é sempre assim, quem tem família é a chefia, peão não tem família, eles devem achar que peão é filho de chocadeira!

Os pelegos que estão na direção do sindicato sempre dizem por aí que no Complexo só se trabalha 40 horas semanais. Será que esses pelegos não sabem que existe o sábado produtivo e que é obrigatório. Eles fingem que não estão vendo que na Pelzer se trabalha muito mais do que nas outras empresas do Complexo.

Os trabalhadores da Pelzer e outras empresas querem saber onde estão essas 40 horas semanais, porque estão trabalhando 50 horas!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

O presente de Natal de Temer para os patrões: acabar com os direitos trabalhistas, diminuir os salários e tentar destruir os sindicatos de luta


Dez/ 2016 E TUDO ISSO COM O APOIO DA FORÇA SINDICAL, CENTRAL A QUE É FILIADO O SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE GRAVATAÍ (SINDIPELEGO)


O governo Temer/PMDB deu seu presente de Natal aos patrões em 22/12. O presidente assinou a Medida Provisória que prorroga, até o final de 2018, a redução da jornada COM REDUÇÃO DE ATÉ 30% DOS SALÁRIOS por meio do PPE (Programa de Proteção ao Emprego), que agora terá um novo nome: Programa de Seguro Emprego (PSE).

Temer também encaminhará ao Congresso Nacional, já no início de 2017, projetos de lei para reduzir direitos dos trabalhadores. Seguem abaixo as principais medidas.



ACORDOS COLETIVOS VALERÃO MAIS DO QUE A LEI 

O projeto que quer que os acordos NEGOCIADOS entre patrão e sindicato tenham mais força do que as LEIS TRABALHISTAS têm um único objetivo: legalizar as várias flexibilizações dos nossos direitos, que já vinham acontecendo onde os sindicatos são pelegos ou os trabalhadores não conseguem se mobilizar para resistir. Ao tornar legal essas práticas perante à lei, estaremos perdendo direitos. 

O projeto do NEGOCIADO SOBRE O LEGISLADO irá permitir que os sindicatos de trabalhadores e os patrões decidam sobre:

Parcelamento das férias em até 3x, com pagamento proporcional

Flexibilizar a jornada diária para até 12h (seria possível trabalhar, por exemplo, 10, 11 ou 12 horas em um dia sem ganhar horas extras, desde que se respeite a jornada de 44 horas semanais ou as 220 horas mensais)


Parcelar o pagamento do PPR


Aderir ao PSE (antigo PPE): redução da jornada de trabalho com redução dos salários em até 30%


➡ Vincular a remuneração à produtividade 

➡ Registro da jornada de trabalho


Redução do intervalo interjornada, que deverá ter no mínimo 30 minutos (como almoço, por exemplo)


Ampliação de banco de horas (as horas que excederem a jornada normal poderão ser convertidas com acréscimo de no mínimo 50%)


Regulamentar as horas in itinere (hora extra computada nos casos em que o empregado se desloca com transporte da empresa)




 Em resumo, os acordos coletivos eram usados pelos sindicatos combativos para acrescentar mais direitos além daqueles que já existiam na CLT. Com o projeto de Temer e dos patrões,  a tendência é que ocorra o inverso: que a CLT vire o “máximo” dos direitos.

Em entrevista à mídia, a Força Sindical disse que nenhum direito trabalhista foi retirado pela minirreforma de Temer. Se pegarmos os acordos rebaixados que o Sindipelego fecha aqui em Gravataí, a Força Sindical tem razão. Afinal, nos acordos da pelegada os patrões pintam e bordam no banco de horas e nos aumentos de salário vergonhosos. A pelegada ainda não faz luta contra os PPRs baixos, o aumento dos descontos na comida e no vale transporte e assinam redução de jornada de trabalho com redução de salário via PPE, como fizeram na DANA e na WEG. A pelegada já vem aceitando há tempos a retirada dos nossos direitos, que os patrões querem legalizar agora com a reforma trabalhista.


NÃO VAI ADIANTAR NEM RECORRER À JUSTIÇA DO TRABALHO

Hoje, se os trabalhadores entrarem na Justiça contra algumas dessas flexibilizações feitas pelos patrões e/ou negociadas pelos sindicatos pelegos, eles conseguem revertê-las a seu favor. Com o projeto de deixar os acordos negociados valerem como se fossem lei,  não adiantará recorrer à Justiça, pois estará tudo legalizado.

O projeto de lei ainda estabelece que em caso de uma cláusula da convenção ou do acordo coletivo ser anulada na Justiça, se ela for benéfica para o trabalhador e se ele já recebeu a vantagem, ele terá que devolver o valor do que já ganhou.


AUMENTO DO TEMPO DE TRABALHO TEMPORÁRIO

Outro projeto desta minirreforma trabalhista quer ampliar a duração do contrato de trabalho temporário dos atuais 90 para 120 dias. Embora os trabalhadores temporários sejam resguardados pelos direitos da CLT, aumentar o trabalho temporário estimula ainda mais a rotatividade, que para muitos empresários significa “economia” já que não acumula altos valores de verbas rescisórias etc.


PATRÕES E GOVERNOS QUEREM ATACAR OS SINDICATOS PARA PODER AVANÇAR CONTRA OS DIREITOS DOS TRABALHADORES

Os Sindicatos e Organizações Sindicais de Luta sempre estiveram na luta pela ampliação da organização sindical nos locais de trabalho, com a formação de comissões e eleição de delegados sindicais para ampliar a mobilização em defesa dos seus direitos.

Agora, o governo e os patrões estão se aproveitando dessa nossa luta histórica para acabar com os sindicatos de luta, que são um obstáculo aos patrões porque não permitem que direitos dos trabalhadores sejam eliminados.

A proposta do governo nesta minirreforma trabalhista é que a eleição de delegados sindicais não precisa ser organizada e acompanhada pelos Sindicatos, e os eleitos poderiam negociar diretamente com os patrões. Isso abre brecha para que os patrões elejam, nos locais de trabalho, pessoas que sejam completamente subordinadas aos interesses das empresas e assinem acordos coletivos liberando a redução de salários e direitos.


PARA BARRAR ESTE ATAQUE É MAIS DO QUE HORA DE AMPLIAR A LUTA EM CADA LOCAL DE TRABALHO, MORADIA E ESTUDO

Portanto está mais do que na hora de fortalecer a luta em cada local de trabalho, moradia e estudo, ampliar as mobilizações com o conjunto da classe trabalhadora, pois só parando a fonte de lucro dos patrões, a produção e circulação de mercadorias, que vamos parar o ataque aos direitos.



ORGANIZAR A GREVE GERAL PRA VALER É A ÚNICA FORMA DE IMPEDIR O FIM DOS DIREITOS!

INTERSINDICAL E OPOSIÇÃO METALÚRGICA DE GRAVATAÍ: NENHUM DIREITO A MENOS!

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Calote nos salários enquanto o lucro da TDK só aumenta

Os pelegos que estão no Sindicato enchem a boca pra defender o acordo que fizeram na Campanha Salarial, eles têm a cara de pau de dizer que é um avanço, o acordo em duas parcelas ao invés de três. Mas veja abaixo quanto você irá perder.
Só na primeira parcela está garantido o pagamento do retroativo. Na parcela que será paga em abril os pelegos da diretoria do Sindicato aceitaram que não tem retroativo, ou seja, a perda é maior ainda, porque além do que se perde no salário, se perde também nas férias, no 13º e no FGTS.
A TDK aumentará ainda mais seus lucros se apropriando das perdas salariais dos trabalhadores.
Todos sabem que na TDK a produção está bombando e as metas de produção não param de subir; isso significa que a empresa está aumentando cada vez mais seus lucros!

Cálculo das perdas salariais
Salário
Se a reposição integral da inflação fosse integral, ou seja 9,62%. Você receberia
Com o parcelamento da reposição da inflação (5% em setembro) você recebeu:
Perda salarial em 8 meses (setembro a abril)
R$ 1.100,00
(Salário inicial)
R$ 1.205,82
R$ 1.155,00
R$ 406,56
R$ 2.500,00
(Sal. médio dos mecânicos)
R$ 2.740,50
R$ 2.625,00
R$ 924,00

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

INTERSINDICAL junto com o SIMCA e os trabalhadores municipários de Cachoeirinha/RS!

Out/2016

Após uma greve histórica em que a mobilização dos trabalhadores municipais de Cachoeirinha/RS conseguiu garantir o pagamento do salário atrasado e enfrentou os desmandes do governo municipal, que impõe parcelamento de salários à categoria, mais um ataque é empreendido aos municipários de Cachoeirinha e o seu Sindicato, com a criminalização do movimento dos trabalhadores, representado por um processo administrativo movido contra cinco trabalhadores.

luta cachoeirinha

Alegando “conduta escandalosa” e inventando falsos fatos a prefeitura busca punir os trabalhadores que junto com a categoria não aceitaram ataques aos seus direitos. O governo cria esse processo administrativo numa clara postura de perseguição política pós-greve. Todos os indiciados são representantes da categoria, sendo quatro dirigentes sindicais e um delegado e, não por acaso, quatro dos cinco indiciados são negros.

A INTERSINDICAL se solidariza com os trabalhadores do município de Cachoeirinha/RS e o Sindicato dos Municipários de Cachoeirinha (SIMCA). Contra a criminalização das lutas e das organizações dos trabalhadores!

Contra o racismo!

Pelo fim das perseguições!

Pelo arquivamento do processo administrativo!
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