sábado, 13 de março de 2010

A RIQUEZA PRODUZIDA... A RIQUEZA NÃO COMPARTILHADA.

As pessoas são as responsáveis pela obtenção dos valores materiais que mantém esta sociedade, sendo elas próprias, o que há de mais valioso, como toda a forma de vida.

Para o capitalista (o PATRÃO) a tua vida, de teus familiares ou qualquer outra que não seja a dele valem tanto quanto se possa extrair dinheiro dela.

A realidade e os valores de uma sociedade são definidos pelas relações de produção das riquezas e a forma como são distribuídas.

Como evitar as mazelas sociais (pobreza,violência...) em um sistema que tem por primazia a concentração de renda, desigualdade, individualismo e descaso com a condição humana e o planeta?

Não há como evitar ou sanar com medidas paliativas. Só se pode erradicar a injustiça com a total aniquilação do mal que a produz.

As empresas e os bancos não geram valores, apenas se apropriam deles. Temos de mudar essa realidade. Dispomos do poder para isso porque nós, trabalhadores e trabalhadoras de todas as partes, é que produzimos a riqueza de todo o mundo.

Já passou da hora de pegarmos a parte que nos é devida.

O capitalista conhece e teme o poder de quem ele explora, mas depende de nós por ser ele um total inútil! Abra os olhos e preste atenção e nada disso vai passar despercebido por ti.




“Com tanta riqueza por aí, onde que está... cadê tua fração?” (Plebe Rude).

DIGICON / PERTO

AUMENTO SALARIAL JÁ!

Enquanto o patrão enche a guaiaca de dinheiro o peão fica penando com os míseros centavos que restam de suas obrigações familiares, pois o salário é tão ruim que não sobra nem para entretenimento com seus filhos.

Está na hora do patrão ser pressionado contra o arrocho salarial, pois dinheiro eles têm, o que falta é na fábrica começarmos a pressão.

Cada cofre sai em média R$ 40.000 e cada caixa eletrônico R$ 20.000,isso significa que eles estão lucrando e muito a nossas custas. Quantas peças além dessas máquinas nós fabricamos aqui e não temos nenhum reconhecimento. Nem a PLR é levada a sério pela empresa que não realiza as eleições como deveria, pois só é candidato à comissão, quem o RH indicar. Também não comunica a que pé andam as propostas de pagamento da PLR. Claro que a proposta da empresa é enrolar os trabalhadores o quanto der para poder lucrar ainda mais.

Além disso, a direção do sindicato finge que coordena o processo do PLR com a empresa, aceitando o critério estabelecido pelo RH de boicotar a participação dos trabalhadores de fábrica no processo eleitoral para formação da comissão. É pior que omissão, é conivência.




CADÊ A PARTICIPAÇÃO DOS LUCROS?

Já se passaram meses e não há nenhuma discussão de participação dos lucros aqui na Digicon/Perto. Aliás o próprio Sindicato distribuiu um boletim sobre a PPR da Digicon/Perto em Agosto que não passou por aqui e sim, em outras fábricas, ou seja , falando de um assunto que nos interessa, mas em locais que não tem nada a ver conosco.

Provavelmente porque a comissão de negociação é composta por colegas dos setores de VENDAS,PCP,ENGª E COMPRAS, sem nenhum companheiro(A) do chão de fábrica.

Além disso, a diretoria do Sindicato relatou no tal boletim que:
”O SINDICATO IRÁ DESENVOLVER UM PROCESSO SISTEMÁTICO DE INFORMAÇÃO AOS TRABALHADORES DURANTE TODA A NEGOCIAÇÃO”.

Nós só queremos saber onde está esse processo de informação que nenhum trabalhador da Digicon/Perto sabe de nada, já que somente houve uma comunicação do RH que o PPR será de no máximo R$ 400,00 mas com um detalhe: que o trabalhador não pode ter atestado, faltas e ausência por estar com auxilio do INSS. Portanto, o patrão inventa para não pagar tal mixaria.
Exigimos um PPR decente para os trabalhadores da Digicon/Perto, que seja realmente relacionado com os grandes lucros que a empresa vem acumulando.

Quando é para produzir e gerar a riqueza o trabalhador é chamado de COLABORADOR, mas na hora de dividir os valores conquistados passamos a ser INCONVENIENTES.

O patrão só entende a linguagem do dinheiro, portanto vamos nos prepara para fazer doer no bolso dele se continuar a insistir em sua postura MESQUINHA.






EQUIPARAÇÃO SALARIAL NO SETOR DE SOLDA E OUTROS!

Chega a ser cômico o que o gerente de produção faz na área de solda: simplesmente ele coloca alguns companheiros novos ganhando um salário muito maior e ignora os que já estavam realizando o trabalho há muito tempo.

Significa que os que seguraram o rojão há tempos dentro da fábrica não estão sendo valorizados por esse camarada ,ALÉM DAS OUTRA PESSOAS QUE SÃO OPERADORES DE MÁQUINAS QUE ESTÃO COM SALÁRIOS DIFERENCIADOS. A panela de pressão vai EXPLODIR e com a ajuda das trapalhadas administrativas.


Queremos equiparação salarial, sem lero-lero, pois quem produz quer ser valorizado.




ASSOCIAÇÃO DOS TRABALHADORES OU DO PATRÃO?

Não pode se dizer que um local onde se paga uma mensalidade de R$ 7,00 no contra cheque e mais as taxas de aluguel para festas de R$ 300,00 , R$ 25,00 e R$ 30,00 p/ não sócio(quadra de futsal), seja do trabalhador. Ainda mais com eleições que são de portas fechadas e uma copa terceirizada.

Queremos uma associação que seja realmente dos trabalhadores e não do Patrão, que faz suas vontades e não consulta ninguém. Queremos democracia no espaço de entretenimento do trabalhador.







O BIG BROTHER DO PATRÃO CONTINUA!


Para tirar as câmeras de vigilância que estão dentro da fábrica os trabalhadores terão que dizer CHEGA DE ASSÉDIO MORAL! Não podemos aceitar a balela de que essas câmeras são para segurança patrimonial, pois se elas estivessem fora da fábrica até poderia ser, mas na produção só tem um objetivo: controlar todo o processo fabril e a tua vida.

CALOR E TRABALHO DESUMANO!

Os ventiladores da produção sumiram. Macharia, moldação, vazamento, desmoldagem e fusão, estão em falta, causando um grande problema, pois nos dias de calor é desumano trabalhar aqui numa exposição que poderá trazer danos futuros à saúde do pessoal.

Esse assunto vem sendo discutido pela CIPA e com a direção da empresa mas nada vem sendo feito. Significa que para o patrão o que importa é quantas toneladas se produziu e não quantos graus fez hoje e o quanto os funcionários estão sofrendo.

Teve ainda um “café com murcilha” onde o assunto foi tratado como sendo prioridade, mas não foi resolvido, parecendo que o café era para encher murcilha. Somente com mobilização e fazendo valer o seu direito de recusa o trabalhador poderá reverter esta situação.





GALERIA

O Ministério do Trabalho esteve aqui na empresa e notificou para adequar a NR33 (espaço confinado). Placas foram colocadas, alguns EPI´s foram comprados, mas infelizmente hoje se desce ao porão como se fôssemos ao boteco, sem nenhum procedimento da NR33.

O local é perigoso e a empresa tem a obrigação de investir em treinamento para todos os funcionários, pois os procedimentos de segurança devem ser partilhados por todos. Não adianta o patrão querer emitir advertência contra os trabalhadores, pois ninguém quer morrer para que a Süd Metal lucre. Também não adianta os chefes fazerem com que o trabalhador tenha pressa, sem ter tempo de colocar os EPI’s adequados.






CÂMERAS.

Deve haver um gênio da lâmpada que inventou a instalação de câmeras no pátio da empresa , numa tentativa desesperada de intimidar o trabalhador, tirando a sua privacidade. Assédio moral é crime e não irão intimidar os trabalhadores, a empresa deveria é pagar um PPR decente ao invés de gastar com câmeras para vigiar os funcionários.




CHEFES .

A empresa deve lucrar demais, pois o que mais se vê é chefe de braços cruzados observando o peão, como se fossem seguranças, pensando que intimidam alguém.

O trabalhador não precisa de supervisor, pois todos sabem trabalhar sozinhos e muito melhor que a maioria desses chefes incompetentes que subiram puxando o saco e dedurando os outros.

Na verdade o supervisor é para garantir a exploração, pois se todos os trabalhadores ganhassem o suficiente para as necessidades básicas e o lazer familiar e tivessem boas condições de trabalho, não precisaria de chefes e sim de grupo de apoio e logística.





ARROCHO E DESIGUALDADE SALARIAL.

Os trabalhadores da Süd Metal, vêm sofrendo o pênalti do patrão com baixos salários. As promessas são de anos e a realidade é outra. O patrão, os diretores e os chefes não cumprem nada e vão continuar prometendo sem cumprir se a mobilização dos trabalhadores não for coletiva.

Os únicos aumentos que tiveram, foram por causa da nossa pressão, o exemplo disso foi nosso abaixo-assinado, onde os funcionários demonstraram sua insatisfação e o patrão teve que pelo menos ceder um aumento real de salários para parte dos trabalhadores da fábrica e mesmo assim, esse aumento não fez nem cócegas no bolso do peão.

A pressão deve continuar, temos que exigir uma política salarial, que realmente valorize o trabalhador, sem nenhum programa de metas, onde tenha atestado e tudo mais, pois estamos falando de política salarial e não de PPR.



A solução para estes e vários problemas é manter o nível de mobilização e ampliá-lo para obter nossas conquistas. Os patrões de modo geral temem o poder daqueles que eles exploram, mas nada podem realizar sem seu trabalho que é o que realmente gera a riqueza.


O chefe do RH determinou a saída dos ônibus DEZ minutos antes do habitual dando menos tempo ainda para o pessoal tomar banho e se livrar da poeira adquirida no ambiente extremamente insalubre da fábrica. Fica a pergunta: qual é a vantagem em piorar a situação?

Recomendamos a este BURROcrata: vai rachar uma lenha! Vê se arranja algo útil prá fazer!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O MOVIMENTO DE OPOSIÇÃO SINDICAL E O PELEGUISMO.


Originalmente, pelego é a pele com a lã do carneiro, que se coloca sob a cela para que o cavalgar não machuque os quadris do cavaleiro, mas que não elimina o peso sobre o dorso do cavalo. No sindicalismo, pelego é o dirigente que foi imposto, chegou por meios escusos à direção do sindicato ou se degenerou durante os exercícios de suas funções. Visa enganar os trabalhadores e trair os seus interesses, favorecendo os patrões ou o governo, tirando proveitos pessoais disso.


Assim, as expressões “peleguismo” e “pelego” não estão, neste trabalho, como meros xingamentos. São conceitos e referem-se a um tipo de comportamento de dirigentes sindicais que não têm real compromisso com as necessidades e interesses dos trabalhadores, mas que favorecem a exploração capitalista.


Os pelegos fizeram história no sindicalismo, praticaram isso antes e no período da ditadura militar, em conluio com o governo, por meio do Ministério do Trabalho, que os tinha colocado nas direções dos sindicatos. Mas puderam e podem fazê-lo, também por meio de acordos com os patrões, diretamente. Denunciam aos patrões ou à polícia ativistas sindicais, que não se submetem a eles. Quando se sentem ameaçados, buscam corrompê-los, agredi-los fisicamente e até, se considerarem necessário, assassiná-los.


Como o de pele de carneiro, o pelego do sindicalismo se coloca sobre o trabalhador, servindo a outros.



PELEGUISMO.


No sindicalismo, são chamados de “pelegos” os dirigentes sindicais que, em troca de algum favorecimento pessoal, particularmente de benefícios materiais, fazem um discurso mentiroso para os trabalhadores, no qual dizem lutar pelos seus interesses, mas nos acordos favorecem aos patrões, Com isso, privam os seus representados dos instrumentos necessários para se defenderem.


Para ilustrar esse fato, podemos citar o caso do Joaquim dos Santos Andrade, o “Joaquinzão”, que, em 1964, foi nomeado interventor no Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos pela ditadura militar e, em 1965, substituiu o interventor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo (por ordem dessa mesma ditadura). Conseguiu se manter nesse posto, com eleições de “cartas marcadas”, até o final da década de 1980, quando foi para a presidência da CGT (central criada para opor-se à CUT). Joaquinzão deixa em seu lugar Luiz Antonio de Medeiros, o Medeiros da Força Sindical, cujo papel político no sindicalismo brasileiro será um dos nossos próximos temas (ROSSI, Waldemar et alli “A história da Oposição Metalúrgica” Revés do Avesso – Política Cultural e Ecumenismo, Revista do CEPE, ano 15 Centro Ecumênico de Publicações e Estudos Frei Tito de Alencar Lima São Paulo abril/maio de 2006).


A constante competição entre trabalhadores, nas tentativas individuais de alcançarem melhores condições de existência, abre espaço para uma fonte inesgotável de potenciais “Joaquinzões” e “Medeiros”. Mas existem circunstâncias em que os patrões precisam recorrer a setores, considerados como de esquerda, para fazerem valer os seus interesses no interior dos sindicatos.



RESPONDER À OFENSIVA NEOLIBERAL.


A nova política do capitalismo internacional está orientada por um pacto, conhecido como “Consenso de Washington”, que leva à adoção do modelo político econômico neoliberal, gerador da crescente concentração de rendas, do aumento da pobreza no plano mundial e das novas formas de exploração sobre os países do chamado terceiro mundo.


Os principais eixos dessa política econômica neoliberal são: a desnacionalização do mercado de consumo, a desregulamentação (fim) dos direitos dos trabalhadores, o rebaixamento salarial, a privatização das empresas públicas, a aceleração do processo de acumulação de capital nas mãos de um número cada vez menor de capitalistas, o crescimento do desemprego estrutural, levando à marginalização do consumo de grandes contingentes de assalariados.
(...)
Retomar e avançar na organização sindical de base, inclusive no interior das empresas; unifiar os sindicatos debilitados (bases dispersas pelo avanço tecnológico e a reestruturação dos metódos de trabalho que promove nas empresas); organizar as intersindicais; estas são algumas demandas colocadas aos que defendem o caminho classista para as lutas sindicais.





Os textos acima são partes integrantes do livro PARA ENTENDER OS SINDICATOS NO BRASIL: UMA VISÃO CLASSISTA de Waldemar Rossi e William Jorge Gerab editora Expressão Popular 1ªedição maio de 2009.


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terça-feira, 3 de novembro de 2009

O MADRUGADOR* - FERRABRAZ BECKER / novembro de 2009.


FIQUE LIGADO.

No último dia 23/10/2009 numa sexta-feira foi realizada a primeira reunião entre a direção da empresa e a comissão dos trabalhadores, onde foi apresentada a pauta de reivindicações dos trabalhadores tendo itens de maior relevância como a política de cargos e salários que hoje é uma utopia dentro da empresa, pois o trabalhador não sabe onde e nem quando vai receber a sua valorização profissional na forma de aumento salarial, pois tapinha nas costas e elogios dos chefes não enchem as latas de ninguém.
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Também há o PLR(Participação de Lucros e Resultados), prêmio garantido por lei, que devido a alegada "crise" a empresa não chamou os trabalhadores para uma discussão.
Esse assunto tem de ser discutido de forma urgente porque a empresa produz de forma acelerada aumentando seus lucros e é mais do justo repartir este bolo com aquele que dá o suor para este crescimento.

No próximo dia 06/11/2009 será realizada a segunda reunião onde a direção da empresa apresentará as suas propostas para estes itens,alertamos para a necessidade de uma imobilização dos trabalhadores para que junto com a comissão da fábrica possamos obter êxito nas nossas justas reivindicações!


Não basta trabalhar, tem que ganhar. Esta conquista está em nossas mãos só depende de você, não si deixe levar por algum urubu que sobrevoa o local, porque este animal ninguém sabe onde se esconde mas todos sabem do que si alimenta.



MAIS UMA VEZ O TRABALHADOR PAGOU O PATO!

Ir consultar pelo plano de saúde oferecido pela Ferrabraz é um perigo, pois você pode estar doente que é mau atendido, temos conhecimento de ecografias de pessoas que têm tendinites, burcíte e doenças causadas pelo esforço repetitivo,na famosa clínica da firma, resultados negativos, e sendo desmentidos posteriormente por mais de um exame.

Na última semana mais um incidente gravíssimo um trabalhador procurou a clínica da firma porque não estava sentindo-se bem, mais o atendimento foi o pior possível, ou será que acharam que ele estava atráz de atestado, depois o mesmo foi levado a um hospital sendo constatado que estava com pontada de pneumonia.

Casos como esses não serão mais tolerados pois o trabalhador que for mau atendido na clínica da firma pode denunciar o médico pro CREMERS(Conselho Regional de Medicina) e a clínica pro PROCON(Serviço de Proteção ao Consumidor) pois ele o trabalhador paga por este serviço e vem sendo lesado e isto se caracteriza CRIME!

Fique atento não deixem que destruam o bem maior que você possui!a sua saúde denuncie!
TRABALHADOR NÃO É DE FERRO!!!!!
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VESTUÁRIOS.
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A empresa produz num ritmo alucinante e não pode dar uma calça ou camisa pro trabalhador. Isto é vergonhoso, pois estes são submetidos ao estado de constrangimento em terem de trabalhar com roupas rasgadas, ficando expostos no refeitório e em horário de intervalos. Isto é um desrespeito com o trabalhador pois existem na empresa dezenas de mulheres.
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Orientamos os trabalhadores a não costurarem suas roupas, como sugerem algumas carinhas de pau, e sim exijam conforme garante a LEI 6.514 ARTIGO 166 da CLT(Consolidação das Leis do Trabalho)que diz que a empresa é obrigada à fornecer aos empregados, gratuítamente e em perfeito estado de conservação EPI(Equipamento de Proteção Individual) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados.
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Pessoal da Macharia não aceite luvas velhas e rasgadas,exija e si for
o caso não trabalhe porque não é você que está fora da lei!!!


ADVERTÊNCIA.

A empresa enfurecida com o trabalhador dá advertência por falta injustificada, isso é ilegal, pois a mesma já desconta o dia da falta e o repouso, tendo um grande prejuízo pro trabalhador. Essa desculpa de quem falta prejudica a produção é ridícula pois mostra que a empresa não tem um nímero suficiente de empregados, sendo assim não poderá dar férias,ninguém pode se afastar etc..

Vai virar palhaçada, falta não si justificam só no papel e o trabalhador já sofre a sua penalização,
Mais será que não basta matar? Tem que ir no velório?

Orientamos o trabalhador que passar por uma situação dessas à não assinar a advertência e quem costuma assinar pelos outros fique esperto pois falso testemunho é crime e têm suas penalidades inclusas no código penal!



DANOS CAUSADOS PELAS CHUVAS.

Todo nosso país têm sido afetado pelas fortes chuvas dos últimos meses e as enchentes têm ocupados os noticiários,deixando milhares desabrigados e centenas de cidades em situação de calamidade pública, pois na Ferrabraz não é diferente pois à cada chuva o trabalhador fica no meio de uma enchente, mas aqui não é culpa do tempo e sim da empresa que não arruma o telhado da fábrica.
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É calha entupida pra todo o lado telha furada pro outro,água escorrendo em cima de painéis elétricos,por cima do cadinho onde existe grande quantidade de ferro derretido que em contato com a água pode ocasionar explosão.

Alertamos a situação gravíssima pois se não forem feitas todas as medidas e prevenções podem acontecer acidentes fatais,e então certamente quem autorizou a produção não vai escapar da justiça, pois não adianta ficar disfarçando pra escutar a conversa dos cipeiros com os trabalhadores, tem que ter atitude e mandar parar a produção por falta de condições de trabalho.

Todos nós temos que fazer nossa parte e mostrar indignação a estas condições de trabalho pois como diz o ditado:
“CADA MACACO NO SEU GALHO!”
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* O MADRUGADOR (antigo A VOZ DO PEÃO) é um informativo criado por iniciativa de um grupo de trabalhadores da Ferrabraz (Fundição) Becker no Distrito Industrial de Gravataí para denúncia dos abusos patronais e para conscientizar e mobilizar seus colegas de empresa.

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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

FARSA SINDICAL OU FORÇA PATRONAL?

CADÊ A CAMPANHA SALARIAL?


As campanhas salariais dos últimos anos na base de Gravataí, ficaram muito a desejar para os trabalhadores.

Todos os anos a direção pelega do sindicato coloca em seu boletim que começou a discussão da campanha salarial, só não diz de que planeta! Os metalúrgicos não enxergam nada e o pior, os pelegos "negociam" com os empresários sem qualquer consulta aos trabalhadores e fecham acordos memoráveis, para a patronal, é claro!

Não tem cabimento, que na atual conjuntura um sindicato não reivindique aumento real digno aos trabalhadores. Simplesmente diz que a proposta da direção é de 3% o que na realidade se transformou num percentual menor ainda na folha de pagamento.


VAMOS DAR UM BASTA À PELEGAGEM!

Isso significaria que a direção do sindicato já entrou derrotada na queda de braço com os patrões, porque no resto do país onde os metalúrgicos tem a mesma data base, os aumentos reais foram muito maiores do que Gravataí.

O exemplo é Campinas, onde a INTERSINDICAL dirige e obteve (junto com a categoria mobilizada) para os metalúrgicos da Honda e da Toyota um aumento de 10%, sendo 5,56% de aumento real e avanço nas cláusulas sociais (conquista de mais direitos, sem negociar, flexibilizar ou abrir mão de nenhum).

Mas para chegar a esse resultado é preciso mobilizar, não dá prá ficar parado na cadeira dentro do sindicato. Ou mesmo, sair às ruas só prá pedir dinheiro para uma montadora. Afinal, essa direção da Força Sindical é dos metalúrgicos ou é patronal?

Por isso, estamos convocanndo todos os metalúrgicos de Gravataí a se associarem no sindicato, pois para mudar essa realidade, o trabalhador precisa por começar a ser sócio e participar de todo o processo, especialmente o eleitoral.



CARLOS BECKER.

A situação está complicada para os trabalhadores da empresa Carlos Becker, pois além do PLR desse ano, que foi uma ofensa de R$ 46,54 ainda temos que aturar o assédio moral dos chefes que ficam fiscalizando o trabalhador que vai ao banheiro, como é o caso da Usinagem.

As advertências abusivas e as justas causas forjadas são outras mazelas dessa empresa. É melhor a direção da Carlos Becker rever seus procedimentos criminosos, pois o trabalhador já está prestes a perder a paciência e aí a casa vai cair para a Carlos Becker.




MUNDIAL.

A direção da empresa conheceu o caminho da roça. Sabedores da fraqueza dos dirigentes sindicais, começaram a expandir as discussões de redução da jornada com redução de salários.

Agora é na linha Sandy & Júnior, depois será outra e assim por diante.

Nós temos que organizar dentro da fábrica para barrar a ofensiva do patrão com a conivência de uma direção sindical que nos deixa à mercê da ganância desmedida desses covardes!

Vamos tornar os quadros que compõe a CIPA mais ativos na luta por manutenção e conquista de direitos.



DIGICON / PERTO.

A maior piada do ano é o processo de PLR da empresa, pois a comissão não é liberada para qualquer trabalhador participar, ou seja, tem que agradar o RH. Além disso os percentuais que foram destinados aos trabalhadores no ano passado, não refletem na realidade da produção.

Será que nem isso a pelegada enxerga?


A luta será feita pelos trabalhadores, sem depender de mercenários que se passam por sindicalistas!


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FERRABRAZ BECKER E O PPR - OUTUBRO DE 2009

CAMPANHA SALARIAL.

Todos percebemos que não houve campanha salarial, aliás, esse acordo coletivo foi um dos piores do Brasil.

E não foi por causa da "crise" que a campanha fracassou, mas sim por causa da prática errada que a Força Sindical aplica na base metalúrgica, que tem como meta a negociação sem mobilização, ou seja, não faz nada de novo. Parece uma corrida de tartaruga e um coelho, quanto maior o tempo maior a distância...

Não podemos aturar uma campanha salarial ridícula, onde o aumento foi de R$ 0,12 para muitos, como no caso dos companheiros que ganhavam R$ 2,80 e passaram para R$ 2,92 e o pior de tudo é que eles irão descontar 3% de "contribuição" sindical, sem fazer nada, mamando na teta e sem mobilizar a categoria.

É por isso mesmo que teremos que nos sindicalizar, porque precisamos dar todo o apoio a Oposição Metalúrgica. Vamos até o sindicato e preencher a ficha de sócio e derrubar essa pelegada com nosso voto.


QUEREMOS AUMENTO JÁ!

Chega de blábláblá, queremos uma resposta da direção da empresa sobre a política de cargos e salários. Estamos trabalhando muito e ganhando pouco.

Ou a empresa responde nossas reivindicações ou paramos a produção.
Hora extra não é salário!



QUANDO IREMOS DISCUTIR A PLR?

A empresa está faturando e muito. Na EXPOINTER a venda de máquinas agrícolas (principal cliente da Fundição Becker) ultrapassou o ano anterior, efetivando o aquecimento das vendas do setor e, consequentemente, de quem fornece as peças do maquinário.

Então não tem explicação de não se discutir a participação dos lucros. Queremos discutir já, com uma comissão votada pelos trabalhadores e sem a pelegada da direção do sindicato, para não acontecer como no ano passado, quando os trabalhadores ficcaram zerados no PLR e a direção pelga usosu da mobilização dos trabalhadores para atender seus interesses próprios.


SEM CONDIÇÕES DE TRABALHO.

Não há condição de trabalho com tanta coreria. A empresa demitiu muito e contratou pouco. Querem que o peão trabalhe por dois. As consequênncias são: tendinites, acidentes e esgotamento físico.

Chega de exploração para aumentar a fortuna do patrão!


* Informativo criado por iniciativa de um grupo de trabalhadores da Ferrabraz (Fundição) Becker no Distrito Industrial de Gravataí para denúncia dos abusos patronais e para conscientizar e mobilizar seus colegas de empresa.
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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O ESTADO E A DEFESA DOS INTERESSES PRIVADOS.

IMPEACHMENT DE YEDA.


Pedir que a governadora Yeda e os políticos não roubem é o mesmo que esperar que a raposa não coma as galinhas.

Não é um problema ético, pois é da natureza do sistema capitalista se apropriar das coisas alheias. E esta apropriação pode se dar às escondidas, chamada de "roubo" ou "corrupção", ou de forma pública e legal, como acontece quando os governos
dão dinheiro para as empresas privadas tocarem seus negócios.

Um exemplo é o recente “empréstimo” de 1 milhão de Reais e a insenção de impostos dados pelo estado para a GM. Retira-se dinheiro da saúde, da educação para dar para uma das maiores empresas do mundo.


A General Motors disse que vai fabricar 380 mil veículos num ano. Se cada carro vale 25 mil Reais, então eles vão faturar 9 bilhões e meio de Reais, ou seja, em um ano os caras ganham 950% sobre seu investimento.

Nenhum centavo disso retorna à população pois não há impostos e o tal empréstimo é a fundo perdido, ou seja, literalmente a empresa paga o que quer e até quando quiser.

Isto não é um verdadeiro assalto legalizado aos cofres públicos?


TRABALHO ROUBADO.

Se apropriar do resultado do trabalho de uma pessoa e lhe pagar uma pequena parte (o suficiente apenas para que volte no dia seguinte), também não é um roubo? Do ponto de vista da legislação, não. Mas se um trabalhador tirar quaisquer bens de seu patrão, isto é considerado roubo e ele corre o risco de ir para a cadeia.

Roube de quem tem muito e será um ladrão; roube de quem tem pouco ou não tem nada e será um patrão!


AS MOSCAS MUDAM, MAS O QUE FEDE CONTINUA A MESMA...

Quando tiraram Collor da presidência assumiu o vice Itamar Franco e nada mudou. Simplesmente tirar Yeda (CRUZ CREDO!) e deixar o vice Paulo Feijó (FILHOTINHO DE CRUZ CREDO!) também não muda absolutamente nada. O patrão vai continuar se apropriando do resultado do nosso trabalho e o Estado, como extensão dos negócios dos patrões, continuará distribuindo gordos benefícios às empresas.

A HISTÓRIA E AS APROPRIAÇÕES.

Filho de pequenos agricultores, o francês anarquista Pierre Proudhon, que viveu entre 1809 e 1865, escreveu um livro cujo título é um resumo de toda esta história. O livro se chama A PROPRIEDADE PRIVADA É UM ROUBO. Isto é uma verdade se não, por que toda a preocupação dos patrões em garantir a segurança de suas propriedades? Não será o medo de que um dia os trabalhadores venham exigir o que lhes foi roubado?



Extraído e editado a partir do informativo da CAMPANHA SALARIAL UNIFICADA 2009 dos Sindicatos dos Plásticos de Novo Hamburgo, Campo Bom, São Leopoldo e Montenegro, Sapateiros de Novo Hamburgo e Bancários do Vale do Caí.
Esta campanha e as entidades recebem o apoio e a solidariedade de classe do SIMCA (Sindicato dos Municipários de Cachoeirinha) e da Oposição Metalúrgica de Gravataí.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Solidariedade de classe - NOTA DO MST


SOBRE O ASSASSINATO DO TRABALHADOR ELTON BRUM PELA POLÍCIA MILITAR A SERVIÇO DO GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra vem a público, manifestar novamente seu pesar pela perda do companheiro Elton Brum, manifestar sua solidariedade à família e para:

1. Denunciar mais uma ação truculenta e violenta da Brigada Militar do Rio Grande do Sul que resultou no assassinato do agricultor Elton Brum, 44 anos, pai de dois filhos, natural de Canguçu, durante o despejo da ocupação da Fazenda Southall em São Gabriel. As informações sobre o despejo apontam que Brum foi assassinado quando a situação já encontrava-se controlada e sem resistência. Há indícios de que tenha sido assassinado pelas costas.

2. Denunciar que além da morte do trabalhador sem terra, a ação resultou ainda em dezenas de feridos, incluindo mulheres e crianças, com ferimentos de estilhaços, espadas e mordidas de cães.

3. Denunciamos a Governadora Yeda Crusius, hierarquicamente comandante da Brigada Militar, responsável por uma política de criminalização dos movimentos sociais e de violência contra os trabalhadores urbanos e rurais. O uso de armas de fogo no tratamento dos movimentos sociais revela que a violência é parte da política deste Estado. A criminalização não é uma exceção, mas regra e necessidade de um governo, impopular e a serviço de interesses obscuros, para manter-se no poder pela força.

4. Denunciamos o Coronel Lauro Binsfield, Comandante da Brigada Militar, cujo histórico inclui outras ações de descontrole, truculência e violência contra os trabalhadores, como no 8 de março de 2008, quando repetiu os mesmos métodos contra as mulheres da Via Campesina.

5. Denunciamos o Poder Judiciário que impediu a desapropriação e a emissão de posse da Fazenda Antoniasi, onde Elton Brum seria assentado. Sua vida teria sido poupada se o Poder Judiciário estivesse a serviço da Constituição Federal e não de interesses oligárquicos locais.

6. Denunciamos o Ministério Público Estadual de São Gabriel que se omitiu quando as famílias assentadas exigiam a liberação de recursos já disponíveis para a construção da escola de 350 famílias, que agora perderão o ano letivo, e para a saúde, que já custou a vida de três crianças. O mesmo MPE se omitiu no momento da ação, diante da violência a qual foi testemunha no local. E agora vem a público elogiar a ação criminosa da Brigada Militar "como profissional".

7. Relembrar à sociedade brasileira que os movimentos sociais do campo tem denunciado há mais de um ano a política de criminalização do Governo Yeda Crusius à Comissão de Direitos Humanos do Senado, à Secretaria Especial de Direitos Humanos, à Ouvidoria Agrária e à Organização dos Estados Americanos (OEA). A omissão das autoridades e o desrespeito da Governadora à qualquer instituição e à democracia resultaram hoje em uma vítima fatal.

8. Reafirmar que seguiremos exigindo o assentamento de todas as famílias acampadas no Rio Grande do Sul e as condições de infra-estrutura para a implantação dos assentamentos de São Gabriel (RS).

Exigimos Justiça e Punição aos Responsáveis!
Por nossos mortos, nem um minuto de silêncio.
Toda uma vida de luta!
Reforma Agrária, por justiça social e soberania popular!


MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA.



Extraído do BLOG: Diário GAUCHE.




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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

É PRECISO PERDER A PACIÊNCIA!

Até quando vamos nos submeter às condições aviltantes no trabalho, com salários medíocres que não dão nem para manter a vida de forma decente?

Somos forçados a nos submeter às regras rígidas dos patrões com metas na produção para além da nossa capacidade física gerando desconforto, sofrimento e dor. Inflamações nos tendões, nas articulações, depressão, angústia e sofrimento mental são decorrentes das relações de repressão nos locais de trabalho.

O trabalho virou sacrifício, um fardo penoso com ritmos alucinantes impostos pelo tempo controlado rigidamente pelo patrão.

Mas o trabalho adquire um caráter de sofrimento principalmente porque toda a riqueza como resultado final de todos os esforços é apropriado de forma privada e individual pelo patrão.

Todo o esforço do trabalhador, seu suor, explosão muscular, sua vida esvaída e drenada para dar vida às mercadorias. As mercadorias adquiriram vida própria no mundo dos negócios, enquanto o trabalhador virou objeto para o patrão; objeto descartável: não está bom, troca; está doente, pega outro; está ganhando muito, troca por outro por menos valor.

Definitivamente é preciso perder a paciência! Já passou da hora disso acontecer...


OPERÁRIOS SUL-COREANOS PERDEM A PACIÊNCIA.

A polícia da Coréia do Sul afirma que pelo menos 50 pessoas ficaram feridas em mais uma tentativa de expulsar 500 operários que ocupam a fábrica da Ssangyong Motors, em Pyongtaek, desde 22 de maio. Os operários protestam contra as demissões na fábrica, que faliu em fevereiro.

Cerca de 100 policiais tentaram invadir a fábrica. Os operários resistiram com as próprias ferramentas e expulsaram os policiais. Os feridos são em maioria policiais e a segurança privada contratada pela Ssangyong. Cerca de 4 mil policiais cercam a fábrica, mas os trabalhadores resistem.



OPERÁRIOS SUL-AFRICANOS PERDEM A PACIÊNCIA.

Cerca de 10 mil profissionais ligados a dois sindicatos do setor de transporte cruzaram os braços por um aumento de 9% nos salários (como é bom ter um sindicato que mobiliza a categoria, não é mesmo?).

Uma outra greve por aumento de salários, desta vez de 150 mil servidores municipais sindicalizados, interrompe a prestação de serviços básicos, como a coleta de lixo e a limpeza das ruas, em vários municípios.

Também 45 mil empregados do setor químico e energético que decidiram manter paralisação até que lhes ofereçam um reajuste mínimo de 10% de seus vencimentos.

As greves ainda podem ganhar a adesão de funcionários da SABC, a TV pública e da Telkom, a telefônica estatal. Servidores das duas empresas disseram que pararão se não ocorrerem mudanças nos salários, nas administrações das companhias em relação a possíveis demissões.

No começo do mês de julho, os operários que trabalham na construção dos estádios que abrigarão os jogos da Copa do Mundo de 2010 já tinham cruzado os braços. A paralisação, que durou uma semana, ameaçou atrasar a entrega dos campos.

A onda de greves na África do Sul se insere num panorama de desemprego, inflação alta e prestação deficiente de serviços básicos nas áreas mais pobres do país.



OPERÁRIOS CHINESES PERDEM A PACIÊNCIA.

Os trabalhadores da estatal Tonghua, do ramo siderúrgico, que ia ser privatizada, atiraram pela janela o diretor que foi até lá comunicar a conclusão do negócio e a demissão de 25 mil dos 30 mil trabalhadores. O diretor Chen Guojun, antes de ser arremessado pela janela do segundo andar, foi espancado pelos trabalhadores, que depois também enfrentaram a polícia. A agência de notícias Nova China anunciou que a privatização foi cancelada para evitar o agravamento da situação.





GREVES NO BRASIL – TRABALHADORES COMEÇAM A PERDER A PACIÊNCIA E VÃO À LUTA EM TODO O PAÍS.

Aconteceram 411 greves em 2008 no Brasil, o maior índice de paralisações dos últimos quatro anos. Em 2004, os trabalhadores de empresas privadas fizeram 114 greves, número que em 2008 saltou para 224. No setor público, o número de paralisações manteve-se praticamente estável, de 185 em 2004 para 184 em 2008. Cerca de 2 milhôes de trabalhadores cruzaram os braços.

Uma das explicações para o crescimento no número de paralisações foi o forte crescimento econômico observado nos três primeiros trimestres do ano passado, proporcionando aos trabalhadores um contexto favorável para reivindicar melhores condições de trabalho e remuneração.

As principais reivindicações de 2008 foram reajuste salarial, plano de cargos e salários e carreiras, condições de trabalho, contratações, cumprimento de acordo e piso salarial. Nas empresas privadas, 80% das greves tiveram bons resultados.

O número de greves em 2009 deverá se aproximar ao de 2008. Até junho de 2009, já ocorreram cerca de 250 greves. O balanço de reajustes negociados em 2009 indica que, comparado a 2008, mais categorias conseguiram pelo menos a reposição da inflação.




Extraído e editado a partir do informativo da CAMPANHA SALARIAL UNIFICADA 2009 dos Sindicatos dos Plásticos de Novo Hamburgo, Campo Bom, São Leopoldo e Montenegro, Sapateiros de Novo Hamburgo e bancários do Vale do Caí.
Esta campanha e as entidades recebem o apoio e a solidariedade de classe do SIMCA (Sindicato dos Municipários de Cachoeirinha) e da Oposição Metalúrgica de Gravataí.


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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO.

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Ele que erguia casa
onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
ele subia com as casas
que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
de sua grande missão:
não sabia, por exemplo,
que a casa de um homem é um templo,
um templo sem religião.
Como tampouco sabia
que a casa que ele fazia,
sendo a sua liberdade,era a sua escravidão.


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De fato, como podia
um operário em construção
compreender como um tijolo
valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
com pá, cimento e esquadria.
Quanto ao pão ele comia.
Mas fosse comer tijolo...

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E assim o operário ia,
com suor e com cimento,
erguendo uma casa aqui,
adiante um apartamento;
além uma igreja, à frente
um quartel e uma prisão:
prisão de que sofreria
não fosse eventualmente
um operário em construção.



Mas ele desconhecia
esse fato extraordinário:
que o operário faz a coisa
e a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia,
à mesa, ao cortar o pão,
o operário foi tomado
de uma súbita emoção
ao constatar assombrado
que tudo naquela mesa
- garrafa, prato, facão –
era ele quem os fazia!
Ele, um humilde operário,
um operário em construção.

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Olhou em torno: gamela,
banco, enxerga, caldeirão,
vidro, parede, janela,
casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
era ele quem o fazia!
Ele um humilde operário
um operário que sabiaexercer a profissão.


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Ah! homens de pensamento,
não sabereis nunca o quanto
aquele humilde operário
soube naquele momento!
Naquela casa vazia
que ele mesmo levantara,
um mundo novo nascia
de sequer suspeitava.
O operário emocionadao
olhou sua própria mão
sua rude mão de operário,
de operário em construção.
E olhando bem para ela
teve um segundo a impressão
de que não havia no mundo
coisa que fosse mais bela.





Foi dentro da compreensão
desse instante solitário
que, tal sua construção,
cresceu também o operário.
Cresceu em alto e profundo,
em largo e no coração.
E como tudo que cresce,
ele não cresceu em vão.
Pois além do que sabia
- exercer a profissão –
o operário adquiriu
uma nova dimensão:
a dimensão da poesia.




E um fato novo se viu
que a todos admirava:
o que o operário dizia
outro operário escutava.
E foi assim que o operário
do edifício em construção
que sempre dizia sim
começou a dizer NÃO!
E aprendeu a notar coisas
a que não dava atenção:
notou que sua marmita
era o prato do patrão,
que seu macacão de zuarte
era o terno do patrão,
que o casebre onde morava
era a mansão do patrão,
que seus pés andarilhos
eram as rodas do patrão,
que a dureza do seu dia
era a noite do patrão,
que sua imensa fadiga
era amiga do patrão.



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E o operário disse: NÃO!
E o operário fez-se forte
na sua resolução.


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Como era de esperar
as bocas da delação
começaram a dizer coisas
aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
nenhuma preocupação.
- “Convençam-no do contrário” –
disse ele sobre o operário.
E ao dizer isso, sorria
.


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Dia seguinte, o operário
ao sair da construção,
viu-se súbito cercado
dos homens da delação.
E sofreu, por destinado,
sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido,
teve seu braço quebrado,
mas quando foi perguntado
o operário disse: NÃO!



Em vão sofrera o operário
sua primeira agressão.
Muitas outras se seguiram,
muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
ao edifício em construção,
seu trabalho prosseguia
e todo seu sofrimento
misturava-se ao cimento
da construção que crescia.




Sentindo que a violência
não dobraria o operário,
um dia tentou o, patrão
dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
ao alto da construção
e num momento de tempo
mostrou-lhe toda a região.
E apontando-a ao operário
fez-lhe esta declaração:
-“Dar-te-ei todo esse poder
e a sua satisfação
porque a mim me foi entregue
e dou-o a quem bem quiser.
Dou tempo de lazer,
dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
será teu se me adorares.
E, ainda mais, se abandonares
o que te faz dizer não.”




Disse e fitou o operário
que olhava e refletia.
Mas o que via o operário
o patrão nunca veria.
O operário via as casas
e dentro das estruturas
via coisas, objetos,
produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia o lucro do patrão.
E em cada coisa que via
misteriosamente havia
a marca de sua mão.
E o operário disse: NÃO!


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-“Loucura!”- gritou o patrão.
“Não vês o que te dou eu?”
-“Mentira!”- disse o operário.
“Não podes dar-me o que é meu.”


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E um grande silêncio fez-se
dentro do seu coração.
Um silêncio de martírios
um silêncio de prisão
um silêncio povoado
de pedidos de perdão
um silêncio apavorado
como o medo em solidão
um silêncio de torturas
e gritos de maldição
um silêncio de fraturas
a se arrastarem no chão.





E o operário ouviu a voz
de todos os seus irmãos.
Os meus irmãos que morreram
por outros que viverão.
Uma esperança sincera
cresceu no seu coração
e dentro da tarde mansa
agigantou-se a razão
de um homem pobre e esquecido.
Razão porém que fizera
em operário construído
o operário em construção.


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VINÍCIUS DE MORAES. _______




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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Os trabalhadores não vão pagar pela crise!




Paralisações do dia 1º de abril de 2009 da Honda, Toyota, Samsung-Costech-Cellcomm em defesa do emprego, de salário e direitos.

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Em todo o mundo, os trabalhadores estão se organizando para enfrentar os efeitos da crise e as tentativas de empresários e governos de jogarem nas costas dos trabalhadores o preço da crise.

No mundo todo, os patrões se aproveitam deste momento para tentar retirar direitos e reduzir salários.Mas também no mundo todo, os trabalhadores estão organizando a resistência. Na França, já está sendo deflagrada a terceira greve geral.

Aqui no Brasil, teve início nesta semana, uma série de mobilizações por todo o país.



(Clique na imagem abaixo e ssista o vídeo no Youtube)



Na nossa região, o dia 1º de abril foi marcado por paralisaçãos em importantes empresas, como a Honda (e LSL), Samsung, Costech, Cellcomm e Toyota (paralisação de três horas na produção do 1º turno). No total, 9 mil trabalhadores entenderam a importância da organização neste momento e paralisaram a produção, mostrando aos patrões que não aceitaremos pagar o preço da crise que foi criada por eles.

Na paralisação da Samsung, os trabalhadores aprovaram em assembléia uma passeata até a Rodovia Dom Pedro I, que ficou parada por cerca de 10 minutos.




Texto e vídeo extraídos do site do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região no estado de São paulo.




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segunda-feira, 20 de julho de 2009

NENHUM DIREITO A MENOS, AVANÇAR NAS CONQUISTAS!



Trabalhadores(as), estamos numa etapa muito importante para classe trabalhadora, onde no setor industrial a reestruturação produtiva origina uma legião de desempregados, trabalhadores com serviços precários e doentes pelas jornadas excessivas, por outro lado, os servidores públicos sendo cada vez mais explorados pelos sucessivos governos que não fazem nada para melhoria das condições de trabalho para o servidor e para melhorar a qualidade do atendimento à população,sem contar os salários rebaixados.



Nesse sentido, os trabalhadores precisam urgentemente de uma nova discussão de como vamos passar esses obstáculos e não ficarmos em discussões corporativas e nos perpetuarmos no isolamento, precisamos de uma nova maneira de agir perante os patrões, já sabemos que usar somente a ferramenta da GREVE não resolverá nossos problemas e o pior poderemos entrar num processo de banalização da ferramenta de luta, que serve como legítima indignação da classe trabalhadora.




Nós da ASS estamos convictos que a classe trabalhadora vai precisar mais do que nunca, um verdadeiro processo de reorganização, que não passa por fundar novas centrais nesse momento e nem tampouco pelas consolidações dos mandatos legislativos, devemos recomeçar a discutir a organização por local de trabalho e dinamizar o processo de formação política aos militantes dos sindicatos, pois se notarmos nas direções sindicais estamos nos deparando com uma militância que tem pouca renovação e discussão política.






Vamos construir a resistência dos trabalhadores, que seja independente dos governos e autônoma dos Partidos, que construa uma agenda unificada pelas categorias.


intersindical.org.br




Venha construir conosco a luta dos trabalhadores !









A GM E A CRISE.

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QUANDO OS GOVERNOS DÃO DINHEIRO PARA OS POBRES É ASSISTENCIALISMO E QUANDO DÃO PARA OS RICOS É INVESTIMENTO.



Companheiros mais uma vez os patrões mostram sua cara quando as crises do capital se apresentam com maior intensidade, agora a GM começa a desacelerar sua produção e ativando as férias coletivas em outras plantas.



Todos os companheiros sabem que a tal crise nada mais é que o fruto da exploração dos trabalhadores do mundo todo, feito através da estrutura de poder que está implantado em todos os continentes, a qual a GM não é vítima, mas parte essencial de tal estrutura, portanto, não temos que realizar o discurso de pacote para proteger multinacionais, pelo contrário, devemos exigir que a empresa com seus lucros exorbitantes do último período, garanta os empregos e todos os direitos dos trabalhadores, pois nunca se lucrou tanto nesse país, como as montadoras e os bancos na atual conjuntura.



É revoltante quando um metalúrgico lê no CORREIO DO POVO do dia 09 que o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí está preocupado com a crise que se aproxima e irá procurar a Governadora Yeda Crussius e os deputados para estudar um pacote em proteção ao ramo automotivo, com intuito de proteger o emprego no complexo Gravataí, isso significa, que a entidade que era para representa os trabalhadores está na verdade representando os patrões, pois só existe uma ferramenta que poderá interromper qualquer plano de demissões: que é a organização por local de trabalho, para intencionar as lutas dos trabalhadores da GM.



A GM lucrou bastante e poderá perfeitamente agüentar toda crise que ela também contribuiu em sua construção, então vamos à luta, contra a exploração e os ataques dos patrões.



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ALTERNATIVA SINDICAL SOCIALISTA.

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PRESENTE NA REORGANIZAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA.
A Alternativa Sindical Socialista (ASS) é uma corrente de trabalhadores e trabalhadoras que se organiza nacionalmente. Somos um grupo onde participam metalúrgicos, sapateiros, operários da construção civil, químicos, bancários, vidreiros, radialistas, trabalhadores no serviço público entre outros que se organizam em sindicatos, coletivos e oposições.

Também temos trabalhado para estar junto com os trabalhadores desempregados ou que estão na informalidade e nas contratações precarizadas, justamente porque são parte do todo que forma a nossa classe.

Temos como principio em nosso trabalho a organização da luta a partir dos locais de trabalho, a solidariedade internacional de nossa classe, a independência dos patrões e do governo e a autonomia em relação aos partidos. Buscamos em nossas ações cotidianas o caminho para superação da sociedade de classes e a construção de um mundo socialista.


A
ALTERNATIVA foi criada em meados da década de 90 e foi uma das principais correntes dentro da CUT a combater a mudança de rumo da Central, que foi substituindo o enfretamento pela parceria com os patrões.

Somos uma organização de trabalhadores que defende a autonomia em relação aos partidos, mas também acredita na importância de um verdadeiro partido da classe trabalhadora que possa ser um instrumento de organização para avançar na luta.


Mas, diferente de outras organizações não defendemos que somente o Partido seja o responsável em dirigir as lutas gerais dos trabalhadores. Por isso a ASS além de estar contribuindo no processo de reorganização do movimento sindical, também está presente nas ações que vão além das questões imediatas da classe trabalhadora.


Infelizmente a Central criada no intenso processo de luta da classe trabalhadora, hoje se transformou em seu contrário: submissa ao governo e conivente com os ataques dos patrões.
Por isso a ASS tem impulsionado um processo de reorganização do movimento sindical, para retomar as lutas abandonadas da CUT.


São vários os exemplos das ações que estamos fazendo para reorganizar e retomar a luta da classe trabalhadora junto com todos aqueles que não se renderam aos patrões e ao governo: em 2006 realizamos paralisações no pólo industrial de Cubatão e na Toyota /SP em solidariedade aos metalúrgicos na Volks que lutavam contra as demissões.


Em 2007 construímos o 23 de maio Dia Nacional de Luta onde paramos a produção e a circulação de mercadorias envolvendo aproximadamente 2 milhões de trabalhadores no País, além da marcha à Brasília contra as reformas que atacam nossos direitos.

Nesse ano estamos construindo uma luta comum com os companheiros do MST e demais movimentos populares para enfrentar os ataques dos patrões que terão o apoio do governo.
Para aumentarem seus lucros os empresários precisam diminuir o valor da nossa força de trabalho e não fazem isso só diminuindo nossos salários.

Conseguem isso acabando com direitos como férias, 13◦, FGTS, além de aumentar a idade para aposentadoria e dificultar cada vez mais o pagamento de benefícios do INSS para os trabalhadores que na maioria são vitimas das doenças e acidentes provocados pelo trabalho. São essas reformas que o governo federal prepara para atender os interesses dos patrões.
Essa é a necessária luta que temos a fazer: nas ações cotidianas buscar a destruição dessa sociedade onde o Capital se enriquece na exata medida em que coloca a maioria da humanidade na mais profunda miséria.



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