quinta-feira, 21 de maio de 2020

Vitória dos trabalhadores junto com o sindicato contra a USIMINAS: a partir da ação do sindicato, judiciário decide em liminar que empresa suspenda todas as demissões.

20/05/20  A partir das denúncias e da ação judicial encaminhadas pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Baixada Santista/SP, o Judiciário determinou que a Usiminas tem que suspender todas as demissões que fez desde o dia 19 de maio e retomar as negociações com o Sindicato.
Essa é uma importante vitória nessa batalha contra os ataques da Usiminas que se aproveita da pandemia para não só preservar, como ampliar seus lucros.
O Sindicato tem batalhado por um acordo emergencial que proteja os salários e os empregos dos trabalhadores e denunciado a ação da Usiminas que se aproveita do momento de tragédia que vivemos no mundo todo para colocar na rua 900 trabalhadores.
Mesmo tentando derrubar essa decisão judicial, a Usiminas não conseguirá esconder a intenção da direção da empresa e de seus acionistas que é impor o mesmo massacre contra os trabalhadores que fez em 2015: demitir em massa para garantir mais lucros.
A decisão judicial faz com que a Usiminas reintegre imediatamente todos os trabalhadores que foram demitidos nessa semana e o Sindicato segue firme junto com os trabalhadores na luta para garantir a proteção dos salários e dos empregos dos trabalhadores.
https://www.intersindical.org.br/2020/05/20/vitoria-dos-trabalhadores-juntos-com-o-sindicato/

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Dana e Perto/Digicon retornam em meio ao avanço do coronavírus. Na Perto, ainda teve demissão

 29/04/20 - Nesta semana, a Oposição Metalúrgica de Gravataí (OSM) esteve junto com os trabalhadores no retorno da DANA na 2ª feira (27/04) após as férias em decorrência dos impactos da pandemia do corona.


 

DANA



Na 3ª feira (28/04), voltamos à entrada da PERTO/ DIGICON para denunciar as cerca de 300 demissões feitas pela empresa. As fábricas retornaram das férias com 100% da operação na 5ª feira (23/04) e, na 6ª feira muitos trabalhadores já foram mandados pra rua, prosseguindo ainda nesta segunda (27/04). Temos informações de que, antes da quarentena, a PERTO/DIGICON já tinha demitido 120 trabalhadores. 
 
PERTO/DIGICON

Se diminuíram os pedidos devido à crise econômica agora agravada pelo coronavírus, a empresa que diminua a jornada sem reduzir os salários. A PERTO/ DIGICON ganha bilhões de lucro anual e tem reservas, enquanto os trabalhadores precisam do emprego e do salário para sobreviver.

    Se você conhece algum trabalhador da PERTO/ DIGICON demitido neste período, entre em contato com a Oposição Metalúrgica pelo telefone (51) 98905-7031 (celular e whats). NÃO ACEITAMOS NENHUMA DEMISSÃO E NENHUMA PERDA SALARIAL!





E na 4ª feira (29/04), fomos para a entrada de turno na Soundigital, que demitiu em torno de 18 trabalhadores recentemente. Um mês antes das férias para a quarentena, a empresa implementou um banco de horas que deixou os trabalhadores devendo horas. Eles são obrigados a trabalhar mais horas por dia e nos feriados e nos sábados. A Soundigital também não paga PPR e não tem plano de saúde.
 

Soundigital
Soundigital



PARAR AS FÁBRICAS JÁ. SEM REDUÇÃO DE SALÁRIO E MANUTENÇÃO DOS EMPREGOS!


Oposição Metalúrgica de Gravataí - Abril/ 2020



terça-feira, 14 de abril de 2020

Pandemia do Coronavírus: a vida ou o lucro? Nossas vidas e nossos salários em primeiro lugar!


14/04/20 - A maioria das empresas do Distrito Industrial de Gravataí (RS) está retomando a produção em meio à pandemia do Coronavírus. Na semana passada, os trabalhadores da MUNDIAL voltaram a trabalhar. Nessa segunda-feira (13/04), foi a vez da TDK, da JACKWAL e da PANATLANTICA.

Na DANA e na PERTO, temos informação de que 30% das fábricas reiniciaram ontem, normalizando a produção na semana que vem.

De forma geral, as empresas estão falhando nas medidas mínimas de prevenção e de segurança dos trabalhadores. Temos relatos de que não estão disponibilizando álcool gel e nem mesmo máscaras. Todos sabemos que o distanciamento mínimo de 1,5m a 2m entre cada trabalhador é praticamente impossível dentro das fábricas - inclusive, em alguns prédios não há nem janela para circulação de ar.

A Oposição Metalúrgica (OSM) esteve na entrada dos turnos da TDK, da PANATLANTICA, da JACKWAL e da MUNDIAL nessas segunda e terça-feiras para dizer que a vida dos trabalhadores importam e devem estar acima do LUCRO do patrão! Na entrada do turno 2 da MUNDIAL na segunda à tarde, um chefe da empresa e três seguranças nos expulsaram do pátio, para impossibilitar que pudéssemos conversar com os trabalhadores na chegada ao trabalho.

Ao invés de liberar os trabalhadores para ficarem em casa, garantindo os salários e os direitos para que mais rapidamente possamos enfrentar esta pandemia, a MUNDIAL quis reprimir a Oposição. Além de obrigar os trabalhadores a irem para a fábrica com medo do coronavírus e de demissão, a empresa tenta calar quem defende os metalúrgicos!


Abaixo, divulgamos o panfleto para enviar aos trabalhadores na retomada da produção das empresas do Distrito em Gravataí (RS):







PARAR AS FÁBRICAS JÁ. SEM REDUÇÃO DE SALÁRIO E MANUTENÇÃO DOS EMPREGOS!



Oposição Metalúrgica de Gravataí - Abril/ 2020

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Pandemia do Coronavírus: Relato de trabalhador da Pirelli na Itália sobre as greves nas fábricas em defesa da vida


Divulgamos um breve depoimento de Diego Bossi, operário da Pirelli de Milano, no Norte da Itália - a região mais afetada pela pandemia do coronavírus, que já matou quase 15 mil pessoas e infectou em torno de 120 mil pessoas naquele país até o momento. Diego fala sobre a grave situação enfrentada em seu país e a organização dos trabalhadores nas fábricas, que têm feito greve para parar a produção onde os patrões se negam a fazer.

Este depoimento foi originalmente divulgado em 22 de Março neste link: https://youtu.be/HF4jllEn218



Clique no vídeo para assistir o depoimento:






Oposição Metalúrgica de Gravataí - 3/ Abril/ 2020


segunda-feira, 23 de março de 2020

Pandemia do Coronavírus: Oposição Metalúrgica está junto com os trabalhadores contra a ganância dos patrões!

ATUALIZAÇÃO da matéria em 24/03: a Oposição Metalúrgica (OSM) também realizou manifestação na entrada dos trabalhadores na tarde de ontem. De noite, a empresa comunicou que estava entrando em férias coletivas a partir de 30/03, uma conquista dos trabalhadores organizados junto com a Oposição!

 Os metalúrgicos da
MUNDIAL, junto com a Oposição Metalúrgica (OSM), atrasaram a entrada na madrugada de hoje (23/03/20) em protesto contra a direção da empresa, que mantém a fábrica em operação em meio à pandemia do Coronavírus. Os trabalhadores do turno 1 desceram dos ônibus e ficaram parados uns 20 minutos. O sindicato também estava lá com caminhão de som e não trancou a entrada, nem nada, só ficou vendo a peãozada entrar mesmo contra a vontade.

Os trabalhadores precisaram pressionar a diretoria do sindicato a entrar e negociar com a direção da MUNDIAL, que até onde sabemos não deu em NADA e os trabalhadores tiveram que entrar pra trabalhar.

No sábado (21/03), a empresa já tinha anunciado a liberação dos peão acima de 60 anos e dos que têm problema de saúde crônica. Uns 70% da fábrica ainda continua trabalhando. A MUNDIAL tem por volta de 800 trabalhadores!


PREFEITURA DE GRAVATAÍ CEDE À PRESSÃO DAS EMPRESAS MUNDIAL E DANA E VOLTA ATRÁS NO DECRETO, LIBERANDO AS ATIVIDADES

O prefeito de Gravataí, Marco Alba, emitiu decreto municipal no sábado (21/03) orientando que inclusive as fábricas que não fossem de setores essenciais liberassem seus empregados neste período de gravidade sanitária frente à pandemia do Coronavírus. A GM já tinha parado em regime de day off na semana passada; após a decisão do prefeito, a TDK e a JACKWAL anunciaram parar a partir de hoje 21/03. Porém a MUNDIAL e a DANA, mais preocupadas com seus lucros do que com a saúde dos trabalhadores, pressionaram a prefeitura e conseguiram prosseguir com suas atividades, passando por cima de qualquer orientação das autoridades de saúde. 


Trabalhadores reunidos com direção
do sindicato no pátio da Mundial
A MUNDIAL justificou que as linhas de produção abastecem setores essenciais, como o da produção de carne animal e o de higiene pessoal. A MUNDIAL fabrica utensílios como faca de corte, cortador de unha e alicate para cutícula. Mas isso são essenciais? O que não pode faltar é comida, medicamento e utensílios usados no setor da saúde! Além disso, o setor que produz facas para frigorífico é minúsculo, não justifica a fábrica seguir funcionando.

A DANA disse que dará férias coletivas a partir do dia 30/03, sendo que este afastamento das atividades é de caráter de dispensa médica e, portanto, não deveria ser descontado das férias. Liberou também os acima de 60 anos ou com doenças crônicas. Para continuar produzindo nesta semana, a empresa afirmou que estaria reforçando as medidas de saúde dentro da fábrica, mas os peão continuam trabalhando tudo junto, quando a orientação das autoridades de saúde é de isolamento social. A DANA não produz nenhum produto essencial.

Especialistas na área da saúde afirmam que os dias desde o último sábado (21/03) até esta quarta-feira (25/03) são cruciais para diminuir a curva de casos do vírus. As escolas e o serviço público já pararam semana passada, a algumas indústrias pararam no sábado e foram proibidas aglomerações para conter a epidemia. Mas na DANA e na MUNDIAL os peão vão continuar entrando em ônibus cheios para ir pra fábrica, onde ficam aglomerados na fábrica e manuseando, muitas vezes, os mesmos materiais, máquinas e ferramentas?



LICENÇA REMUNERADA E O TRABALHADOR SEGURO EM CASA!

Os donos das fábricas e a própria diretoria do sindicato dos metalúrgicos (SINMGRA) estão em casa de quarentena, mas os peão têm que ir para a linha de produção. Nós não queremos voltar pra casa e arriscar a vida de nossos filhos e idosos. Por nós e nossas famílias, fábrica parada já!

Exigimos licença remunerada sem perder o salário nem descontar de nossas férias, sem demissões!





Oposição Metalúrgica de Gravataí - Março/ 2020

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

GM e diretoria do sindicato mentem para os trabalhadores !!


GM e diretoria do sindicato mentem pros trabalhadores!!

Mesmo antes da Reforma Trabalhista, os pelegos que ainda estão na direção do sindicato já permitiram contratos temporários, redução de salários e aumento do tempo para chegar no teto salarial. Agora vem dizer que são contra e que forçaram a empresa a acabar com os contratos temporários?!

Pela lei n° 9601/98, é proibido renovar os contratos por mais de 2 anos, a empresa é obrigada a efetivar ou demitir. Devido essa lei é que parte dos trabalhadores será efetivado agora, e não por pressão dessa diretoria pelega pois ela não pressionou em nada. Isso não impede que sejam contratados novos temporários, apenas que a cada 2 anos eles tenham que ser efetivados ou demitidos.

 *Outro golpe: o PPR* 

O carro novo vale $40.000 a mais do que o antigo, em vez de o PPR aumentar, *recebemos um PPR menor que o do ano passado* ?

A GM oferece $7500 pra fechar em $11.000 e parecer uma vitória, mas sabemos que isso é menos do que os 2 últimos anos. Os pelegos aceitarem isso mostra que jogam junto com a empresa. Aumentam os lucros, o valor do carro, a velocidade da linha, as doenças do trabalho, as demissões... mas o PPR baixa.

Durante 2 anos de *contrato temporário* , a empresa fez o que quis com todos os trabalhadores: demissões, rebaixamento salarial, intensificação do ritmo de produção, banco de horas e trabalho aos sábados. Tudo isso com a autorização dos pelegos que hoje estão mentindo que barraram a reforma. 

É preciso ficar ALERTA!

Não há nenhuma garantia que outros trabalhadores não sejam contratados como temporários ou como intermitentes. Além disso, outros ataques estão na pauta de negociação:

  • Redução de salário, pois não repõe nem a inflação nos 2 primeiros anos; 
  • PPR rebaixado e com metas que impõe um ritmo doentio de trabalho;
  • Congelamento da política de progressão salarial por 12 meses;
  • Eliminação do último step da tabela salarial;
  • Possibilidade de novos contratos temporários;
  • Trabalho aos sábados, domingos e feriados;
  • Possibilidade de muitas demissões pois não há nenhuma garantia que todos os trabalhadores contratados serão efetivados!

Não adianta nada se dizer contra o trabalho intermitente e continuar aceitando o banco de horas, day offs e lay offs.

Outro golpe: o acordo não diz nada sobre os demais pontos que a GM ameaçou implementar no início do ano, como a terceirização, a quitação anual e jornada de 12x36! O que não constar agora no acordo coletivo, significa carta branca para a empresa implementar quando quiser.

E tem mais... Em Brasília, o Senado Federal aprovou a desumana reforma da Previdência do governo Bolsonaro, que aumenta o tempo de contribuição e a idade para aposentadoria, além de diminuir os valores que serão pagos aos trabalhadores. Patrões e governos estão juntos para fazer os trabalhadores trabalhar até morrer!

PARA BARRAR A REFORMA TRABALHISTA E A REFORMA DA PREVIDÊNCIA É PRECISO LUTAR E CONSTRUIR A GREVE GERAL. PRECISAMOS SEGUIR O EXEMPLO DOS TRABALHDORES DA GM DOS EUA E DE OUTRAS PARTES DO MUNDO

 Os trabalhadores que estão na GM dos EUA estão há 40 dias em greve. Os pelegos de lá tentam agora a todo custo encerrar a greve, mas os trabalhadores seguem paralisados Esta já é a maior greve desde 1970 nas montadoras americanas! Todo apoio aos trabalhadores que  lutam contra a empresa e os pelegos!

No Chile, as manifestações tomaram as ruas do país fazendo o Presidente recuar no aumento da tarifa de metrô. O aumento foi só o estopim das mobilizações. Desde a ditadura de Pinochet, a miséria só aumenta. Lá a Previdência Pública foi entregue para os banqueiros, através da capitalização, mesmo projeto que almeja o ministro da Economia do governo Bolsonaro aqui no Brasil.

É preciso acender agora no Brasil, o pavio da luta que se amplia por todo o mundo. Para defender a dignidade e melhores condições de vida e trabalho, não tem outro caminho que não seja a luta da classe trabalhadora!*


Publicado em 30/10/2019


domingo, 21 de julho de 2019

quarta-feira, 20 de março de 2019

Os pelegos entregaram o abono dos trabalhadores e ganharam presente dos patrões


Em 2014, os pelegos aceitaram o acordo com a GM dobrando o tempo para chegar ao teto salarial. Logo depois desse acordo, os pelegos fizeram outro acordo com a GM e Sistemistas garantindo dinheiro das empresas para o sindicato. Veja a cláusula do Acordo:


CLÁUSULA TERCEIRA - CONTRIBUIÇÃO EM BENEFÍCIO DA CATEGORIA PROFISSIONAL 
As empresas integrantes do Complexo Automotivo de Gravataí firmatárias do presente acordo coletivo de trabalho disponibilizarão ao Sindicato dos Trabalhadores contribuição em benefício da categoria profissional destinada à cobertura de investimentos projetados na sede recreativa-esportiva do Sindicato e que trarão benefícios tanto aos empregados das Empregadoras Signatárias quanto à toda categoria profissional.

PARÁGRAFO PRIMEIRO 

Cada empresa arcará com o valor corresponde a R$ 100,00 (cem reais) por empregado seu em atividade no dia 01 de julho de 2014.

CLÁUSULA SEXTA - DIVULGAÇÃO DESTE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO 
As partes se comprometem a divulgar os termos do presente Acordo aos seus representados.


Quem paga a banda escolhe a música: não tem essa que o dinheiro é para investir em clube recreativo para a categoria, os patrões colocaram dinheiro no Sindicato para manter os pelegos mansos aceitando os Acordos que detonaram com nossos direitos.

sábado, 16 de março de 2019

Eleição do Sindicato dos Metalúrgicos. 21 e 22 de Março VOTE CHAPA 2

Chegou a hora, com a Chapa 2, o sindicato vai ser dos trabalhadores.

Chapa de Oposição da Intersindical está registrada para eleição.
Agora vamos juntos garantir que a decisão dos metalúrgicos de Gravataí seja respeitada.

Depois de anos de luta para garantir que os metalúrgicos de Gravataí tivessem seu direito de definir os rumos do Sindicato, o Judiciário decidiu no dia 27 de fevereiro sobre a ação judicial movida pela Oposição em que denunciamos a assembleia fraudulenta realizada pela atual diretoria que alterou o Estatuto com o objetivo de impedir que chapas de oposições disputassem a eleição.

Ficou provado a falcatrua dos pelegos que alteraram o estatuto para se manter no Sindicato a qualquer custo

Ficou provado que as alterações no Estatuto que mudavam o número de membros para a diretoria de 22 para 67 trabalhadores tinham como objetivo manter a qualquer custo a atual diretoria da Força Sindical que há anos desempenha a função de ser capacho dos interesses dos patrões, aceitando a redução de direitos e salários.

A CHAPA 2 da Intersindical está inscrita, agora vamos exigir que o processo eleitoral aconteça de forma transparente, com a devida participação da Oposição na coleta e fiscalização dos votos.

Garantir que os metalúrgicos possam decidir livremente sobre os rumos do Sindicato e para ter um instrumento de defesa dos direitos e por melhores condições de trabalho o voto é CHAPA 2, PORQUE SINDICATO É PRA LUTAR!

O voto é seu e é secreto, então não aceite pressão das chefias e dos pelegos.Vote CHAPA 2 para que o sindicato seja o instrumento de defesa  dos direitos.


A CHAPA 2 é formada por metalúrgicos/as que trabalham na GM, DANA, TDK, Jackwal, Perto/Digicon, Amvian, Baires, Usiaço, Panatlantica, GloboInox, e conhecem a dura realidade dos locais de trabalho. Os companheiros da CHAPA 2 têm o compromisso de trazer o Sindicato para a categoria e fazer a luta em defesa dos direitos, do emprego e por melhores condições de trabalho.
A CHAPA 2 é independente em relação aos patrões e seus governos, nosso compromisso é com os trabalhadores.




terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

GM: Os 21 pontos apresentados pela empresa para retirar direitos dos trabalhadores


A seguir, divulgamos os 21 pontos que a GM quer "negociar" com o sindicato dos metalúrgicos de Gravataí (RS).

Na realidade a GM quer negociar 14 pontos, porque 7 já foram aceitos pela atual direção do sindicato nos anos anteriores sem a GM nem pressionar...


Nós, da Oposição Metalúrgica, fizemos comentários abaixo de cada item para esclarecer o que significam ou como irão impactar os trabalhadores.


Para manter seus lucros e com a desculpa de prosseguir investindo no CIAG, a GM quer diminuir nossos salários e retirar e reduzir nossos direitos, bem como arrancar ainda mais isenções e benefícios fiscais dos governos - dinheiro da população, que deveria retornar em serviços públicos de saúde, educação etc e os governos dão para a GM.


Não podemos aceitar mais ataques!



O que a GM está propondo?

O que significa isso?

3 - Negociação de participação nos resultados com revisão de regras de aplicação, prevalência da proporcionalidade, transição para aplicação da equivalência salarial e inclusão de produtividade. Gravataí, já faz mais carros que as 2 plantas de SP juntas, com muito menos trabalhadores. Aqui já funcionam as “regras” dos sonhos da GM com a maior produtividade da GM mundial.
Direção do sindicato inclusive já aceitou o fim do abono de R$ 4 mil que era pago com o PPR até 2017.

4 - Participação dos resultados por três anos. Zero no primeiro ano, 50% no segundo e 100% no terceiro ano. O PPR já é uma migalhinha perto da quantidade carros que produzimos.
É menos que 0,2% do valor produzido por cada trabalhador.
Se o PPR fosse 1% do valor produzido por cada trabalhador seria R$ 67.617,00
5 - Suspensão da contribuição da GM por 12 meses para a previdência A GM vai passar um ano sem pagar o INSS, vai ser um ano trabalhado que não vai contar para a aposentadoria. E se o trabalhador não quiser perder esse ano, teria que contribuir por conta pagando 12% do seu salario miserável para o INSS.
6 - Alteração do plano médico. O plano de saúde já é muito caro, o que mais a GM quer alterar? Vai ficar impossível usar o plano de saúde!
7 - Implementação do trabalho intermitente por acordo individual e coletivo. O trabalhador tem que ficar à disposição da empresa e só recebe pelas horas trabalhadas. Então por exemplo, se a empresa tiver que parar uma semana por uma baixa da produção, os trabalhadores ficarão em casa e não receberão nada por esses dias e quando a empresa chamar serão obrigados a voltar a trabalhar.
10 - Piso salarial de R$ 1,3 mil. Em São José dos Campos a exigência da GM é abaixar o salário INICIAL de R$ 2.324 para R$ 1.600. Aqui  produzimos MUITO mais! O piso aqui  deve ser maior que os R$ 2.324 de São José! E mesmo assim os lucros da GM ainda seriam gigantescos!!
11 - Redução do período de complementação do auxílio previdenciário para 60 dias. Vão diminuir a complementação que a empresa faz ao INSS quando um trabalhador está recebendo auxílio-doença.
12 - Renovação dos acordos de flexibilidade. Depois de rebaixar tanto as condições de trabalho, vão deixar em aberto para “flexibilizar” ainda mais.
13 - Rescisão no curso do afastamento para empregados com tempo para aposentadoria. A GM pode demitir um trabalhador que esteja com a estabilidade anterior à aposentadoria, caso ele esteja afastado por doença.
14 - Desconsideração de horas extraordinárias. Aumentar as horas trabalhadas sem pagar elas como hora extra.
Mas na prática isso já vem acontecendo, pois muitas vezes os contra-cheques vêm faltando parte do pagamento...
15 - Trabalho em regime de tempo parcial. Ser contratado para trabalhar só alguns dias por semana, ou só algumas horas por mês e receber apenas o equivalente a essas horas.
A empresa pode demitir, para contratar outros em regime de tempo parcial.
16 - Jornada especial de trabalho de 12 por 36. O trabalhador faria 12 horas seguidas. se pelo o ritmo da GM já tem trabalhador desmaiando na linha com 6 horas de trabalho, quem dirá 12 horas. Além do que trabalharíamos em uma semana em sábado e outra em domingo sem receber os 100% de adicional de hora extra.
E trabalharia nos feriados sem receber os 100%.
18 - Regramento do contrato de trabalho intermitente. Está explicado no ponto 7 como seria essa forma de contrato de trabalho.
20 - Cláusula regrando a adoção de termo de quitação anual de obrigações trabalhistas. No final de cada ano todos os trabalhadores terão que assinar um termo assumindo que a GM fez tudo dentro da lei e que não houve nenhuma irregularidade no pagamento de salários, no pagamento de benefícios e que também não havia nenhuma irregularidade nas condições de trabalho. Isso acaba com a possibilidade do trabalhador entrar na Justiça contra a empresa após sair do emprego.

Os 7 pontos abaixo são os que a atual direção do sindicato já aceitou (em acordos coletivos anteriores) e já está em prática.

O que a GM está propondo?

Como isso já está acontecendo?

1 - Formação de acordo coletivo de longa duração - dois anos, renováveis por mais dois anos. A GM não precisa propor isso. Porque desde 2014 a atual direção do sindicato já faz acordos válidos por 3 anos, e em 2017 não só renovou aquele acordo como retirou mais direitos ainda.
2 - Negociação de valor fixo e substituição do aumento salarial para empregado horista; e congelamento ou redução da meritocracia para mensalistas. O plano de carreira já está como a GM quer em Gravataí. O peão não chegará no teto nunca! Com aumentos miseráveis a cada 9 meses! Até 2008 eram 2 anos pra chegar no teto!
Aqui a pelegada que ta no sindicato já fez algo pior ainda! Aceitaram quem em 2017 e 2018 não tivesse reajuste salarial nem da inflação.
E ainda tiraram o abono de R$ 4.000 por um bônus que esse anos será de R$ 0!!!
8 - Terceirização de atividades meio e fim. GM sempre fez terceirização de atividades como inspeção de qualidade.
Nos últimos anos vimos a terceirização da atividade fim também, muitos colegas foram demitidos e seus postos de trabalho foram assumidos por trabalhadores da CEVA.
Assim diminui a responsabilidade da GM em relação a salario e condições de trabalho. Esses trabalhadores recebem bem menos e tem menos direitos.
A direção do sindicato diz que é contra terceirização mas se fazem de cegos pra beneficiar a GM.
9 - Jornada de trabalho de 44 horas semanais para novas contratações. O acordo feito pela direção do sindicato com a GM já diz que a jornada de trabalho pode ser maior que 40 horas semanais quando a empresa quiser. ( Com sábado produtivo dá 48 horas semanais!)
Se a jornada “normal” for de 44 horas a empresa não pagará o adicional de hora extra de 50% dessas horas a mais.
17 - Ajuste na cláusula de férias com parcelamento previsto em lei. A direção do sindicato já aceitou isso no último acordo coletivo.
19 - Inaplicabilidade de isonomia salarial acima dos 48 meses para uma nova grade.  A GM pode fazer outro plano de carreira com salários menores. E os que ganham menos não poderão nem recorrer a justiça pedindo igualdade salarial.
Isso na prática já ocorreu nos acordo feitos pela atual direção do sindicato em 2009, 2014 e 2017.
Vão demitir trabalhadores para contratar outros com essa grade salarial menor.
21 - Congelamento da política de progressão salarial horista por 12 meses. A empresa vai congelar os aumentos de salário do plano de carreira por 12 meses. Ou seja, se o trabalhador recebeu o aumento de salário de 9 meses este mês, só vai receber o próximo depois de 12 meses + 9 meses. Ou seja, depois de 1 ano e 9 meses.
A direção do sindicato já aceitou esse tipo de coisa porque fez acordo com a GM pra não ter reajuste salarial em 2017 e 2018.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Para defender o emprego, os direitos e garantir o aumento salarial é preciso continuar a luta!



Veja abaixo o jornal distribuído pela Oposição Metalúrgica de Gravataí no CIAG, nas fábricas do Distrito Industrial e demais empresas nesta 4ª e 5ª feiras (23 e 24/01/2019). Tem texto sobre a retirada dos direitos dos trabalhadores que o Governo Bolsonaro e o capital quer denunciar; sobre a ameaça da direção da GM em tirar suas fábricas da América Latina e denúncias dos trabalhadores das empresas.


Também lembramos que até Abril/2019 deverá ter eleição para a direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí. Este é o momento em que podemos botar essa direção pelega, que entrega nossos direitos e faz acordo com o patrão, pra correr. NÃO SE DESFILIE do sindicato, pois apenas os SÓCIOS poderão votar. Entre em contato com a Oposição Metalúrgica e vamos tomar o sindicato para as mãos dos trabalhadores!

CLIQUE AQUI para baixar o jornal no seu computador ou no celular













segunda-feira, 27 de agosto de 2018

GM: Enquanto o PPR e o salário ficam congelados, os lucros estão em alta!

A montadora General Motors (GM) informou no dia 25/07/2018 que obteve no segundo trimestre um lucro liquido de US$ 2,4 bilhões
de dólares, ou seja, mais de R$ 8 bilhões de reais UM AUMENTO DE 43,1% se comparado ao mesmo período de 2017.
A GM foi a montadora que mais vendeu no primeiro semestre de 2018 só para o mercado interno foi mais de 89 mil unidades do modelo ONIX.
Mesmo com a produção e as vendas em alta as ameaças para manter a meta e a produtividade não param. Tem sido costume a empresa
ameaçar os trabalhadores, forçando que trabalhem mais e mais rápido. Caso contrário, segundo eles, a baixa produtividade
incidirá no pagamento do PPR. Atenção, peão: Calote ao PPR, NÃO! A oposição metalúrgica de Gravataí é contra as metas do PPR. Pois as metas são apenas uma forma de explorar mais intensamente a peãozada, e também contribui para o aumento de doenças e acidentes ocasionados pela fatigante jornada de trabalho da GM.

Mais trabalho e menos salário:
O acordo realizado entre esta diretoria do sindicato e a empresa, para descontar gradualmente no salário dos trabalhadores os
supostos “erros” de depósito do RH, apenas legaliza uma prática recorrente da GM: trabalhar mais, pagando menos.
Se possível, nada! Como aconteceu em julho deste ano.

No olho da rua e com a cara na miséria

A onda de demissões na empresa também impõe ritmo maior na fábrica. Com medo de ser demitido, a empresa força os trabalhadores através da concorrência, para atingir patamares de produção bem superiores do que havia até então.
As demissões, como abordamos nos boletins anteriores, é fruto da ultima campanha salarial, quando a pelegada do sindicato acordou com a empresa em nome dos trabalhadores. Congelou a progressão salarial e rebaixou os salários. Agora os trabalhadores percebem que o PPR é uma esmola. Assim, pagando mais barato, demitem os metalúrgicos antigos, com hora mais cara, e forçam os novatos a dar o sangue e a alma para a empresa.
Os trabalhadores novos e também os antigos são obrigados a aumentar a intensidade da linha de produção, com a extensão das jornadas aos sábados tem aumentado o adoecimento dos trabalhadores no Complexo.
Acidentes de trabalho, desmaios é algo comum na linha de produção, afinal ela não pode parar! E quando o trabalhador descobre que tem doença do trabalho, a empresa se nega a dar a CAT, pois não quer se responsabilizar pelas doenças que são geradas na linha de produção.
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