segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Governo retira direitos dos trabalhadores



MINISTÉRIO AO GOSTO DO CAPITAL, PACOTE CONTRA OS TRABALHADORES, PACTO SOCIAL PARA TENTAR FREAR A LUTA DE CLASSES

Por: INTERSINDICAL

NOSSA TAREFA É AMPLIAR A LUTA PARA ENFRENTAR OS ATAQUES CONTRA A CLASSE TRABALHADORA E AVANÇAR

Assim 2014 se encerra e 2015 se inicia

Na última semana de 2014, o governo federal do PT coloca em movimento medidas para aprofundar seu compromisso em ser um governo capaz de gerenciar os interesses da burguesia.

Após o anúncio de seu novo Ministério, que para além de comtemplar o fisiologismo partidário, demonstra que nas pastas mais importantes estarão lá os fiéis representantes da burguesia, como no Ministério da Fazenda,

Indústria e Comércio, Agricultura, Planejamento, num gesto claro de compromisso de administrar a máquina do Estado para garantir as necessidades do Capital.

No dia 29 de dezembro o governo anunciou cortes em direitos garantidos que não são fruto de concessão de governos e patrões, mas resultado de anos de luta do conjunto de nossa classe.

Vejam só, algumas das principais medidas do pacote do governo contra os trabalhadores:

- O abono salarial (PIS) ao qual todos os trabalhadores tinham direito desde que tivessem no ano trinta dias de trabalho , agora só será pago para quem trabalhar por seis meses ininterruptos durante o ano em curso.

- O seguro desemprego que era pago a todo o trabalhador que tivesse trabalhado por 6 meses durante o ano, agora será pago só para aqueles que tenham trabalhado por 18 meses ininterruptos.

- O pagamento pelo INSS aos trabalhadores que tiverem que se afastar do trabalho por motivo de doença, que antes era a partir do 16° dia de afastamento, agora será pago pela Previdência só depois 30 dias de afastamento e mais: as empresas vão poder realizar as perícias médicas.

Ou seja, se antes já havia uma promiscuidade instalada nas perícias, onde vários médicos que atuam como peritos dos INSS, também prestam serviços paras empresas privadas, o que resultava nos casos de acidente e doenças provocadas pelo trabalho, o não reconhecimento do nexo causal entre a doença e/ou acidente e o trabalho, agora o governo abre a porteira para dar andamento ao que se iniciou nos governos do PSDB: os patrões terão mais ferramentas para se “livrar” da força de trabalho que necessitar de afastamento, ou seja, demissões de mais trabalhadores que em grande parte tem seu adoecimento provocado pelas condições de trabalho.

E tem mais: antes o pagamento era feito a partir da maior contribuição ao INSS, agora será reduzido à média de contribuições dos últimos 12 meses.

- Na pensão por morte, o governo agora se coloca como “juiz das relações”: a medida imposta reconhece como casamento e/ou união estável o relacionamento a partir de dois anos e o pagamento será feito a partir de no mínimo dois anos de contribuição.

O que se fala, demonstra o conteúdo das medidas adotadas, vejam as palavras do Ministro da Casa Civil para justificar o pacote, colocando como exemplo a alteração do pagamento do abono salarial:

“O benefício trata de forma igual quem trabalha 30 dias em um ano e quem trabalha o ano inteiro. Bastou trabalhar 30 dias, tem direito ao programa. Vai ser pago proporcionalmente aos meses que ele trabalhou, como é o 13° salário”, explica o ministro-chefe da Casa Civil, Aloízio Mercadante

Assim o Ministro da Casa Civil, aceita as demissões, um dos instrumentos do Capital para manter e ampliar seus lucros e tenta ocultar essa ferramenta tão utilizada pelos patrões. Chega ao ponto de tentar transformar esse parco direito, como privilégio para quem recebê-lo. O Ministro ao defender a medida, protege os patrões e penaliza o trabalhador, como se fosse dele a “culpa” de não trabalhar o ano inteiro e mais: diz que estão “buscando um alinhamento aos padrões internacionais”, leia-se: reduzir direitos para tentar cobrir o rombo provocado ao assumir a dívida privada do Capital, como dívida pública, a receita produzida pelos EUA e também aplicada pela Europa. Para os patrões apenas suspensão das benesses de isenção e diminuição do IPI.

Chamam de “excesso” direitos básicos e além de tentar dividir a classe, ao impor as novas regras para os que serão empregados a partir de agora, querem transformar em força de trabalho “privilegiada” quem hoje está empregado e assim potencializam a rotatividade, instrumento tão utilizado pelos patrões para diminuir o preço da força de trabalho.

Após pouco mais de 72 horas do pacote, Dilma em seu discurso de posse ainda fala em respeito aos direitos sociais e com a mesma marca iniciada desde a chegada do governo do PT à Presidência da República, cercado de muita ideologia diz que defende: “... o Brasil que trabalha e o Brasil que produz...”, tentando assim ocultar que os mesmos que trabalham, são os que produzem, ou seja, os trabalhadores e não aqueles que se beneficiam do trabalho, os capitalistas sejam eles industriais na cidade do campo, sejam eles os parasitas do sistema financeiro.

O governo comemora a “economia” de R$ 18 bilhões de seu pacote sustentado à base da retirada de direitos, fala de um déficit da Previdência, escondendo os reais e grandes sonegadores: as empresas, sem distinção de ramo econômico.

Para tentar dar sustentação ao seu projeto, mais uma rodada de pacto social: Na semana anterior ao anúncio do pacote do governo, o PT coloca Lula para convocar diversos setores do movimento sindical e popular para uma “agenda de mobilização”. Escondidos na plataforma da reforma politica, o governo federal sem ainda alterar a legislação trabalhista, já ataca direitos básicos, através de medidas tomadas pelo executivo com as mudanças no pagamento do abono salarial, seguro-desemprego e diretos previdenciários.
A plataforma do governo sobre a reforma política tenta ocultar no pronunciamento de Dilma na posse ao Planalto o seu real conteúdo: quando se utiliza de reivindicações básicas dos trabalhadores como “Nenhum Direito a Menos” tenta ocultar o ataque feito a direitos básicos, através do pacote anunciado antes da posse que demonstra que as principais medidas são de ataque aos trabalhadores.

A unidade necessária se faz para defender os direitos da classe trabalhadora e não para se submeter: as organizações que se reuniram uma semana antes da posse, como movimentos MTST, MST, Conlutas e Intersindical (sendo que essa não é a legítima Intersindical) Consulta Popular, centrais sindicais como CUT e outras e Partidos como, PT, PCdoB, Psol, PSTU, se utiliza da unidade como instrumento de retórica, pois no referido encontro não há nenhuma plataforma concreta de luta para enfrentar os ataques impostos contra os trabalhadores, apenas uma vaga e superficial bandeira por “ reformas populares”.

A Intersindical - Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora não participou dessa reunião onde a unidade não se concretizou em ações para enfrentar os ataques do Capital e de seus governos: Para nós a unidade se constrói em ações concretas que tenham como objetivo enfrentar os ataques do Capital que se expressam diretamente no processo de trabalho seja ele estabelecido em contratos formais ou não, seja na retirada de direitos através da imposição de pacotes como esse do governo federal, seja através do pacto com várias representações formais que se expressam nas centrais sindicais, como a CUT, CTB, UGT, Nova Central entre outras que apresentaram projeto de lei que consente a redução de salários em até 30% quando o governo assim avaliar que o Capital se encontra em crise.

Não vão se utilizar de nossas bandeiras e de nossas reivindicações para tentar transformá-las em seu contrário: seguimos firmes em luta para garantir a manutenção e ampliação dos direitos de nossa classe, não estaremos nos fóruns que falam de unidade, mas não a concretizam em luta contra os ataques do Capital e seus governos.

Em cada local de trabalho, vamos ampliar a luta por nenhum direito a menos e para avançar rumo a novas conquistas.

Não ao pacote do governo que ataca os direitos dos trabalhadores, em luta por mais salários, direitos, empregos, redução da jornada sem redução salarial.

Unidade se faz na luta concreta para enfrentar os ataques do Capital e de seus governos contra a classe trabalhadora.

(fonte: http://www.intersindical.org.br/mobilizacao/noticias2/item/636-minist%C3%A9rio-ao-gosto-do-capital-pacote-contra-os-trabalhadores-pacto-social-para-tentar-frear-a-luta-de-classes)

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

História da Oposição Metalúrgica

Somos a Oposição Metalúrgica e juntos com a Intersindical, uma organização que reúne Sindicatos e Oposições de luta em todas as regiões do país, estamos na luta para que o Sindicato dos Metalúrgicos seja um instrumento de defesa dos trabalhadores.

Trabalhamos em várias fábricas metalúrgicas de Gravataí e não desistimos de organizar a Oposição para derrotar os pelegos da Força Sindical, central que está no Sindicato e foi criada na década de 90 com o objetivo de ser parceira dos patrões.

Nosso principal objetivo é organizar os trabalhadores no local de trabalho e retomar o Sindicato para ampliar a luta pela manutenção e ampliação dos direitos. Para enfrentar os ataques dos patrões que reduzem salários, impõem o banco de horas, dão calote no PPR é fundamental termos o Sindicato para organizar a luta contra esses ataques.

O Sindicato deve ser um instrumento de resistência e de luta dos trabalhadores e deve estar nas mãos dos trabalhadores. Por isso é necessário fortalecer a Oposição e termos uma CHAPA para derrotar os pelegos que ainda estão no Sindicato.

Os pelegos que hoje estão no Sindicato sabem que os metalúrgicos não os reconhecem como seus representantes, por isso fazem de tudo para tentar impedir que a Chapa de Oposição participe das eleições. Mudaram o Estatuto sem a participação da categoria para dificultar ainda mais a inscrição da Chapa de Oposição e a eleição de 2014 por exemplo, ainda está no Judiciário por causa das irregularidades que os pelegos fizeram para se manterem a qualquer custo no Sindicato.

Nós não desistimos e estamos junto com os metalúrgicos, sabemos dos problemas que os companheiros enfrentam dentro das fábricas e denunciamos os ataques dos patrões em nossos Jornais, como também nos órgãos de fiscalização como o Ministério Público do Trabalho e o mais importante seguimos trabalhando para ampliar a Oposição para que o Sindicato seja dos trabalhadores. Se você ainda não é sindicalizado, fique sócio o quanto antes e vamos juntos lutar para ter o Sindicato nas mãos dos trabalhadores.

sábado, 29 de novembro de 2014

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Demissões na GM continuam...


A empresa já demitiu muitos trabalhadores e continua demitindo, mas faz aos poucos pra não chamar a atenção.
E os pelegos não fazem nada, de vez em quando garganteiam que são contra, mas é só papo. Uma vez ou outra readmitem 1 trabalhador enquanto esquece e ignora as centenas que já foram demitidos injustamente.
E ainda tem a cara de pau de dizerem que a Oposição Metalúrgica que é a favor das demissões e contra a reintegração dos trabalhadores! Os pelegos do sindicato estão pensando que os trabalhadores são cegos e não enxergam o que eles estão fazendo? Enquanto fazem um discurso, a prática é outra.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Transporte BIQ 4!



A qualidade do transporte dos trabalhados do complexo da GM continua PÉSSIMA! Qualquer empresa média em Gravataí tem ônibus confortável, rápido e com ar condicionado para seus funcionários.
E não essas porcarias de ônibus que levam os trabalhadores de Gravataí e Cachoeirinha.
Para algumas linhas não tem nem parada coberta pra se proteger da chuva, como é o caso do Xará e Ponte.
Inclusive tem linhas que vem por longos trechos na RS 118 e Freeway, como o Fátima, sem cinto de segurança e com trabalhadores em pé.

E o SindPelego todo ano diz que está negociando e que vai melhorar o transporte, mas é só papo, nem reclamam pra empresa, daí querem entregar jornal toda semana e fazer festa pra dizer que fazem alguma coisa pra nós...

BIQ 4: mais lucros pra GM e mais trabalho e doenças para os trabalhadores

A nova meta da planta de Gravataí é o BIQ 4, mas o que isso significa? Mais qualidade? Pra quem? Pro patrão, pois para os trabalhadores as condições de trabalho vão piorar e muito.

Será uma reestruturação em toda a planta, diminuição das EVs demitindo trabalhadores da qualidade, e corte de postos de trabalho pra fazer o peão trabalhar por dois.
E devido ao ritmo mais acelerado, mais doenças do trabalho como stress e lesões.

E os pelegos do sindicato deram seu apoio ao patrão negociando metas de produção, qualidade e absenteísmo altíssimas para que não sejam alcançadas, e assim a empresa pode pagar menos PPR em janeiro...
Além disso centenas de trabalhadores já foram demitidos e o sindicato não faz nada, de vez em quando reintegra 1 e fica se gabando de que faz muita coisa.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A campanha salarial dos pelegos é igual à lesma com cãibra!


Mais devagar seria impossível a campanha salarial dos metalúrgicos, sendo que não poderíamos esperar algo diferente dos pelegos do sindicato.
Muitos empresários já tinham pago o INPC do mês de setembro antecipadamente e, por ver a falta de representatividade da diretoria do sindicato, rebaixou ainda mais sua primeira proposta que era de 8%, significa que mais uma vez os empresários comandam a campanha salarial dos metalúrgicos de Gravataí. Infelizmente a diretoria do sindicato não organizou nenhuma resistência aos desejos patronais, pelo contrário, inclusive fez o discurso da crise do patrão.
 A eleição do sindicato está chegando, está na hora dos companheiros sindicalizados se somarem a oposição, ajudar a construir a chapa de oposição e derrubar essa turma que nada faz pela categoria!

 Entre em contato conosco e vamos demonstrar nas urnas nossa insatisfação!

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Denúncia: AVM


A partir de denúncias que recebemos publicamos em nosso site o assédio moral que estava ocorrendo na AVM com líderes empurrando racks em cima dos trabalhadores colocando em risco sua integridade física.
Tivemos o retorno de que houve repercussão no chão de fábrica e que essa situação acabou.

Se há problemas na empresa entrem em contato conosco!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Südmetal é ré em ação civil pública/coletiva ajuizada pelo MPT.

Comunicamos a todos que o Ministério Público do Trabalho ajuizou Ação Civil Pública 0020148-85.2014.5.04.0234 e Ação Civil Coletiva 0020148-94.2014.5.04.0231 em favor dos trabalhadores do grupo Südmetal. Trata-se de inquérito civil instaurado em virtude das denúncias feitas pelos trabalhadores com total colaboração da Oposição Metalúrgica. Para acompanhar o andamento das ações basta entrar no site do TRT (trt4.jus.br) e digitar o numero do processo.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Dana: demissões e propostas indecentes

A empresa nesse período de campanha salarial apresenta proposta mais rebaixada aos trabalhadores da Dana Gravataí, agora ela está falando em lay-off! E pra piorar, a direção do sindicato demora demais em discutir com os trabalhadores uma saída aos impasses, dando chance pra empresa demitir. Não poderíamos esperar outra atitude de um sindicato criado pela GM e controlado por todos os patrões.
O lay-off é uma rasteira no direito dos trabalhadores, na real significa a suspensão do contrato de trabalho sem garantias de recontratação, pois estes passarão meses sem receber seus salários completos e estão sujeitos a demissão a qualquer momento.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

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