terça-feira, 20 de maio de 2014

RITMO ACELERADO = Mais acidentes e doenças para os trabalhadores e Mais lucro para o patrão

Cada vez mais tem aumentado o número de pessoas com doenças causadas pelo trabalho: tendinite, burcite, hérnia, problemas pulmonares, de coluna, problemas psicológicos, até amputação de membros.
Muito se fala das empresas que nem sequer dão ao trabalhador as condições mínimas de trabalho, seja por falta de EPI ou pelas condições inseguras ou insalubres de trabalho.
Mas pouco se fala da principal causa dos problemas de saúde, que leva o trabalhador a se machucar: o ritmo da produção ditado pelas metas de produção.
Um exemplo é a GM, que mesmo com os EPIs, instruções de como fazer o trabalho ou máquinas com travas de segurança impõe ao trabalhador um ritmo absurdo de trabalho (além do takt time que está no papel) forçando o peão a “atalhar” a sua operação para não parar a linha, pois se o peão não fizer isso está sujeito a “mijadas”, aconselhamentos, ameaça de demissão e outros tipos de coerção.
Nas sistemistas, além disso não fornecem as condições mínimas de trabalho, como ventiladores, exaustores para produtos tóxicos, uniformes e até EPIs.
Estas empresas deveriam no mínimo pagar adicional de insalubridade para os trabalhadores. Pois não adianta nada a gente se matar de trabalhar agora e daqui há alguns anos estar cheio de problemas de saúde e sem condição de trabalhar.

E para ferrar com os trabalhadores as empresas contam com a ajuda de Mola-Quebrada e sua quadrilha. Pois os pelegos que estão na direção do sindicato sempre concordam e assinam embaixo das metas absurdas de produção dos patrões para acelerar a esteira.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Mundial: Só a produção aumenta, o salário não

No setor dos Alicates de cutícula a produção está a todo vapor: a produção diária que era de 2700 peças, passou para 3000, em pouco tempo aumentou ainda mais indo para as atuais 3150 peças no final da linha de cada célula.
Só a produção aumenta pois a média salarial dos trabalhadores na produção está em R$ 7,50 a hora. Junto a isso a pressão diária dos supervisores que para se dar bem com gerencia, atacam os trabalhadores que são os responsáveis pelo lucro do patrão.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Inflação nos últimos 12 meses - Maio de 2014

INDICADORES ECONÔMICOS

IEPE – Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas

BOLETIM ECONÔMICO
Abril de 2014

Custo do Cesto Básico
O custo do Cesto de Produtos Básicos de Consumo Popular, em Porto Alegre (Cesto Básico/IEPE), engloba 51 produtos. A variação acumulada no ano foi de 6,57%.

Custo Total
Abril de 2014
Últimos 12 meses
IPC/IEPE
R$ 626,01
0,40%
10,96%


Índice de Preços ao Consumidor
O Índice de Preços ao Consumidor, pesquisado semanalmente, tendo como base as despesas de 565 famílias da região metropolitana de Porto Alegre que recebem de 01 a 21 salários mínimos.

Abril de 2014
Acumulado do ano
Últimos 12 meses
IPC/IEPE
0,78%
3,70%
8,60%


 Fonte: IEPE

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Jackwal

E obrigação da empresa garantir uniforme, mas a Jackwal além de não respeitar esse direito, está descontando dos salários dos trabalhadores o que a direção da empresa chama de “empréstimo de uniforme”, que significa o seguinte: a direção da empresa empresta uniforme usado para o trabalhador, estipula um prazo para devolver e se a devolução for com atraso eles descontam do salário e ainda no valor de um uniforme novo.
Além disso, os trabalhadores estão sofrendo desconto nas férias, do dia que os pelegos fingiram que estavam participando do Dia Nacional de Luta.
O patrão não pode descontar esse dia das férias, os pelegos sabem disso, mas, nada fazem. Vão para a porta da fábrica falam, falam, mas até agora nem uma ação judicial contra esse desconto.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Sem "Força": discurso vazio e prática contraditória.







"Felicidade é quando o que você pensa, o que você diz e o que você faz estão em harmonia."
Mahatma Ghandi.







FARSA SINDICAL OU FORÇA PATRONAL.
Nas décadas de 60 e 70 o Regime Militar instituiu interventores nos principais e mais combativos sindicatos pelo país, entre eles, especialmente os da categoria dos metalúrgicos.
Quando se encerra o ciclo dos militares e começa a se estabelecer um clima de pretensa democracia, os antigos interventores contratados para desarticular os trabalhadores na base, são então patrocinados pelas empresas para manter-se nas diretorias dos sindicatos que usurparam pela força da Ditadura. Já é o período Collor e o seu ministro do trabalho é o Magri.
A primeira "central pelega" dessa nova fase é a Central Geral dos Trabalhadores(CGT), sob a tutela de Magri, como resposta dos empresários à ascensão da Central Única dos Trabalhadores(CUT), que já foi uma autêntica ferramenta de lutas e que agora nada difere do lixo que se tem hoje em Gravataí.
A CGT torna-se na sequência a Força Sindical, da mesma forma que, por exemplo, a Arena(partido que dava sustentação política à Ditadura Militar) se torna PDS(Partido Democrático Social) e mais tarde se divide em Partido Progressista Brasileiro(PPB, que hoje é só PP - Partido Progressista) e Partido da Frente Liberal(PFL, que adota o nome atual de Democratas, sonhando em serem comparados com os norte-americanos).
Mas isto é apenas uma referência à história recente e patética da política partidária brasileira.
Partidos políticos não são o que importa, porém não se deve deixar de estabelecer as devidas relações.


Na parte dos comentários(não deixe de fazer o seu, aliás), ao fim desta postagem, há um trecho que fala sobre mais relações políticas partidárias envolvidas.
Aliás, eleições são uma coisa com a qual os pelegos só sabem lidar através da fraude explícita, como as que ocorrem no Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí.
COMO ELES CONSEGUIRAM CHEGAR À DIRETORIA DO SINDICATO DA NOSSA CATEGORIA?
Com as conquistas políticas que obteve no início da década de 90, o Partido dos Trabalhadores(PT) passou a compor governos municipais de capitais importantes como Porto Alegre e São Paulo e do estado do Rio Grande do Sul mais adiante.
Isso fez com que o atrelamento da CUT ao PT sofresse uma brutal deformação da conduta de origem e passasse a ser utilizada como ferramenta eleitoral. Os diretores dos sindicatos filiados à CUT foram e são até hoje orientados a "conduzir" as categorias profissionais a atender aos interesses políticos eleitorais do PT, agitando-os ou freando-os conforme o interesse do partido, desconsiderando completamente as demandas autênticas dos trabalhadores de suas bases. Hoje mais especificamente o trabalho é o de refrear os impulsos por justiça e a luta organizada, para proporcionar e manter a "governabilidade" e a "ordem social" que adquiriram.
No Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre(que abrange - ou abrangia - a região metropolitana) houve uma "chupada de bala" por parte dos acomodados diretores, que sofreram um "golpe" de uns maltrapilhos que estavam à reboque. Uma turminha de inúteis que ocupavam espaço(e apenas isso) obteve financiamento DIRETO da General Motors(GM) através de ligações com o Palácio Piratini da era Antônio Britto e meteu uma "bola nas costas" dos cutistas que ficaram zonzos pelos dez anos seguintes e jamais se recuperaram.
Após uns cinco ou seis anos de brigas e disputas judiciais, a CUT arregou feio e cedeu a um ACORDÃO milionário, abandonando completamente os metalúrgicos da base de Gravataí à própria sorte ou, no caso, à pior das sortes, que é ser representados pela Farsa Sindical.
As decisões judiciais que permitiram que os ratos se instalassem em nosso sindicato são, no melhor das hipóteses, altamente contestáveis. Nem sequer foi considerado pela dita autoridade judicial realizar uma consulta à base dos trabalhadores para que nós mesmos escolhêssemos o que nos era melhor: a CUT, A Força ou um sindicato independente.
O primeiro presidente do, então recém criado, Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, se tornou seu diretor um dia depois de ter sua carteira profissional "esquentada" pela GM, sendo que todos por lá sabem que ele nunca montou uma única peça de carro ou apertou um simples parafuso sequer. A única coisa que eles, os pelegos todos, apertam são as mãos dos gerentes do CIAG/GM(Centro Industrial Automotivo de Gravataí - GM e Sistemistas).
Aqui, como em absolutamente todos os lugares onde a Farsa Sindical se instala, sua ascensão se dá por meios questionáveis. Sua permanência ocorre pela desarticulação da base e através da fraude inequívoca.
PÃO E CIRCO.
Fato é que se vangloriam de conquistas que não realizaram.
Todas as paralisações que ocorreram em todas as fábricas de Gravataí foram SOMENTE mérito dos trabalhadores e trabalhadoras que se indignaram com o trato desumano e abusivo por parte dos patrões que se sentem a vontade para fazerem o que quiserem.
Quando entram os diretores do sindicato na jogada é para fazer um "churrasquinho de enganação" para, em dois, três, quatro dias no máximo, entregarem os metalúrgicos de bandeja para os patrões. Durante as paralisações eles identificam e marcam aqueles que possam ser articuladores para após tentar coopta-los ou entrega-los para os RHs das empresas afim de se livrar deles.
Os valores que advém após isso são sempre muitíssimo inferiores ao que seriam de direito e que são os pleiteados pelos trabalhadores e trabalhadoras.
Recentemente eles tem panfleteado sobre uma pretensa retirada de direitos organizada pelos empresários, mas não referem sobre o Acordo Coletivo Especial(ACE, criado pela CUT), até há pouco, APOIADO pela Força Sindical que só conteve este apoio, após a divulgação nas mídias de que este ACE na verdade desabilita toda a proteção da legislação trabalhista vigente.
Para não queimar seu filme(como se pudessem queimar ainda mais!) fazem todo esse alarde e dizem que vão para Brasília lutar pelos nossos direitos. Contraditoriamente NUNCA fizeram NENHUMA manifestação em nossa própria cidade com intuito de conquistar mais direitos para nossa categoria. Mas já fizeram até carreata para "sensibilizar" o governo e a população a dar MAIS DINHEIRO  para a GM(como se ela precisasse!).
Na base de Gravataí não existe NENHUMA CONQUISTA no que se refere a cláusulas sociais, nenhum direito que não seja os que já são garantidos em lei, as reposições salariais são pouco acima da inflação e há uma enorme defasagem salarial em relação aos trabalhadores de outras cidades e estados como se os metalúrgicos de Gravataí merecessem menos que os de Porto Alegre ou São Paulo.
Para piorar ainda existem situações em que a proteção da lei nem é garantida, como no caso do malfadado banco de horas que é totalmente ilegal! Quem trabalha em fábricas que possuem banco de horas poderia facilmente contestar na justiça, mas corre o risco de ter seu direito negado, porque a diretoria do sindicato ratifica esta distorção, fazendo até publicidade desta agressão aos direitos trabalhistas. Este é um bom exemplo da prática dessa diretoria(contra o discurso hipócrita) do negociado sobre o legislado!
Não é à toa que as pessoas viram as costas, não dão atenção e entram na fábrica quando os diretores começam a fazer seus discursos vazios. Não é que essas pessoas não queiram lutar para melhorar suas condições, mas sim que tem consciência de que vão ser enganadas por estes inescrupulosos, hipócritas e oportunistas.
COMO "DETETIZAR" NOSSO SINDICATO DESSES INSETOS?
Já vimos que os que se instalaram na diretoria do nosso sindicato adoram expor suas fotos nos panfletos que entregam nas fábricas. Deve ser um desses casos raros em que o criminoso faz questão de ser reconhecido!
Curioso é ver que eles estão bem ativos e comparecendo como nunca nas portas das fábricas. Os peleguinhos estão trabalhando bastante! Sabem por quê?
Possivelmente deve ser motivado pelo fato de o Ministério Público e a Justiça do Trabalho estarem de olho neles por causa das fraudes da modificação do Estatuto da Entidade, das recentes eleições, da não prestação de contas nos últimos... Todos os anos! E do enriquecimento suspeito e aquisição de bens dos diretores do sindicato.
Não contentes em receber o generoso "arrego" da GM e dos patrões do distrito industrial e demais metalúrgicas de Gravataí para venderem nossos direitos, parece que os pelegos não se aguentam ao ver o dinheiro que entra do imposto sindical e das "contribuições assistenciais".
 Por mais incrível que possa parecer, a resposta que devemos dar a tudo isto é justamente nos sindicalizando.
Devemos nos organizar dentro de nossas fábricas e formar grupos para discutir as situações que enfrentamos diariamente de exploração, desvalorização e desrespeito.
Nos encontrarmos fora da fábrica para traçar metas e planejamentos é indispensável, bem como para organizar uma sindicalização em massa, formar uma chapa de oposição à atual direção e derrota-los pelo voto apesar de toda a falcatrua que implementaram para impedir eleições livres e limpas.
Um sindicato é uma ferramenta que deve estar nas mãos dos trabalhadores e não de lacaios dos patrões!
Vamos retomar o nosso e, independentemente de obtermos êxito imediato ou daqui algum tempo(isto realmente não importa!) ainda assim nos mantermos organizados na luta  para garantir que não haja NENHUM DIREITO A MENOS E AVANÇAR NAS CONQUISTAS!
Querem saber como? Entrem em contato, perguntem e passem mais informações sobre as situações dentro de suas fábricas. Isto é só um começo...
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domingo, 21 de outubro de 2012

“Metalúrgicos: Acordo Coletivo Especial não é reforma da CLT”

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 Sob o manto do “pragmatismo” (lei-se OPORTUNISMO) e denúncia do “discurso ideológico”, esconde-se a colaboração de dirigentes sindicais com o desmantelamento dos direitos e garantias duramente conquistados pela classe trabalhadora assalariada.

Nada melhor que COMPRAR dirigentes sindicais para que eles amaciem as costas do trabalhador, para que o patrão possa sentar-se confortavelmente ali. Nada melhor que cooptar a burocracia sindical para uma contra-reforma neoliberal.

Assim, o governo que já havia prometido não desmantelar a CLT pode se apresentar como intérprete da “vontade do trabalhador”, reduzida à vontade do burocrata sindical oportunista e pelego."
Matheus.

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 Para a Força Sindical, Acordo Coletivo Especial de Trabalho não traz retrocesso.
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Nós da Intersindical também achamos que é um grande avanço... Na forma de explorar os trabalhadores. O NEGOCIADO se sobrepondo ao LEGISLADO, puxando PARA BAIXO os direitos conquistados durante mais de um século de lutas e sangue.
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O QUE DIZ A CUT: "NÃO SOMOS OS PAIS DESSE CRIANÇA!"

"Mídia distorce informações sobre Acordo Coletivo Especial, em debate nas centrais Proposta não flexibiliza a legislação trabalhista para eliminar direitos; fortalece comitês sindicais para evitar que conflitos do dia a dia cheguem à Justiça."

"Por desinformação ou má-fé, a grande mídia vem publicando matérias equivocadas e distorcidas sobre o Acordo Coletivo Especial (ACE). Afirmar que a CUT, a central mais combativa do país, defende um projeto de Lei que permite a redução de salários em caso de crise econômica é um desrespeito à inteligência do leitor e, em especial, à nossa trajetória de lutas, conquistas e defesa dos direitos da classe trabalhadora. 

Ao contrário do que foi publicado no jornal O Estado de São Paulo no dia 23, o ACE não é um projeto de lei que flexibiliza a legislação trabalhista e muito menos que está prestes a ser votado no Congresso Nacional. A proposta que está em debate interno na CUT e também junto às demais centrais sindicais – ainda não há consenso –, fortalece os Comitês Sindicais de Empresa, que funcionam nos locais de trabalho e contribuem para a solução de conflitos sem necessidade de se recorrer à Justiça do Trabalho ou ao Ministério Público do Trabalho para resolver todas as demandas do dia a dia. A CUT defende o Contrato Coletivo Nacional e Protocolos de Livre Adesão, como o da cana-de-açúcar e o da construção civil, que ajudamos a construir, e também, a modernização das relações entre o capital e o trabalho. 

E o ACE trata justamente deste último item, ou seja, da possibilidade legal de uma nova modalidade de negociação com regras claras e rígidas, que protejam os trabalhadores, impeçam que empresários sem escrúpulos e sindicatos fantasmas tentem negociar para baixo os direitos dos trabalhadores. Entre as travas que constam da proposta, vale destacar as seguintes: o acordo não pode ser negociado em todas as empresas; é de caráter voluntário, e, para adotar o mecanismo de negociação tanto empresas quanto sindicatos têm de cumprir uma série de requisitos, entre elas chamo a atenção para, pelo menos, sete: 

1) para aderir ao ACE a empresa tem de ser certificada como cumpridora de suas obrigações; 
2) não ter histórico de práticas antissindicais; 
3) ter histórico de negociações salariais com o sindicato que representa os trabalhadores; 
4) não recorrer à Justiça em todas as negociações coletivas; 
5) ter adotado a organização no local de trabalho com trabalhadores eleitos para a função e acompanhamento do sindicato; 
6) comprovar que pelo menos 50% mais 1 dos trabalhadores são associados ao sindicato; 
7) os sindicatos devem comprovar o reconhecimento da comissão sindical de empresa nos seus estatutos. 

Os direitos fundamentais expressos no artigo 7º da Constituição Federal não são nem serão objeto de negociação. As negociações feitas pelos Comitês Sindicais de Empresa não podem envolver perda ou redução de direitos fundamentais. O objetivo da proposta é justamente ampliar os direitos por meio da modernização e democratização das relações entre trabalhadores e empresários, adaptando as negociações às realidades das empresas, sem redução, flexibilização ou extinção de direitos. 

Como já disse, a ideia é utilizar a negociação coletiva como instrumento para a solução dos conflitos. O Estadão fez uma enorme confusão entre o ACE e outra proposta que também estamos debatendo internamente na CUT e com as centrais sindicais. Esta segunda proposta diz respeito à criação do Programa Nacional de Estabilização e Manutenção do Emprego no Setor Privado (Pneme), que também ainda não é um projeto de lei. 

O Pneme sugere a criação de mecanismos de proteção ao emprego e à renda dos trabalhadores/as de empresas que sofrerem mais os efeitos de crises econômicas, como a que vivenciamos nos anos de 2008/09 quando somente no setor metalúrgico foram eliminados mais de 200 mil postos de trabalho. 

Para evitar demissões em massa nesses períodos, estamos propondo a manutenção da multa de 10% do FGTS que as empresas pagam em caso de despedida sem justa causa, que deveria ser extinta no final deste ano. A ideia é criar um fundo que possa cobrir os salários dos trabalhadores em caso de redução da jornada de trabalho, parada total da produção ou liberação do trabalho de parte dos empregados por tempo determinado. 

Detalhe importante: esse fundo somente poderá ser utilizado pelas empresas que comprovarem dificuldade financeira em razão de grave crise econômica. E, para acessar os recursos do Fundo, a empresa e o sindicato precisam firmar um acordo coletivo assegurando a manutenção dos empregos para todos os trabalhadores por um período de até três meses subsequentes ao período em que a empresa se beneficiar do programa. 

Não é permitido fazer horas extras durante a vigência do acordo e ele deve ser registrado no Ministério do Trabalho e Emprego. Como se vê, são duas propostas totalmente distintas e que ainda estão em construção e debate dentro da CUT, com as centrais e com o governo. Infelizmente, as matérias citadas misturaram as propostas causando desinformação e confusão. 

Também não são propostas acabadas. Até mesmo porque pela tradição democrática da CUT preferimos estabelecer e esgotar o debate antes de chegarmos a conclusões definitivas. Nenhuma das duas propostas trata de flexibilização da legislação trabalhista, como afirmou o jornal, mas sim, do aperfeiçoamento e modernização da lei e, principalmente, do fortalecimento dos sindicatos representativos, com organização no local de trabalho. 

Para finalizar, quero dizer que o ACE resgata um princípio histórico da nossa central, que é fazer um sindicato próximo ao trabalhador, resolvendo conflitos no local de trabalho à medida que as demandas vão surgindo. Além disso, contribui para fortalecer a negociação coletiva no Brasil, que praticamente não existe, e também o papel do sindicato como legítimo representante do trabalhador. O resultado é a diminuição da judicializacao das relações trabalhistas por conta do poder normativo da Justiça do Trabalho. É isso que a CUT defende desde a sua fundação. Surgimos para lutar contra essa legislação trabalhista ultrapassada e defender a livre negociação."

Por: Vagner Freitas, presidente da CUTPublicado em 25/09/2012, 18:25


 Realmente é um insulto à inteligência tentar dizer que um acordo especial onde direitos são negociáveis não é o mesmo que flexibiliza-los.

"Não se vai mexer no artigo 7º da Constituição"! É mesmo?
É claro que não. Reformas constitucionais iriam chamar muito a atenção.

Propostas não estão acabadas porque requerem mais discussões? Sim, dentro do clubinho dos que "decidem pelos trabalhadores" e não com os trabalhadores. Falta discutir como vão empurrar goela abaixo essa sopa indigesta e fedorenta sem causar reação.

O que a CUT já foi, seus dirigentes tratam bem de destruir. Já não há diferenciação possível entre a Força Sindical e a CUT.

A "emenda" que aqui foi feita saiu tão ruim quanto o "soneto", que não pode ser pior. Fundo para "empresas em crise" a partir do FGTS do trabalhador? Tenha paciência...

Um recado aos neo-Cutistas: sindicato se fortalece na luta.
Quando houve a última greve geral nacional? Os trabalhadores não têm autorização de afetar a "paz social" e atrapalhar a governabilidade.

Não há acordos possíveis entre inimigos naturais, a presa e o predador. Nós trabalhadores temos de fortalecer a manada com união para repelir os ataques das bestas empresariais.

Não há lugar para negociação nos conflitos Capital vs.Trabalho!
A vitória é sempre deles e temos de reverter isto, de um jeito ou de outro.

O ACE não acaba com as leis que garantem direitos? Não, só faz com que sejam desconsideradas. O Brasil precisa mais de distribuição de renda e justiça social do que de produtividade. Muito mais que isso: precisa acabar com o status quo. Nada de reformas e sim um outro país possível. Nenhum direito a menos e avançar nas conquistas! Abaixo o peleguismo!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Flexibilização das Leis Trabalhistas: Uma Agressão Real Agora!

Uma conversa com o companheiro Eliezer, metalúrgico de Campinas, sobre as iniciativas que tem sido tomadas sorrateiramente pelos empresários, governo federal e(pasmem ou não) a CUT para promover uma "flexibilização" das leis que regulamentam as relações de trabalho, para reduzir os direitos dos trabalhadores, considerando os acordos que os rebaixarem com valor superior às leis que garantem esses direitos, que são o resultados de mais de século de luta da classe trabalhadora.

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Não basta a esses porcos mesquinhos que lucrem muito; precisam nos ver derrotados e na mais absoluta penúria!


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Este artigo foi reproduzido, sob a forma de cartaz, pelos metalúrgicos da Volkswagen de São Bernardo.










Qualquer trabalhador pode entender como funciona a máquina do capitalismo. Veja o gol acima com suas “fatias”, ele revela o segredo da mais-valia.


A fatia branca inclui as matérias-primas, autopeças, gastos com energia, desgaste das máquinas, tudo que é preciso para produzir um gol 1.000, de R$ 263 milhões pela tabela de maio/1993.


A fatia branca entra com 29,31% do total: R$ 77 milhões.

A mão de obra que produz um Gol de R$ 263 milhões custa R$ 17,7 milhões, 2.95% do total, contando FGTS, férias e 13° salário de todos os horistas (mas só parte dos mensalistas, pois só parte deles são produtivos).


Faça as contas: com R$ 77 milhões de matéria-prima os operários fizeram um carro de R$ 263 milhões. Criaram portanto R$ 186 milhões de valor com seu trabalho.


Mas só receberam R$ 7,7 milhões. Trabalharam 8 horas por dia e só receberam por 20 minutos O patrão ficou com o resto!


terça-feira, 29 de maio de 2012

Mundial - maio de 2012.

 PLR A FARRA DO PATRÃO!

A Participação dos Lucros começou na década de 90,
durante o governo FHC, com a pressão dos patrões para
 impo-la, porque com isso aumentaria a produção e os
 lucros, substituindo o pagamento dos abonos ou 14º salário.

Então de lá para cá, várias fábricas aplicaram o PLR que
não é incorporado aos demais direitos como férias,
13º salário, FGTS e não incorpora no salário.

E, ainda por cima, aqui na Mundial a pelegada
acertou com o patrão uma GORJETA no lugar do
PLR e parcelada em TRÊS vezes! Que sacanagem!

O compromisso do PLR
TEM DE SER COBRADO
 do patrão, mas a luta
 mais importante ainda é o
foco na Campanha Salarial.

Fique atento!


Contatos: 9237 2964 / 8253 2991 /
9137 4567 / 9836 2206 / 8567 7292

ASSÉDIO MORAL CORRE A SOLTO NA MUNDIAL.

Os trabalhadores estão cada vez mais preocupados com a
política adotada pela Gerência da empresa, pois os
trabalhadores não conseguem trabalhar sem serem
incomodados pela chefia.

A pressão para atingirem as normas de produção a qualquer
preço, sem a preocupação da qualidade da matéria prima é
legítima atitude de quem proporciona o Assédio Moral.

Isso retrata um retorno ao passado, na primeira Revolução
Industrial, onde existiam capatazes das industrias, para
sacrificarem os trabalhadores em situações totalmente
insalubres.

Temos que dar um basta aos abusos, denunciar o assédio
moral, usar a CIPA como canal de revolta contra o assédio,
porque senão, os patrões continuarão com essa política com
o nosso silêncio.

Nosso jornal também poderá exercer essa tarefa de denunciar
sem comprometer a fonte da informação, pois é fundamental
assegurar a estabilidade do emprego dos companheiros.

A Gerência Industrial tem que mudar sua atitude, significa
em deixar os trabalhadores produzirem normalmente,
porque tentar subir, passando por cima dos outros não
funciona.

Um dia a casa cai, como caiu anteriormente. Hoje você é
gerente, mas no passado estava na lista de demissão, portanto
mude de atitude !



PROBLEMAS NA AFIAÇÃO DOS ALICATES.

    A Chefia deveria ela mesma pegar os alicates para afiar, no
momento de folga dos trabalhadores, principalmente quando
 a matéria prima é de péssima qualidade, não dá para admitir
 tanta pressão naquele setor.

Como sempre a produção fica em primeiro lugar e a saúde
 não tem posição para o patrão, porque não respeitam nem o
 período estabelecido para o descanso do operador da afiação,
 que já foi estabelecido pelo Ministério do Trabalho.

O Patrão só sabe dar advertência para quem não consegue
 atingir a meta diária, mas não se preocupa de investigar a
 causa dos acontecimentos, pois é mais fácil para quem é
incompetente, colocar a culpa nos trabalhadores da produção.

Vamos continuar denunciando. Pode ser que  os diretores do
 Sindicato que estão dentro da fábrica, comecem a atuar de
 fato, pois se esconder atrás de  uma estabilidade do
 sindifantasma não adianta de nada!

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